terça-feira, 21 de novembro de 2017

Shazam & a Sociedade dos Monstros

Olá, amigos fãs do esporte… err. digo, amigos leitores de HQ´s !!
Este post é mais simpático do que os que tenho feito, porque eu realmente gostei muito do que eu li em Shazam & a Sociedade dos Monstros, lançado pela Panini Books. Confesso que eu estava evitando desde dezembro comprar esta edição, mas acabei cedendo e estou muito feliz por isso. É uma das edições mais ‘gostosas’ que eu li em anos e sou muito grato por ter podido desfrutar de tamanho prazer.

Ok, pode parecer exagerado a principio, mas explicarei o meu ‘por quê’.

Pra começar, vamos à velha ladainha deste véio que vos fala, que é sobre o nome do personagem. É bom ler uma obra recente em que o herói é chamado pelo nome conhecido dele, e não pelo seu grito de guerra ( licença poética… hehehe ). Pra mim, este é, sempre foi e sempre será o Capitão Marvel da DC. Ponto final. Este lance de chamar ele de Shazam por motivos comerciais me incomoda em absurdo. Acho mesmo que é uma grande perda e sinal de decadência mundial quando a arte começa a dar lugar apenas ao dinheiro. Sei que em todas as áreas do mundo, em todo o período da humanidade isso sempre foi assim, mas isso não me faz mais contente por saber isso. Sei que todo artista precisa comer, vestir e ter um teto, mas penso que prostituição da arte e do idealismo é um grande desperdício de tempo e de talento humano. Ser fiel à sua própria mente eleva a humanidade, pois pensamentos diferentes, complementam-se e somam… pensamentos iguais não levam a nenhuma evolução. Mas como infelizmente a maioria das pessoas querem o conforto e o lugar seguro e comum, estagnamos e em algumas áreas até andamos pra traz. Aí, quando lemos um escritor mais ousado, como Alan Moore foi, Frank Miller, David Mazzucchelli, Byrne entre outros, achamos que é incrível. Mas a verdade é que estes mesmos já fizeram trabalhos meia boca e continuaram ousando, compartilhando com o mundo todo seus próprios pontos de vista, sem carecer de aprovação alheia. E entre seus erros e acertos, contribuiu pra evolução da maioria. Ou seja, ser ousado e falar o que pensa, dividir a opinião, criação e idéias, mesmo que isso não seja comercial ou monetizável através de uma pesquisa de mercado, colabora pro mundo. Vender mais e aumentar lucros, colabora apenas com os donos das editoras. Pena. Isso só pra citar no meio em que está a nossa paixão, que são as HQ´s. Porém sabemos que acontece em todos os campos da humanidade. Creio que isso tem chance de mudar, já que a internet elevou e libertou o pensamento, porém esta massificação também pode levar a uma estabilização da mediocridade. Cuidado, amigos… tenham pensamentos próprios ! Ousem !

Acho mesmo que é uma grande perda e sinal de decadência mundial quando a arte começa a dar lugar apenas ao dinheiro. Sei que em todas as áreas do mundo, em todo o período da humanidade isso sempre foi assim, mas não me faz mais contente saber isso. Sei que todo artista precisa comer, vestir e ter um teto, mas penso que prostituição da arte e do idealismo é um grande desperdício de tempo e de talento humano. Ser fiel à sua própria mente eleva a humanidade, pois pensamentos diferentes, complementam-se e somam… pensamentos iguais não levam a nenhuma evolução. Mas como infelizmente a maioria das pessoas querem o conforto e o lugar seguro e comum, estagnamos e em algumas áreas até andamos pra traz. Aí, quando lemos um escritor mais ousado, como

Voltando pro livro, em capa dura e tudo o mais, bem bonito, temos uma re-contada origem do Capitão Marvel, com o pequeno Billy Batson bem pequeno, mas naquela proporção tipica do Bone. Tem também sua irmãzinha, a Mary Batson, e ela está muuuuito engraçadinha. Pimenta de tudo e quando se torna a Mary Marvel, não fica adulta, mas criança mesmo… super divertida. Não sou o mais adepto de re-origens, mas esta ficou deliciosamente inocente, e é esta inocência que faz a leitura valer a pena. Com a presença do Sr. Cérebro e do Doutor Silvana, os vilões mais clássicos da família Marvel, esta publicação me deixou com uma alegria nostálgica, bem nos moldes da era de prata dos Quadrinhos, quando a inocência era muito usada e a preservação da mesma era importante. Então temos um traço simples e limpo, a colorização também é limpa e adequada, muito movimento, expressões e olhos grandes e os olhos apertadinhos do Capitão que são sua marca registrada principal. Ah é, e também tem o desabafo mais clássico dele logo de cara: Diacho !

Uma das coisas mais notávelmente criativas no Capitão Marvel é o Anagrama SHAZAM, que eu realmente acho que todo mundo deveria gritar todas as manhãs, logo ao acordar, porque invocar estes poderes todos é sempre positivo, se você o fizer conscientemente. Afinal, quem não quer ter a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, a resistência de Atlas, o poder de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio? O Billy tem expressões bem infantis, seu movimento e gestual, o comportamento são mesmo de uma criança… muito clássico. Mas…. e tem sempre um mas… uma coisa que eu não curti muito foi este lance de ele não se ‘tornar’ o Capitão Marvel, mas ser o receptáculo dele e com o tempo acabarem se tornando um só. Eu nunca tinha ouvido falar disso. Pra mim, ele recebia os poderem do Capitão Marvel, mas era sempre o Billy. Claro que o Billy originalmente não era uma criança tão nova, era mais adolescente, mas isso de o Capitão ser um e o Billy ser outro, meio que… me desagradou um pouco.

Creio que tirando isso, as outras mudanças e criações foram bem interessantes, me agradaram muito e até a forma como o Tigre, o Sr. Malhado, foi colocado na história é legal. O Capitão sempre foi ligado a magia, e isso fica bem explicito. E não tem esta porcaria de poder de atirar raios que inventaram nos novos 52. Ufa !

Ainda bem que ainda fazem HQ´s pra eu ler. Principalmente por ainda ser o Capitão Marvel e não este Shazam novo, de gorrinho… Tá certo que na época do surgimento do personagem, o que era grande no mundo era a guerra e por isso muitos personagens são os “Capitães” alguma coisa. Mas, poxa, se querem um novo novo, criem um novo personagem, ué !

O Jeff Smith ( que é o criador do Bone ) deu uma dimensão diferente pro Capitão, deixou ele ao mesmo tempo mais moderno, e manteve a essência da inocência. E por tudo isso, eu realmente acho que é uma edição obrigatória.

A leitura é tão gostosa, que eu peguei pra ler sem compromisso no sofá e quando percebi, já tinha terminado, com um sorriso no rosto. Uma expressão que ultimamente me anda rara ao ler coisas novas. Pode ler Shazam Sociedade dos Monstros sem medo.
Acho que é isso, vou ficando por aqui !
Apareça sempre !
Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

 

 

Shazam Sociedade dos Monstros

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