Os Melhores do Mundo – Batman e Superman

Os Melhores do Mundo – Batman e Superman por Dave Gibbons e Steve Rude

Olá Quadrinheiro.

Melhores do MundoLembro me bem de quando eu li Os Melhores do Mundo na época que saiu aqui no Brasil em 1991. Comprei as edições nas bancas principalmente pela capa diferenciada. Mas nem imaginava o que teria ali dentro. Ainda era uma fase que eu era mais “cru” em quadrinhos, mesmo acompanhando a tantos anos. O melhor de tudo: Eu ainda tinha aquele “brilho no olhar” ao acompanhar os heróis. 

Em meio a super inflação, a mini-série basicamente aumentava de preço todo mês e as moedinhas de troco que meu pai me dava, mal dava para as revistas do mês. Mas esta era especial, formato maior, arte de capa com aparência aquarelada… era algo que empolgava o adolescente que eu era. 

E o bacana é que ainda não era comum tantos crossovers. Isso de juntar em uma mesma história dois personagens de cidades diferentes não era comum, então a gente queria ver o que acontecia. Haviam as histórias da Liga, mas era como se fosse um personagem a parte. Encontro do Batman com o Superman não era tão comum como hoje.

Aliás, rara é a história que não tem a participação de algum personagem de fora nos dias de hoje. Até porque hoje se questiona mais algumas coisas. Por exemplo: Como assim cai um meteoro na terra, numa história do Super-Homem e os outros heróis, como o Lanterna Verde não vieram verificar? A gente não questionava isso na época. Hoje, isso não passaria batido.

World’s Finest

Publicada originalmente em junho de 1990 numa mini-séria, esta história soa como uma homenagem à era de bronze apenas a poucos anos do começo da era contemporânea, marcada por Crise nas Infinitas Terras. Embora seja o começo dos anos 90, ainda soava muito mais como os 80. O Batman ainda caminhava pra se tornar o personagem dark que é hoje e o Super-homem apenas começava a ganhar sua alcunha de “símbolo da esperança“. Foi mais ou menos nesta época que esta divisão começou. Até então, eram apenas histórias. Tudo podia. Depois, aos poucos, isso foi mudando.

A história gira em torno de um plano do Lex Luthor pra conquistar mais espaço em Gotham. Lembrando que o Lex Luthor desta época era o empresário bonachão, e nem tanto um cientísta. Ele já havia perdido a mão devido ao envenenamento por kriptonita de se anel e era sempre bem visto pelas pessoas, porque sabia muito bem se esquivar da lei pra fazer seus planos criminosos nunca serem ligados a ele. E ele começa ao comprar dois antigos orfanatos e dar suporte a um terceiro, que ficava bem na divisa entre Metrópolis e Gotham. Para comprar o de Gotham ele se envolve com o atual dono: o Coringa. Nisso, é proposta a troca. Coringa ficaria 1 mês autorizado a atuar em Metrópolis e Lex iria conduzir seu plano de conquistar mais imóveis em Gotham. Quando Clark e Bruce ficam sabendo, replicam a proposta entre eles. Kent vai pra Gotham supostamente fazer uma matéria sobre a situação dos menos favorecidos e o Bruce fica em Metrópolis pra ampliar seus negócios. E ambos podem ficar de olho em seus inimigos. Eles eram os melhores do mundo. Apenas ainda não tinham percebido isso.

Gibbons sendo Gibbons

O que me chama bastante atenção nesta HQ é que a história tem arte. Arte na narrativa. Arte nos desenhos. Arte na idéia. É mais profunda do que a gente consegue perceber no começo. 

Dave Gibbons tem uma narrativa gradual. É possível perceber que sempre que Batman atua, os quadros são mais escuros. Quando entra o Super-Homem, Metrópolis, tudo é luz, claridade. Batman se apoia no medo, na paranóia, na vingança. Super-Homem sempre na esperança. Estas duas faces ainda não se viam como amigos. A amizade começaria ainda a ser forjada em uniões como esta, que ainda eram novidade. Não havia ainda a irmandade de hoje. O desenho de Steve Rude segue com poesia. As cores de Steve Oliff são inteligentes, trazendo predominância de cores azul em contraste com vermelhos, e a medida que a história caminha, o contraste vai diminuindo, até que ao final, está mais equilibrado. É como ver, sem ver, o equilíbrio sendo alcançado aos poucos. E uma homenagem aos famosos Stan Laurel e Oliver Hardy da serie de comédia ‘O Gordo e o Magro’ como era conhecida aqui no Brasil. Mais uma referência ao contraste.

Gosto da condução, gosto do mistério e gosto da seriedade da história. Não eram desastres cósmicos, não era o fim do universo. Era apenas o Lex Luthor usando seu poder econômico e um palhaço insano tentando conquistar mais poder enquanto os heróis procuravam formas de detê-lo. Sem grande estardalhaço, sem nada grandioso. Num roteiro simples, direto, sagaz e que te mantém entretido em um mistério para descobrir os reais planos que são revelados em dois momentos. Saudades deste tipo de narrativa. Faz tempo que não vejo nada assim atualmente. Não que o que temos hoje em dia seja ruim, mas noto que algo se perdeu no meio do caminho. Onde estão os Melhores do Mundo que não escrevem mais como antigamente ?

Também penso que os grandes escritores da época dos quadrinhos dos anos 80 e 90 se inspiravam mais em leituras e conhecimentos clássicos. É comum vermos citações a grandes obras da literatura antiga nos quadrinhos dos anos 70-90. Hoje, noto que a inspiração dos atuais quadrinistas são os quadrinistas desta época. Creio ( posso estar bem enganado ) que seja um dos motivos dos quadrinhos atuais serem menos profundos e mais copiados. A fonte original não foi consultada. Então, se torna tudo mais raso. Com um publico raso acompanhando, que prefere cinema à leitura, não poderia ser diferente.

Aço e Trevas

Se você está procurando algo bom pra ler e quer ter acesso a algo mais vintage, sem ser tão antigo assim, leia Os Melhores do Mundo. O encadernado atual tem capa dura e muitos extras interessantes. A Panini mais uma vez mostra de novo que conhece o que é bom e sabe dar isso pra gente. A transição é linda, historicamente e dentro do livro. Recomendo !

Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

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METAL – Noites de Trevas – DC Comics Review

METAL – Noites de Trevas – DC Comics Review

Olá Quadrinheiro !

Terminei de ler METAL – Noites de Trevas ( conhecido como Batman Metal ) estes dias e precisamos conversar sobre isso. Antes de mais nada, vamos situar a obra. Iniciada em agosto de 2017 nos EUA, na edição Dark Days: The Casting e finalizada em Dark Nights: Metal 6 em junho de 2018. Aqui no Brasil, teve uma das campanhas mais legais de lançamento ( confira aqui ) e chegou em encadernados com capa especial, verniz localizado e efeito metalizado, com um mix 3 edições em cada volume, já na ordem certinha pra você ler. A Panini caprichou mesmo nesta mini-série.

Logo que chegou pra mim, eu fiz um primeiro post dando a impressão das duas primeiras edições. E agora, vamos fechar falando da saga como um todo.

METAL não é sobre HEAVY METAL

A saga é basicamente centrada no Batman. Como o mais forte integrante da Liga ( isso é, sim, opinião minha ), ele é o único capaz de subjugar todos os heróis por ser um estrategista brilhante. Dentro do conceito de multiverso, existe uma tal dimensão conhecida como “Multiverso das Trevas” que é de onde os Batman Sombrios vieram. De cada Terra deste universo sombrio, um Batman emergiu mau e tomou os poderes de um personagem da Liga e com isso, conquistou o planeta. Só que um ser sombrio chamado Barbatos, que faz parte do “mecanismo” da criação dos universos aparece por lá e diz a eles que existe um multiverso lindo todinho pra eles conquistarem se o ajudassem a ir pra lá também. E a chave desta passagem é o Bruce Wayne e o metal enésimo, sabe ? Aquele das armas tanagarianas do Gavião Negro e da Mulher Gavião. Que aliás, tem importante participação na história também.

A DC sempre viaja grande quando cria crises cósmicas, isso a gente precisa admitir. Quando o assunto é a possibilidade de fim do mundo ou do fim do universo, ela é capaz de criar acontecimentos incríveis. Tal como este conceito de multiverso das trevas, um Super-Monitor e estes Batman sombrios horripilantes.

Cabe situar você: O universo dos novos 52 foi basicamente desconsiderado neste momento e fatos “pré-52” são citados, tais como a “morte” do Batman e sua jornada ao passado. O Bebê Darkside também aparece. Mas não é nada que você precise conhecer pra entender a história.

Embora centrada no Batman, METAL é uma aventura da Liga como um todo. Batman é a chave/centro dos acontecimentos, mas envolve todo o universo DC. Por isso, chama-se “Metal – Noites de Trevas” e as edições centradas na família morcego e outros em separado, saíram aqui em duas edições especiais, chamadas de “Batman: METAL Especial”.

Gritos na noite – Batman Metal

A história é boa, tem um caminhar bem tenso e até o final, você não consegue ver a menor chance dos heróis vencerem. A narrativa é desesperante. Todos os passos dos heróis são previstos pelo Batman que ri ( personagem que reune e lidera os Batman Sombrios ). Este Batman é uma mescla do Bruce com o Coringa. Sim, é bizarro e tenebroso. Então, é possível imaginar toda a loucura e maldade do palhaço do crime aliada ao maior estrategista conhecido. Ele é bem perigoso. Fora que notei um retorno de algumas coisas que eu curtia nas HQs antigas. Tem a entrega de filosofias, tem o pensamento reflexivo e tem personagens que te fazem pensar e se colocar no lugar deles e refletir no que teria feito se você com você. A Liga tem um papel importante no decorrer da história, principalmente Flash, Cyborg e Lanterna Verde. Mas a trindade Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha são os grandes finalizadores como sempre.

Existe apenas um pequeno incomodo pra mim nesta história, que é a forma como ela fecha. Aliás, cabe a ressalva de que tenho a impressão de que não é um problema apenas desta série, visto que “A Noite mais Densa” e “O Dia mais Claro” ( review aqui e aqui ) utiliza do mesmo recurso: A virada inesperada no final acontece de repente, rapidamente, e sem chance pros vilões, de forma milagrosa. É algo muito estranho. Imagine que você passou meses acompanhando a derrocada do mundo. Os heróis sendo derrotados e presos em cada edição. Um a um, seus planos de revide vão sendo derrotados e todos previstos pelo Batman que ri. E ao final, em uma edição, os mocinhos viram o jogo e vencem meio que do nada. O desespero é 6,5 edições de desespero quebrado repentinamente por uma virada rápida, sem profundidade, no final da saga. Isso é algo que realmente me incomodou bastante.

Dá a impressão de que ficou preguiçoso. Acho que pra ficar mais legal, deveriam ter ido mais devagar nesta virada. Heróis tendo pequenas vitórias, conquistando aos poucos e virando o jogo. Quando a virada é repentina, milagrosa e principalmente, baseada em fatos que aconteciam em paralelo mas que são reveladas ao leitor apenas no final, me parece que é como se faltasse “gabarito” aos escritores pra pensar em algo que poderia ser mais legal. É muito simples você vir criando algo só de um lado, no caso no mal, e depois no final, inventar algo do nada e virar tudo pro lado dos mocinhos. Sem respaldo da própria história. Eu senti que ficou um final “preguiçoso“, sabe ?

A jornada é linda, mas o final, nem tanto.

 

 

Quem fez ?

Os principais líderes de METAL são Scott Snyder e Gregg Capullo. Claro que eles não fazem isso sozinhos, tem uma penca de roteiristas e desenhistas que trabalham juntos, já que envolve muitos personagens e revistas solo durante estes meses de METAL. Snyder tem este problema de narrativa desde sempre. Sabe dramatizar, mas não sabe finalizar. Já Greg Capullo eu curto o traço desde Spawm e Homem-Aranha nos anos 90. Houve uma evolução no traço, mas seu estilo permanece nesta HQ. Jim Lee, John Romita Jr, James Tynion IV, Andy Kubert, Dan Abentt, Francis Manapul, Tony S Daniel, Brian Hitch, Jeff Lemire, Ethan Van Sciver, Frank Tieri, Carmine di Giandomenico, Grant Morisson, Doug Mahnke, Jorge Jimenez e Howard Porter são alguns dos nomes que assinam as 5 edições principais. É muita gente boa trabalhando junto e por isso a leitura é sim, muito boa. Minha queixa fica apenas com o final.

Então, se quer saber se é uma história que vale a pena ? Sim, vale muito. É uma das boas histórias que eu li recentemente e acho que, embora não deixe consequências, vale pela narrativa. Recomendo a leitura e eu mesmo penso em reler agora, de uma vez, pra sentir o drama.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Batmen Sombrios
Os Batmen Sombrios

 

Primeira Capa do Crossover entre MSP e DC Comics

Saiu a Primeira Capa !

E durante o Batman Day, evento especial realizado pela Panini para os fãs do Homem-Morcego, a editora divulgou com exclusividade a primeira capa de uma das revistas nascidas do crossover entre a Mauricio de Sousa Produções e a DC Entertainment, ou melhor, entre a Turma da Mônica e a DC Comics. A publicação trará Cebolinha e Batman juntos em uma aventura com a turminha. Na capa, Batman está ao lado de Cebolinha e Mônica como Robin, parceiro inseparável do super-herói, e Cascão representando o Asa Noturna, em Gotham City.

A parceria é inédita começa nas edições de dezembro deste ano das revistas MônicaCascãoMagaliChico Bento Turma da Mônica ( Se não tivesse Chico Bento eu nem sairia de casa… rs… ). E duas aventuras completas nas edições de dezembro e janeiro da Turma da Mônica Jovem, publicadas pela editora Panini com os personagens da Mauricio de Sousa Produções ao lado dos super-heróis e supervilões da DC, como Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Aquaman, Coringa, Mulher-Gato e muitos outros personagens icônicos. 

Os traços editoriais das revistas serão todos desenhados pela Mauricio de Sousa Produções e os roteiros das histórias serão realizados em parceria pelas empresas, para unir os personagens em eletrizantes aventuras.

 

Vale conferir !

Abraços do Quadrinheiro Véio!

Batman Day – 2018

Batman Day é comemorado pela Panini no próximo dia 15 de setembro em São Paulo

Programação contará com Bat-papo sobre o super-herói, Concurso de Cosplays, jogo de perguntas e respostas, sorteio de brindes e muito mais

Véio, no próximo dia 15 de setembro, a editora Panini celebra o Batman Day. Vai ser um evento especial, aberto ao público e gratuito!  Vai rolar Bat-papo com influenciadores digitais ( não, não sou um deles… ), Concurso de Cosplays, jogo de perguntas e respostas e concorrer a brindes exclusivos. Das 15h as 18 horas, no espaço ClapMe HQ – Rua Fidalga, 132, em Pinheiros, São Paulo.   

O evento será conduzido pela host Ana Carolina Lima e a primeira atração, às 15h, será a Bat ou Repassa, um jogo rápido de perguntas e respostas valendo prêmios, e, se o participante aceitar levar uma torta na cara se errar a questão, como no conhecido programa de TV, pode concorrer a um prêmio ainda melhor. Já às 15h30 está programado o Concurso de Cosplays e aqueles que desejarem participar devem se cadastrar em um link localizado no evento Batman Day 2018 no Facebook (www.facebook.com/events/292255978047677). Os jurados desse concurso, que marcou presença e fez sucesso nas últimas edições do Anime Friends e da CCXP, serão os cosplayers conhecidos nas redes sociais como Heykro, Coringa e Pinguim.

Para seguir a programação, às 16h será a vez do Bat-papo especial com influenciadores digitais convidados. O ator, humorista, dublador e responsável pelo canal no YouTube Caverna do Caruso, Fernando Caruso, será o mestre de cerimônias e conduzirá a conversa com Levi Trindade, editor da Panini, o artista Wagner Loud e o youtuber do canal LOAD Gil Santos, responsáveis pelo projeto “Rap em Quadrinhos”, e Carlos Stephan, roteirista da Mauricio de Sousa Produções e um dos responsáveis pelo projeto que envolve o crossover entre a DC Comics e a Mauricio de Sousa Produções.

Além de cada um contar um pouco sobre os seus projetos, o foco do Bat-papo será as publicações do herói, assim como os autores e os desenhistas mais marcantes e as particularidades de cada um deles, com destaque para os títulos A Corte das Corujas, O Longo Dia das Bruxas, A Luva Negra, O Príncipe Encantado das Trevas, Silêncio, Cavaleiro Branco, Renascimento, Lenda do Cavaleiro das Trevas e Noites de Trevas: Metal

Para finalizar, às 17h haverá uma master class com um dos convidados e, às 17h30, sorteio de brindes.

“Comemoramos o Batman Day há mais de três anos, uma data estabelecida pela DC Comics e celebrada em todo o mundo. É dia exclusivo para homenagear o herói de Gotham City e disseminar suas obras”, conta Carol Ribeiro, do marketing da editora Panini.

Na boa ? Não dá pra perder !

Abraços do Quadrinheiro Véio

METAL – Noites de Trevas – Panini/DC Comics

METAL – Noites de Trevas

Chegou ao país as primeiras 2 edições de METAL – Noites de Trevas, a nova maxi-saga da DC comics. Em um post anterior ( aqui ) eu contei sobre o lançamento dela, com direito a concurso e prêmio. Mas agora que eu li as edições de lançamento, precisamos falar sobre isso.

Sinistramente DARK

METAL parece prometer um grande abalo no universo da DC. Envolve a Liga da Justiça, mas é focada no Batman e traz um perigo transdimensional ou trans-multi-versal se assim preferir (???). 

Lá no canal, fiz um vídeo sobre ela, mas vamos esmiuçar ela aqui no blog do jeito que você já está acostumado.

Nesta saga, por conta do uso do Metal Enésimo ( eis o motivo do nome da saga ), as barreiras dimensionais começam a se romper e nos universos paralelos, figuras sombrias estão à espreita pra invadir nossa realidade e dominar o mundo. Curioso é que cada um destes universos tem um membro da Liga que se tornou uma entidade Batman sombria e são todos comandados por um BatCoringa louco ( ok… Coringa louco é pleonasmo ) e este Coringa tem 3 Robins escravisados numa saga bem soturna, dark e ameaçadora. Espere por um visual bem carregado, com desesperança e frases de tensão e o bom e velho comportamento do Batman de tentar resolver tudo sozinho. Primeiro porque ele sempre acha que é culpado e segundo porque ele quer sempre proteger todo mundo. O bom e velho Bruce que a gente ama.

O desenrolar da trama é muito misteriosa e bem escrita, com o desenho acompanhando muito bem. A gente fica tenso, quer entender logo o que está acontecendo e ao longo de toda a primeira edição, ficamos apreensivos e curiosos. Eu diria que a primeira edição tem tudo pra ser um clássico, mas quando a gente chega na segunda, parece que a história “trunca“.

Explico: A edição 2 começa a mostrar as origens dos Batmans distorcidos dos outros universos e isso meio que fica chatinho e repetitivo, fora que você esperou 1 mês pra continuar a primeira edição, e tem que esperar mais um mês pra isso, já que a 2 não revela muita coisa e nem faz a história caminhar. Mas pelo que lemos na primeira, a gente acha que vale a pena continuar seguindo, porque a premissa é inteligente e bem conduzida.

SNYDER / CAPULLO

Os mestres criadores por trás da saga são Scott Snyder e Greg Capullo. Eu sou fã do trabalho de ambos. Do Snyder por conta do cinema e do Capullo desde o começo de Spawm nos anos 90. Fora que em muitas histórias, desenhistas como Jim Lee, John Romita Jr, Andy Kubert e outros grandes artistas são convidados e isso diversifica o traço, dando aquela dimensionalidade que a história permite, já que é multiverso. Gosto dos diálogos, gosto do andamento, do mistério e deste resgate de revelar algo que a gente não sabia e nunca pensou em procurar saber, envolvendo antigos personagens da DC, dando um lugar diferente pra eles e com esta premissa em torno do misterioso metal enésimo.

A base história está feita com os Gaviões, e seguem aquela linha das reencarnações que veio depois de zero hora. Esta base com Carter e Shayera tem muito a oferecer em histórias que se movem pelo tempo.

Eu gosto, eu recomendo.

E se quiser ver o vídeo, está aqui:

Aproveite pra conhecer mais, e seguir nosso instagram também: http://www.instagram.com/oquadrinheiroveio

Abraços do Quadrinheiro Véio

#duelometal é a nova campanha da Panini para lançamento da HQ Noites de Trevas: Metal

Cara, olha que legal !

A Panini Comics Brasil está lançando uma campanha super diferente pro lançamento de Noites de Trevas: Metal, uma HQ do Batman onde Scott Snyder e Greg Capullo se uniram e apresenta a origem das 7 versões sombrias do Morcego de Gotham. A primeira das 5 edições que chegarão ao Brasil agora no final do mês, vêm acompanhada de um super concurso nas redes sociais.

A galera pode participar criando uma versão/solo de guitarra Heavy Metal da icônica abertura do Batman dos anos 60 e deverão postar em seu Instagram, com o perfil público, de 15 a 29 de junho com a hashtag #duelometal. E os melhores guitarristas vão enfrentar ninguém menos do que o Detonador, que vai ser o Batman do Mal, nesta campanha que vai levar a #duelometal às últimas consequências !!

Encabeçado pelo conhecido “Deus Metal”, o Detonator, personagem interpretado pelo humorista, ator e músico Bruno Sutter, o desafio busca conectar leitores de quadrinhos e amantes da música, principalmente aqueles que gostam de heavy metal. A ideia da campanha é selecionar os melhores guitarristas do Brasil para um duelo com o “Batman do mal”, que será representado pelo próprio Bruni, e assim brincar com a ideia de salvar a humanidade da dominação do personagem.

Uma equipe de audição, composta por Detonator, entre outros integrantes da Panini, selecionarão os quatro melhores solos de guitarra. “Capullo e Snyder criaram uma atmosfera onde o heavy metal está muito bem mesclado com o universo do Batman, inserido de maneira arrebatadora e alucinante. Achamos que isso é uma ótima oportunidade para que os fãs de Batman e de HQ mostrem suas habilidades na guitarra. Estamos ansiosos para conferir as versões da música de cada participante. Divulgaremos os quatro melhores no dia 3 de junho”, diz Caroline Ribeiro, marketing da Panini Comics.

Os escolhidos terão a oportunidade de se apresentar no Manifesto Bar, tradicional na cidade de São Paulo por receber bandas de rock, dia 12 de julho. Na ocasião, os participantes duelarão entre si, para que o melhor dos quatro dispute com o “Batman do mal” – guitarrista servo fiel do Detonator. O grande escolhido ganhará pela Panini, em parceria com a Tagima, uma guitarra Tagima Rocker customizada com as artes de Noites de Trevas: Metal.

Quem quiser acompanhar o evento poderá acessar a Live no Facebook da Panini @paninicomicsbrasil, dia 12/07, em horário a ser divulgado pela editora em suas redes sociais.

Estou ansioso pelo duelo, mas mais ainda pra ler esta preciosidade dos quadrinhos. Ainda mais com a presença do próprio Sxxxxxxx…. não, não vou contar spoiler !

Saiba mais no site da Panini e nas redes sociais da editora !

E veja a resenha do Batman – Principe Encantado das Trevas aqui.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Batman – O Principe Encantado das Trevas – 1 de 2

Batman – O Principe Encantado das Trevas – 1 de 2

Batman !!! Cara, é sempre legal escrever sobre Batman. Ganhei esta edição da minha esposa como presente do Dia dos Namorados e fiquei curioso logo pela capa. Metade de mim eufórico pra abrir e ler logo e a outra metade chateado por ser apenas a primeira parte de duas de uma saga.

A história de Batman – O Principe Encantado das Trevas gira em torno do clássico embate entre o Cavaleiro das Trevas e o Coringa nas ruas sempre noturnas de Gotham. Isso não tem fim, não adianta. A loucura do Coringa fica mais evidenciada e segue uma leitura mais clássica do personagem, em uma Gotham realmente dark e com visual bem barroso.

A narrativa é lenta, profunda, soturna, e muito dentro do que a gente gosta de acompanhar ao ler o Batman. Você só percebe que é uma obra mais atual devido a termos poucos textos e o desenho seguir contando a história. Salvo isso, você se sentiria lendo algo que realmente trouxesse os anos 80 de volta aos quadrinhos, mas na fase boa dos anos 80, com um pouco do drama que os 90’s doaram aos quadrinhos e vc tem uma obra que tem tudo pra ser atemporal e ao mesmo tempo, pode simplesmente passar batido, já que não tem grandeza ( ao menos nesta parte 1 de 2 que eu li ). Prometo que se a história tiver ares épicos ( não em tamanho, mas em ousadia e importancia, eu conto pra você na resenha que eu vou vir a fazer ). 

Na trama, o Coringa sequestra uma menina misteriosa que tem uma conexão secreta com o Batman, o que torna o crime mais pessoal do que se imagina. O vigilante precisa então vasculhar todo o submundo de Gotham atrás do esconderijo onde o palhaço a mantém presa. Em determinado momento a gente percebe que Bruce torna isso pessoal porque um mistério revelado a ele, continua sendo mistério pra gente. O que será que ele descobriu ?

Italiano

O artista que assina a obra inteira é o italiano Enrico Marini. Conhecido por obras européias como Gipsy e Le Scorpion. Não o conhecia antes deste trabalho, mas ele fez tudo, e do modo “antigo“. Escreveu, desenhou, pintou, tudo a mão. É perceptível o quanto isso é legal de ver na obra.

E embora a história em si não seja uma obra prima, a arte faz valer a pena, porque é realmente muito boa. Nada como o bom e velho lápis, papel, pincel e tinta. O equilíbrio do sombras e os olhos expressivos são um diferencial e podemos perceber que não é como os quadrinhos mensais que tem prazo e com isso, as vezes, o desenho perde um pouco. É uma publicação feita pra ser como é e este resultado é notado em cada página.

Batman é… Batman.

Acho que você precisa pesar uma coisa também: Batman é Batman. Se fugir um pouco, não é Batman e quase completando 80 anos de idade, fica difícil inovar um personagem sem ser repetitivo ou fugir do mesmo. Ele é quem é. Portanto se você é leitor antigo como eu e espera uma nova aventura, não é o que vai encontrar. É apenas algo dentro do espirito morcego de ser, fiel sim a isso, mas sem trazer algo novo pra você. Isso é o problema de ler muito, a muito tempo. Alguns personagens acabam engessando porque se não, ele deixa de ser o que foi criado. 

A conclusão ? É uma boa obra. Vai ter quem goste e quem desgoste. Vai ter quem reclame de ser clichê e vai ter quem elogie pelo mesmo motivo. Mas pela arte clássica, já vale o investimento. Isso além da apresentação que a Panini lançou no Brasil, em formato capa dura e tamanho grande. Bem grande, mal cabe na estante. Lindo !

Abraços do Quadrinheiro Véio 

Leia também outras resenhas do Batman !

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Superman – Entre a Foice e o Martelo

Superman – Entre a Foice e o Martelo

Lembro-me bem do quão revolucionário foi o lançamento da mini-série Superman Red Son aqui no Brasil. A gente tinha ouvido falar de algo sensacional lançado e 3 anos antes nos EUA, em que o bebê Kal-el teria caído na União Soviética e não no Kansas como na história original. Mas só teríamos acesso a ela em junho de 2006, quando a Panini trouxe a mini-série em 3 edições pro Brasil.

Red Son explora uma das épocas históricas mais interessantes do mundo recente: a Guerra Fria. Desde seu início e de como o herói poderia mudar todo o rumo do mundo, ao ser a grande arma comunista, fiel à Stalin e seus ideais. Gosto sempre de pensar no impacto das histórias nos leitores, não apenas como uma aventura, mas como um formador de reflexões. Estes exercícios de pensamento, este universo “O que aconteceria se…“, que se leva a sério e tem começo, meio e fim, costumam apresentar grandes histórias, já que não se prendem a uma cronologia quase secular e limitante.

Gosto desta mini em especial porquê é raro ter coisas boas lançadas depois dos anos 2000 e Entre a Foice e o Martelo tem o melhor que os quadrinhos podem oferecer. Em termos de história, de arte e pensamento. Todo exercício criativo é importante e gratificante. E é como sempre cito nas minhas resenhas: a historia precisa te emocionar, te fazer sentir de verdade. Seja medo, alegria, tristeza, revolta, saudade, espanto… e tem tudo isso.

Superman formatado ?

O Super-Homem tem todo um estereótipo de escoteiro, de ser a pessoa que sempre faz o que é certo independente do sacrifício pessoal envolvido. Isso ao mesmo tempo que inspira, gera culpa. E mesmo quando ele é colocado do lado vermelho do mundo, numa época que isso era visto como nocivo pelos americanos pela forma como era imposta, ele se mostra comedido, correto, e disposto a fazer o que traz bons resultados, e nem sempre isso acontece dentro do que ele foi ensinado ou doutrinado. Ele tem sempre, não importa o mundo, o universo paralelo, a época, este senso de justiça e é sempre o grande salvador da humanidade. Reflete o melhor dos humanos, sendo ele mesmo alienígena. Quando pensamos em Super-homem, é isso mesmo que aparece na mente: Uma pessoa super ! Curioso que isso seja algo visto como tão impossível que foi necessário criar um alienígena pra ser o melhor de nós. Não é pra se pensar ?

Pense que nesta história

Entre a Foice e o Martelo começa com o aparecimento do Superman do lado russo. Com o uniforme em cores mais sombrias, ostentando em seu escudo a foice e o martelo comunistas. Embora lançada em 2003, ainda tínhamos uma sombra forte da época da guerra fria, mas já a víamos como algo distante. São 15 anos, mas pra quem viveu o medo da guerra nuclear nos anos 80, é muito marcante. 

Quando o escoteiro começa a demonstrar realmente a inclinação e a crença nos ideias soviéticos, é algo um tanto chocante. E fica mais ainda quando Lois está casada com Lex Luthor e que ele é o grande salvador da humanidade. Aqui temos realmente um embate de vida toda, entre o super poderoso alienígena versus o ápice da inteligência humana. Lex, neste caso, ainda fiel à sua paranóia anti-superman nunca desiste e a história se passa em 3 momentos da vida de ambos, envelhecendo contemporaneamente, nos mostrando os principais embates em sua juventude, fase adulta e já em idade mais avançada quando a história se fecha com muita classe e com uma grata surpresa ao final.

Aliás, acho que este final se torna muito criativo, uma vez que altera a própria origem do personagem ( e isso é permitido já que é uma história paralela em outro universo ) e surpreende pelo contexto bem engendrado, onde as peças se unem e conclui com toda classe.

Amazonas e Morcegos

Claro que em se tratando de universo DC, dificilmente hoje em dia é possível criar alguma trama planetária sem que os outros heróis apareçam. Foi-se a muito tempo a época em que ameaças globais eram combatidas apenas por um personagem.

Embora centrado no Superman e no Luthor, Batman, Mulher Maravilha e Lanterna Verde tem participações que ao mesmo tempo que são importantes, não o são. Não que sejam dispensáveis, já que a história faz bom uso de suas participações na trama e eles não roubam os holofotes. Está no devido lugar, com o devido peso e ao mesmo tempo faz com que o leitor não fique se indagando: Onde estavam os heróis americanos quando o Superman tomou o poder do mundo ? 

E é muito legal os uniformes desenvolvidos pra todos eles, desde os trajes do Clark ( que mostram a sua evolução, sua mudança gradual ) até os outros heróis. Gosto muito mesmo da forma que foi desenvolvido.

Ele de novo !!

Mark Millar ( de Kingsman, Velho Logan, Guerra Civil, etc… ) em uma de suas fases mais criativas é o autor deste livro. Habilmente conduz questionamentos, diálogos e situações como uma biografia muito bem engendrada. Ele sabe como prender a sua atenção misturando momentos de ação com backgrounds bem construídos de narrativa e condução, tornando a leitura fluída, dinâmica, rica e sem ser cansativa. A gente gruda no livro, que aliás foi relançada encadernada pela Panini novamente este ano.

O desenho de Dave Johnson é duro, seco, artístico e em tom de graphic novel, ao mesmo tempo que na parte seguinte tem Kilian Plumkett acompanhando o mesmo traço, mas com expressões mais detalhadas. Eu gosto deste preto-no-branco do desenho, ao mesmo tempo que as cores dão o tom, utilizando a dramaticidade de tons muito próximos, como se todo o cenário estivesse sendo iluminado por um celofane. Isso confere tensão maior ao texto e te mantém imerso.

Acho que Superman Entre a Foice e o Martelo merece sua atenção, e mais do que isso, merece sua obrigatoriedade. Tem poucas obras que eu considero tão boas quanto ela.

Abraços do Quadrinheiro Véio

Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Coletânea de Luxo

Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Coletânea de Luxo

Os Maiores Super-Heróis do MundoAcabo de receber aqui o relançamento da coletânea de luxo ” Os Maiores Super-Heróis do Mundo“, pela Panini. Desde 2008 que as livrarias não viam esta edição especial.

Lembro-me até hoje do impacto que eu tive ao conhecer pela primeira vez o trabalho do Alex Ross através de Marvels. Eu havia lido sobre a revista em uma edição de Wizard Brasil e entrei em contato com uma pessoa da minha cidade que tinha uma forma de importar. Tanto que as minhas 4 primeiras são as originais americanas.

Pouco depois, noticiou-se que Alex Ross estaria fazendo um projeto parecido pra DC Comics, que seria Kingdom Come, o nosso idolatrado Reino do Amanhã aqui no Brasil. Maravilhoso ! Após revisitar o passado da Marvel, Ross e Waid vão para o futuro da DC de maneira sombria e poética. Um roteiro maravilhoso com pinturas lindíssimas. Obra eterna, atemporal. Em 200 anos ainda falaremos de Kingdom Come.

Claro que ele tem muitos outros trabalhos, mas este foram seus grandes destaques na época. Em seguida, ele começou uma série de histórias de grande reflexão, com cada um dos heróis principais da DC, em parceria com Paul Dini pra fazer os roteiros. Foram então lançadas edições para cada um dos personagens que ele considerava os arquétipos perfeitos dos super-heróis, sobre os quais todos os outros que seriam criados em seguida iriam seguir. E também foi produzido na mesma ordem da criação original: Super-Homem, Batman, Capitão Marvel e Mulher Maravilha. Ciência, Mistério, Magia, Mitologia.

Humanidade Heroística

Assim como cada personagem tem sua base principal, eles tem suas características que também os definiam em sua humanidade. Super-Homem, acima da humanidade, desejando Paz no planeta através do fim da fome. Batman na sua eterna busca por Justiça. Capitão Marvel e seu sorridente otimismo na forma de Esperança. E a grande guerreira, Mulher Maravilha que com o símbolo de seu laço mágico, sempre lutou pela Verdade.

Quando eu tive cada uma destas revistas nas mãos na época de seu lançamento ( e ainda as tenho em minha estante ), lembro de que o teor do meu sentimento era dividido entre a mais pura emoção e grandes reflexões. Heróis que ao mesmo tempo estavam dentro de seu próprio universo, poderes, vilões e etc… mas que foram transportados pra um mundo real. Não apenas por conta das pinturas do Ross, mas pelo texto implacável e reflexivo do Paul Dini.

Em seguida, ainda no mesmo espírito, a dupla lança mais duas publicações da Liga da Justiça. Origens secreta trata de unidade, de como o planeta passa a precisar dos heróis e Liberdade e Justiça na união contra uma ameaça alienígena. Estes projetos começaram antes mesmo de terminarem Espirito da Verdade da Mulher Maravilha.

Na origem da fama

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Acho que falar de Alex Ross e Paul Dini em um blog sobre quadrinhos, pra leitores de quadrinhos é chover no molhado. TODO MUNDO conhece os caras. Talvez mais Ross do que Dini, mas lembre-se que Paul Dini era um dos roteiristas das animações da DC nos anos 90, sendo até co-produtor e diretor de uma ou outra. Aliás, o DCU poderia aproveitar-se de Paul Dini, não é mesmo ?

Cada uma das 6 revistas reunidas na coletânea ” Os Maiores Super-heróis do Mundo ” re-lançado este mês de agosto pela Panini no Brasil tem a sua grande importância, e se você me perguntar eu não conseguiria escolher uma preferida. É como se fossem todas partes do mesmo todo.

AquamanO encadernado de luxo, em formato grande reune: Superman:  Paz na Terra; Batman: Guerra ao Crime; Shazam: O Poder da Esperança; Mulher-Maravilha: O Espirito da Verdade; LJA: Origens Secretas e; LJA: Liberdade e Justiça.  Verdadeira obra-prima, cada quadro é digno de merecer um espaço na parede. É Alex Ross, né ? Mesmo pra quem, como eu, já tem as edições originais separadas, vale o encadernado pelos extras e pelo formato de luxo, com letras douradas. É como ter um livro de arte em mãos, não apenas uma revista em quadrinhos. Ele é pesado ! Deliciosamente pesado. Fora o pôster que vem de brinde no final. Que fã de quadrinhos não tem ao menos um pôster do Alex Ross na parede de sua casa ? Bom, eu sei que EU tenho ! hahaha

Quer saber de cada uma ?

Cada uma das edições coletadas em “Os Maiores Super-Heróis do Mundo” merece uma resenha específica aqui no blog, e eles terão. Existe muito sobre o que discorrer, refletir. Tem pensamentos sociais, políticos, econômicos, filosóficos e psicologia profunda em todas elas. Merecem respeito, merece análise. Prometo fazer isso aos poucos junto com você e vou atualizando os links aqui neste artigo principal sobre estas obras. Pra mim é isso mesmo.. obras ! 

Aliás, a do Super-Homem : Paz na Terra você pode ler aqui !

Comente o que acha da obra aí, respondo todos os comentários. TODOS !

Olha só, se por algum motivo não tiver nas livrarias aí da sua cidade, encontre direto na loja online da Panini, aqui: http://loja.panini.com.br/

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Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

Batman 1989 – Quadrinização Oficial do Filme

Batman 1989 – Adaptação Oficial do Filme em Quadrinhos

img_6214O ano é 1989. Eu estava começando a me descobrir “gente” e a andar de ônibus circular sozinho. No auge dos meus 13 anos, este é um dos anos mais marcantes da minha vida. Não à toa, o primeiro filme decente do Batman foi produzido e lançado, dirigido pelo cult Tim Burton.

Mas não é este o assunto deste post, e sim a sua quadrinização oficial. Assim que o filme saiu, as bancas receberam a edição em capa especial, da adaptação oficial do filme Batman ! Este filme foi marcante de muitas formas, não apenas por apresentar o Batman mais soturno, sombrio, psicótico e gótico ( se é do Burton, é gótico ), mas por iniciar uma era de bons filmes de super-heróis após Superman II. E eu ignoro na cara dura os filmes III e IV de Superman porque… bem… razões óbvias, né ?

img_6213Quem viveu os anos 80 sabe que foi uma era mágica pro cinema mundial. Uma época marcante, com filmes icônicos que até hoje são base pra remakes que falham miseravelmente. A meu ver, falham porque não se é possível apenas reproduzir uma história. Quando uma história é contada na época que é produzida ela tem toda uma base temporal, que faz sentido na sua época.

Se este filme é re-feito vários anos depois, se buscando uma nostalgia, fatalmente existe o risco totalmente potencial de ele não conseguir fazer sentido pra uma geração diferente. Então, como a geração no poder hoje é a geração que era criança/adolescente nos anos 80, esta é a sua referencia de diversão. Vide Stranger Things, uma série certeira, muito bem feita e uma idéia original, temporalmente localizada no começo dos anos 80. O genial de Stranger Things está nisso. Ela bebe da fonte da nossa memória infantil, mas cria uma história totalmente nova.

Batman Em Quadrinhos

img_6203É até engraçado que o título da revista seja este, Batman em Quadrinhos. Afinal, ele nasceu nos quadrinhos. Mas é porque o nome do filme era simplesmente Batman. Não tinha subtítulo e nem os brasileiros colocaram, como era hábito da época. Esta história segue tão fielmente o filme, que raro são os quadros em que a fotografia não é exatamente a mesma vista no filme.

img_6207Eu diria até que, provavelmente, esta HQ nasceu do próprio history board original do filme. São raríssimas as diferenças nas falas. E não tem mudança nenhuma, nenhuma adaptação do roteiro. Ela segue fiel ao filme, e isso é muito raro hoje em dia. Aliás, esta é a grande diferença desta revista em relação às adaptações que vieram depois. Na humilde opinião deste blogueiro, adaptações precisam ser fieis aos roteiros originais. Imagino que isso deve ser complicado e chato pra um artista, já que ele não precisa criar nada, apenas ter o trabalho de fazer uma conversão de formato de mídia. E como era comum na época, a revista vinha com um poster. Que naturalmente estava exposto na parede do meu quarto. E mais naturalmente ainda, infelizmente, não o tenho mais.

Artistas do Batman

img_6218Como o roteiro já estava pronto, apenas coube ao Dennis O’Neill converter o roteiro. E esta foi a sabedoria dele. Acho que até hoje esta HQ é lembrada como a melhor adaptação de filme de super-herói pra quadrinhos justamente por isso.

img_6211E o desenho de Jerry Ordway precisa levar muito crédito. Ele teve todo o cuidado de adaptar as cenas fielmente so filme, as roupas, os enquadramentos e, mais do que isso, fazer os rostos dos atores no personagens. Mesmo eu não achando que o Keaton tem cara de Bruce, ele está imortalizado nesta HQ. Estes artistas já eram habituados ao Batman nesta época, e sentiam a mudança de comportamento dele, pós crise e pós Dark Knight Returns.

img_6217Steve Oliff colore a história, em uma época do começo da transição das cores nas HQs. É possível perceber o início do uso do degrade em alguns momentos, então a pintura lembra mais o que temos hoje, menos chapada, com mais profundidade, e seguindo a paleta gótica lavada do filme. É uma revista que merece ser lida e guardada. A minha já está até amarelada. As fotos que ilustram esta resenha são da minha própria revista. Role toda a página e veja alguns quadros que eu selecionei pra você conferir um pouco.

Se você é um fã do Morcego, gostou do filme de 1989 e acha que o Jack Nicholson é um grande Coringa, ter esta revista na sua coleção é quase obrigatório. Exatamente todos os meus quesitos atendidos !

Abraços do Quadrinheiro Véio

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