segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Justiceiro Max – Rei do Crime

Olá Quadrinheiro amigo.
 
Acho que ainda não falei sobre o Justiceiro aqui no blog, e foi por falta de oportunidade já que é um dos personagens que eu mais gostava de ler nos anos 80 começo dos 90. O comportamento neurótico do personagem aliado ao clima de gangsteres que figura na maioria de suas histórias me fascina. Sem comentar a violência. E é justamente este o ponto forte desta HQ que vou comentar neste post de hoje.
Justiceiro Max: Rei do Crime é uma HQ do Justiceiro, mas o personagem principal é Wilson Fisk e mostra toda a sua estratégia e ação para se tornar o Rei do Crime de Nova York. É um roteiro impressionante e muito bem pensado. Vemos como o Rei é um grande planejador, como é centrado e dificilmente se deixa levar pelas emoções. Também é mostrado de forma muito humana como ele enterrou os sentimentos para se tornar um dos maiores vilões da Marvel.
Direto da Cozinha do Inferno, a origem do chefão master do crime nos é contada por Jason Aaron com uma ritmo tão gostoso quanto direto. Os pensamentos do Fisk são compartilhados com a gente o tempo todo, nos aproximando dele e de certa forma fazendo a gente torcer pela sua ascensão. Minhas lembranças do Rei do Crime vem de histórias do Homem-Aranha e do Demolidor. Lembro-me na infância de ter medo dele, ( bons tempos de SAM… ai… ai…. ) de tremer quando ele aparecia por trás de algum plano maligno, de gelar quando ele resolvia lutar. Na história do Demolidor ele foi o grande planejador da ‘Queda de Murdock’ e em um dos momentos mais marcantes ele manda ver uma surra tão grande no Matt que a gente entende porque ele é o Rei do Crime. Percebo algo em comum com todos os grandes chefes de crimes em filme, livros e histórias em quadrinhos: Todos escondem seu verdadeiro poder para que seus inimigos não desconfiem deles e os subestimem. O Rei faz o mesmo em Justiceiro Max.
A selvageria e violência dele é só é proporcional a sua frieza. Nunca tinha pensado na origem dele e achei que foi tão bem retratada que eu não duvidaria nada se não se tornasse a origem definitiva do personagem. Perceba que só falo do Fisk, porque o Justiceiro, ao menos nestas 5 edições de Punisher Max que estão publicadas neste encadernado que eu li, fica relegado a segundo plano. Pelo que pesquisei ouveram 22 edições de Punisher Max e eu fiquei bem interessado em ler o que acontece, até mesmo porque ao final temos a chegada de um outro vilão que eu acho um dos melhores, que é o Mercenário. Espero que a Panini lance a continuação, embora eu ache que não, já que a edição não é numerada… 
Voltado ao Castle, o que chama atenção nele é a sua obstinação. Ele é tremendamente obsessivo em seu combate ao crime ao ponto de ser meio suicida. E a presença dele é mero pano de fundo onde o Rei se apoia para subir ao poder. Mais uma vez é como revisitar um amigo antigo, mesmo que seja um dos maus.
A violência que é mostrada nesta edição merece um parágrafo a parte… hehehe… sangue pra todo lado, buracos de bala na cabeça, olhos saltando das orbitas, facadas, dedos quebrados, cabeças esmagadas… oh saudades que sentia disso.
Os desenhos são bons, de autoria de Steve Dillon e cores de Matt Hollingsworth. Tem olhares sutis, clima de guerra, movimento e traços bem neutros, assim como as cores acompanhando toda os momentos, hora mais vibrante, hora mais neutro. Sempre acompanhando o movimento da cena. Daria nota 7.5. Mais uma vez relembro que eu sempre me refiro ao meu gosto pessoal, ok ? Não sei julgar algo tecnicamente pra dizer se é bom ou ruim. Só posso dizer se eu gostei ou não. 🙂 E eu gostei. Pra ser sincero, quando um roteiro é muito bom, o desenho sabendo acompanhar já é ótimo. Acho que quando o roteiro é ruim, um bom desenho não salva a HQ. Se o roteiro é bom e o desenho é mais ou menos, a HQ é boa. Porém algumas vezes quando os desenhos chamam atenção demais, um bom roteiro pode passar despercebido. Por isso considero esta edição uma medida certa. De qualquer modo, fico pensando como seria se fosse desenhada pelo Neal Adams.
Se você gosta dos personagens de base da Cozinha do Inferno da Marvel, é uma edição imperdível. Por ser sobre personagens sem super poderes, é mais pé no chão e isso deixa a gente com um pouco mais de preocupação e envolve muito o emocional. Ler quadrinhos nos faz sentir, torcer, parar para ver os detalhes de uma cena, tentar adivinhar a trama, emocionar com algumas mortes, torcer pelo herói, entender o vilão quando é mostrado de forma humana. Se você lê regularmente, sabe do que eu estou falando.
 
Boa semana !
 
Abraços do Quadrinheiro Véio !
 
 

 

 

 
 

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