terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Obrigado, Stan Lee

Stan Lee morreu.

Então… não sei bem como começar a escrever sobre o significado de Stan Lee pra um leitor das antigas. Está cheio de site noticiando sua morte, e acho que neles você vai saber mais sobre o que houve e sobre a carreira dele. Se quiser conhecer mais sobre o criador da Marvel, Homem-Aranha e cia, aqui não é o lugar.

Como todos os posts deste blog, este também é um post pessoal, emocional e de opinião. Stan Lee esta na minha vida desde sempre. Desde que comecei a ler. Desde meu primeiro gibizinho, desde os primeiros Homem-Aranha da Editora Abril. Nos idos dos anos 80, era o único nome que eu sabia e conhecia. E reconhecia. Era sempre apontado e lembrado como o criador dos principais personagens da Marvel, inclusive da própria Marvel.

E ele parecia tão bem sempre que aparecia que esta noticia pegou de surpresa. Estou escrevendo isso aqui ainda sem realmente ter “caído a ficha” dentro de mim. É um vazio enorme, uma referência e uma segurança. Mesmo que ele não tenha feito quase nada nos anos mais recentes, ele é um símbolo. Era um resquício de uma época onde a criatividade era diferente, rara de se chegar às pessoas. Época onde a qualidade realmente era necessária pra que algo durasse. Época do pensar, do desafio criativo, da abertura sobre o inusitado. Onde o absurdo povoava nossas imaginações. Época em que uma aranha radiativa poderia tornar um adolescente num herói. Onde a bomba gama não matou, mas criou um herói conturbado. Época em que uma família ousou singrar o espaço e em troca, mutou e salvou o planeta incontáveis vezes. Salvou o mundo. Meu mundo.

E no cerne de todos estes, era ele quem estava lá. O deus Marvel. Criou tantas vidas no papel, mudou e enfeitou tantas vidas de carne, inspirou tantos corações e incentivou tantas mentes que não é algo plausível que ele tenha embarcado nesta nave sem volta, partindo do mundo Terra, rumo ao mundo eterno. Stan Lee não morreu, nunca morrerá. Stan Lee tornou-se imortal do único jeito que importa.

Ele chegou, criou, mudou tudo, e seguiu em frente.

Nas palavras de uma amiga: ” Esses grandes nomes de artistas e criadores, pensadores, realizadores que estão partindo deixam a impressão que fica um vazio – parece que não temos grandes nomes para substituí-los – como se hoje em dia tudo seja muito rápido, tênue e efêmero, não permanecendo ao ponto de marcar gerações.”.

Stan Lee ainda marcará muitas gerações.

Duro é que ele não foi pra jóia da alma. Mas da alma de quem conheceu seu trabalho, ele nunca sairá.

Obrigado, Stan Lee.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

EXCELSIOR !

About The Author

Sou um leitor de Quadrinhos e fã de cinema desde que me entendo por gente. Minha primeira "revistinha" ganhei da minha mãe em 1983 e desde então não parei mais de ler. Portanto este é um blog de um cara que começou a ler HQs há mais de 30 anos e continua apaixonado por este universo !

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