Graphic Marvel : O Hulk e o Coisa ( 1990 )

Salve Quadrinheiros !
 
Começando a semana, vou falar de uma Graphic Novel muito divertida, que na época eu li e reli só pra rir muito: A Graphic Marvel no.1 : O Hulk e o Coisa.
A história é simples, e é bem divertida. Temos um encontro dos, literalmente, monstros sagrados da Marvel em uma aventura espacial pra lá de engraçada. Imagine só o Hulk ( burro feito uma porta ) e o Coisa ( que não é um exemplo de inteligência ) sendo sequestrados por uma polícia alienígena pra salvarem um planeta de um chefão do crime conhecido como “Senth Obbraço” ! Sério, olha o nome do truta !
 
Aliás, os nomes são todos assim, tem o “Themcor Pomolle“, “Dhu Ethe“, “Kissal Afrário“, “Al Mofadinha“… tudo parecendo os nomes dos vilões das aventuras do Tio Patinhas.
 
O roteiro bem humorado foi por conta de Jim Starlin e os desenhso estão ótimos e são de Berni Wrightson. Tem momentos hilários… como quando os dois procuram um disfarce e o Hulk apenas soca um polvo falante e coloca na cabeça, dizendo que é um chapéu, ou quando estão encurralados por um monte de bandidos e o Coisa tenta dialogar, mas ninguém responde. Quando ele diz pra ir pra cima, o Hulk impede e diz “agora é a vez do Hulk dialogar com a tchurma.”… hahahaha… todo mundo acaba dormindo de tão chato que é o diálogo do Hulk, que só está calmo porque colocaram ions positivos no sangue dele por 24 horas.
 

Quando finalmente chegam até o tal chefão do crime, os dois começam a levar uma surra e o Coisa fica tentando irritar o Hulk pra ele ficar mais forte, com um monte de chingamentos muito engraçados. De filho de abacateiro a monte de caca. hahaha… 

 
Ao final, quando eles retornam, descobrem que arriscaram a vida por conta de um temperinho cósmico… hahaha… Vale a pena, até mesmo porque no final o Hulk ainda apronta mais uma.
 
Recomendo a leitura, é uma estorinha feita de forma muito comica, com muita inteligência, piadas divertidas e caracterização ótima dos personagens.
Se não leu ainda, procure e leia.
Aliás, esta revista é a primeira de uma série de Graphic Novels que a editora Abril lançou no Brasil como “Graphic Marvel”. Diga-se de passagem, tem várias edições excelentes, como quando o Dr. Estranho ajuda o Dr. Destino a salvar sua mãe do Mefisto. Ou a Vingança do Monolito Vivo, quando ele se torna um planeta no espaço. Foram apenas 17 edições, mas que todas muito bem escolhidas, alí no começo dos anos 90.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.
 

Guerras Secretas – Marvel Super Heroes Secret Wars

Oi amigos do blog. Guerras Secretas

Hoje falarei sobre uma das melhores ( pra mim, uma das TOP 5 ) estórias já lançadas pela Marvel: Guerras Secretas.
 
Esta tem um gosto mais especial, porque foi a primeira maxi-série que eu li na vidaGuerras Secretas. Estava na casa dos 9-10 anos de idade, começando a aventura de ler sozinho alí por 1985 e minha mãe aparece com a número 1 em casa, porque vinha com um álbum e figurinhas de brinde, e eu AMAVA colecionar figurinhas ( depois eu viria a saber que na verdade, o ato de colecionar se tornaria uma grande parte da minha vida…. :ppppp ). Aí, estou eu lá lendo e me maravilhando com a primeira parte e fico fissurado pra ler tudo. E o que tem de especial ? Apenas um dos melhores crossovers da Marvel de todos os tempos.
 
Situando: O ano é 1984 e a Mattel quer lançar uma linha nova de brinquedos e pra isso faz uma parceria com a Marvel. Como a editora já tinha vários pedidos de fãs a anos pedindo um encontro de vários heróis e vários vilões em uma estória só, acabam juntando e lançam a série, a principio de cunho comercial, Marvel Super Heroes Secret Wars. O mais bacana é que, embora o objetivo primário fosse uma ação de marketing em conjunto, a estória é tão boa que até hoje é referencia pra muita gente ( eu incluso ).
 
Vamos resumir um pouco a publicação, já que meu objetivo neste blog é comentar e não registrar as estórias. Ainda mais que pelo que eu sei, já foi publicada 4 vezes no Brasil e se não me engano, na Coleção de Graphic Novels da Salvat vai sair de novo… hehehehehe… Dada a importância da estória, acho que todo mundo já leu, né.
 
Guerras SecretasTudo começa com a aparição de um estranho aro gigante de aparência alienígena no meio do Central Park. E vários heróis vão lá pra descobrir o que é e acabam desaparecendo dentro dela. No momento seguinte são teleportados pra um confim da galáxia e percebem que estão em uma estrutura flutuando no meio do espaço. Em outra estrutura similar estão vários vilões, entre eles o Galactus, Dr. Destino, Homem Molecular, Ultron, Gangue da Demolição, Encantor e vários “peixes pequenos”. Do lado dos heróis vemos X-Men, Vingadores, Quarteto Fantástico, Hulk, Homem-aranha e um Magneto deslocado. Quando você está tão confuso quanto eles, aparece uma fenda no espaço que destrói uma galáxia inteira e cria uma estrela e um planeta feito de vários outros bem na frente deles. E uma voz:

Eu sou Beyonder, eu transcendo a simples existência. Destruam seus oponentes e todos os seus sonhos serão realizados. 
 
Galactus parte pra cima da fenda e o Dr. Destino o segue. De repente, os dois são rechaçados como se não fossem nada e a gente fica pensando em que tipo de “deus” está ali dentro da fenda. As máquinas se deslocam pro planeta em pontos diferentes e começa uma batalha. Acho que são vários momentos muito legais, é uma sucessão de bons momentos num roteiro muito coeso, avançado até se a gente parar pra pensar. Estão todos os personagens muito bem caracterizados. Temos um Dr. Destino incrivelmente diabólico, o Galactus como gostamos de ver, a interação entre todos os heróis, as divergências, discussões, acertos de conta entre os heróis e vilões, todo um fator humano, inteligente, heroico. Além disso, uma das cidades que foi usada pra formar o planeta é Denver. De onde vieram duas moças que o Dr. Destino deu poderes, a Vulcana e a Titânia.
Uma com poderes de calor e a outra com super força e uma arrogância maior ainda. Em um certo momento, a Titânia sai no braço com o Homem-aranha e leva uma surra do escalador de paredes… é um dos grande momentos da saga, que também tem direito a uma montanha inteira sendo jogada em cima dos heróis. Aliás, este era o número 4, que foi justamente uma das que eu quase fiquei sem. Na época que foi lançada no Brasil, nos idos de 1986, a periodicidade não estava certinha. Eu fiz meu pai correr tudo que foi banca da cidade pra poder encontrar. Lembro-me de fazer ele parar no meio do caminho de uma viagem pra casa dos meus avós em Minas Gerais pra eu consultar uma banca e, por sorte, achei. Fui lendo a viagem toda, feliz da vida ! ( e com as figurinhas… ). Lembrando também que a edição 12 foi bem complicada de achar… além de demorar muito pra sair, não foi pra todos os locais e eu levei meses pra conseguir saber o final da saga, já que não havia internet, né… :p Outras passagens que merecem destaque é quando o Homem aranha luta sozinho com todos os X-Men, quando o Thor peita os vilões sozinho e quase é desintegrado pelo Ultron que foi reprogramado pelo Dr. Destino pra ser seu guarda costas. Todos os heróis enfrentando Galactus para que ele não “coma” o planeta, e acaba indo absorver sua própria nave que tem o tamanho de um sistema solar. Dá pra imaginar isso ???
Vemos o retorno do Garra Sônica, a nova Mulher-aranha… muitos fatos que viraram canônicos. Inclusive o começo de uma nova fase solo do Coisa, já que ao final ele opta por ficar sozinho no planeta do Beyonder ( lá ele consegue mudar de aparência quando quer ) e pede pra Mulher Hulk ficar no lugar dele. A fase do Quarteto sem o coisa foi bem boa também, com direto a Zona Negativa e tudo o mais, mas é pra outro post.
 
O clímax é o final, sem dúvida alguma. O Dr. Destino consegue roubar a energia do Galactus e parte pra enfrentar o Beyonder e quando você pensa que ele perdeu a batalha, já com duas amputações, ele revida e vence o onipotente ser, tomando todo seu poder pra si. A partir daí, desespero é pouco. Ver o Dr. Destino grandioso, poderoso e ainda humano, é gratificante. Genial. Obra de Jim Shooter, grande argumentista que também era o editor da Marvel na época. Os diálogos muito bem pensados, mas tem que ler em inglês, já que em português estão bem mudados e adaptados. Inclusive na edição de A Teia do Aranha, uma fala enorme do Sr. Fantástico com o Hulk quando estava soterrados pela montanha foi cortada e ficou fraco. Tomara que a Salvat revise tudo e seja mais fiel no relançamento. Acho que merece um cuidado especial traduções de HQ, mas as vezes parece que quem traduz não é do meio. Há quem critique os desenhos, que foram divididos entre Mike Zeck e Bob Layton, mas eu já gosto, acho muito bons, gosto da forma com que são retratados, alguns enquadramentos são muito legais. Também acho algumas das capas muito históricas, principalmente a 10. 

 Esta saga serviu também pra lançar o novo uniforme do Homem-aranha, que depois seria revelado como um simbionte alienígena, e por fim se tornaria o Venom ao se unir ao Eddie Brock algumas edições depois.

Guerras Secretas
O curioso é que na época, a Gulliver lançava os produtos Mattel no Brasil, e como aqui várias estórias ainda estavam com muita defasagem da americana ( algumas em 3 a 4 anos de diferença do lançamento nos EUA ), a abril precisou fazer várias adaptações na história, mudar diálogo, adequar páginas e desenhos, pra não estragar a cronologia dos personagens que já estavam diferentes, alguns até nem tinham aparecido aqui ainda. Então, a Capitã Marvel, o dragão Lockhead e a Vampira que estavam no original, foram limadas completamente da publicação. Assim como foi inventado motivos pro visual de alguns heróis, já que a Tempestade estava na fase punk, o Professor X estava andando, o uniforme do Homem-Aranha voltou ao normal ( ainda não estava na hora aqui no Brasil)  entre outras mudancinhas. Só que eu só viria a saber anos mais tarde, quando foi republicado na revista A Teia do Aranha em 1996, a versão completa e com diálogos revisados e adequados novamente. Uma nota especial cabe neste momento, sobre como as versões se modificam. Pra mim, em muitos momentos, parecia que eu lia outra estória, já que as mudanças foram enormes e eu havia decorado muitas frases da original dos anos 80. E também nesta época as revistas vinham com fichas dos personagens no final. Muito legal mesmo… tudo mágico pra um garoto de 10 anos. Pena que eu não tive os brinquedos. Meu primo teve… eu ganhei o Thundertank e um Lion-o que acendia os olhos. Gostei do mesmo jeito.
 
Uns 2 anos depois foi lançada uma continuação, chamada de Secret Wars II, em que o Beyonder vem a Terra pra viver a experiencia humana… um desastre absurdo de publicação… não chegou aos pés da primeira e nem faz jus ao nome. Pena…
 
Como percebem, tenho uma ligação emocional com esta saga em especial. E sinto orgulho disso.
 
Deixo algumas imagens mais legais abaixo, espero que gostem.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.
 
 
Guerras Secretas
  
 
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Guerras Secretas 

 

 
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Superboy – Revista de Aço

SUPERBOY

SuperboyHoje gostaria de relembrar um personagem que já teve várias encarnações diferentes, mas vou falar apenas da minha favorita. O Superboy, que seria uma versão adolescente do Super-homem.
Este Superboy surgiu logo após a morte do Super-homem, em 1994. Ele era uma das 4 pessoas que apareceram se intitulando o Azulão que havia retornado. Entre eles estavam o Erradicador ( um artefato kryptoniano feito pra preservar a cultura de Krypton que acaba adquirindo consciencia e um corpo ), o Super-cyborg ( Henry “Hank” Henshaw, um astronauta que consegue transferir sua consciência pra máquinas e que fez isso pela primeira vez na matriz onde o pequeno Kal-el veio pra terra e ali conseguiu seu DNA e clonou seu corpo), o Homem de Aço ( depois conhecido apenas como Aço ) e o Superboy, que odiava ser chamado Superboyassim, mas que depois que o Super-homem diz que ele fez por merecer o nome, começa a usar com orgulho. E este era o único nome dele, já que não tinha identidade secreta e nem um nascer humano como qualquer um.
Este Superboy, criado por Karl Kesel e Tom Grummett tinha uma personalidade muito divertida. Era mais desencanado, brincalhão e era a cara dos adolescentes dos anos 90. Com o uniforme mais cool, usando uma jaquetinha preta com a logo costurada atrás, um par de óculos redodinhos, luvas e um par de cintos, pra mim é um dos uniformes mais legais desenhados pro personagem até hoje.
Logo de cara ele participa de todo o arco de histórias do “Retorno do Superman“, ajudando o original a derrotar o Super-cyborg que se revela um vilão de grosso calibre.
 
Após esta turbulência ele se depara com a continuação de sua vida. Aparece um empresário bem meia boca Rex Leech que tem uma filha adolescente, Roxy Leech, que tem uma paixão pelo garoto, mas não admite. 
Na primeira edição da revista é revelado que o novo Superboy é fruto de um experimento do Cadmus que se preparava pra ter um novo Super-homem caso o original viesse a falecer. Entretanto, o DNA kryptoniano é indecifrável e eles preencheram os vazios como acharam melhor. Assim, este Superboy não tem todos os poderes do original, mas tem um poder interessantíssimo: Telecinese táctil, que simula a força e o poder de voo, bem como a invulnerabilidade. Assim, em uma turnê pelo país, ele passa pelo Hawaii e resolve fixar moradia lá quando conhece a Tanna Moon, uma reporter que ele acaba namorando. ( Coincidência, né… reporter… ). Então vive com o empresário, sua filha e com Dubilex que se

torna sua “babá“. Como ele fugiu antes de terminar sua maturação, o processo mental e corporal dele parou em 16 anos de idade. É divertido ver ele citando obras e referencias que ele nunca viu, mas as memórias implantadas davam a ele mesmo assim. Como quando ele diz ao Super-homem que vai seguir em direção a 2a. estrela, rumo ao amanhecer. Kal-el diz que citar Peter Pan é conveniente, e ele diz que quem disse isso foi o Capitão Kirk. ( hehehehe….véio adora… )

Achei muito inteligente e divertida esta fase do personagem. Ele tinha personalidade, estava num lugar diferente, de praia, enfrentando novos vilões, aprendendo, e as memórias dele, que não são dele, vão sendo mostradas pra gente. É curioso ver o “marketing” que o empresário dele faz. Tudo muito inteligente. Vale a pena procurar por esta fase se você não a leu. É muito anos 90, muito legal mesmo.

Nas revistas de série do Superboy que foi lançado na época também havia histórias do Super-homem cabeludo. Numa delas, ele enfrenta o Lobo e é legal ao final o Maioral admitir que o Super ainda é um babaca, mas o babaca mais barra pesada do universo… hehehe… 

Devido ao GAP de minha leitura ao final  dos anos 90 até uma ou outra edição durante os últimos 10 anos, eu não sei como ele virou este Connor Kent chato pra dedéu que está nas histórias dos Novos Titãs e que fez parte da Young Justice. Parece que um tempo depois, foi dito que o DNA que foi usado pra preencher os “buracos” no DNA kryptoniano era do Lex Luthor. Por algum motivo, após este retcon, ele perdeu a inocência e jovialidade, ficando um cara mala, com comportamento depressivo, frio e distante. Ou seja, cagaram no personagem, com todo respeito a você que lê isso. Se alguém puder me contar mais nos comentários, agradeço.
Outro fato curioso é o preço… a revista foi lançada no Brasil em novembro de 1994, por R$ 1,45. Fatidicamente, a edição número 10, já estava R$ 1,80. Olha só como era mais fácil comprar nesta época, mesmo com esta inflação, acho que pouco se justifica nos dias de hoje este preço excessivo das revistas da Panini. Quadrinhos hoje em dia é pra elite… na minha época, era cala-boca de criança, de tão baratinho.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.
 
 

  

 
Bonus:
O Superboy dos desenho animados dos anos 70/80.
 
 

Batman: Morte em Família

Escrever sobre o Batman é uma delícia. Pra mim, é simplesmente um dos melhores personagens já criados para os quadrinhos. É complexo e polêmico. É de tal profundidade e simplicidade que mesmo o mais certinho dos mortais se identifica com ele.
 
morte em família
Morte em Família é um arco de histórias dos mais importantes já feitos com o cruzado encapuzado de Gothan. É uma obra prima que revirou tudo numa época em que várias histórias na linha de reviravoltas e mortes importantes estava em alta. Matar um Robin era algo muito forte na época. Ainda mais o Jason Todd que era muito diferente do Dick Grayson. Jason era colérico, indisciplinado. Fora o ineditismo de deixar o final por conta de votação do público por telefone. Algo que até então não se fazia. Apenas muitos anos depois foi mostrada a página que seria lançada caso a votação fosse contrária, em 2006, em Batman Anual 25.
Sempre digo que o final dos anos 80 foram insuperáveis em termos de roteiros, argumentos e mudanças positivas nos quadrinhos. Não porque era meu comecinho de adolescência, mas porque realmente esta época foi o final das invenções… o começo dos anos 90, ali por 95 é marcado pelo começo das inovações, mas sem criações. Para pra olhar… pouca coisa foi inventada no mundo após esta época. Tudo é recriação e inovação. O mundo anda muito chato, né… hehehe…. ( Coisa de véio ).
 
morte em famíliamorte em famíliaEnfim, Morte em Família mostra a descoberta de Jason Todd para o fato de que sua mãe era viva e poderia ser encontrada. Ele fica obcecado por isso e parte pro mundo em busca dela com a ajuda do Bruce Wayne. Dentre 3 opções, sendo uma delas a Lady Shiva, eles viajam o mundo a procura. Entretanto ao encontrá-la descobre que ela está sendo chantageada pelo Coringa. E pra ajudar mais ainda, ela o trai, entregando-o ao vilão que o espanca sem dó. O marcante é o nível de violência do Príncipe palhaço do crime, é  muito forte, dramático, sufocante, ao ponto de ficar de olhos arregalados e se perguntando: ” Como assim ? “. E como se não fosse pouco, ao invés de matá-lo apenas espancado, ainda colocam ele vivo e absorvendo a explosão de uma dinamite para tentar proteger a mãe traidora. Acho que este é um dos pontos altos, ao se ver o quando o Jason é uma boa pessoa. A despeito de ter se tornado amargo e violento depois, quando retorna e com bom motivo, a essência dele ainda e a de ajudar mesmo as pessoas. E olha que esta rejeição materna, mesmo que devido a ela usar drogas, ser uma pessoa de mente fraca, escrava do emocional poderia e deveria pesar mais para a revolta de uma pessoa, mas no caso do Jason, apenas colaborou para que ele reforçasse seu compromisso em ser mais que um herói, mas um super-heroi. Ele ainda não é meu Robin favorito… aliás ele fica à frente apenas do detestável Damian ( que nunca deveria ter existido, convenhamos… ), mas é um Robin original.
 
morte em família
morte em famíliaA história é bem detetivesca até chegar a este ponto, mas quando chega, esquecemos do resto todo.
Após a morte vemos um Bruce soturno, sentindo muita culpa, mais violento. Fazendo de tudo pra encontrar o Coringa. Aqui, vem uma das coisas mais geniais deste arco, pois ao encontrá-lo, o Batman descobre que ele se tornou Embaixador do Irã na ONU e não pode tocar num fio de cabelo dele. Até o Super-Homem é enviado pra ficar de olho no homem morcego.
 
morte em famíliaJim Starlin foi genial em Morte em Família. Soube escrever uma boa história do Batman. A pegada e o ritmo são mesmo bons, a cara da época mesmo, a época das grandes mudanças. Jim Aparo desenhou toda a série com a arte-final de Mike DeCarlo. E devo confessar que eu realmente adoro este visual dele, com o manto azul e a logo oval amarela. E uma das melhores representações do Coringa pra mim. Aquela boca enorme, rosto fino, queixudo, mau. Mas não o mau apenas por ser mau. Um mau doido, doente. Aquele doido varrido, psicótico. O “cachorro que corre atrás do pneu do carro, mas que não sabe o que fazer se conseguir pega-lo“. O bacana deste desenhista é o movimento, o começo de uma tentativa de quebra de quadros. Pode-se notar que ainda seguia-se muito os quadrinhos certinhos, mas em alguns momentos há esta liberdade de misturar. Era uma época em que as histórias eram contadas com mais detalhes, com mais diálogos, sem depender exclusivamente dos desenhos. Um detalhe muito legal é a coloração de Adrienne Roy, mais dura, sem degrades. Uma forma mais colorida, mais viva, mais desenhada, com menos preocupação de ser mais do que apenas uma história muito boa, sendo bem contada. O que dizer ? Adoro !
morte em família
 
Bom, se ainda não leu, leia. Vale muito. Existe uma edição encadernada, que inclusive traz como o Tim Drake se tornou o Robin e aproveite pra ver os Titãs quando ainda eram legais e o Cyborg não era exagerado como é hoje. Saudades do simples… hoje, parece que tudo é “muito muito“. Comentarei sobre este arco num post só dele, porque merece. Chama-se “Um lugar solitário pra morrer“.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.
FACEBOOK

Little Friends – By Rawlsy

Little Friends by Rawlsy

Encontrei estas imagens e achei bem engraçadinhas, comparando os heróis de poderes parecidos da Marvel e da DC.
Sei que foge um pouco da proposta do blog, mas…

Divirta-se.

O Quadrinheiro Véio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Escrever sobre o Homem-aranha é tarefa bem fácil pra mim. Ele foi meu primeiro super-herói, foi onde comecei a ele quadrinhos e é minha porta de entrada pra este mundo fantástico. Recordo-me até hoje da minha primeira revista dele, Homem-aranha número 37, que vinha com um decalque de camiseta do Homem-aranha. Ganhei a revista da minha mãe. Eu estava na casa da minha avó e fiz ela colocar o decalque numa camiseta branca que eu estava usando… hehehe… Doces recordações de um quadrinheiro veio.
Mas, retornando ao assunto do post, acabo de ler a primeira edição da coleção de Graphic Novels da Editora Salvat. Edição esta que acabou de começar a ser distribuída em todo território nacional e que um leitor da nossa página do Facebook gentilmente me pediu pra comentar. Então, mãos a obra, já que não é trabalho algum.
Bom, inicio apenas dizendo que pra mim existe uma grande diferença entre Graphic Novel e uma passagem dos quadrinhos regulares. Pra mim, uma GN é uma edição feita pra ser assim, com começo – meio – fim, não necessariamente canônica, preferencialmente atemporal. E não apenas uma encadernação especial em papel diferenciado. Juntar 6 edições de uma revista regular numa edição de luxo, pra mim, é só uma encadernação, ok ? Jóia. Que bom que esclarecemos isso.
Esta edição Homem-aranha: De Volta ao Lar é tudo de bom. Sério. A muito tempo não lia algo com qualidade no Homem-aranha. E esta sequencia da revista foi bem escolhida. Deu um up, um retorno aos bons roteiros dos anos 80 que eu tanto sentia falta. Um Homem-aranha crível, um Peter Parker problemático e comum. Os anos 90 foram duros com o cabeça de teia. Saga do clone me fez parar de ler. Li ela inteira, li até o retorno do Peter após a morte do Ben Reilly. Mas a cagada foi tanta que perdi o tesão de continuar. Apenas pra situá-los, a história se passa após a separação do Peter e da Mary Jane Watson, e reune as edições 30-35 do segundo volume de “The amazing Spider-Man“, lançado a partir de junho de 2001. ( Não entendo porque a Salvat não coloca a informação de data original em seus encadernados… se tem, está bem escondido, pois procurei).
J Michael Straczynski é um gênio do roteiro e ritmo. Ele sabe pausar, sabe correr, sabe andar, sabe dar emoção. Ele sabe escolher as palavras, sabe como deixar curioso. Gosto de ler histórias dele. Mas não gostei muito de Babilon 5. ( Respeite, cada um é cada um, ok ? ). Acho que nos quadrinhos ele demonstra mais o que sabe, mais a sua produtividade criativa. Ele nos dá um Peter resgatado após tantos anos de roteiros porcaria ( o final dos anos 90 foram mais duros com o Peter Parker do que qualquer inimigo que ele já teve… ). Vemos o Parker livre, adulto, sofrido, evoluído com o tempo. Uma tendencia natural de um personagem que se torna velho e mais conhecido e atualizado aos tempos atuais, mas mesmo assim procurando manter a sua inocência e visão puras como um super-herói precisa ter. Para ser herói é necessário certo sacrifício e é o que ele começa a demonstrar. E uma das principais características do personagem, que é a persistência, é colocada a prova aqui, já que o vilão da edição é o Morlun, um vilão genial como a muito tempo não se criava. Um vilão frio, que faz a gente sentir medo, faz a gente ficar preocupado mesmo. Quando ele fala “não é nada pessoal“, é de gelar o sangue. Estou meio bobo com esta edição, confesso. :p
Arte do JR Jr. Clique pra ver maior !
A arte dispensa comentários, né… Qualquer um com Romita no nome deve ser lido por todo e qualquer fã de HQ. Sou fã declarado dos Romita e o John Romita Jr arrebenta. Ele tem uma forma de mostrar movimento muito pessoal e isso torna as habilidades do Aranha mais visuais. Quadros grandes, hachuras nas sombras, traços finos… expressões… são um legado e tanto deste artista que, pra mim, é do panteão dos melhores. Pode ver aí nas páginas que estou expondo se estou exagerando. Véio tem por hábito exagerar um tanto, né… mas não é o caso. Fora a tendência de achar que tudo de novo é ruim, o que neste caso também não é. Ah, e soube ontem pelo site Omelete que ele acabou de assinar com a DC, pra desenhar o Super-Homem.
Vale a pena adquirir a edição, mesmo que não pretenda colecionar todos os volumes. E o preço é bom também.
Abraço apertado do Quadrinheiro Véio.

Thor: Por Asgard

Thor Por Asgard
Thor: Por Asgard é tão belo que beira ao sublime. Já começo assim porque é uma obra que impressiona. Uma arte que é rara de se ver em HQ´s, com uma riqueza de detalhes e uma fotografia adoravelmente épica.
Ganhei de presente de aniversário de um bom amigo e confesso que quando eu olhei a capa não dei a importância que a publicação pedia. Porém tudo mudou e fiquei muito grato por ter ganhado.
Por AsgardA história começa com uma batalha em Jotunheim, contra os Gigantes do Gelo, os eternos grandes inimigos de Asgard. Thor neste momento é regente de Asgard, já que os reinos estão sendo acometidos por um inverno super rigoroso a 26 anos e existe uma profecia de que um inverno de 3 anos iria preceder o Ragnarok ( que é basicamente o apocalipse nórdico ) e Odin saiu pra uma peregrinação para descobrir como impedir que isso ocorra, deixando o filho cuidando de tudo. O que mais preocupa os Asgardianos nesta história é que uma profecia diz que o Ragnarok também viria após a morte de Balder, o bravo. E este foi assassinado por Loki ao fugir da prisão. Este foi o começo do inverno longo e o começo do fim dos deuses. Toda a história gira em torno desta base que descrevi aí. Acho muito inteligente, muitos diálogos, muitas reflexões. Uma história pra lá de adulta, sobre sacrifícios, sobre como é o peso da responsabilidade de um reino. E o mais bacana. Thor não pode usar seu martelo enquanto é o regente, tendo que usar armas comuns. É dito que ele só pode ser uma coisa ou outra… Regente do rei ou Guerreiro. Pra ajudar ainda mais, revolta nas ruas e uma disputa entre Lady Sif e Tyr, o deus da guerra, para ter suas ideias ouvidas por Thor, que em meio as discussões opta por se isolar em seus pensamentos. Vemos também um passeio pelos reinos, e é possível entender melhor a extensão da mitologia nórdica que a Marvel adotou.A participação das Valkirias e seus cavalos alados, como as guardiãs e guias dos guerreiros valorosos que tombam em combate e partem rumo a eternidade no Valhala, bem como o reino dos malditos regido por Hella. Fala-se sobre ciclos e isso é muito interessante se pensarmos que os ciclos estão presentes na vida de todo mundo. A única certeza, sempre, é a mudança. E é sobre isso que se trata esta HQ.

Heindall rumo ao Valhalla
Um fato que acho bacana e que até então eu nunca havia ouvido falar, é que a imortalidade dos Asgardianos vem de uma maçã dourada, que está tendo dificuldade de florescer em meio a tanto tempo de inverno, sendo necessária a busca de terras festeis aqui na Terra. Sempre achei que a imortalidade deles fosse um fator natural e não provindo de um fator externo a natureza asgardiana. Curioso, não é ?
Batalha na neveO trabalho de roteiro é de Robert Rodi, que até então é um nome que não me lembrava, mas que fez um excelente trabalho. A arte magistral é de Simone Bianchi e a pintura é de outra Simone: Simone Peruzzi. Como já disse, a arte fala por si. Cores o tempo todo frias, como uma pintura a aquarela a base de água… não sei explicar, veja estas fotos de algumas páginas e tenha sua conclusão. Fazia tempo que não lia algo bom do Thor, e esta me deixou bem contente. A um tempo que eu já acho que as histórias regulares são bem fracas e creio que temos a sorte de ter graphic novels pra resgatar os bons tempos de roteiros bem escritos.
Enfim, recomendo com louvor.
Abraços do Quadrinheiro Véio.
Poderoso Mjolnir

Capitão América : Tempo Esgotado e Soldado Invernal

Bom dia, amigos do Quadrinheiro Véio.
Hoje vou comentar sobre duas edições do Capitão América que foram lançados recentemente na coleção Marvel da Salvat:
Capitão América: Tempo Esgotado e;
Capitão América: Soldado Invernal
São as edições 44 e 45 da coleção e a lombada está certinha, a minha veio com apenas 1mm de diferença. Aceitável. 😀
Soldado InvernalSoldado InvernalBom, a primeira coisa a se considerar quando se lê sobre o Capitão América é que suas histórias são sempre sobre Guerras, sejam guerras abertas ou secretas, é sempre sobre espionagem, governo e liberdade. Tudo muito bonito, exceto que em sua maioria, no meu gosto pessoal, é muito chato. Entretanto como leio o Capitão desde que eu era um molequinho, achei muito bom este arco de histórias, que originalmente foi publicado no número de 1 a 14 do volume 5 de Capitão América. Nesta série vemos o Capitão em busca de deter ataques terroristas e percebe em certo momento que quem está por trás é um russo, resto da guerra fria, que tem como arma secreta o Soldado Invernal, que é uma lenda até então. Não vou contar mais detalhes do enredo, acho que é bacana você ler e ter a sua percepção pessoal, mas te digo que é boa. Não está entre as melhores do mundo, mas merece destaque pela importância.
Soldado Invernal

Acho bacana falar sobre ele já que em breve teremos o filme baseado neste arco, que mostra o retorno do parceiro adolescente do Capitão América, Bucky Barnes. E acho que o escritor Ed Brubaker foi muito feliz na forma que contou esta volta de um personagem que por muitos anos era considerado intocável assim como o tio Ben do Peter Parker. Soldado InvernalSendo bem sincero não está entre as melhores histórias que eu li do Capitão América, e nem o desenho merece tanto destaque assim. Alguns angulos são bem legais e a coloração é bacana, mas Steve Epting, embora um bom desenhista, não tem algo que destaque, ou chame a atenção digna de nota. É apenas uma boa história do Capitão com um acontecimento marcante pra caramba. Claro que convenhamos que o Capitão após seu retorno nos Vingadores nos anos 60 nunca foi um dos maiores da Marvel ( exceto atualmente, por conta dos filmes… ) como ele era na época original, da guerra mesmo, mas vale a pena a leitura porque o final é bom. A condução toda é meio cansativa, embora o escritor tenha se empenhado muito em dar um passado e preencher as lacunas do Bucky em todos os anos que ele esteve sumido e o preenchimento foi deveras excelente, criativo e crível, além de ser algo novo. Acho que a história toda serve muito mais como reset e referencial, algo para te localizar para o “grand finale” que é o retorno do Bucky no final.

O começo é chocante, já que logo de cara o Caveira Vermelha é morto. E temos uma visão mais clara do verdadeiro Cubo Cósmico, que não é a aberração inventada no filme dos Vingadores. Gosto muito do filme, aliás, vibrei em cada momento no cinema, mas não gosto quando mudam algumas naturezas… claro que tudo isso é a minha opinião e não acho que é melhor do que a de ninguém, é apenas a minha visão. E cada um tem a sua. 😉

 
Quem vemos também acompanhando o Capitão é o Falcão. O personagem está ótimo, verdadeiro, fiel. E também o Homem de Ferro, que ajuda pouco, já que a história se passa logo após o fim dos Vingadores e o Tony está meio ‘falido’. Também vemos o Ossos Cruzados, que de tão fiel ao Caveira Vermelha mesmo morto, vai buscar a filha dele que está sendo mantida em um quartel. Eu nem sabia que o Caveira tinha uma filha, e vemos que ela era mantida com a memória alterada. Apenas vimos este começo na história. Confesso que fiquei bem curioso pra saber o que viria a seguir sobre ela.
Soldado Invernal

Curiosamente eu conheci o Caveira Vermelha quando era criança, no desenho animado do Capitão América dos anos 70… lembro-me que demorei pra acostumar com o nome Caveira Vermelha, já que no desenho ele era chamado de Crânio Vermelho. Coisas de véio… Até tenho alguns episódios desta época em minha videoteka, mas acho que se procurar direitinho acha alguma coisa no Youtube. Acho curioso como tem coisa inútil no youtube e estas coisas clássicas que poderiam estar todas lá, não tem nada… youtube, facebook, falecido orkut… locais de centralização do umbigo pessoal de cada um, não é ? hehehehe… ( Olha quem está falando…. hahhahaha )

Recomendo a leitura, acho que vale a pena porque é uma história que vai se tornar um clássico. Foi tão bem feita que não precisou ser refeita com flashbacks depois, já que a base criada aqui foi sólida. Talvez por isso tenha entrado na coleção, não apenas por conta do frenesi do filme. Fazia anos que nada de importante acontecia ao Capitão e acho que este retorno deu uma grande renovada nele. É uma história de guerra, emoção, reencontro. É Capitão América como ele mesmo, fiel a si mesmo, como gostamos.

Abraços do Quadrinheiro Véio.
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Liga da Justiça: WAR

Olá amigos quadrinheiros !
Neste lindo e ensolarado sábado de manhã vou comentar sobre o desenho que assisti ontem, a animação Liga da Justiça: War.
Pra ser sincero, ainda estou degustando o filme. Mas foi divertido de assistir. É baseado na formação da liga neste novo universo New 52 ( que eu particularmente acho um cocô ), mas o desenho é legal.
Vou falar do que eu não gostei primeiro, ok ?
O traço não me agradou não, os uniformes da Mulher Maravilha e do Super-homem também achei bem feios… o comportamento do Hal Jordan é ridículo… normalmente quem fica fazendo as piadinhas é o Flash, que estava ótimo por sinal. O novo Darkseid também é estranho, parece um robô, mas curti os novos parademônios, embora pra mim os clássicos são sempre mais legais. Achei um tanto desnecessário a piadinha da Mulher Maravilha sobre o crossdressing de um dos manifestantes em Washington e achei muito esquisita a nova origem do Cyborg. O Super-homem está um grande babaca, não souberam aproveitá-lo. Claro que tudo isso teve base nos quadrinhos originais, mas como já comentei ( e sempre faço questão de lembrar ) não fui com a fuça dos Novos 52 desde o começo, embora Flashpoint seja muito bom. Outro ponto que achei terrível é o jovem Billy Batson babaquinha. 

Ele que sempre foi mais na dele, humilde e inseguro virou um adolescente sem noção, me como os adolescentes de hoje em dia… Fora que o uniforme do Capitão Marvel ( que agora é conhecido como Shazam ) agora tem toquinha e este lance de ele comandar e lançar raios com as mãos ficou tosco. Paciência, to ficando mesmo um velho ranzinza, né. Senti falta do Aquaman, sou fã do personagem e acho que ele deveria ter tido alguma participação. Gosto muito quando criam algo novo, mas não acho que é legal ficar mudando o que é clássico. Já disse o Flash em “Cavaleiros das Trevas 2”: Jovens, não sabem diferenciar o antigo do clássico.

Pontos positivos, ao meu ver, é que é uma boa história. O Batman é sempre o Batman. Isso foi legal. Não estragaram ele. Os melhores diálogos da animação se dão com ele. A dublagem toda está ótima, as vozes estão condizentes e o comportamento de guerreira da Mulher Maravilha está super empolgante também. A representação de Apokolips está muito show, bem como Desaad. Os momentos com o Batman salvam a animação. Sério mesmo. Pode conferir lá. O momento que ele tira o anel do Jordan sem ele perceber foi digno de rir… ainda mais com o Hal questionando os poderes do Batman. É o lider estrategista mesmo, é o personagem que a gente conhece. Os outros estão todos distorcidos, como num universo paralelo sem bom senso. Um universo com piadinhas forçadas, como se tudo que vende tem que ter piadinhas o tempo todo… que saudades dos anos 80.
De qualquer forma, vale pelo entretenimento. Embora eu tenha listado vários problemas, eu gostei muito da animação. Não empolga como várias antes dela, é mediana sim, mas vale a pena a locação da fita. ( hehehehe… olha o véio de novo… )
Em tempo, fique vendo após os créditos iniciais. A deixa da continuação me deixou bem empolgado.
Abraços do Quadrinheiro Véio.

DC: A Nova Fronteira

Opa, tudo bem ? Chegamos ao final do primeiro mês deste blog, e numa sexta-feira… quer coisa melhor ?
 
Perdoe o meu breve sumiço… Eu estava lendo uma edição do Capitão América pra fazer um novo relato, mas ao final percebi que tenho que ler mais uma continuação pra poder falar completamente… Então, optei por fazer meu primeiro post sobre a DC. Embora não pareça, eu gosto da DC o mesmo tanto que eu gosto da Marvel.
 
Escolhi DC: A Nova Fronteira como primeira postagem desta editora, porque considero um clássico. Não tão clássico quanto Crise nas Infinitas Terras, que ganhará um post só sobre ele, mas um clássico pelo estilo.
 
Nova Fronteira
DC: A Nova Fronteira é uma homenagem à Era de Prata da DC. É uma viagem à uma época mais inocente, uma época mais simples, mais “preto no branco” e menos cinzenta. E por este motivo, é um escapismo brilhante, romantico e heróico. Gosto deste estilo, traços mais simples e grossos, cores mais simples, retas, tudo mais direto, cru. A pintura de Dave Stewart é digna de prêmio, porque resgata sentimentos. E tudo que queremos, por mais que neguemos, é sentir algo quando lemos uma HQ. A inteligência da história é importante, mas o que sentimos é o que nos faz feliz. ( Estou filosófico hoje, né… hehe )
Gosto de argumentos simples, diretos, e como já mencionei, heroicos. E isso, Darwin Cooke faz com maestria nesta história. Confesso que não me lembro de já ter lido outras histórias deste roteirista, que neste caso, também é o desenhista desta saga. Ele mostra um Super-homem mais simples… e adoro a ideia da Mulher Maravilha ser alta, forte, com jeito e postura de Amazona mesmo. Acho que é uma leitura que é mais dentro da realidade da personagem do que a maioria que vemos por aí. As diferenças entre as personalidades dos personagens podem ser vistas nos traços também. Os mais inocentes, os mais fechados, os mais guerreiros, os mais justos… tudo varia de cada um.
 
As cenas são grandiosas, as explosões, os poderes estão ao extremo na sua representação gráfica exagerada, mas muito bonito de se ver. O Flash ( Barry Allen ) está em seu começo, inseguro, mas fiel. É legal ver Hal Jordan numa época inocente, recebendo o anel de novo. É quase como um “remake” da formação da Liga da Justiça. E tem muitas referências a outros personagens da mesma época, mas que não aparecem diretamente na história. Fora que é uma delícia ver o Super-homem sendo rechaçado pelo grande “vilão” da história, e ao final retornar de carona com o “Rei Arthur” de Atlântida, que aliás está bem f*#@ em uma passagem. Também aparece o Ajax ( gosto deste nome, é o nome que conheci. Caçador de Marte é muito grande ), fundamental no enredo e os demais heróis menos poderosos, como o Atomo e Arqueiro Verde. Até o Batman Tem pequena participação, e o Robin “novo” todo alegre ao ver o Super-homem pela primeira vez… tudo isso, esta inocência, é mágica. E a reunião dos “espiritualmente dotados” na lua é bonita de se ver.
Esta mini-série também foi convertida em animação, com uma excelente adaptação, fiel ao roteiro e traço original. Vale a pena assistir também.
 
Como sabem, não sou de revelar detalhes da história, por mais antiga que seja ( aqui no Brasil, foi lançado em 2006 ), sempre tem gente que ainda não leu e não curto estragar as surpresas, que são boas. Mas basicamente, é uma história que não dá pra não ler. Veja algumas imagens lá embaixo. Este eu tive que colocar mais… a arte, na minha opinião pessoal, é linda. Gosto do simples.
 
Fica a dica do Quadrinheiro Véio.
 
Nova Fronteira

 

 

Nova Fronteira

 

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