segunda-feira, 16 de julho de 2018

Operação Red Sparrow by Kdoo Spiller

Operação Red Sparrow | Jennifer Lawrence surge sedutora como espiã em filme arrastado [CRÍTICA do convidado Kdoo Spiller ]

Pedi ao bom amigo Kdoo Spiller, do site Cantina do Mos pra ir no meu lugar na cabine de imprensa de Operação Red Sparrow. E gostei muito da crítica dele ao filme. Segue aí a percepção dele sobre o filme, e visite a Cantina logo em seguida, clicando aqui.

Nos últimos anos, tivemos no cinema tentativas em trazer mulheres fortes no cenário da espionagem, algumas com sucesso (Atômica, com Charlize Theron) e outras nem tanto (Salt, com Angelina Jolie). Agora, chegou a vez de Jennifer Lawrence (Jogos VorazesMãe!) se juntar ao time com Operação Red Sparrow.

Mas, ao contrário de seus antecessores, o filme aqui não se utiliza de cenas de ação mirabolantes para prender a atenção do público, mas sim a sedução. A trama, baseada no livro de Jason Matthews, é extremamente realista ao contar a história de Dominika (Lawrence), uma bailarina russa que é selecionada à revelia para se tornar uma “pardal”: uma espiã altamente treinada, que se utiliza de seu charme e persuasão para obter informações. Depois de um árduo período de aprendizagem, Dominika recebe sua primeira missão: Descobrir o nome do informante russo do agente da CIA Nate Nash (Joel Edgerton). Entretanto, os dois acabam desenvolvendo uma paixão proibida e que acaba comprometendo suas vidas e de outras pessoas.

Assim, o longa é um thriller psicológico altamente sensual, com direito a diversas cenas de nudez – incluindo aí a própria protagonista – e cercado numa nuvem de conspiração constante. E nesses dois quesitos, temos Lawrence entregando, mais uma vez, um excelente trabalho nas telas. Despida de qualquer pudor e com uma atuação dúbia, sua Dominika magnetiza o público e o deixa sem saber quais são seus próximos passos, assim como seus alvos. O filme a apresenta como uma vítima de um sistema cruel, que usa métodos pouco ortodoxos para se manter. E como num jogo de xadrez, a jovem precisa calcular cada um de seus atos se quiser sobreviver nesse mundo na qual foi jogada.

O grande problema aqui é o roteiro, que se arrasta demais em diversos momentos no filme e que entrega personagens secundários extremamente rasos, como a chefe de gabinete vivida por Mary-Louise Parker. Mesmo a química entre o casal principal sofre com tal deficiência, o que pode gerar no público desinteresse pela história.

O diretor Francis Lawrence repete a parceria com Jennifer (os dois trabalharam juntos na saga Jogos Vorazes) e nos traz cenas inspiradíssimas, com planos abertos e que valorizam o cenário e a fotografia de cada take. Seu trabalho na abertura do filme – onde apresenta Dominika no balé Bolshoi – é primorosa, mas em seguida acaba refém de uma salada de plot twists propostas pela trama, comprometendo assim sua performance.

Sensual e realista, Operação Red Sparrow poderia se sair melhor se trouxesse ao público personagens com maior profundidade (exceção aqui à protagonista) e uma história mais dinâmica, sem muitos rodeios. Mesmo com Jennifer Lawrence em mais uma interpretação consistente, o filme acaba criando tensão a todo momento, se arrastando por mais de duas horas de projeção e sem nenhuma entrega satisfatória ao público ao seu final.

Operação Red Sparrow
 chega no dia 1º de março aos cinemas.

By Kdoo Spiller !

About The Author

Sou um leitor de Quadrinhos e fã de cinema desde que me entendo por gente. Minha primeira "revistinha" ganhei da minha mãe em 1983 e desde então não parei mais de ler. Portanto este é um blog de um cara que começou a ler HQs há mais de 30 anos e continua apaixonado por este universo !

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