Quarteto Fantástico – O Fim

Olá amigos QuadrinheirosQuarteto Fantástico Fim

 
Falar sobre esta super equipe, a primeira da Marvel, é um prazer imensurável pra mim. Posso dizer sem medo algum que é a minha super equipe favorita desde criança. Principalmente porque eles não são uma equipe de guerreiros, mas sim de cientistas. De exploradores das maravilhas do universo e protagonistas de histórias lindas, ricas de uma imaginação enorme. Principalmente na fase de John Byrne… que saudades desta época…
E a mini-série Quarteto Fantástico – O Fim é como uma homenagem prestada a esta super família da Marvel, que merece mesmo o título de maravilhosa, ao meu ponto de vista. Nesta mini-série, Os Quatro Fantásticos ( hahaha… quem lembra ? ) são colocados em um ‘futuro alternativo‘, um tipo de ‘what if‘. E conta como seria um final para a equipe. Confesso que eu li morrendo de medo deles morrerem no final… hahahaha… (não, não vou dizer se isso acontece ), e posso dizer que é uma HQ que, pra mim como fã, despertou emoções bem interessantes, um saudosismo gostoso, nostalgia pura. Acho que foi mais o menos o mesmo sentimento de ler “O Velho Logan” ( leia resenha aqui ).
Pra mim, o Quarteto Fantástico é uma equipe deliciosamente audaciosa, curiosa e as encrencas estão sempre metidas nas pesquisas do Reed Richards, sempre incansável cientista. E não entendo até hoje como a Sue Storm aguenta ficar com ele, porque é impressionante a obsessão dele pela ciência. O Tocha Humana é o personagem mais light, mais bobo, mas muito importante pra dar o espirito jovem da equipe e o Coisa é, sem dúvida, meu personagem favorito. Lembro que quando eu era criança, eu queria crescer e ser inteligente como o Reed, já que sempre fui apaixonado por ciências. Mas o Coisa é o personagem mais empático da equipe… é o tiozão amigo, né… o coração mole em um corpo de pedra. O monstro, o solitário… e além de piloto, é o grande guarda-costas do Sr. Fantástico.
Esta edição traz um futuro, em que um Dr. Destino mais enlouquecido e mais máquina que homem mata os filhos de Reed e Sue em uma ‘última‘ luta contra a equipe. E o que acontece mesmo na narrativa, por volta de uns 50 anos a frente, é apresentada as consequências deste acontecimento para o Quarteto Fantástico e para toda a humanidade. O que é uma delicia é ter todos os personagens principais que já passaram em histórias da equipe, seja heróis ou vilões, juntos em uma mesma trama, mesmo que não interligada. É legal saber o que aconteceu com os vingadores, homem-aranha e alguns vilões. E teve uma ideia que eu achei muito maluca que é um soro que o Reed inventou que prolonga a vida de quem quiser ficar jovem pra sempre, que chamaram de Matusalem. ( hahahaha…) Este tipo de criação é típica do Quarteto, e é adorável ! Também não apresentam os filhos do Ben Grimm que agora vive em Marte ( Reed ajudou a colonizar todo o sistema solar ) com a esposa Alicia Masters, e pode controlar sua

transformação quando bem entende. E devido a todo o trauma da morte dos filhos, Reed e Sue vivem separados, embora ainda casados. É muito bacana ver os filhos de alguns personagens, o Dr. Estranho bem velho… Os filhos da Vespa com o Gigante brincando com o filho do Homem-Aranha… gente, tanta coisa criativa… até um Tony Stark que morreu e transferiu sua consciência para as armaduras está aí, pra gente ver. Não posso negar, eu gostei desta edição, embora não seja a melhor coisa que já lí, eu achei tão bacana que li inteira de uma vez só.

Argumento e roteiros são de Alan Davis, que eu ainda não conhecia, mas que

tem meu respeito após esta série. Acho que os argumentos e textos estão muito bons. Ele parece conhecer bem a essência da equipe, e deixa bem claro que embora sejam exploradores, serem uma família está em primeiro lugar. E acho isso lindo, embora possa parecer ‘piegas’, é a base emocional da equipe. Não se muda a essência, porque se mudar, deixa de ser o que são de verdade… aí, é outra equipe. Não é ? Cabe até uma ressalva aqui, que é o equilíbrio de importância dos 4 integrantes na história. Não teve personagem com pouca importância, todos eles tiveram um papel equilibrado e impactante para o caminhar da história. Já os desenhos são bons, não é algo digno de nota, nem pro bem e nem pro mal. É bom, conta uma boa história… há um equilíbrio legal entre quadros grandes e pequenos… alguns até de página inteira e com as expressões faciais bem convincentes. E só de ele manter o Coisa de sunga e descalço já tem o meu respeito, mesmo com a Sue de cabelos ‘joãozinho’, eu perdoo. hehehehe

O cara foi tão bem que ele trouxe desde Inumanos ( cara, eu adoro o Raio Negro, um personagem impar, sempre muito sub-utilizado na minha opinião… ) até o Aniquilador… sem esquecer Namor, Super Skrull, Vigia, Galactus e o Toupeira… que não poderia faltar de jeito nenhum, considerando que foi o primeiro vilão que enfrentaram. Pura nostalgia, mas com qualidade… mesmo com pouca participação, eram momentos que não foram aparição gratuita. Tudo encaixado no roteiro. Li em algum lugar do Facebook que alguém achou chata a história, arrastada e cansativa. Quando eu fui ler eu tive medo de ser algo assim, mas como gosto é algo individual, dei a sorte de gostar.
Acho que se você é fã mesmo da equipe azulzinha, deve ler esta mini sim. Mas se você não gosta do Quarteto, não fará diferença pra você. Como sempre digo, HQ tem que emocionar… e como um velho nostálgico, senti coisas deliciosas ao ler este encadernado.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio !
 

 

 

 

 

Wolverine – O Velho Logan

Eu simplesmente adoro estas edições de futuro alternativo, principalmente futuros apocalipticos em que os heróis perderam e o mundo virou um caos… hehehe… devo ter algum problema de caráter…rs…
Velho LoganEm Wolverine – O Velho Logan, temos isso. Mas isso em grande estilo e qualidade. Vou fazer um resuminho, me esforçando pra não liberar spoilers. Passaram-se 50 anos no universo Marvel após os vilões se organizarem e atacarem todos os heróis ao mesmo tempo e em massa, causando a morte da grande maioria esmagadora deles e os poucos que sobreviveram estão escondidos ou sendo mercenários. Pra ajudar, os líderes vilões dividiram os EUA em 4 reinos e é tudo um grande deserto, no mais belo estilo Mad Max. Tem um monte de dinossauros espalhados por aí, e filhos e netos de vilões e heróis espalhados, perdidos, sendo alguns mais vilões, outros mais heroicos. É muito interessante ver o que alguns vilões acabaram se tornando. E o que pra mim foi o mais importante: Coerência. O universo desta HQ é coerente. O Wolverine é coerente. Os vilões e o que aconteceu com eles é coerente. Gosto disso, acho que é uma forma de deixar a gente curioso e se sentir homenageado por não mudarem tudo o que vc passou uma vida lendo ( meu caso… principalmente pelo ódio que sinto de Novos 52 da DC ).
Velho LoganVocê sabe que é uma HQ muito bem feita, porque não consegue largar ela até acabar. E se emociona ao ler, fica instigado e ansioso. Tudo é revelado no tempo certo, os motivos do Logan não usar mais as garras e os motivos pra voltar a usar são autênticos. Ele é um herói na essência, mas parece que luta o tempo todo contra isso… é aquele lance de aceitação. E, poxa, desde que entrou pros X-Men láááá atrás, ele passa por este conflito interno. E podemos ver os conflitos dele, sentir dentro de nós.

Acho que é isso que deixa a gente mais identificado com algumas HQ´s: A habilidade do roteirista de te colocar dentro da HQ, sentir o que está lá como se fosse com você. Perceba que, pra mim, HQ tem que te fazer sentir, tem que fazer emocionar, vibrar, torcer muito. O Velho Logan faz você torcer por ele, sentir pena, ódio… não entender algumas ações dele até ele explicar e contar tudo que houve. E a batalha final ? Minha nossa… épica ! ÉPICA ! Não vou nem dizer com quem, mas digamos que seja linda a simetria. Eu diria que o título, O Velho Logan, seja mais do que um Logan velho, mas ter o bom e ‘velho’ Logan de volta.
O roteiro de Mark Millar é primoroso no sentido de condução da sua emoção e pensamentos. A gente fica se questionando, ficamos em diálogo interno o tempo todo, buscando entender e adivinhar o que vem em seguida. A cada destino de um herói que é revelado, a gente vibra. É uma delicia. E é ótimo ver que, mesmo raras, existem sagas e mini-series boas após os anos 90. Quem acompanha o blog sabe que eu tenho um certo problema com os anos 2000. Velho LoganOs desenhos de Steve McNiven constroem uma narrativa com quadros grandes, dando a dimensão do desastre o tempo todo. Os personagens envelhecidos, suas expressões, estão muito coerentes e bem feitos.
A riqueza de detalhes nos quadros nos localiza muito bem na história e complementa o diálogo. Segue abaixo algumas ilustrações da edição. Veja se estou exagerando. Ele tem um traço moderno, mas mesmo assim, pelo detalhamento e movimento, excelente !
Recomendo a leitura, leia mesmo. Permita-se. Emocione-se.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio !
 
 
 
 
 
 
 
 
Velho Logan

 

 

Velho Logan

 

 

Velho Logan

 

 

 

 

Velho Logan