sábado, 17 de novembro de 2018

Flash – Seguindo em Frente – os Novos 52

Flash – Seguindo em Frente – os Novos 52

Fala, Quadrinheiro !

Novos 52 é um momento em que a DC achou que estava fazendo algo legal, quando na verdade não estava. Isso é como eu vejo. Porque não tem como acreditar que algo tão estranho tenha durado 52 meses sabendo que era algo tão ruim. Claro que isso é eu falando, meu ponto de vista, minha percepção sobre as histórias.

Comentei sobre a Mulher Maravilha dos Novos 52 aqui e reforço, não é de todo ruim, só não é algo bom. É algo um pouco quase mediano. Difícil definir, né ? Vou tentar.

Seguindo em Frente

Eu recebi da Panini a edição Flash – Seguindo em Frente que reune as edições de 1 a 8 da revista The Flash logo no comecinho dos Novos 52. O universo Novos 52 cronologicamente começou 1 ano após Flashpoint ( ponto de ignição no Brasil ), saga em que Barry Allen faz o que não deve mexe e no passado pra salvar sua mãe de ser assassinada e faz uma besteirada. Quando finalmente corrige tudo, acaba por criar este universo paralelo conhecido como Os Novos 52. Cabe dizer que Flashpoint é uma obra muito, muito bem feita. Uma das melhores histórias da DC e ela fechou o antigo universo muito bem. E após esta correção toda que Barry conseguiu fazer ao final de Flashpoint, ele precisou Seguir em Frente, que é o que vamos discutir aqui.

E, ao ler, não achei esta saga do Flash ruim, não. Não é boa, mas não é ruim. O que é preciso entender é que personagens da DC ( e até da Marvel ), são antigos. Super-homem faz 80 anos em 2018. Consegue imaginar como deve ser difícil inovar personagens e histórias depois de tantos anos contando histórias sobre eles ? Imagina a dificuldade que é contar algo novo sobre personagens que já existem a uma vida inteira. É preciso realmente mudar, e como sempre, mudanças causam desconforto. E considere que, mesmo no cinema, atualizar é preciso. Os tempos mudam. Comportamentos e a sociedade muda, evolui. Não tem como esperar o “mais do mesmo“. E se você realmente refletir, se fazem o “mais do mesmo“, a gente vai reclamar que não inova. Se fazem mudanças, a gente reclama que “mudou“. Assim, fica difícil, não é ?

Mudanças do Flash

Este Flash é o clássico Barry Allen. Meu preferido. O que me deixou triste durante a leitura da Crise nas Infinitas Terras nos anos 80. E sim, eu comprei nas bancas, um a um. Li crise cronologicamente no seu lançamento no Brasil e ainda tenho os formatinhos depois de todos este anos. E quando o trouxeram de volta na saga Crise Final foi algo curioso. Em os Novos 52 o Flash tem um uniforme levemente diferente, seguindo a linha dos outros personagens, com umas linhas em todo o corpo, que se iluminam enquanto ele corre, e seu uniforme sai de seu anel, mas eu não entendi bem porque saem umas tiras que envolvem o corpo dele e formam a roupa. Mas é HQ, então ok. Isso não incomoda. Assim como umas alterações no Capitão Frio que agora emite seus raios congelantes pelas próprias mãos ou a Iris West não ser mais a Sra. Flash.

A história é boa a muda um pouco a forma como Barry interage com a Força de Aceleração, o campo de onde seus poderem vem. Podemos até dizer que a história gira toda em torno da Força de Aceleração. Como bom “véio“, demorei pra aceitar este lance de haver uma dimensão que fornece poderes pros velocistas e este lance de ele poder acessar este universo e etc é algo muito estranho. Mas como disse, faz parte da evolução dos personagens e precisa ser feito alto pra que eles evoluam, desenvolvam novas histórias e tenham algo novo pro leitor, ao mesmo tempo que atualiza pro publico atual. Super-heróis são pra pre-adolescentes e adolescentes. Então, não sou mais o alvo do publico, né ? Mas irei ler sempre, mesmo assim.

E tudo gira em torno desta nova forma com que Barry descobre que quanto mais usa seus poderes, mas influencia o comportamento da Forca de Aceleração e como esta dimensão influência o mundo.

Manapul e Buccellato

Eu não conhecia Francis Manapul até ler este encadernado e acho que ele faz um bom trabalho. Ele é responsável pelo roteiro junto com o colorista Brian Buccellato. A leitura não cansa, tem uma caminhada interessante e as mudanças deste novo universo tentam dar um novo start no personagem, como a nova namorada Patty Spivot e seu ainda inexistente relacionamento com a Iris. O roteiro tem um lance muito básico. É um cotidiano de um herói, nesta pegada dos anos 2000 em que procura mostrar o lado humano, relacionamentos, divisão da alma entre a vida humana e a heróica. Por mim, a gente só seguiria o lado heróico e pronto. Aliás, tem umas frases e momentos bem heróicos do Flash e eu gosto disso. O traço também é do Manapul e é constante e competente, mas não inova. É um desenhista que faz o básico bem feito. Muito bem feito. Com emoções muito bem transmitidas e no caso de um personagem como o Flash, o movimento, a velocidade são muito bem representadas.

Enfim, recomendo esta leitura de Flash – Seguindo em Frente porque realmente é boa. Não é memorável, mas é uma saga legal de se ler.

Abraços do Quadrinheiro Véio

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About The Author

Sou um leitor de Quadrinhos e fã de cinema desde que me entendo por gente. Minha primeira "revistinha" ganhei da minha mãe em 1983 e desde então não parei mais de ler. Portanto este é um blog de um cara que começou a ler HQs há mais de 30 anos e continua apaixonado por este universo !

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