Batman – O Principe Encantado das Trevas – 1 de 2

Batman – O Principe Encantado das Trevas – 1 de 2

Batman !!! Cara, é sempre legal escrever sobre Batman. Ganhei esta edição da minha esposa como presente do Dia dos Namorados e fiquei curioso logo pela capa. Metade de mim eufórico pra abrir e ler logo e a outra metade chateado por ser apenas a primeira parte de duas de uma saga.

A história de Batman – O Principe Encantado das Trevas gira em torno do clássico embate entre o Cavaleiro das Trevas e o Coringa nas ruas sempre noturnas de Gotham. Isso não tem fim, não adianta. A loucura do Coringa fica mais evidenciada e segue uma leitura mais clássica do personagem, em uma Gotham realmente dark e com visual bem barroso.

A narrativa é lenta, profunda, soturna, e muito dentro do que a gente gosta de acompanhar ao ler o Batman. Você só percebe que é uma obra mais atual devido a termos poucos textos e o desenho seguir contando a história. Salvo isso, você se sentiria lendo algo que realmente trouxesse os anos 80 de volta aos quadrinhos, mas na fase boa dos anos 80, com um pouco do drama que os 90’s doaram aos quadrinhos e vc tem uma obra que tem tudo pra ser atemporal e ao mesmo tempo, pode simplesmente passar batido, já que não tem grandeza ( ao menos nesta parte 1 de 2 que eu li ). Prometo que se a história tiver ares épicos ( não em tamanho, mas em ousadia e importancia, eu conto pra você na resenha que eu vou vir a fazer ). 

Na trama, o Coringa sequestra uma menina misteriosa que tem uma conexão secreta com o Batman, o que torna o crime mais pessoal do que se imagina. O vigilante precisa então vasculhar todo o submundo de Gotham atrás do esconderijo onde o palhaço a mantém presa. Em determinado momento a gente percebe que Bruce torna isso pessoal porque um mistério revelado a ele, continua sendo mistério pra gente. O que será que ele descobriu ?

Italiano

O artista que assina a obra inteira é o italiano Enrico Marini. Conhecido por obras européias como Gipsy e Le Scorpion. Não o conhecia antes deste trabalho, mas ele fez tudo, e do modo “antigo“. Escreveu, desenhou, pintou, tudo a mão. É perceptível o quanto isso é legal de ver na obra.

E embora a história em si não seja uma obra prima, a arte faz valer a pena, porque é realmente muito boa. Nada como o bom e velho lápis, papel, pincel e tinta. O equilíbrio do sombras e os olhos expressivos são um diferencial e podemos perceber que não é como os quadrinhos mensais que tem prazo e com isso, as vezes, o desenho perde um pouco. É uma publicação feita pra ser como é e este resultado é notado em cada página.

Batman é… Batman.

Acho que você precisa pesar uma coisa também: Batman é Batman. Se fugir um pouco, não é Batman e quase completando 80 anos de idade, fica difícil inovar um personagem sem ser repetitivo ou fugir do mesmo. Ele é quem é. Portanto se você é leitor antigo como eu e espera uma nova aventura, não é o que vai encontrar. É apenas algo dentro do espirito morcego de ser, fiel sim a isso, mas sem trazer algo novo pra você. Isso é o problema de ler muito, a muito tempo. Alguns personagens acabam engessando porque se não, ele deixa de ser o que foi criado. 

A conclusão ? É uma boa obra. Vai ter quem goste e quem desgoste. Vai ter quem reclame de ser clichê e vai ter quem elogie pelo mesmo motivo. Mas pela arte clássica, já vale o investimento. Isso além da apresentação que a Panini lançou no Brasil, em formato capa dura e tamanho grande. Bem grande, mal cabe na estante. Lindo !

Abraços do Quadrinheiro Véio 

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Transistorizada – Edição Impressa

Transistorizada – Edição Impressa !

Cara, é o seguinte. Tá rolando um catarse muito legal sobre um projeto que eu considero tanto excelente quanto nobre em sua concepção. Transistorizada ! Vou te explicar.

A Luiza Lemos é uma artista de quadrinhos que resolveu narrar de forma divertida, cômica e cheia de bom humor toda sua transição. Desde a saída do armário até os dias atuais. O que torna este projeto melhor ainda é que ela consegue de uma forma bem humorada e bem inteligente, mostrar o quão ridículo e inconveniente, e muitas vezes burro e hipócrita, pode ser o comportamento do ser humano com relação a sua própria ignorância do que é ser uma pessoa transgênero. Enquanto mostra a idiotice alheia, aproveita pra iluminar a sociedade sobre a normalidade de poder ser quem você é.

Ao mesmo tempo que ela desnuda e abre as portas da sua vida para as pessoas, ela ensina e instrui, contribui com a diminuição da ignorância sobre este tema da diversidade, busca levar um pouco de “amor pela dor” aos olhos de uma população ainda ignorante, preconceituosa e por vezes portadora de uma cegueira confortável e auto-imposta enorme quando o tema é algum tipo de tabu e/ou algo fora do dito “normal” na sociedade, ainda atrasada, em pleno ano de 2018. Com humor ácido e reflexivo, esfrega na cara da sociedade, como um espelho, o quando as pessoas não sabem que não sabem, e nem querem saber.

O projeto Transistorizada não apenas merece, mas precisa do seu apoio.

Você pode conhecer o trabalho da Luiza Lemos na página dela do Facebook da Transistorizada ( https://www.facebook.com/transistorizada/ ) e pode colaborar com o catarse dela clicando neste link !

Passa lá, o mundo agradece.

Abaixo, algumas tiras tiradas diretamente do Facebook TRANSISTORIZADA da Luiza.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

torizada,

Uma Nação sob nossos Pés – Pantera Negra

Uma Nação sob nossos Pés – Pantera Negra

Eu sempre digo que quando a gente não tem algo de bom pra falar sobre algo, é melhor não falar nada. Mas, quero fazer uma resenha sobre esta importante edição do Pantera Negra e, bom… vamos lá.

Uma nação sob nossos pés que vou resenhar é o Livro 1, que reune as edição 1 a 4 de Black Panther Vol.6. Sim, este volume significa que foi a sexta vez que recomeçaram o lançamento da revista do Pantera Negra, mais precisamente em 2016. Curiosamente é também a base do filme do Pantera Negra lançado em janeiro de 2018. Sabe o que eu acho mais curioso ainda ? O filme é bom. Já a história em quadrinho… sei não.

Frustrante

Tem isso na minha análise. Eu estava ansioso e curioso pra ler esta revista, comprei o encadernado pra ver onde veio a base e fiquei bem desapontado, acho que a história é perdida e tem uma tentativa de filosofar que fica superficial e troncha. Sabe quando parece que a pessoa até quer escrever algo mais aprofundado, mas a confusão da história é tão grande e tão sem “link” precisei me esforçar pra ir até o final.

O Pantera está sem personalidade, com comportamento impulsivo e sem nenhuma grandeza como já teve um dia. Seu planejamento meticuloso e mais alguns super-poderes novos deram o fechamento que a gente não entende. Sei que são 3 “livros” pra ter a história completa e que este primeiro deixa o final em aberto por isso mesmo. Só que eu não vou ler o resto, não.

A história começa depois que T’Challa retorna ao trono, tendo ficado afastado por um tempo e sua irmã Shuri assumiu tanto a regência do trono quando como Pantera Negra. Com sua “morte“, T’Challa retorna e encontra uma nação completamente perdida e quase em guerra civil. O Killmonger já morreu nas edições anteriores e o antagonista é um Wakandano Xamã, chamado Tetu. Ele está incitando este conflito por achar que T’Challa não estava mantendo as tradições de Wakanda e estava se inclinando demais para a Ciência. E por isso, precisa sair.

Fora outros interesses de outros personagens, temos uma história que eu achei fraca, sem pé nem cabeça, longa e que deixa a gente perdido e cansado. Adoro histórias profundas, com pensamentos de reflexão. Adoro histórias simples, apenas pra entreter. Detesto história que tenta ser uma coisa, não consegue ser a outra, e fica no meio. Saca ?

Quem foi ?

Ta-Nehisi Coates é o argumentista/roteirista desta fase do Pantera. Ele é conhecido jornalista, muito premiado. Mas é notável não ser um bom escritor de quadrinhos. Ao menos esta edição não joga a seu favor. Ao menos na minha opinião. Lembrando que não sou um crítico especializado. Sou apenas um fã e leitor antigo, analisando um material isolado, segundo meus próprios critérios pessoais, ok ? Realmente não gosto, acho fraco. Não levanta algo relevante e não renova ou inova sua tentativa de tratar do moderno x tradição que é a tentativa do roteiro. O traço é de Brian Stelfreeze desenha bem, tem ângulos ótimos, mas peca num dos ítens principais pra mim: Rosto e expressão. Acho que a sequencia de quadros não ficou legal. Não gosto da anatomia que ele usa. E olha que gosto de Romita Jr e outros desenhistas que fazem comics mais estilosas e artistas. O Stelfreeze me parece que tentou fazer uma HQ de linha com ares de graphic novel e o morno ficou esquisito.

E agora, oQV ?

Bom, agora é o seguinte. Pantera Negra é um personagem forte. Sempre foi personagem C, com ares de B. Mas eu sempre adorei ver ele nas aventuras solo e dos Vingadores dos anos 80/90. Era um cara que me fazia comprar a revista só por causa dele. Queria saber dele. Mas infelizmente, de 2000 pra cá li pouco e o pouco não foi algo que eu gostei. Ao menos tem uma coisa legal neste edição da Panini: Tem a história da primeira aparição do Pantera Negra em Fantastic Four 52. Sendo sincero, espero que alguém salve o Pantera logo. E é claro que, se alguém leu os dois livros seguintes, me conta se a coisa melhora, por favor ? 

Ou… Panini, se achar legal, me mande que eu quero muito e torço demais pra que esta HQ se salve. O Pantera Negra merece.

Se quiser ler algo mais legal, tem esta resenha aqui: Quem é o Pantera Negra ?

Abraços do Quadrinheiro Véio.

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Quem é o Pantera Negra ? – Hudlin & Romita Jr

Quem é o Pantera Negra ?

Esta é uma pergunta que deve estar em alta desde o ano passado, quando apareceu no filme do Capitão América 3 – Guerra Civil. Pra muitos (novos) fãs da Marvel que o cinema conquistou pra editora (?), este personagem era um total desconhecido. Do tipo TOTAL mesmo. Embora seja um personagem dos anos 70, ele também sempre foi um coadjuvante nas histórias da Marvel, principalmente nos Vingadores, chegando a se tornar membro por um período, embora sendo um monarca africano, ainda conseguia tempo pra salvar o mundo. O personagem Pantera Negra é mais um dos que Stan Lee criou em parceria com Jack Kirby,  aparecendo pela primeira vez em Fantastic Four # 52 (julho de 1966). Desta forma, sendo o primeiro personagem afro a aparecer em uma grande editora de quadrinhos. Pra mim é um personagem bom e importante, mas ainda assim mal explorado durante muitos anos até alguém colocar olho grande nele e no seu potencial e começar a dar boas aventuras a um personagem bem criado.

E a história ” Quem é o Pantera Negra? “

Sabe o que eu acho curioso ? O filme solo do Pantera Negra que saiu em janeiro é muito legal, eu achei muito bom, dou uma nota alta pra ele. E esta edição, que reune as edições 1 a 6 de Pantera Negra ( volume 4 ) é a base onde o filme foi fundamentado. Mas aí vem um lance que não entendo. O filme é excelente. A série em quadrinhos é ruim pacas. (…oi? )

Pois é, acabei de ler aqui. Tenho a coleção Salvat de Graphic Novels de capa preta, e gosto muito. Tenho muitos títulos que não li ainda, e esta semana resolvi pegar esta pra entender a base do filme. E fiquei bem decepcionado. Tudo na Marvel andou sendo re-criado nos últimos anos. E muitas coisas acabaram sendo adequadas aos filmes, já que a Marvel percebeu que muitos possíveis novos leitores viriam a partir dos filmes. Porém não esperavam que os leitores novos desistissem dos quadrinhos quando percebiam que eram bem diferentes dos filmes e por isso foram lá e mudaram os quadrinhos pra que se tornassem reconhecíveis pros leitores que chegavam. 

Eu não sou ninguém pra questionar este tipo de decisão mercadológica, mas fiquei meio em dúvida. Até onde valeria a pena perder os leitores antigos pra tentar conquistar novos ? Quem vem do cinema pros quadrinhos realmente fica ? Esta migração pode ser permanente ? Cinema tem uma característica de ser algo muito rápido. Entretenimento não seriado, em geral curto. Quadrinhos é leitura permanente, mensal. Percebo um comportamento de publico diferente em um e outro. Será que vale o risco de perder os leitores regulares e os novos não serem suficientes pra manter a editora ? 

Não sei, o tempo dirá.

Analise a parte…

A HQ tem uma história que conta um pouco da origem do Pantera Negra e sua histórica herança. Mostra como funciona Wakanda, introduz personagens, recicla outros, dá nova personalidade pra alguns. Tenta tornar grande e épico algo que não é e não precisa ser. Me incomoda demais que tudo hoje tenha que ser épico, tudo especial, grandioso. Bom, se tudo for especial, nada mais será. Não é este o desejo do Síndrome em Os Incríveis ? Será que o ego dos escritores não consegue apenas fazer boas histórias sem tentar “epicalizar” tudo ? Deixo o pensamento pra vocês.

O roteiro é de Reginald Hudlin, e na boa ? Não gostei. A tentativa de dar algum tipo de passado, recontar a origem do T’Challa, criar o primeiro encontro do Pantera Negra com o Capitão América durante a Guerra e etc… soam muito forçadas. Hudlin tem maior experiencia em cinema e seriados, sendo roteirista e diretor. Nos quadrinhos, mesmo sendo o responsável pelo casamento do Pantera Negra com o a Tempestade dos X-Men, não consegui ver a história como sendo “grande“, mas como uma tentativa de ser. Tentaram dar uma escala muito grande pro personagem e ficou muito forçado. O cara ficou tão grande que você acha, seriamente, que ele poderia vencer todo mundo da Marvel sem derramar uma gota de suor. Horrível.

Quem me acompanha no blog e no canal ( aqui ) sabe que raramente reclamo de algo, procuro ver o lado bom. Foi difícil ver algo bom aqui. Hudlin faz excelente trabalho na TV e cinema. Gosto do trabalho dele, mas nesta mini-serie em especial, não foi legal. Não pense que julgo o trabalho todo dele. Este post fala apenas do trabalho dele nesta edição.

Romitinha !

O desenho é do sempre controverso John Romita Jr. Este cara é o mais 8 ou 80 que eu conheço. Ou a gente gosta muito, ou é um terror de ver. Esta edição fica no meio. Embora com grandes quadros memoráveis, está longe de ser um dos melhores trabalhos do Romitinha. Um inconstância no traço deixa a gente achando que muitas pessoas desenharam ao mesmo tempo que as vezes a gente até relembra de “O homem sem medo” em alguns momentos. Está bonito, mas não é o melhor trabalho dele, não.

Veredito

Amigo, não sei se recomendaria a você ler isso. Acho que você deveria ficar com o filme mesmo. Aliás, isso só reforça a qualidade de Hudlin como roteirista de cinema. Leia por sua conta e risco.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

 

 

Nova série “9-1-1” estreia no Brasil em abril, no FOX Life

De Ryan Murphy e Brad Fakchuk, nova série “9-1-1”
estreia no Brasil em abril, no FOX Life

Com Angela Bassett, Peter Krause e Connie Britton, produção mergulha nas vidas dos policiais, paramédicos e bombeiros que atendem a comoventes e chocantes emergências; estreia em 26 de abril, às 22h15 no FOX Life.

A partir de quinta, dia 26 de abril, às 22h15, o FOX Life traz para o Brasil a série “9-1-1”, a nova produção de Ryan Murphy e Brad Falchuk (“American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace” e “Glee”), que traz um panorama realista das pessoas que arriscam suas vidas para salvar outras.

A estreia conta com episódio duplo, depois disso um novo episódio será exibido por semana, todas as quintas ás 22h15. Após exibição na TV, o primeiro episódio também ficará disponível gratuitamente no FOX App por 15 dias. Demais episódios estarão disponíveis semanalmente na plataforma, para acesso de assinantes Premium e FOX+. 

Histórias de tirar o fôlego

Com dez episódios de uma hora cada, “9-1-1” retrata as vidas e carreiras dos operadores de emergências que devem tentar salvar àqueles que estão em seu momento mais vulnerável, enquanto tentam resolver seus próprios problemas e manter o equilíbrio em suas vidas. O enredo explora as experiências de alta pressão de policiais, paramédicos e bombeiros que estão mergulhados nas situações mais aterradoras, chocantes e dolorosas. 

O elenco estrelado conta com Angela Bassett (de “American Horror Story”, nomeada ao Oscar®, ao Emmy® e ganhadora do Globo de Ouro), Peter Krause (de “Six Feet Under”, nomeado ao Emmy® e ao Globo de Ouro®), e Connie Britton (de “Nashville”, nomeada ao Emmy®), além de Oliver Stark (“Into The Badlands”), Aisha Hinds (“Shots Fired”), Kenneth Choi (“American Crime Story: The People vs. OJ Simpson”) e Rockmond Dunbar (“Prison Break”).

A série “9-1-1” é produzida pela 20th Century Fox Television em associação com a Ryan Murphy Television e Brad Falchuk Teley-Vision. Ryan Murphy, Brad Falchuk e Tim Minear são os criadores, produtores executivos e escritores da série. Bradley Buecker é produtor executivo e dirige o primeiro episódio. Alexis Martin Woodall e Angela Bassett são também produtores executivos. 

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Monstro do Pântano – Irmãos – Neil Gaiman

Monstro do Pântano – Irmãos – Neil Gaiman

Olá, Quadrinheiro.

Rapaz, estava com esta edição em casa a um tempo. Num destes meus achados em sebos e leilões de HQ’s pela internet. E eu deixei ela pra ver depois e hoje, ao abrir, me arrependi da demora. Se é verdade que a gente sempre faz as coisas na melhor hora, então chegou o momento.

Eu sou um dos poucos fãs do Monstro do Pântano, e imagine a minha surpresa ao ler uma revista do Monstro do Pantano, escrita pelo Neil Gaiman, sem o Monstro do Pântano ? Pois é. Irmão não é sobre ele diretamente, mas sobre os elementais do universo DC. Esta revista foi publicada pela Editora Brainstorm no Brasil, mas é do selo Vertigo. Então, é um lance mais cabeça, mais adulto. A história é de 1989, saiu na revista Swamp Thing Annual #5 e homenageia os anos 60/70 ao resgatar um personagem que fazia um tempo sumido, o Irmão Poder. Um boneco que levou um raio e ganhou vida. Um tipo de elemental meio esquisito, mas ainda assim um Elemental. Que foi enviado ao espaço pelo governo e que nesta edição, tem seu satélite caindo no planeta e ele retorna totalmente sem saber quando está e com aquelas viagens gostosas que só o Neil Gaiman sabe escrever.

Política e Hippies

Nas histórias do Monstro do Pântano você sempre vai encontrar ecologia, terror e reflexão. É um espaço que permite misturar muito bem estes 3 elementos e você sair pensando sobre a história um tempo depois. Um dos personagens é um ex-Hippie que virou agente do governo, e em determinado momento ele bebe junto a um atual Hippie, o Chester, e vomita toda a sua frustração sobre como a geração dele deveria ter mudado o mundo e não conseguiu. Isso realmente faz a gente pensar.

O tempo todo, nós enquanto jovens pensamos muito sobre como alterar o mundo, fazer dele melhor, fazer algo que seja memorável positivamente. Nós queremos ser este elemento de mudança. Eu mesmo achava que seria astro de Rock, fazendo música com letras positivas e levando as pessoas a pensar. Não me frustro, faço isso de outras formas e sou grato. Mas, ao mesmo tempo, é legal quando uma revista em quadrinhos pode levar estes pensamentos. Até elevar o pensamento.

Ele dispensa comentários

Bom, o que dizer ? Escrito por Neil Gaiman, na época de seus melhores anos como roteirista, Irmãos é uma história sobre resgate, sobre homenagem, sobre o pensamento de dias melhores que desejamos. Neil Gaiman é um cara que escreve sempre com um propósito, ele raramente escreve algo por escrever. Não é apenas entretenimento. A gente realmente se diverte, mas ele sempre embute algo que te incomoda e te faz pensar. Cabra incrível ! Dividem os créditos do lápis, Richard Piers Rayner e Mike Hoffman, e é possível perceber a datação dos enquadramentos, da organização do movimento. É quadrinho produzido no final dos anos 80, mas com ritmo e organização dos anos 70. Aliás, até a quantidade de textos remete a isso e como a história tem esta pegada deliciosa de uma época que eu amo, ficou até mais emocionante de se ler. Kim Demulder é o dono da caneta, básico e bem feito e as cores, naquele estilo chapado e forte, são de Tatjana Wood.

No final da revista tem mais uma do Gaiman, mas desta vez com traço do Mike Mignola, em que o Homem Florônico faz uma visita ao parlamento das árvores. Sob o título de Histórias de um Deus Escabroso, aprendemos sobre como a mata pode ser fria também.

Se você curte histórias boas, recomendo fortemente que procure Irmãos pra ler.

 

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Flash – Seguindo em Frente – os Novos 52

Flash – Seguindo em Frente – os Novos 52

Fala, Quadrinheiro !

Novos 52 é um momento em que a DC achou que estava fazendo algo legal, quando na verdade não estava. Isso é como eu vejo. Porque não tem como acreditar que algo tão estranho tenha durado 52 meses sabendo que era algo tão ruim. Claro que isso é eu falando, meu ponto de vista, minha percepção sobre as histórias.

Comentei sobre a Mulher Maravilha dos Novos 52 aqui e reforço, não é de todo ruim, só não é algo bom. É algo um pouco quase mediano. Difícil definir, né ? Vou tentar.

Seguindo em Frente

Eu recebi da Panini a edição Flash – Seguindo em Frente que reune as edições de 1 a 8 da revista The Flash logo no comecinho dos Novos 52. O universo Novos 52 cronologicamente começou 1 ano após Flashpoint ( ponto de ignição no Brasil ), saga em que Barry Allen faz o que não deve mexe e no passado pra salvar sua mãe de ser assassinada e faz uma besteirada. Quando finalmente corrige tudo, acaba por criar este universo paralelo conhecido como Os Novos 52. Cabe dizer que Flashpoint é uma obra muito, muito bem feita. Uma das melhores histórias da DC e ela fechou o antigo universo muito bem. E após esta correção toda que Barry conseguiu fazer ao final de Flashpoint, ele precisou Seguir em Frente, que é o que vamos discutir aqui.

E, ao ler, não achei esta saga do Flash ruim, não. Não é boa, mas não é ruim. O que é preciso entender é que personagens da DC ( e até da Marvel ), são antigos. Super-homem faz 80 anos em 2018. Consegue imaginar como deve ser difícil inovar personagens e histórias depois de tantos anos contando histórias sobre eles ? Imagina a dificuldade que é contar algo novo sobre personagens que já existem a uma vida inteira. É preciso realmente mudar, e como sempre, mudanças causam desconforto. E considere que, mesmo no cinema, atualizar é preciso. Os tempos mudam. Comportamentos e a sociedade muda, evolui. Não tem como esperar o “mais do mesmo“. E se você realmente refletir, se fazem o “mais do mesmo“, a gente vai reclamar que não inova. Se fazem mudanças, a gente reclama que “mudou“. Assim, fica difícil, não é ?

Mudanças do Flash

Este Flash é o clássico Barry Allen. Meu preferido. O que me deixou triste durante a leitura da Crise nas Infinitas Terras nos anos 80. E sim, eu comprei nas bancas, um a um. Li crise cronologicamente no seu lançamento no Brasil e ainda tenho os formatinhos depois de todos este anos. E quando o trouxeram de volta na saga Crise Final foi algo curioso. Em os Novos 52 o Flash tem um uniforme levemente diferente, seguindo a linha dos outros personagens, com umas linhas em todo o corpo, que se iluminam enquanto ele corre, e seu uniforme sai de seu anel, mas eu não entendi bem porque saem umas tiras que envolvem o corpo dele e formam a roupa. Mas é HQ, então ok. Isso não incomoda. Assim como umas alterações no Capitão Frio que agora emite seus raios congelantes pelas próprias mãos ou a Iris West não ser mais a Sra. Flash.

A história é boa a muda um pouco a forma como Barry interage com a Força de Aceleração, o campo de onde seus poderem vem. Podemos até dizer que a história gira toda em torno da Força de Aceleração. Como bom “véio“, demorei pra aceitar este lance de haver uma dimensão que fornece poderes pros velocistas e este lance de ele poder acessar este universo e etc é algo muito estranho. Mas como disse, faz parte da evolução dos personagens e precisa ser feito alto pra que eles evoluam, desenvolvam novas histórias e tenham algo novo pro leitor, ao mesmo tempo que atualiza pro publico atual. Super-heróis são pra pre-adolescentes e adolescentes. Então, não sou mais o alvo do publico, né ? Mas irei ler sempre, mesmo assim.

E tudo gira em torno desta nova forma com que Barry descobre que quanto mais usa seus poderes, mas influencia o comportamento da Forca de Aceleração e como esta dimensão influência o mundo.

Manapul e Buccellato

Eu não conhecia Francis Manapul até ler este encadernado e acho que ele faz um bom trabalho. Ele é responsável pelo roteiro junto com o colorista Brian Buccellato. A leitura não cansa, tem uma caminhada interessante e as mudanças deste novo universo tentam dar um novo start no personagem, como a nova namorada Patty Spivot e seu ainda inexistente relacionamento com a Iris. O roteiro tem um lance muito básico. É um cotidiano de um herói, nesta pegada dos anos 2000 em que procura mostrar o lado humano, relacionamentos, divisão da alma entre a vida humana e a heróica. Por mim, a gente só seguiria o lado heróico e pronto. Aliás, tem umas frases e momentos bem heróicos do Flash e eu gosto disso. O traço também é do Manapul e é constante e competente, mas não inova. É um desenhista que faz o básico bem feito. Muito bem feito. Com emoções muito bem transmitidas e no caso de um personagem como o Flash, o movimento, a velocidade são muito bem representadas.

Enfim, recomendo esta leitura de Flash – Seguindo em Frente porque realmente é boa. Não é memorável, mas é uma saga legal de se ler.

Abraços do Quadrinheiro Véio

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Capitã Phasma – Star Wars: Jornada para Os Últimos Jedi

Capitã Phasma – Star Wars: Jornada para Os Últimos Jedi

Eu sou meio suspeito quando se fala sobre Star Wars. Acho que junto com quadrinhos, é a minha nerdice mais antiga, mais apaixonante e é meu único fã-clube. Faço parte do Conselho Jedi SP desde o comecinho em 1999, do CJRJ desde 1997. Como sempre gostei de Guerra nas Estrelas, o retorno dos filmes com a Special Edition foi mega especial. Se não houvesse esta remasterização não teríamos hoje tantas coisas boas, entre elas, Capitã Phasma.

E a Capitã Phasma é uma personagem muito curiosa. Vamos recapitular o que já vimos dela. Uma brevíssima aparição em The Force Awakens, em que ela e nada é a mesma coisa. Em seguida, apanha do Finn em The Last Jedi. Pra muita gente, eu inclusive, é uma personagem com mais fama de “fodona” do que realmente a gente pode conferir nos filmes. O visual dela é um dos mais legais e sua armadura reflete tiros de blaster. Muito legal mesmo. Mas, o que tem mais ? 

Universo Transmídia

Uma das características mais bacanas de Star Wars atualmente é que ela tem um conceito muito forte de transmídia. Ou seja, cinema, animações, livros, quadrinhos e jogos tem suas histórias entrelaçadas, cânones, e o que acontece em um influencia no outro. Tendo como principal guia o cinema, todo as outras mídias são por ela guiadas e direcionadas. Nisso temos coisas muito legais ( algumas até mais legais do que os próprios filmes ), e um universo imenso a ser explorado em torno da linha de acontecimentos principais, com os Skywalker, Rey e cia.

E neste contexto chegou pra mim Capitã Phasma 001. Uma mini-série em 4 partes que será publicada aqui no Brasil em 2 volumes. A HQ conta como a personagem escapou da destruição da Base Starkiller logo depois de fugir do compactador de lixo ao qual foi confinada por Finn e Chewie em O Despertar da Força. 

Ela descobre que havia um suposto espião na base, que teria auxiliado a resistência em seu ataque, e parte imediatamente em seu encalço, que a leva a um planeta alienígena bastante perigoso.

Capitã Phasma vale seu tempo ?

Vale. Mas não é nenhuma obra prima, nenhum graphic novel. É muito bom pra quem é fã de Guerra nas Estrelas e quer acompanhar o universo expandido e, além disso, seja fã da personagem como eu.  Eu gostei muito do que eu li. A roteirista Kelly Thompson procura respeitar a fama da personagem. Respeita sua patente e procura mostrar pra gente que a personagem é “tudo isso” e não apenas mais um Boba Fett. Existe esta brincadeira entre os fãs, de dizer que a personagem é a nova Boba Fett no sentido de que ela tem um visual, tem a fama, mas efetivamente não é mostrado nada e acaba caindo em um fosso… hahahah… comparação bobinha, mas que tem o seu sentido ( se você quiser que tenha ).

O traço é muito bom, tem muito movimento, profundidade e pra mim, o que eu mais gostei até hoje em termos de quadrinhos de Star Wars. O desenhista italiano Marco Checchetto tem personalidade no traço, enquanto faz lembrar dos bons tempos de Jinn Lee sem o excesso de rabiscos. Será que me fiz entender ? hahahahaha Gosto de desenhos sequenciais, sem ter a sensação de estar lendo uma sequencia de pôsteres. Checchetto desenha pra Marvel a algum tempo, já passado por Homem-Aranha, Vingadores e agora com Greg Rucka em Justiceiro. E Andres Mossa habilmente reforça a qualidade do desenho com um colorido cheio de luz e reflexo. Fazer uma armadura cromada em quadrinhos não é uma tarefa fácil.

Se estiver na dúvida, compre. Vale os R$ 8,70 na edição com capa cartonada e você não vai se arrepender. Se não achar na sua cidade, tem no site da Loja Panini.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

Quadrinhos Star Wars : Poe Dameron

Poe Dameron em Star Wars HQ

Estive lendo recentemente algumas edições da revista Star Wars e estas edições estão com um mix interessante. Estava com Poe Dameron, Dra. Aphra e uma aventura da “trupe” clássica, logo depois da explosão da primera Estrela da Morte.

Mas o assunto deste post é Poe Dameron, o melhor piloto da resistência. E se passa cronologicamente umpouco antes de O Despertar da Força.  São histórias publicadas durante 2017 nos EUA e eu ainda acho sensacional elas chegarem ao Brasil em menos de um ano.

Melhor Piloto ?

Basicamente, Paul Dameron tem um algoz na Primeira Ordem, que não é um algoz comum e nem é PO tanto assim. Ele é um agente meio independente que é remanescente do Império Galático. Terex, ou Agente Terex, ou Lorde Terex, é um ex-stormtrooper que fugiu do Império logo depois da batalha de Jakku, depois da explosão da Estrela da Morte e que, pela sua personalidade obsessiva, se tornou um fanático que desejava que o Império se reerguesse e trouxesse ordem novamente ao caos do universo. Ele realmente acreditava na ordem imposta pelo Imperador e achava que é como deveria ser, e por isso, sua meta era re-estabelecer o Império. Louco de pedra, né ? Mas acredite ou não, é o melhor personagem da revista.

Já o Poe ainda tem aquele jeito meio perdido. Embora mais parecido com o Poe de O Despertar da Força do que com o Poe de Os Últimos Jedi, é um Poe que ainda falta profundidade, deixando todos os personagens ao entorno dele mais interessantes do que ele. Ele ainda vive da fama de “Melhor Piloto da Resistência”, mas isso não aparece. Acho que é algo que me incomoda com relação ao personagem. Aparece um pouco do esquadrão que ele lidera, o Black Squadron, mas nas edições que eu li, não tiveram participação. Eu li as edições 7 a 11 da revista americana Poe Dameron.

História boa

Eu não sou o maior fã de histórias em quadrinhos de Star Wars. São pouquíssimas que eu li que eu realmente gostei. Eu sigo lendo porque a) é Star Wars e b) preciso saber como anda o cânone, já que ( não sei se já mencionei ) é Star Wars 🙂 .

A história tem um bom argumento, interessante até, mas acho que o roteiro perde na execução. Senti falta de algo mais elaborado, mais cheio de detalhes e até mais bem amarrada, mas entendo que nos dias de hoje isso é pedir demais. Até precisamos considerar uma coisa importante, que é o fato de ser uma revista regular e não uma mini-série ou uma graphic novel, que costuma ter um melhor desenvolvimento. A história mostra mais sobre alguns detalhes da vida do piloto, enquanto tenta salvar sua vida e proteger a resistência ainda bem frágil.

Aliás, vale mencionar que o roteiro é de Charles Soule, que bem recentemente esteve em vários títulos da DC como Monstro do Pântano e Lanternas Vermelhos e na Marvel, em Wolverines, Demolidor e mais alguns. Além de ser ele o cara que “matou” o Wolverine daquele modo horrível. No traço, Phil Noto o acompanha com uma arte que achei meio diferente, mas aceitável. Não me fez sentir algo, não é algo de muita personalidade. Aliás, difícil né?  O que de moderno aparece hoje em dia, em que o desenho tem muita diferença entre os desenhistas ? Parece que se estabeleceu um padrãozinho que, se não seguem, estão fora. Poucos desenhistas tem um diferencial notável, Phil não é um deles. Mas a arte é competente, resolve e está “ok”.

Para os fãs de Star Wars, Poe Dameron que está no mix da revista mensal Star Wars é uma leitura bem simples e divertida. É a linha mediana, não é ruim pra chingar e nem boa o suficiente pra um grande elogio.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

 

Ocarina of Time: The Legend of Zelda – Edição Definitiva

Ocarina of Time: The Legend of Zelda – Edição Definitiva

Olá, Quadrinheiro !

The Legend of Zelda está entre as grandes criações dos tempos modernos. O primeiro jogo de vídeo-game foi para o famoso “nintendinho”, o NES, e data de 1986 no Japão. Desde então, mais de 20 jogos foram desenvolvidos e lançados e com isso criando uma legião enorme de fãs em todo o mundo. E com tantos jogos, naturalmente que a transição pra outras mídias aconteceu. Até de modo a trazer mais profundidade nas histórias ou simplesmente dar algo a mais para os fãs da série.

No caso de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, é uma quadrinização da história do jogo dos anos 90, do Nintendo 64. E preciso te dizer que me pegou de surpresa. Lembrando que embora eu conheça o jogo pela sua fama, eu mesmo nunca joguei e não conhecia nada de Zelda até ter contato com esta edição definitiva de  The Legend of Zelda: Ocarina of Time, da Panini.

O Herói do Tempo

Quem me acompanha sabe que não sou um graaaaande fã de mangás. Quase não leio, o estilo não me cativa. Li poucos mas amei todos que li: Cavaleiros do Zodíaco, Akira e Speed Racer. Quando ganhei esta edição definitiva eu pensei: Ixi… mangá. E mangá de joguinho. E mangá de joguinho que eu nunca joguei. Tá bom, vai ser algo muito inédito pra mim. Vou ler, então. Demorei uma semana pra conseguir sentar com ele nas mãos e começar a leitura. 

A primeira impressão foi boa. Gostei do traço, gostei da narrativa. De repente percebi que queria ler tudo logo de uma vez. E é uma edição bem grossa, são mais de 300 páginas contando a aventura de Link, o Herói do Tempo. Ela começa com sua infância, mostra como foi todo o seu passo a passo até o “chamado à aventura“, clássico da jornada do herói. Ele segue direitinho a cartilha de como ser o clássico herói que salva a mocinha.

No reino de Hyrule

O livro é dividido em duas fases. A fase arco da infância e a fase arco da idade adulta de Link. Ele começa descobrindo mais sobre si mesmo e conhecendo os personagens. E mesmo sendo criança, parte em aventuras pra salvar o mundo do vilão ainda não assumido, o temível Ganondorf. Em determinado momento, o herói dorme e acorda 7 anos no futuro, o mundo já tomado pelo vilão e tem a missão de derrotá-lo e encontrar a princesa Zelda. Sim, a Zelda do nome do livro é a princesa a ser salva e o herói se chama Link. Tem muita gente que ainda chama ele de Zelda por puro desconhecimento. 

Seguindo a clássica caminhada do herói, Link parte com coragem pra reunir tesouros, peças, e salvar os personagens chave da história pra poder finalmente ter poder pra enfrentar o vilão ao final. Assim como nos jogos de video game, em que as fases tem seus chefes e ao final do jogo, o Chefão Final ! Ganondorf é poderoso, enorme, está de posse de uma parte da peça mágica mais poderosa do mundo, a famosa Triforce e precisa ser detido pra que o mundo não viva sobre a conduta do mal. Primeiro ele reune jóias mágicas, depois ele liberta pessoas, os sábios, seres capazes de prender o vilão e por isso, precisam ser libertados antes do grande confronto.

A narrativa é muito boa, é divertida. Você se apega ao personagem, aos coadjuvantes. É uma narrativa simples, e em alguns momentos é bem confusa. Eu, particularmente, acho que tem uns desenhos bem confusos. Principalmente as lutas. Eu tive muita dificuldade pra entender os desenhos em alguns momentos, todos em preto e branco, e as lutas eram um emaranhado de rabiscos que me deixava bem embolado. Mesmo assim, a história faz a gente seguir e torcer com o Link. Tem todo o estilo clássico dos mangás.

Minha única ressalva é com o final. Não vou te contar o que acontece pra não te dar nenhum spoiler, mas achei que o final poderia ser diferente. Claro que é um final de vídeo game e por isso, simples, curto e básico. Só que eu senti que foi meio esquisito, me decepcionei. Achei uma saída meio triste. Além da luta ser visualmente difícil de entender, não gostei do que acontece aos personagens e me pareceu um grande demérito pro Link. Ele merecia mais. Sei que nos anos 80 era comum o herói muitas vezes não receber a justa recompensa nos filmes e etc… Mas, poxa.

Entenda que não é ruim, eu apenas não gostei. Não estraga a experiência da leitura. Não é daqueles finais que você pensa que “estragou o livro”. Não estraga, mas não gostei. O livro é muito legal, o final que não gostei. Ok ? Uma das coisas mais interessantes é que o livro me despertou o interesse por saber mais e quando eu pesquisei, fiquei mesmo de queixo caído com tudo que existe ligado ao universo do mundo de Hyrule.

Os fãs dos jogos Zelda precisam merecem ter esta edição caprichada em suas mãos.

Ocarina do Tempo

Os elementos chave são criativos, os reinos, os personagens, a simbologia. E esta representação foi traduzida pros quadrinhos por Akira Himekawa, uma dupla de desenhistas japonesas. Elas já fazem várias adaptações de Zelda e Astroboy entre outros trabalhos. Aqui no Brasil, The Legend of Zelda: Ocarina of Time – Edição Definitiva foi lançada em dezembro de 2017 pela Panini Comics sob o Selo Planet Mangá. Você pode adquirir aqui neste link.

Recomendo a leitura, mesmo com um final méh.

Abraços do Quadrinheiro Véio !