sexta-feira, 27 de Abril de 2018

Ocarina of Time: The Legend of Zelda – Edição Definitiva

Ocarina of Time: The Legend of Zelda – Edição Definitiva

Olá, Quadrinheiro !

The Legend of Zelda está entre as grandes criações dos tempos modernos. O primeiro jogo de vídeo-game foi para o famoso “nintendinho”, o NES, e data de 1986 no Japão. Desde então, mais de 20 jogos foram desenvolvidos e lançados e com isso criando uma legião enorme de fãs em todo o mundo. E com tantos jogos, naturalmente que a transição pra outras mídias aconteceu. Até de modo a trazer mais profundidade nas histórias ou simplesmente dar algo a mais para os fãs da série.

No caso de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, é uma quadrinização da história do jogo dos anos 90, do Nintendo 64. E preciso te dizer que me pegou de surpresa. Lembrando que embora eu conheça o jogo pela sua fama, eu mesmo nunca joguei e não conhecia nada de Zelda até ter contato com esta edição definitiva de  The Legend of Zelda: Ocarina of Time, da Panini.

O Herói do Tempo

Quem me acompanha sabe que não sou um graaaaande fã de mangás. Quase não leio, o estilo não me cativa. Li poucos mas amei todos que li: Cavaleiros do Zodíaco, Akira e Speed Racer. Quando ganhei esta edição definitiva eu pensei: Ixi… mangá. E mangá de joguinho. E mangá de joguinho que eu nunca joguei. Tá bom, vai ser algo muito inédito pra mim. Vou ler, então. Demorei uma semana pra conseguir sentar com ele nas mãos e começar a leitura. 

A primeira impressão foi boa. Gostei do traço, gostei da narrativa. De repente percebi que queria ler tudo logo de uma vez. E é uma edição bem grossa, são mais de 300 páginas contando a aventura de Link, o Herói do Tempo. Ela começa com sua infância, mostra como foi todo o seu passo a passo até o “chamado à aventura“, clássico da jornada do herói. Ele segue direitinho a cartilha de como ser o clássico herói que salva a mocinha.

No reino de Hyrule

O livro é dividido em duas fases. A fase arco da infância e a fase arco da idade adulta de Link. Ele começa descobrindo mais sobre si mesmo e conhecendo os personagens. E mesmo sendo criança, parte em aventuras pra salvar o mundo do vilão ainda não assumido, o temível Ganondorf. Em determinado momento, o herói dorme e acorda 7 anos no futuro, o mundo já tomado pelo vilão e tem a missão de derrotá-lo e encontrar a princesa Zelda. Sim, a Zelda do nome do livro é a princesa a ser salva e o herói se chama Link. Tem muita gente que ainda chama ele de Zelda por puro desconhecimento. 

Seguindo a clássica caminhada do herói, Link parte com coragem pra reunir tesouros, peças, e salvar os personagens chave da história pra poder finalmente ter poder pra enfrentar o vilão ao final. Assim como nos jogos de video game, em que as fases tem seus chefes e ao final do jogo, o Chefão Final ! Ganondorf é poderoso, enorme, está de posse de uma parte da peça mágica mais poderosa do mundo, a famosa Triforce e precisa ser detido pra que o mundo não viva sobre a conduta do mal. Primeiro ele reune jóias mágicas, depois ele liberta pessoas, os sábios, seres capazes de prender o vilão e por isso, precisam ser libertados antes do grande confronto.

A narrativa é muito boa, é divertida. Você se apega ao personagem, aos coadjuvantes. É uma narrativa simples, e em alguns momentos é bem confusa. Eu, particularmente, acho que tem uns desenhos bem confusos. Principalmente as lutas. Eu tive muita dificuldade pra entender os desenhos em alguns momentos, todos em preto e branco, e as lutas eram um emaranhado de rabiscos que me deixava bem embolado. Mesmo assim, a história faz a gente seguir e torcer com o Link. Tem todo o estilo clássico dos mangás.

Minha única ressalva é com o final. Não vou te contar o que acontece pra não te dar nenhum spoiler, mas achei que o final poderia ser diferente. Claro que é um final de vídeo game e por isso, simples, curto e básico. Só que eu senti que foi meio esquisito, me decepcionei. Achei uma saída meio triste. Além da luta ser visualmente difícil de entender, não gostei do que acontece aos personagens e me pareceu um grande demérito pro Link. Ele merecia mais. Sei que nos anos 80 era comum o herói muitas vezes não receber a justa recompensa nos filmes e etc… Mas, poxa.

Entenda que não é ruim, eu apenas não gostei. Não estraga a experiência da leitura. Não é daqueles finais que você pensa que “estragou o livro”. Não estraga, mas não gostei. O livro é muito legal, o final que não gostei. Ok ? Uma das coisas mais interessantes é que o livro me despertou o interesse por saber mais e quando eu pesquisei, fiquei mesmo de queixo caído com tudo que existe ligado ao universo do mundo de Hyrule.

Os fãs dos jogos Zelda precisam merecem ter esta edição caprichada em suas mãos.

Ocarina do Tempo

Os elementos chave são criativos, os reinos, os personagens, a simbologia. E esta representação foi traduzida pros quadrinhos por Akira Himekawa, uma dupla de desenhistas japonesas. Elas já fazem várias adaptações de Zelda e Astroboy entre outros trabalhos. Aqui no Brasil, The Legend of Zelda: Ocarina of Time – Edição Definitiva foi lançada em dezembro de 2017 pela Panini Comics sob o Selo Planet Mangá. Você pode adquirir aqui neste link.

Recomendo a leitura, mesmo com um final méh.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

About The Author

Sou um leitor de Quadrinhos e fã de cinema desde que me entendo por gente. Minha primeira "revistinha" ganhei da minha mãe em 1983 e desde então não parei mais de ler. Portanto este é um blog de um cara que começou a ler HQs há mais de 30 anos e continua apaixonado por este universo !

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