Quarteto Fantástico 2015 – O Filme

Oláááá Quadrinheiros!

Acabei de colocar um novo filme lá no canal do YouTube. Este video está bem legal ( que modesto este véio 😛 ) e eu apenas dividi minhas impressões sobre o novo filme do Quarteto Fantástico 2015 !

E antes de mais nada, precisa saber que eu gostei do filme. O que não significa que eu tenha achado ele um filme bom.É mediano, mas com bons olhos, é divertido. E, na boa… é legal demais ver braços se esticando, uma montanha de pedra socando, um cara pegando fogo e uma mulher ficando invisível! hahahahah! Eu não entrei em aspectos mais psicológicos, porque não queria um filme de uma hora, mas tem muita coisa legal pra analisar no filme, assim como a clássica Jornada do Herói ( presente em 99% dos filmes de HQ ) e outros comportamentos. Infelizmente é um filme que poderia ser uma série de TV, tem muita coisa boa que poderia precisar de um episódio inteiro para mostrar/explicar, mas que acaba ficando de fora porque o filme precisa começar e terminar em 2 horas. Acho que este foi o principal… muito pra contar, pouco tempo… e é aquele esquema, quem quer tudo, não consegue fazer nada. Assista o video e me conte o que achou.

Então voce pode ir lá no canal e se inscrever e assistir ou pode ver aqui, agora mesmo !!

E comente o que voce achou !

De verdade, é importante pacas !

Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

 

Quarteto Fantástico – Ações Autoritárias

Oi, Quadrinheiro!

Quarteto Fantástico Ações AutoritáriasO Quarteto Fantástico é meu grupo de super-heróis preferido desde sempre. Gosto de X-Men, gosto da Liga da Justiça. Gosto dos Novos Titans dos anos 80. Vingadores eu apenas leio. Mas o Quarteto Fantástico eu realmente adoro ! E estou lançando esta resenha hoje que é o dia da pré-estreia do filme novo nos cinemas. Isso tem até um gostinho mais especial ainda.

Acho que vem muito da infância, né ? Tive a sorte de poder ler HQs ótimas da equipe, muita exploração cientifica, invenções, descobertas de outros mundos, dimensões fantásticas, personagens cósmicos e mentes brilhantes. E isso é algo que eu sempre gostei muito. Talvez venha daí a minha paixão pelos Quatro Fantásticos. 

fantastic_four_507-08-223x350Em Quarteto Fantástico Ações Autoritárias, que eu li pela Coleção Oficial de Graphic Novels da editora Salvat,edição 31, eu fiquei com uma satisfação que há muito não sentia. Aliás, as 3 edições desta coleção que traz a equipe são historias ótimas que eu não conhecia. Quando eu parei de acompanhar HQ no final dos anos 80, por conta de muitas historias péssimas em todas as linhas, eu confesso que achava que não teria mais jeito. Aliás, penso que muitos leitores que começaram a ler HQ de 2000 pra cá, não gostam do Quarteto Fantástico porque não pegaram boas historias. E eu diria que Ações Autoritárias, que é a continuação de Quarteto Fantástico Inconcebível, seria uma excelente leitura pra conhecer verdadeiramente a equipe.

Nestas duas edições, que são uma só saga, temos uma reviravolta importante na equipe de cientistas. A primeira eu comentei aqui no blog ( clique aqui e leia, caso não tenha lido ainda ) e vou complementar agora. Como sempre, se não leu saiba que tem um ou outro spoiler neste texto. Prometo que tentarei não estragar muito a surpresa.

Após tudo que acontece em Inconcebível, aliás titulo mais que perfeito pra historia, em Quarteto Fantástico AçõesQuarteto Fantástico Ações Autoritárias Autoritárias temos as consequências de tudo que o Doutor Destino aprontou. Vemos todo o desequilíbrio emocional com que a equipe tem que lidar, principalmente o Reed Richards e a sensação de família da equipe é algo tangível o tempo todo, como nos bons tempos. A revista começa exatamente onde a outra parou, ou seja, após a derrota do Doutor Destino, que acaba sendo considerado morto. Então, a equipe precisa auxiliar a Lativéria e dar um fim para todo o equipamento do Dr. Destino antes que o resto do mundo o faça. O caminhar da narrativa é muito misterioso, denso, doloroso… é possível sentir a dor dos personagens, da Sue Richards, do Tocha Humana… o Coisa sendo sempre da família e não sendo, e isso machucando e principalmente do Reed, que se torna fechado, escondendo coisas da equipe e tendo realmente atitudes autoritárias. É bem aquela situação em que a pessoa está tão abalada pelo que viveu que acaba tomando atitudes com relação as pessoas que ama, considerando que o amor que elas tem por ele será suficiente para compreender atitudes grosseiras e por vezes invasivas e com consequências que não são saudáveis de se causar. Aliás, o titulo do livro foi muito bem escolhido. Eu fico pensando como deve ser ter lido este arco acompanhando as revistas mês a mês nas bancas. Penso que deve ter sido bem angustiante seguir os 18 meses que este arco durou, entre 2003/04. Tem de tudo na historia. Referencias, personagens convidados, ação, ciência, invenções do Reed, piadas do Tocha abusando da paciência do Coisa, a Sue colocando ordem na “casa”, o Coisa se lamentando. Amigo leitor, sem exagero, o Doutor Destino retorna mais brutal do que nunca ( ou como sempre ). Nesta edição ele está realmente muito mau, sem limite. Muito drama familiar, discussão de valores, política, religião e a grande abóbora. Ok, brincadeira… não tem a grande abóbora. Mas tem muita reflexão cientifica, política e religiosa. É uma HQ pra pensar, refletir e emocionar. Eu estou muito grato por terem lançado algo tão bom.

Quarteto Fantástico Ações AutoritáriasE assinando esta revista está Mark Waid. Acho que nem precisaria falar mais nada, né? O cara acertou muito bem. Começo a pensar que este nome está entrando no meu panteão sagrado dos escritores fodas. ( hehehe ) A condução e ritmo são ótimas. Ele vai acertando a velocidade conforme a tensão da historia. Momentos mais lentos e momentos mais rápidos. Ritmo é tudo e isso ele tem. Até quando ele dá saltos no tempo, é com uma intensão já pensada. Ele é um cara muito bom em sacar o arco inteiro desde o começo e a medida que a historia vai evoluindo vai deixando sinais… aqui e ali… pra que no final você possa ligar os pontos. É realmente um escritor admirável. Sabe quando colocar as piadinhas, as brincadeiras. A ousadia dele não conhece limites… rs… tem um momento ao final do livro que é muito bonito, muito mesmo. Uma visão excepcional de criador e criatura. A forma com que eles fecham a historia, e o conserto do rosto do Reed, são bobinhas mas muito bonitas. E a emoção final é muito grande. A historia tem um final, um final legal mesmo. Um final que pra pessoas “bobas“, digo “sensíveis” como eu, acabam tendo os olhos cheios de lágrimas. Muito legal quando algo justo acontece com quem sofre demais. E, cá entre nós, como esta família sofre.

Quarteto Fantástico Ações AutoritáriasOs desenhos são de Mike Weiringo e Howard Porter. O traço no começo é bem sério, adulto, denso. O Coisa até está meio caricato, mas confesso que me lembra o desenho animado do Coisa dos anos 70 e eu gostei da lembrança. Ele meio “testudo” e “queixudo”, mas sendo ele mesmo, o Coisa. Embora eu prefira Benjamin Grimm desenhado com a sunga clássica, nesta edição ele está bem de calça e bota. E o uniforme padrão da equipe é o normal, azul. No final da edição o traço fica mais clean, mais “mangá” em alguns momentos, e noto que combina com a narrativa daquele momento. E foi legal ver o coisa de sunga na ultima página.

Recomendo a leitura. Chamaria de obrigatória pelo peso e importância. A qualidade é tanta que esta historia é longa, densa e pesada. Muito, muito boa. Fecha em si mesma sem precisar mudar pra sempre o universo Marvel como muitas publicações tanto tentam fazer.É uma historia séria e ao mesmo tempo, uma aventura de super-heróis que não querem ser heróis, mas sim uma família guiada pela ciência e exploração. A forma de ajudarem a humanidade não é apenas lutando contra monstros, mas buscando melhorias na vida do mundo.

E é isso que os torna Fantásticos !

Abraços do Quadrinheiro Véio!

Quarteto Fantástico Ações Autoritárias

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Quarteto Fantástico Ações Autoritárias

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Quarteto Fantástico – Inconcebível

Olá Quadrinheiros !
Mais uma vez quero agradecer as visitas de vocês, aos comentários e os compartilhamentos lá no facebook e no Youtube. É gratificante, de verdade.Quarteto Fantastico Inconcebivel
 
Neste post de hoje falarei sobre mais um volume da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel da Editora Salvat. E mais uma vez com minha equipe de heróis preferida: Quarteto Fantástico – Inconcebível. Esta edição reúne as edições 67-70 de Fantastic Four v3 e 500-502 de Fantastic Four v1, publicada originalmente em 2003.
Esta edição é fantástica ( perdoe o trocadilho… hehehe ). É uma história densa, pesada. Fazia tempo que não lia algo tão forte, tão impensável. O conjunto emocional desta edição é tão forte, que a gente fica meio impressionado um tempo. Pelo lado do tamanho da maldade e do desejo de vingança do Dr. Destino. E pelo outro, a importância da família para o Quarteto. Isso fica visível o tempo todo. 
Eu comecei a ler o Quarteto Fantástico lá no começo dos anos 80, na revista do Homem-Aranha. Aliás, recomendo muito esta fase deles, pois é apaixonante. E uma característica marcante da equipe é que eles não são heróis, eles são cientistas. E antes disso, maior do que tudo, são uma família. Quando eu comecei a ler a Susie e o Reed ainda não tinham o Franklin e imagine a minha surpresa quando, recentemente eu soube da Valéria…. rs… sim, pois me afastei uns 10 anos das HQ´s e pouco eu soube com relação a este período. Aliás, esta coleção está sendo ótima pra isso.
Percebo que muita mudança aconteceu, mas esta publicação mostra que a essência ainda esta lá, com a diferença que o ódio do Dr. Destino chegou a tal ponto que o nome deste livro – inconcebível – está mais do que adequado, já que a história é mesmo chocante, permeando o desespero. Sim, fiquei meio desesperado em alguns momentos, principalmente no começo quando Doom se revela mais louco do que nunca ao sacrificar o maior amor de sua vida por poder e logo depois, ao usar crianças para seus planos. Cara, é chocante de verdade, e ao mesmo tempo, adequado. E o Dr. Destino é o inimigo definitivo do Quarteto, não é ? Eles tem um monte, mas perto do Destino, os outros são como passear no parque com chuva forte… rs… Dr. Destino é o furacão Catrina com El Niño e La Niña juntos !

 O Dr. Doom é o tipico vilão ‘doido de pedra‘. Ele tem a inteligencia do tamanho de um planeta, mas emocionalmente não tem mais do que um grão de areia. Ele vive em função de sua vingança, de superar o Reed, de poder e conquista. E não consegue perceber que perde muito mais com isso. Tdo este trauma que vem de sua infância, suas perdas, tornou-o tão paranoico que as verdades que ele percebe só existem para ele mesmo. Ele começa a formular teorias dentro de seus pensamentos e quando ele mal percebe, aquilo já se tornou uma verdade pra ele e suas ações são ditadas pelas suas crenças. Quando uma crença se torna uma verdade pra você, então, deixa de ser crença e passa a ser a sua realidade. E independente de ser o ‘real’ ou não, suas decisões, ações e movimentos serão guiados por esta crença. Você assistiu “A Origem” ( Inception ) ? Pois bem. A diferença entre nós e o Dr. Doom está no nível do poder desta crença dentro de nós. Ele não sente a menor dúvida, tamanha é a sua arrogância. E é esta mesma arrogância que determina sempre, invariavelmente, suas derrotas.

Resumindo: É um vilão incrível !
 
Nesta edição, além de tudo isso aí, você ainda tem momentos para curtir o relacionamento do Ben e o Johnny. As encrencas básicas de uma família. Tem até o Tocha se queimando, e se você é fã do Dr. Estranho, ele terá uma participação pra lá de especial no desenrolar da história. Também vemos Destino se voltando mais para a magia, para ver se ao mudar seu método, consegue superar o Reed, já que em matéria de ciências, ele é absoluto. ( Pra mim, o Reed está anos luz a frente do Tony Stark, por exemplo… ). Eu não vou falar mais, porque estes dias eu levei um ‘puxão de orelha’ de um rapaz lá no grupo do Facebook porque mesmo eu tendo cuidado, acabei soltando um spoiler em um destes posts e fiquei me sentindo culpado quando ele me avisou. Não quero tirar a ‘graça’ da leitura de ninguém, e espero que me perdoem caso isso aconteça as vezes, tá ?
O Roteiro é de Mark Waid. Competentíssimo, Waid sabe fazer a mistura de Quarteto Fantastico Inconcebiveldrama e movimento. Ele escreve bem, diálogos, pensamentos, sentimentos. Tudo isso em total sintonia. Ele sabe contar algo com maestria como bem sabemos em seu trabalho com o Alex Ross em Reino do Amanhã. E aqui ele faz jus mesmo sendo revistas de linha. Aliás, um dos grandes problemas desta coleção é que ele não é de Graphic Novels de verdade. Como já comentei, ela reune algumas sagas das revistas de linha em uma edição encadernada. Isso não é Graphic Novel, ok meninos e meninas ? Isso é apenas um ‘paperback‘ de capa dura. Basicamente, um graphic novel é muito mais trabalhado, com mais prazo, gerando mais impacto porque com mais tempo, o artista consegue se entregar mais e entregar algo melhor. Este volume tem uma saga muito boa, até mesmo porque estava na edição 500 do volume 1 dos heróis e isso pedia algo magnífico, trágico e transformador ( como foi o caso ), mas ainda assim, não é uma Graphic Novel.
Em Quarteto Fantástico Inconcebível, os desenhos são satisfatórios, são bem feitos, tem movimento, expressões gritantes devido aos olhos e bocas enormes. Mas não é do meu gosto. Pra mim, Byrne é o cara do Quarteto, tanto em traço quanto em roteiro. Não me entendam mal,  Mike Wieringo e Casey Jones são bons, tem seus próprios traços peculiares e tudo o mais. Acho que ajuda na história, mas fica meio ‘desenho infantil’ e não ‘casa’ com o peso do roteiro. Acho que como é tudo de magia, de dor, sofrimento, deveria ser um traço mais sujo e orgânico… está limpo demais, sabe ? Mas não atrapalha. E muito disso que eu falo aqui, como você deve ter percebido, é mais meu gosto pessoal. Não se deixe influenciar pelo meu gosto, siga o seu. 🙂
 
As cores estão bem legais, lembram bem o começo das HQ´s feitas no computador. A harmonia na paleta em cada fase da história é muito competentemente escolhida.
 
Recomendo a edição com louvor. É uma das poucas histórias atuais do Quarteto Fantástico que valem a pena ser lidas. E ela tem uma continuação também na mesma coleção, Ações Autoritárias.
Bom, amigos. Vou ficando por aqui. Acho que já escrevi demais pro meu tamanho.
 
Comente aí embaixo agora mesmo o que achou. Eu respondo todos os comentário, tá ?
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.
 
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Quarteto Fantastico Inconcebivel

 

Quarteto Fantastico Inconcebivel

 

 

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Quarteto Fantástico – O Fim

Olá amigos QuadrinheirosQuarteto Fantástico Fim

 
Falar sobre esta super equipe, a primeira da Marvel, é um prazer imensurável pra mim. Posso dizer sem medo algum que é a minha super equipe favorita desde criança. Principalmente porque eles não são uma equipe de guerreiros, mas sim de cientistas. De exploradores das maravilhas do universo e protagonistas de histórias lindas, ricas de uma imaginação enorme. Principalmente na fase de John Byrne… que saudades desta época…
E a mini-série Quarteto Fantástico – O Fim é como uma homenagem prestada a esta super família da Marvel, que merece mesmo o título de maravilhosa, ao meu ponto de vista. Nesta mini-série, Os Quatro Fantásticos ( hahaha… quem lembra ? ) são colocados em um ‘futuro alternativo‘, um tipo de ‘what if‘. E conta como seria um final para a equipe. Confesso que eu li morrendo de medo deles morrerem no final… hahahaha… (não, não vou dizer se isso acontece ), e posso dizer que é uma HQ que, pra mim como fã, despertou emoções bem interessantes, um saudosismo gostoso, nostalgia pura. Acho que foi mais o menos o mesmo sentimento de ler “O Velho Logan” ( leia resenha aqui ).
Pra mim, o Quarteto Fantástico é uma equipe deliciosamente audaciosa, curiosa e as encrencas estão sempre metidas nas pesquisas do Reed Richards, sempre incansável cientista. E não entendo até hoje como a Sue Storm aguenta ficar com ele, porque é impressionante a obsessão dele pela ciência. O Tocha Humana é o personagem mais light, mais bobo, mas muito importante pra dar o espirito jovem da equipe e o Coisa é, sem dúvida, meu personagem favorito. Lembro que quando eu era criança, eu queria crescer e ser inteligente como o Reed, já que sempre fui apaixonado por ciências. Mas o Coisa é o personagem mais empático da equipe… é o tiozão amigo, né… o coração mole em um corpo de pedra. O monstro, o solitário… e além de piloto, é o grande guarda-costas do Sr. Fantástico.
Esta edição traz um futuro, em que um Dr. Destino mais enlouquecido e mais máquina que homem mata os filhos de Reed e Sue em uma ‘última‘ luta contra a equipe. E o que acontece mesmo na narrativa, por volta de uns 50 anos a frente, é apresentada as consequências deste acontecimento para o Quarteto Fantástico e para toda a humanidade. O que é uma delicia é ter todos os personagens principais que já passaram em histórias da equipe, seja heróis ou vilões, juntos em uma mesma trama, mesmo que não interligada. É legal saber o que aconteceu com os vingadores, homem-aranha e alguns vilões. E teve uma ideia que eu achei muito maluca que é um soro que o Reed inventou que prolonga a vida de quem quiser ficar jovem pra sempre, que chamaram de Matusalem. ( hahahaha…) Este tipo de criação é típica do Quarteto, e é adorável ! Também não apresentam os filhos do Ben Grimm que agora vive em Marte ( Reed ajudou a colonizar todo o sistema solar ) com a esposa Alicia Masters, e pode controlar sua

transformação quando bem entende. E devido a todo o trauma da morte dos filhos, Reed e Sue vivem separados, embora ainda casados. É muito bacana ver os filhos de alguns personagens, o Dr. Estranho bem velho… Os filhos da Vespa com o Gigante brincando com o filho do Homem-Aranha… gente, tanta coisa criativa… até um Tony Stark que morreu e transferiu sua consciência para as armaduras está aí, pra gente ver. Não posso negar, eu gostei desta edição, embora não seja a melhor coisa que já lí, eu achei tão bacana que li inteira de uma vez só.

Argumento e roteiros são de Alan Davis, que eu ainda não conhecia, mas que

tem meu respeito após esta série. Acho que os argumentos e textos estão muito bons. Ele parece conhecer bem a essência da equipe, e deixa bem claro que embora sejam exploradores, serem uma família está em primeiro lugar. E acho isso lindo, embora possa parecer ‘piegas’, é a base emocional da equipe. Não se muda a essência, porque se mudar, deixa de ser o que são de verdade… aí, é outra equipe. Não é ? Cabe até uma ressalva aqui, que é o equilíbrio de importância dos 4 integrantes na história. Não teve personagem com pouca importância, todos eles tiveram um papel equilibrado e impactante para o caminhar da história. Já os desenhos são bons, não é algo digno de nota, nem pro bem e nem pro mal. É bom, conta uma boa história… há um equilíbrio legal entre quadros grandes e pequenos… alguns até de página inteira e com as expressões faciais bem convincentes. E só de ele manter o Coisa de sunga e descalço já tem o meu respeito, mesmo com a Sue de cabelos ‘joãozinho’, eu perdoo. hehehehe

O cara foi tão bem que ele trouxe desde Inumanos ( cara, eu adoro o Raio Negro, um personagem impar, sempre muito sub-utilizado na minha opinião… ) até o Aniquilador… sem esquecer Namor, Super Skrull, Vigia, Galactus e o Toupeira… que não poderia faltar de jeito nenhum, considerando que foi o primeiro vilão que enfrentaram. Pura nostalgia, mas com qualidade… mesmo com pouca participação, eram momentos que não foram aparição gratuita. Tudo encaixado no roteiro. Li em algum lugar do Facebook que alguém achou chata a história, arrastada e cansativa. Quando eu fui ler eu tive medo de ser algo assim, mas como gosto é algo individual, dei a sorte de gostar.
Acho que se você é fã mesmo da equipe azulzinha, deve ler esta mini sim. Mas se você não gosta do Quarteto, não fará diferença pra você. Como sempre digo, HQ tem que emocionar… e como um velho nostálgico, senti coisas deliciosas ao ler este encadernado.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio !
 

 

 

 

 

Graphic Marvel : O Hulk e o Coisa ( 1990 )

Salve Quadrinheiros !
 
Começando a semana, vou falar de uma Graphic Novel muito divertida, que na época eu li e reli só pra rir muito: A Graphic Marvel no.1 : O Hulk e o Coisa.
A história é simples, e é bem divertida. Temos um encontro dos, literalmente, monstros sagrados da Marvel em uma aventura espacial pra lá de engraçada. Imagine só o Hulk ( burro feito uma porta ) e o Coisa ( que não é um exemplo de inteligência ) sendo sequestrados por uma polícia alienígena pra salvarem um planeta de um chefão do crime conhecido como “Senth Obbraço” ! Sério, olha o nome do truta !
 
Aliás, os nomes são todos assim, tem o “Themcor Pomolle“, “Dhu Ethe“, “Kissal Afrário“, “Al Mofadinha“… tudo parecendo os nomes dos vilões das aventuras do Tio Patinhas.
 
O roteiro bem humorado foi por conta de Jim Starlin e os desenhso estão ótimos e são de Berni Wrightson. Tem momentos hilários… como quando os dois procuram um disfarce e o Hulk apenas soca um polvo falante e coloca na cabeça, dizendo que é um chapéu, ou quando estão encurralados por um monte de bandidos e o Coisa tenta dialogar, mas ninguém responde. Quando ele diz pra ir pra cima, o Hulk impede e diz “agora é a vez do Hulk dialogar com a tchurma.”… hahahaha… todo mundo acaba dormindo de tão chato que é o diálogo do Hulk, que só está calmo porque colocaram ions positivos no sangue dele por 24 horas.
 

Quando finalmente chegam até o tal chefão do crime, os dois começam a levar uma surra e o Coisa fica tentando irritar o Hulk pra ele ficar mais forte, com um monte de chingamentos muito engraçados. De filho de abacateiro a monte de caca. hahaha… 

 
Ao final, quando eles retornam, descobrem que arriscaram a vida por conta de um temperinho cósmico… hahaha… Vale a pena, até mesmo porque no final o Hulk ainda apronta mais uma.
 
Recomendo a leitura, é uma estorinha feita de forma muito comica, com muita inteligência, piadas divertidas e caracterização ótima dos personagens.
Se não leu ainda, procure e leia.
Aliás, esta revista é a primeira de uma série de Graphic Novels que a editora Abril lançou no Brasil como “Graphic Marvel”. Diga-se de passagem, tem várias edições excelentes, como quando o Dr. Estranho ajuda o Dr. Destino a salvar sua mãe do Mefisto. Ou a Vingança do Monolito Vivo, quando ele se torna um planeta no espaço. Foram apenas 17 edições, mas que todas muito bem escolhidas, alí no começo dos anos 90.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.