terça-feira, 21 de novembro de 2017

Superboy – Revista de Aço

SUPERBOY

SuperboyHoje gostaria de relembrar um personagem que já teve várias encarnações diferentes, mas vou falar apenas da minha favorita. O Superboy, que seria uma versão adolescente do Super-homem.
Este Superboy surgiu logo após a morte do Super-homem, em 1994. Ele era uma das 4 pessoas que apareceram se intitulando o Azulão que havia retornado. Entre eles estavam o Erradicador ( um artefato kryptoniano feito pra preservar a cultura de Krypton que acaba adquirindo consciencia e um corpo ), o Super-cyborg ( Henry “Hank” Henshaw, um astronauta que consegue transferir sua consciência pra máquinas e que fez isso pela primeira vez na matriz onde o pequeno Kal-el veio pra terra e ali conseguiu seu DNA e clonou seu corpo), o Homem de Aço ( depois conhecido apenas como Aço ) e o Superboy, que odiava ser chamado Superboyassim, mas que depois que o Super-homem diz que ele fez por merecer o nome, começa a usar com orgulho. E este era o único nome dele, já que não tinha identidade secreta e nem um nascer humano como qualquer um.
Este Superboy, criado por Karl Kesel e Tom Grummett tinha uma personalidade muito divertida. Era mais desencanado, brincalhão e era a cara dos adolescentes dos anos 90. Com o uniforme mais cool, usando uma jaquetinha preta com a logo costurada atrás, um par de óculos redodinhos, luvas e um par de cintos, pra mim é um dos uniformes mais legais desenhados pro personagem até hoje.
Logo de cara ele participa de todo o arco de histórias do “Retorno do Superman“, ajudando o original a derrotar o Super-cyborg que se revela um vilão de grosso calibre.
 
Após esta turbulência ele se depara com a continuação de sua vida. Aparece um empresário bem meia boca Rex Leech que tem uma filha adolescente, Roxy Leech, que tem uma paixão pelo garoto, mas não admite. 
Na primeira edição da revista é revelado que o novo Superboy é fruto de um experimento do Cadmus que se preparava pra ter um novo Super-homem caso o original viesse a falecer. Entretanto, o DNA kryptoniano é indecifrável e eles preencheram os vazios como acharam melhor. Assim, este Superboy não tem todos os poderes do original, mas tem um poder interessantíssimo: Telecinese táctil, que simula a força e o poder de voo, bem como a invulnerabilidade. Assim, em uma turnê pelo país, ele passa pelo Hawaii e resolve fixar moradia lá quando conhece a Tanna Moon, uma reporter que ele acaba namorando. ( Coincidência, né… reporter… ). Então vive com o empresário, sua filha e com Dubilex que se

torna sua “babá“. Como ele fugiu antes de terminar sua maturação, o processo mental e corporal dele parou em 16 anos de idade. É divertido ver ele citando obras e referencias que ele nunca viu, mas as memórias implantadas davam a ele mesmo assim. Como quando ele diz ao Super-homem que vai seguir em direção a 2a. estrela, rumo ao amanhecer. Kal-el diz que citar Peter Pan é conveniente, e ele diz que quem disse isso foi o Capitão Kirk. ( hehehehe….véio adora… )

Achei muito inteligente e divertida esta fase do personagem. Ele tinha personalidade, estava num lugar diferente, de praia, enfrentando novos vilões, aprendendo, e as memórias dele, que não são dele, vão sendo mostradas pra gente. É curioso ver o “marketing” que o empresário dele faz. Tudo muito inteligente. Vale a pena procurar por esta fase se você não a leu. É muito anos 90, muito legal mesmo.

Nas revistas de série do Superboy que foi lançado na época também havia histórias do Super-homem cabeludo. Numa delas, ele enfrenta o Lobo e é legal ao final o Maioral admitir que o Super ainda é um babaca, mas o babaca mais barra pesada do universo… hehehe… 

Devido ao GAP de minha leitura ao final  dos anos 90 até uma ou outra edição durante os últimos 10 anos, eu não sei como ele virou este Connor Kent chato pra dedéu que está nas histórias dos Novos Titãs e que fez parte da Young Justice. Parece que um tempo depois, foi dito que o DNA que foi usado pra preencher os “buracos” no DNA kryptoniano era do Lex Luthor. Por algum motivo, após este retcon, ele perdeu a inocência e jovialidade, ficando um cara mala, com comportamento depressivo, frio e distante. Ou seja, cagaram no personagem, com todo respeito a você que lê isso. Se alguém puder me contar mais nos comentários, agradeço.
Outro fato curioso é o preço… a revista foi lançada no Brasil em novembro de 1994, por R$ 1,45. Fatidicamente, a edição número 10, já estava R$ 1,80. Olha só como era mais fácil comprar nesta época, mesmo com esta inflação, acho que pouco se justifica nos dias de hoje este preço excessivo das revistas da Panini. Quadrinhos hoje em dia é pra elite… na minha época, era cala-boca de criança, de tão baratinho.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.
 
 

  

 
Bonus:
O Superboy dos desenho animados dos anos 70/80.
 
 

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2 Comments

  1. Bruno Nascimento

    Cara, eu também não sei como o Superboy mudou tanto a personalidade! Deixei de ler quadrinhos por um tempo e quando voltei a ler, depois de uma das mortes de Donna Troy e formação de uma nova equipe de Titãs, com ele incluso, ele já tava assim! O lance da identidade civil eu sabia que ele ia acabar adquirindo com o tempo mas nada explica ele mudar tanto de personalidade! Li essa pergunta em uma seção de cartas/e-mail em uma revista e não souberam dar nenhuma resposta! Tipo, chegaram a sugerir que ele estava amadurecendo, o que não explica a timidez diante da Moça Maravilha! Acho que foi a modinha EMO da época que o tornou depressivo daquele jeito! Sei lá!

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