terça-feira, 21 de novembro de 2017

Quarteto Fantástico – O Fim

Olá amigos QuadrinheirosQuarteto Fantástico Fim

 
Falar sobre esta super equipe, a primeira da Marvel, é um prazer imensurável pra mim. Posso dizer sem medo algum que é a minha super equipe favorita desde criança. Principalmente porque eles não são uma equipe de guerreiros, mas sim de cientistas. De exploradores das maravilhas do universo e protagonistas de histórias lindas, ricas de uma imaginação enorme. Principalmente na fase de John Byrne… que saudades desta época…
E a mini-série Quarteto Fantástico – O Fim é como uma homenagem prestada a esta super família da Marvel, que merece mesmo o título de maravilhosa, ao meu ponto de vista. Nesta mini-série, Os Quatro Fantásticos ( hahaha… quem lembra ? ) são colocados em um ‘futuro alternativo‘, um tipo de ‘what if‘. E conta como seria um final para a equipe. Confesso que eu li morrendo de medo deles morrerem no final… hahahaha… (não, não vou dizer se isso acontece ), e posso dizer que é uma HQ que, pra mim como fã, despertou emoções bem interessantes, um saudosismo gostoso, nostalgia pura. Acho que foi mais o menos o mesmo sentimento de ler “O Velho Logan” ( leia resenha aqui ).
Pra mim, o Quarteto Fantástico é uma equipe deliciosamente audaciosa, curiosa e as encrencas estão sempre metidas nas pesquisas do Reed Richards, sempre incansável cientista. E não entendo até hoje como a Sue Storm aguenta ficar com ele, porque é impressionante a obsessão dele pela ciência. O Tocha Humana é o personagem mais light, mais bobo, mas muito importante pra dar o espirito jovem da equipe e o Coisa é, sem dúvida, meu personagem favorito. Lembro que quando eu era criança, eu queria crescer e ser inteligente como o Reed, já que sempre fui apaixonado por ciências. Mas o Coisa é o personagem mais empático da equipe… é o tiozão amigo, né… o coração mole em um corpo de pedra. O monstro, o solitário… e além de piloto, é o grande guarda-costas do Sr. Fantástico.
Esta edição traz um futuro, em que um Dr. Destino mais enlouquecido e mais máquina que homem mata os filhos de Reed e Sue em uma ‘última‘ luta contra a equipe. E o que acontece mesmo na narrativa, por volta de uns 50 anos a frente, é apresentada as consequências deste acontecimento para o Quarteto Fantástico e para toda a humanidade. O que é uma delicia é ter todos os personagens principais que já passaram em histórias da equipe, seja heróis ou vilões, juntos em uma mesma trama, mesmo que não interligada. É legal saber o que aconteceu com os vingadores, homem-aranha e alguns vilões. E teve uma ideia que eu achei muito maluca que é um soro que o Reed inventou que prolonga a vida de quem quiser ficar jovem pra sempre, que chamaram de Matusalem. ( hahahaha…) Este tipo de criação é típica do Quarteto, e é adorável ! Também não apresentam os filhos do Ben Grimm que agora vive em Marte ( Reed ajudou a colonizar todo o sistema solar ) com a esposa Alicia Masters, e pode controlar sua

transformação quando bem entende. E devido a todo o trauma da morte dos filhos, Reed e Sue vivem separados, embora ainda casados. É muito bacana ver os filhos de alguns personagens, o Dr. Estranho bem velho… Os filhos da Vespa com o Gigante brincando com o filho do Homem-Aranha… gente, tanta coisa criativa… até um Tony Stark que morreu e transferiu sua consciência para as armaduras está aí, pra gente ver. Não posso negar, eu gostei desta edição, embora não seja a melhor coisa que já lí, eu achei tão bacana que li inteira de uma vez só.

Argumento e roteiros são de Alan Davis, que eu ainda não conhecia, mas que

tem meu respeito após esta série. Acho que os argumentos e textos estão muito bons. Ele parece conhecer bem a essência da equipe, e deixa bem claro que embora sejam exploradores, serem uma família está em primeiro lugar. E acho isso lindo, embora possa parecer ‘piegas’, é a base emocional da equipe. Não se muda a essência, porque se mudar, deixa de ser o que são de verdade… aí, é outra equipe. Não é ? Cabe até uma ressalva aqui, que é o equilíbrio de importância dos 4 integrantes na história. Não teve personagem com pouca importância, todos eles tiveram um papel equilibrado e impactante para o caminhar da história. Já os desenhos são bons, não é algo digno de nota, nem pro bem e nem pro mal. É bom, conta uma boa história… há um equilíbrio legal entre quadros grandes e pequenos… alguns até de página inteira e com as expressões faciais bem convincentes. E só de ele manter o Coisa de sunga e descalço já tem o meu respeito, mesmo com a Sue de cabelos ‘joãozinho’, eu perdoo. hehehehe

O cara foi tão bem que ele trouxe desde Inumanos ( cara, eu adoro o Raio Negro, um personagem impar, sempre muito sub-utilizado na minha opinião… ) até o Aniquilador… sem esquecer Namor, Super Skrull, Vigia, Galactus e o Toupeira… que não poderia faltar de jeito nenhum, considerando que foi o primeiro vilão que enfrentaram. Pura nostalgia, mas com qualidade… mesmo com pouca participação, eram momentos que não foram aparição gratuita. Tudo encaixado no roteiro. Li em algum lugar do Facebook que alguém achou chata a história, arrastada e cansativa. Quando eu fui ler eu tive medo de ser algo assim, mas como gosto é algo individual, dei a sorte de gostar.
Acho que se você é fã mesmo da equipe azulzinha, deve ler esta mini sim. Mas se você não gosta do Quarteto, não fará diferença pra você. Como sempre digo, HQ tem que emocionar… e como um velho nostálgico, senti coisas deliciosas ao ler este encadernado.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio !
 

 

 

 

 

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3 Comments

  1. vagner araujo

    Olá Meu amigo!! Essa do Quarteto eu comprei com muitas dúvidas , primeiro por não ser um grupo o qual eu me considero fã, segundo por conhecer o Alan Davis e achar que seus roteiros não sejam tão excelentes assim, prefiro ele como desenhista. Mas enfim, acabei por comprar e folear toda a edição (afinal tenho visto muitas reclamações por conta de defeitos internos nas edições…) mas ainda não li, assim como a mais recente do capitão américa. Essas vou deixar para saborear nas minhas férias (ufa…estão chegando!!! o/). Mas ao Folear a edição uma coisa se destacou negativamente, pelo menos aos meus olhos: O formato adotado na diagramação…achei as páginas muito carregadas de acontecimentos e cores! Ficou meio cansativo aos olhos…pelo menos essa foi minha impressão inicial. Mas o fato de você tecer bons comentários em relação ao conteúdo da narrativa, me deixa mais animado para ler esta aventura! Sem dúvida, quando ler volto aqui para dizer minha opinião de forma mais embasada. Forte Abraço!! E como sempre, até a próxima!!

    Vagner

  2. Roberto Xavier

    Boa tarde! Na minha opinião a melhor fase do QF é a do John Byrne. E a história que mais gosto dessa fase é aquela em que o Galactus devora um dos planetas do Império Skrull e o Reed Richards é responsabilizado e julgado. Só para localizá-los essa história saiu reunida na edição Marvel Saga 2 da editora Abril, recentemente consegui compra-la no ML e reler. Vale muito a pena. Quando folheei essa edição da Salvat gostei muito dos desenhos do Alan Davis, principalmente dos desenhos do coisa estão melhores até do que os do John Byrne, a única personagem que achei meio sem sal no traço dele foi a Sue, só não estava confiante quanto a qualidade do roteiro, se valia ou não a pena. Mas essa resenha me encorajou em pegar essa edição. Já que surpreendeu tanto quanto O Velho Logan, vou arriscar.

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