sexta-feira, 22 de junho de 2018

Os Supremos – Segurança Nacional

Bom dia, Quadrinheiros !
Neste sabadão de manhã vou escrever um pouco sobre a publicação desta quinzena da coleção da Salvat, o volume 29: Os Supremos : Segurança Nacional. E o mais legal, desta vez a lombada encaixou direitinho no volume 28, que é o começo da estória. Legal, né ? ( Finalmente uma bola dentro nas lombadas, hein Salvat ).
Antes de mais nada preciso informá-los de que eu não sou patrocinado pela Salvat pra falar sobre as edições. Eu gosto de colocar por serem edições especiais bem bacana, bem feitas e importantes dentro do contexto das HQ´s. Dito isso, vamos em frente.
Falar de The Ultimates é bem problemático pra mim. Até mesmo porque este

universo paralelo da Marvel não foi feito pro pessoal da minha época, mas sim pra nova geração Z que está por aí. Considerando que sou do final da X, acompanhar até os Y nos dias de hoje as vezes é complicado. A minha sorte é que me adaptei bem a tecnologia atual.

Os Supremos: Segurança Nacional é a continuação de Os Supremos: Super-humano, que já comentei aqui no blog em janeiro. E minha opinião não mudou muito, então, se não leu, vale a pena dar uma olhada lá naquele post. Se já leu e quiser relembrar, é só clicar aqui.
Nesta continuação temos um grande desafio pro novo grupo, e desta vez uma ameaça intergalática. Aparentemente um grupo de alienígenas, conhecidos com os Chitauri ( a mesma raça que ataca a terra no filme dos Vingadores, mas o poder transmorfo não é citado no filme, bem como a inteligência ), quer dominar o mundo, porque consideram que o pensamento humano individual deve se extinguir e todo mundo tem que pensar igual já que o universo é um grande organismo e se cada um pensar por si mesmo, este organismo morre. Faz sentido, mas não da forma que eles querem, através da força. Depois é revelado que eles são os Skrulls, e que neste universo pra poderem mudar de forma eles tem que comer o humano original e tomar sua forma ( WHAT ?!?!?!?!! ). Gente, na boa… O QUE É ISSO ? Primeiro a Vespa é mutante e tem hábitos de insetos… agora isso ? Oh G’d… kill me !
Seguindo, temos uma estória que é o Capitão América e seus amigos. Herois descaracterizados, com mudanças muito esquisitas, visivelmente uma tentativa de pegar novos fãs pras revistas, porque os antigos não vão ter facilidade pra aceitar algumas mudanças. O visual do Thor é bem legal, mas poxa, o Mjolnir não tem machadinha atrás, pela mor de Odin !!! Ao menos a ideia de quem ninguém acredita mesmo que ele é um deus nórdico é divertida. Aliás, cabe aqui um parenteses… parece que se não encherem de piadinhas e diálogos engraçadinhos não se faz mais HQs nos dias de hoje, né ? Precisa mesmo de piadinhas o tempo todo ? Que coisa mais besta. Tá tudo muito homogenizado, tudo muito igual, muito “formula pronta”. A época dos criativos se foi mesmo, estamos na época das formulas, dos meios garantidos, do agradar a qualquer custo e dane-se a arte, né… E a armadura do Tony está ridícula, feia, parece uma água vida com corpo humanoide… e deram a ele uma genialidade aparentemente mutante e um

comportamento muito bunda-mole. Mas pra salvar tem o Capitão América muito fiel e positivo, bem encaixado, a Viuva Negra e o Gavião Arqueiro também estão legais, embora tirarem a aparência do Clint, ficou convincente. Visivelmente o universo Marvel do cinema é baseado nos Supremos, tirando as partes que foram bem mal pensadas.

Mas a história é boa, a história é mesmo muito boa. As caracterizações dos personagens mudaram e desagradaram, mas fizeram uma aventura bem legal. Gosto muito deste Hulk, é mais original do que os de ultimamente. Gosto da ideia de ele ser utilizado como arma secreta. Nesta série é possível entender quando o Tony responde ao Loki no filme “Nós temos o Hulk“. Ele faz um pusta estrago, mas como deveria ser, ele é incontrolável. Não tem esta de conversar não, ele é manipulado pelo Capitão, que como bom soldado, mata mesmo, pra valer. Acho que o Capitão e o Hulk salvam a revista. ( não me peçam pra chamar de Graphic Novel uma encadernação de revistas, ok ? ). É bem claro que parece ser uma aventura do tipo “Capitão América e amigos“.
Esta edição reúne as revistas The Ultimates  de 7 a 13 e mantem Mark Millar nos argumentos e Bryan Hitch nos desenhos. Aliás, ao menos os desenhos estão bem legais. Tem uma imagem do Thor que está muito endeusada,

muito legal. E as páginas duplas são ótimas também. O que me incomoda na arte do Hitch são os olhares. Não tem emoção nos olhares. Falta isso na minha opinião. Não é como Neal Adans, ou Byrne, que os olhos falam muito. Acho que deviam parar de pensar em poses heroicas e corpos esculturais e se preocupar mais com a parte humana. Minha opinião, ok ?

Bom, é isso. Desculpem se pareço muito ranzinza. Como disse, tem coisas legais, a estória é muito boa e vale a pena a leitura. Tem elementos que valem a pena, principalmente a estória como um todo.
Abraços do Quadrinheiro Véio.

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4 Comments

  1. Alexandre

    Cara assim como você comecei a me desvincular das HQS em meados dos anos 90, sendo que minha formação bebeu muito da fonte dos anos 80 e entendo nossa exigência em relação aos clássicos, a fidelidade das origens do personagem, etc..Mas devo dizer que a re-leitura do Millar sobre os Vingadores nessa versão ultimate e digna de clássico a ponto de um leitor conservador como eu, ficar hipnotizado com o argumento e arte da historia. Para alem do clichê do status cinematográfico da obra (justo por sinal) o que sobressai pra mim no arco completo dos Supremos de Millar e Hitch e aquele frisson que só uma historia inteligente, criativa e bem costurada consegue passar em cada virada de pagina. Pra mim nos Supremos cada personagem ganha em complexidade sem perder o seu essencial.Ah, devo admitir que achei uma sacada genial o lance dos skrulls canibais.

  2. vagner araujo

    Bem, acho que os Supremos foi uma das melhores coisas que li em muito tempo…isso na época que foi publicado no brasil, nas revistas millenium…depois comprei o vol 1 da panini e no ano passado o vol 2. De toda repaginada que deram só não curti a "higiene pessoal da vespa" eca…rsrsrs No mais curti muito o enredo, a arte, e fiquei imaginando…o que poderia ter sido se tivessem partido da premissa original da série que era ter o capitão "criado" na guerra do golfo.

  3. Bruno Nascimento

    Achei legal essa repaginada que os Vingadores tiveram com Os Supremos! Apesar de muita coisa não me agrada como a supra citada armadura do Homem de Ferro! O visual do Thor eu não gostei muito e tb estranhei o machado/martelo, mas parece que na mitologia nórdica Thor tinha um martelo e um machado e resolveram, nessa versão, fundir os dois! Enfim, o Capitão eu achei um escroto quando li pela primeira vez essa versão! Tava muito acostumado ao Capitão original mais heróico e nobre! Mas acabei achando bem coerente depois, pensando melhor! Com certeza o universo cinematográfico Marvel bebeu muito dessa fonte!

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