Panini e Petz lançam álbum de figurinhas com mais de 100 raças de cães e gatos

Panini e Petz lançam álbum de figurinhas com mais de 100 raças de cães e gato
Projeto especial também possibilita acompanhar programa Adote Petz, já disponível em todas as unidades da rede

Apaixonados por cães e gatos poderão colecionar os momentos mais divertidos dos bichinhos no novo álbum de figurinhas oficial Petz, resultado da parceria entre a Editora Panini e a Petz, a maior rede de pet shop do Brasil. O livro ainda possibilita acompanhar o programa Adote Petz, iniciativa que colabora para a adoção de animais resgatados por ONGs.   

Os peludos mais queridos do Brasil estão famosos. Ao longo das 52 páginas com espaços para 272 cromos, entre eles, 32 especiais, é possível se encantar com ilustrações de cães e gatos em momentos de lazer, postura de guarda, de caça, sérios, com preguiça, durante as brincadeiras e os treinos de comandos. Além disso, o seu amigo tem um cantinho especial: na contracapa, a fotografia do seu animal é a figurinha principal do livro ilustrado.

O álbum permite também que pais e mães de pets encontrem informações e características sobre animais SRD e de mais de 100 raças de cães – como yorkshire, golden, labrador, buldogue, poodle, beagle, pastor, pug, dachshund, boxer – e de gatos –  persa, siamês, mayne coon, ragdoll, siberiano, angorá, american curl, entre várias outras.

Misturamos as especialidades das duas marcas para fornecer um livro ilustrado divertido e didático para adultos e crianças”, diz Raphael Oliveira, analista de Marketing da Petz.

A publicação traz ainda o programa Adote Petz, projeto criado em 2007, que garante espaços nas unidades da Petz para cachorros e gatos salvos das ruas por organizações não governamentais protetoras de animais. A iniciativa já ajudou na adoção de quase 40 mil animais. O álbum traz um QR Code cuja leitura pode ser feita pelo colecionador  por um aplicativo no celular para verificar em tempo real, sempre que quiser, o número de adoções viabilizadas por meio do Adote Petz.

“Petz é mais um dos produtos desenvolvidos pela área de Projetos Especiais da Panini. Temos como objetivo atender clientes e marcas de forma personalizada, com a produção de álbuns comemorativos de aniversário, ações criativas de endomarketing, ações de engajamento entre alunos ou dinâmicas especiais de integração”, Patrícia Mayr, responsável pela área de Novos Negócios da Panini Brasil.

O álbum está à venda em todas as unidades da Petz e poderá ser adquirido também no site da rede, por R$ 7,90, acessando https://www.petz.com.br/produto/album-de-figurinha-ilustrado-caes-e-gatos-petz.

Ficha técnica

Formato: 21 X 27 cm
Estrutura: 48 páginas + 4 capas
Distribuição: nacional
Capa: tríplex 250 g
Cobertura: verniz UV total brilho frente
Miolo: LWC 60 g
Acabamento: lombada canoa com 2 grampos
Total de cromos: 272, sendo 32 especiais
Preço do livro ilustrado capa cartão: R$ 7,90
Envelope com 5 cromos: R$ 1,99

Sobre a Panini

O Grupo Panini foi criado há quase 60 anos em Modena, Itália. Possui subsidiárias em toda a Europa, América Latina e Estados Unidos. É a líder mundial no setor de colecionáveis ​​e publicações e a principal editora multinacional de quadrinhos, revistas infantis e mangás na Europa e na América Latina. A empresa possui canais de distribuição em mais de 150 países e conta com uma equipe de mais de 1.200 pessoas. Para mais informações, visite www.paninigroup.com.

Sobre a Petz

A rede de pet shop é a maior do Brasil em número de lojas, somando 93 no País – em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia e Distrito Federal. Os espaços contam com profissionais especializados nos serviços de banho e tosa, e medicina veterinária. No final de 2018, a rede intensificou sua atuação em saúde com o lançamento do centro veterinário Seres, que alia conhecimento científico a equipamentos de última geração. Soma-se a essa estrutura a unidade Petz Garden, com plantas, flores e material para jardinagem e piscina.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Coletânea de Luxo

Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Coletânea de Luxo

Os Maiores Super-Heróis do MundoAcabo de receber aqui o relançamento da coletânea de luxo ” Os Maiores Super-Heróis do Mundo“, pela Panini. Desde 2008 que as livrarias não viam esta edição especial.

Lembro-me até hoje do impacto que eu tive ao conhecer pela primeira vez o trabalho do Alex Ross através de Marvels. Eu havia lido sobre a revista em uma edição de Wizard Brasil e entrei em contato com uma pessoa da minha cidade que tinha uma forma de importar. Tanto que as minhas 4 primeiras são as originais americanas.

Pouco depois, noticiou-se que Alex Ross estaria fazendo um projeto parecido pra DC Comics, que seria Kingdom Come, o nosso idolatrado Reino do Amanhã aqui no Brasil. Maravilhoso ! Após revisitar o passado da Marvel, Ross e Waid vão para o futuro da DC de maneira sombria e poética. Um roteiro maravilhoso com pinturas lindíssimas. Obra eterna, atemporal. Em 200 anos ainda falaremos de Kingdom Come.

Claro que ele tem muitos outros trabalhos, mas este foram seus grandes destaques na época. Em seguida, ele começou uma série de histórias de grande reflexão, com cada um dos heróis principais da DC, em parceria com Paul Dini pra fazer os roteiros. Foram então lançadas edições para cada um dos personagens que ele considerava os arquétipos perfeitos dos super-heróis, sobre os quais todos os outros que seriam criados em seguida iriam seguir. E também foi produzido na mesma ordem da criação original: Super-Homem, Batman, Capitão Marvel e Mulher Maravilha. Ciência, Mistério, Magia, Mitologia.

Humanidade Heroística

Assim como cada personagem tem sua base principal, eles tem suas características que também os definiam em sua humanidade. Super-Homem, acima da humanidade, desejando Paz no planeta através do fim da fome. Batman na sua eterna busca por Justiça. Capitão Marvel e seu sorridente otimismo na forma de Esperança. E a grande guerreira, Mulher Maravilha que com o símbolo de seu laço mágico, sempre lutou pela Verdade.

Quando eu tive cada uma destas revistas nas mãos na época de seu lançamento ( e ainda as tenho em minha estante ), lembro de que o teor do meu sentimento era dividido entre a mais pura emoção e grandes reflexões. Heróis que ao mesmo tempo estavam dentro de seu próprio universo, poderes, vilões e etc… mas que foram transportados pra um mundo real. Não apenas por conta das pinturas do Ross, mas pelo texto implacável e reflexivo do Paul Dini.

Em seguida, ainda no mesmo espírito, a dupla lança mais duas publicações da Liga da Justiça. Origens secreta trata de unidade, de como o planeta passa a precisar dos heróis e Liberdade e Justiça na união contra uma ameaça alienígena. Estes projetos começaram antes mesmo de terminarem Espirito da Verdade da Mulher Maravilha.

Na origem da fama

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Acho que falar de Alex Ross e Paul Dini em um blog sobre quadrinhos, pra leitores de quadrinhos é chover no molhado. TODO MUNDO conhece os caras. Talvez mais Ross do que Dini, mas lembre-se que Paul Dini era um dos roteiristas das animações da DC nos anos 90, sendo até co-produtor e diretor de uma ou outra. Aliás, o DCU poderia aproveitar-se de Paul Dini, não é mesmo ?

Cada uma das 6 revistas reunidas na coletânea ” Os Maiores Super-heróis do Mundo ” re-lançado este mês de agosto pela Panini no Brasil tem a sua grande importância, e se você me perguntar eu não conseguiria escolher uma preferida. É como se fossem todas partes do mesmo todo.

AquamanO encadernado de luxo, em formato grande reune: Superman:  Paz na Terra; Batman: Guerra ao Crime; Shazam: O Poder da Esperança; Mulher-Maravilha: O Espirito da Verdade; LJA: Origens Secretas e; LJA: Liberdade e Justiça.  Verdadeira obra-prima, cada quadro é digno de merecer um espaço na parede. É Alex Ross, né ? Mesmo pra quem, como eu, já tem as edições originais separadas, vale o encadernado pelos extras e pelo formato de luxo, com letras douradas. É como ter um livro de arte em mãos, não apenas uma revista em quadrinhos. Ele é pesado ! Deliciosamente pesado. Fora o pôster que vem de brinde no final. Que fã de quadrinhos não tem ao menos um pôster do Alex Ross na parede de sua casa ? Bom, eu sei que EU tenho ! hahaha

Quer saber de cada uma ?

Cada uma das edições coletadas em “Os Maiores Super-Heróis do Mundo” merece uma resenha específica aqui no blog, e eles terão. Existe muito sobre o que discorrer, refletir. Tem pensamentos sociais, políticos, econômicos, filosóficos e psicologia profunda em todas elas. Merecem respeito, merece análise. Prometo fazer isso aos poucos junto com você e vou atualizando os links aqui neste artigo principal sobre estas obras. Pra mim é isso mesmo.. obras ! 

Aliás, a do Super-Homem : Paz na Terra você pode ler aqui !

Comente o que acha da obra aí, respondo todos os comentários. TODOS !

Olha só, se por algum motivo não tiver nas livrarias aí da sua cidade, encontre direto na loja online da Panini, aqui: http://loja.panini.com.br/

E me siga nas redes sociais ! Estou no instagram ( @oquadrinheiroveio ), no Facebook ( fb.com/oquadrinheiroveio ) e no youtube ( youtube.com/oquadrinheiroveio )

Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

Cavaleiros do Zodíaco – Álbum Oficial da Panini

Cavaleiros do Zodíaco – Livro Ilustrado Oficial da Panini

Capa do álbum dos Cavaleiros do ZodíacoCavaleiros do Zodíaco tem uma importância enorme em minha vida, não apenas por ser o único anime seriado que eu realmente assisti TODOS até hoje, ser o único que eu gosto, ser o único que eu considero bom, mas também por conta de grandes aprendizados de valores. Quem me acompanha já sabe que eu não suporto um monte de animês e mangás, mas de CdZ eu tenho tudo. TUDO.  Mangás, livros, revistas Herói, DVD’s, brinquedos, Cloth Myth e agora : O novo álbum oficial de figurinhas da Panini !

Quando soube do lançamento na hora eu me interessei, e comecei a esperar aparecer nas bancas da minha cidade. Só que de repente meu porteiro do prédio me interfona dizendo que tinha algo pra mim lá. Fui curioso e quando abro o envelope… TCHAM ! O álbum com um monte de pacotinhos de presente da Panini. Eu mal pude acreditar.. fiquei procurando microfones e câmeras escondida por toda a minha casa. Como eles sabiam? Ninjas na velocidade da luz ?

O Álbum

Este álbum vem em comemoração aos 30 anos de Cavaleiros do Zodíaco. É muito bonito, colorido, e tem a fase clássica dos cavaleiros, pequenos textos sobre os personagens e muitas figurinhas pra colar. São 192 figurinhas, sendo 48 especiais ( 24 metalizadas + 24 de vinil ). O papel é ótimo, capa e design com a típica qualidade normal dos álbuns de figurinhas da Panini. É uma coleção exclusiva, que mesmo no alto dos meus 40 anos, me remeteu à época que eu não deixava de ter meu horário sagrado em frente à TV pra acompanhar toda a saga dos protetores de Atena. 

Cavaleiros do ZodíacoO livro ilustrado ( óia que chique este nome, né ? Livro Ilustrado ! rs… rs… ) tem 48 páginas e cada cavaleiro de bronze tem páginas duplas, com um quadro de perfil com dados físicos, poderes, técnicas e um cromo metalizado com a sua respectiva Pandora Box e um cromo de vinil com a armadura do desenho animado. Além de Atena, o Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki tem seus espaços mais do que enormes e os cavaleiros de bronze secundários tem até mais espaço do que os cavaleiros de prata, teoricamente mais fortes. A nostalgia é dupla: Primeiro por conta dos personagens, segundo por ser um álbum de figurinhas.

Como sou colecionador, sendo coleção eu já adoro. Considerando que figurinhas foi a primeira coisa que colecionei, fica mais legal ainda. Mais especial ainda. Os Cavaleiros de Ouro tem uma página pra cada também e várias passagens e narrativa da série clássica das 12 casas estão presentes. Mas a verdade é que a gente nem liga, a gente quer mesmo é ter todas as figurinhas e ficar babando em cima.

Brinde !

Sim um brinde especial que acompanha o álbum, que é um pôster que traz as 12 casas como mostrado no anime, só que com espaço pra colar as 12 armaduras de ouro das figurinhas de vinil especiais. Adorei esta idéia. São figurinhas de formato normal, porém com transparência. Então, você cola ela em qq lugar e somente a armadura aparece. Fora que o pôster é lindo ! 

Uma das coisas mais legais disso tudo é que o álbum mantém o visual, mantém o design, e não se preocupa em atualizar nada e nem redesenhar. Apenas cumpre o propósito nostálgico que é a gente lembrar exatamente como era o desenho, com uns quadros e momentos clássicos, personagens marcantes e figurinhas com uma qualidade de impressão e material que eu realmente não tenho queixa alguma.

Pra não dizer que tudo são flores, tem um ou outro texto que você percebe uma falta de pesquisa dos redatores. Ainda hoje acaba acontecendo de um tradutor ou mesmo ou redator não ser o especialista no assunto do que edita, mas ao mesmo tempo, em um álbum que o foco é o visual, duvido que 90% dos colecionadores vão ler e os que lerem, não se importarão com isso, assim como eu não me importei.

Tiragem extra

Com apenas uma semana do lançamento, o sucesso foi tão grande que a Panini já encomendou uma nova tiragem do álbum porque a procura foi enorme. Estou curioso pra encontrar os marmanjos como eu que estão fazendo esta coleção “de criança“. Todo mundo sabe que a criança dentro de nós nunca morre. Portanto, é esta criança que também quer ver seu adulto feliz e sabe onde fica a carteira, que vai lá e investe os R$ 6,90 do álbum e os R$ 1,50 nos pacotinhos de figurinhas, não é ? 

Aliás, os pacotinhos vem com 5 figurinhas e não tem figurinhas difíceis! E se você é do tipo que não quer ficar comprando em banca ou tendo que trocar com os amigos, pode entrar no site da Panini e comprar de 40 em 40 as figurinhas até completar o álbum. Eu não faço isso, a graça está na jornada e não no final. Adoro trocar, conversar com as pessoas, correr atrás daquela ultima que falta. O álbum completo é a meta e o troféu. Mas o tesão da coleção está em seu processo de seu preenchimento !

Fiz um video com o unboxing quando ele chegou, que você pode assistir aqui !

Outra coisa, se por algum motivo não tiver na sua cidade, encontre direto na loja online da Panini, aqui: http://loja.panini.com.br/

Está colecionando ou pensando em colecionar ? Comente aí embaixo o que achou do álbum e se quiser trocar repetidas, me chama !

Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

Leia também sobre os Quadrinhos de Avatar, aqui !!

O Incrível Hulk – Planeta Hulk

E aí, amigos leitores !!
Vamos falar hoje do Golias Esmeralda, nosso garoto
nervosinho da Marvel. O Incrível Hulk – Planeta Hulk traz nosso raivoso verdão de uma forma muito inusitada. E esta é mais uma das publicações dos anos 2000 que me surpreenderam muito. Tanto a narrativa quando os desenhos.
Se é que alguém ainda não sabe, nosso amigo Hulk é enviado para outro planeta pelos Illuminati, um grupo formado pelos maiores crânios da Terra, como Tony Stark, Namor, Dr. Reed Richards, Dr. Estranho, Prof. Charles Xavier, Raio Negro entre outros. E nesta de ser enviado, com muita raiva, ele acaba quebrando os controles e atravessa um fenômeno espacial e vai parar em um planetinha bem esquisito, desértico e cheio de criaturas insectóides. Neste planeta, conhecido como Sakaar, ele acaba sendo confundido ( ou considerado ) o messias e salvador do povo oprimido e, como bom anti herói que é, se recusa a ajudar e no final, acaba salvando todo mundo e se tornando o novo Rei do planeta. Creio que o título se refira a isso, e também ao fato de que quando ele sangra, o sangue verde dele causa alguma reação no solo e começa a nascer plantas onde ele se esparramou. Se isso não é uma referencia bizarra ao antigo testamento, eu não sei mais o que pode ser. ;p
Bom, agora que você já sabe do que se trata, vamos as opiniões deste velho que voz fala. Leia esta HQ. É uma das poucas coisas boas que eu lí do Hulk a bons anos. Aliás, a muuuitos anos não tem algo digno de nota deste personagem tão icônico e tão fiel as suas origens. Praticamente não existe Dr. Bruce Banner nesta HQ, é apenas o Hulk sendo Hulk. Poderia ser um pouco mais burro, mas aí, acho que não rolaria uma narrativa boa. Creio que colocar ele entre seus iguais, entre monstros como é feito, dá uma perspectiva do personagem como
não tínhamos pensado antes. Ele luta por ele e pelos dele. É a libertação dos párias, dos seres fora-do-padrão, e acho que é aí que rola aquela identificaçãozinha básica entre nós nerds e o Hulk, já que na nossa infância ( ok, na minha era assim ), sofríamos até um bulling por ler HQ´s. Tudo é identificação, galera… mesmo aquela que você não consegue ver, ou se recusa a ver. Procure sempre em tudo que vc gosta e desgosta, e perceberá mais de você do que gostaria. Acho que vale também comentar e dar destaque para a quantidade de personagens criados para a saga, e o aproveitamento de outros que apareceram com outros herois. Sempre sendo considerados monstros, inimigos e aqui podem ser vistos em outro angulo, como vitimas, ao ponto de você compadecer com eles. Acho que a profundidade psicólogica apresentada é barbara e muito bem pesquisada. Se você gosta de antropologia, pode ler esta publicação com fome, porque é um exercício social incrível. Podemos perceber que, sabendo renovar as idéias clichês, elas dão um bom caldo. Se você conhece o Poder do Mito, de Campbell, vai entender do que estou falando.
Em Planeta Hulk é possível ter momentos de grande reflexão interior. Se colocar no lugar de vários personagens. Tem uma narrativa até complexa que se contrapõe a simplicidade de um personagem como o Hulk. Uma característica muito forte que percebo nos quadrinhos dos anos 2000 é esta mania de tentar ser complexo e polêmico. A diferença é que nesta saga, Greg Pak consegue. consegue dar a medida de drama e aventura, de reflexão e empolgação impensada na medida para se tornar memorável. Não é à toa que tanta gente fala desta HQ. Em uma época em que tanta porcaria é lançada, algo assim, feito de ouro brilha como diamante.
A arte é de Carlo Pagulayan & Aaron Lopresti. Dois nomes que eu nunca ouvi falar e que tem os traços bem no estilo de sua época. Não ví nada demais, nada que fosse digno de nota. Aliás, eu não sou muito fã de desenhistas que gostam de colocar uma capa por quadrinho, ficam poses tão irreais que fica forçado, mas no caso deles, e desta HQ, isso não atrapalha e nem incomoda. Mas perceba se não estou viajando demais. Tipo, a arte é eficaz pra contar a história que é muito boa. E só.

Acho que Planeta Hulk deve ser lido por todo fã de HQ. Principalmente aquele fã que tem vontade de ler uma boa história do Hulk. A editora Salvat lançou esta saga em duas partes em sua coleção oficial de graphic novels, ao preço de, praticamente, 33 reais cada. Sei que tem um encadernado da Panini com a saga inteira, mas não sei informar o preço.
Inclusive, foi lançado um desenho animado baseado na saga, que você pode encontrar em DVD facilmente. Tirando algumas adaptações simples, necessárias e algumas simplificações para o publico infantil, é bem fiel a HQ. Também vale a pena assistir.
Abraços do Quadrinheiro Véio !

Wolverine – Arma X

Wolverine Arma X

Recordo me quando eu li pela primeira vez esta saga… Lembro de ficar muito, muito perdido, de ler devagar, olhando cada detalhe. Wolverine – Arma X é uma das edições obrigatórias para qualquer fã de HQ´s. Sério. Na época que eu li, ela foi lançada num formatinho da Abril, Wolverine Extra 1. A capa dava medo, o nome do autor até então me era desconhecido e tive medo de ser uma bela porcaria. A verdade é que eu fiquei tão abismado com o ritmo, desenhos, narrativa e com a história em si que eu demorei um tempo, uns meses, pra descobrir se eu havia gostado ou não. Até que com um pouco mais de maturidade e lendo mais uma vez, acho que na época da faculdade, eu descobri como é uma HQ Fantástica. E agora acabei comprando na coleção de Graphic Novels da Salvat e não me arrependo nem um pouco. A qualidade to material é ótima e ter em capa dura faz toda a diferença.
Em Wolverine Arma X nos é apresentada uma versão da origem do Logan. Digo, não a origem dele em si, mas das garras e do esqueleto de adamantium. Nesta época o Magneto ainda não havia retirado o adamantium dos ossos dele, então ainda não haviam inventado que as garras já estavam lá feitas de osso, o que dá a entender que elas foram colocadas lá quando ele foi feito uma arma.
A narrativa é excelente. Como foi feita já no final dos anos 80, é visivel como tem o ritmo da época. A ciência envolvida é muito interessante e os traços são tão organicos, que parece que a carne está derretendo do corpo dele. O traço é visceral, vivo, respirando. Fora que as cores são tão fortes, tão vivas, que parece tudo psicodélico, com quadrinhos bem definidos, porém com algumas quebras, como se fossem os anos 70 dando adeus e a chegada dos desenhos mais loucos dos anos 90… mas sem perder a selvageria dos anos 80 sabe assim ? rs…
Fora que a HQ inteira é toda produzida pro um homem só: Barry Windsor-Smith. Este cara deve ser consumidor de LSD, cogumelo e tudo junto pra conceber tamanha complexidade de história. Ele consegue misturar ciência, psicologia, brutalidade, conspiração, drama e suspense de um modo que faz dele único. É como uma característica só dele. Cara, me arrepio com as HQ´s desta época. Nunca mais… diria que foi um dos momentos de auge da Marvel. Antes era tudo inocente, depois, tudo comercial. Neste entre-meios tivemos uma fase de pura arte. Se você é leitor novo, que começou a ler dos anos 2000 em diante, precisa dar um pulo num sebo e começar a pegar as revistas dos anos 80 até meados dos anos 90. Aí sim você vai entender o que eu estou falando.
Nesta revista, Logan é retratado de um modo de que, embora ele seja o protagonista, ele está lá apenas de fundo. O personagem principal mesmo é o processo, é a HQ. Vemos um homem que luta por sua humanidade, não deixando a fera tomar conta. Vemos um processo de busca de sua própria humanidade, mas sem ser clichê. Fora todo o sangue, amputações, assassinatos brutais… a essência do Wolverine, e não este cara manso dos dias de hoje. Este politicamente correto de uns 15 anos pra cá, que está acabando com a arte. Penso que a maior prova de que estamos evoluindo ao contrário é a necessidade de tantas regras sociais. Se não evoluímos por nossa própria consciência, não há evolução. Politicamente correto é o maior atraso de vida do ser humano, pode anotar aí… ;ppp
 Wolverine Arma XBom, é isso. Se quer ler algo bom, com desenhos bem doidos, narrativa inteligente e um Wolverine fiel a si mesmo, esta edição é o que você procura !
 
Abraços do Quadrinheiro Véio !!!
 
 
 
 
 
 
Wolverine Arma X

 

 

 

 

Wolverine Arma X
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GUERRA CIVIL

Poxa, nem sei como começar. Fiz este blog pra ser sincero e pode ser que meu relato do que eu achei desta edição da Coleção Salvat não seja o que a maioria vai concordar. Mas tenho um compromisso de ser verdadeiro aqui e como não tenho a intenção de afrontar e nem ofender ninguém, saiba que aqui é a minha opinião expressa, e eu respeito e acho muito normal um monte de gente discordar, ok ?
 
GUERRA CIVILExplicado isso, digo que não gostei mesmo de Guerra Civil. Foi tanto estardalhaço sobre esta HQ que eu comprei achando que estava trazendo Ouro pra casa, mas ao final era Pirita… hehehe…Percebe-se muito claramente que é uma ‘crise‘ feita pra vender e pra mudar as coisas no universo Marvel. Não foi uma história feita pra ser algo normal, mas foi algo tão surreal e forçado ( minha opinião, ok ? ) que eu não acreditava que estava lendo algo que pra muita gente foi considerada a melhor saga dos anos 2000. Na boa, li coisas muito menores e muito melhores do que esta ‘maxi-série‘. 
Sei da importância desta HQ, que ela se estendeu por mais de 100 revistas, que ela mudou tudo no dia a dia heroico do mundo dos super -caras Marvel, mas isso não quer dizer que é uma boa história, entende ? É fraca, sem foco, toda furada, sem personalidade… todos os personagens tirados do seu ‘eu‘ natural, mas não de forma a responder a uma situação natural externa. Foram mudados em sua essência de comportamento. A meu ver, foi algo tão forçado que não se reconhecia os personagens. E não dá pra dizer que é isso porque era um momento de crise. Nem ferrando… estes caras vivem passando por momentos de crise e isso não é motivo. A única lucidez que eu vi foi com o Justiceiro. Nem Demolidor, nem Capitão América, nem Homem-Aranha e nem ninguém mais chegou perto de algo digno de nota. Cara, desde quando o Aranha é tão inocente de cair na conversa do Tony e revelar sua identidade? Sério que alguém achou isso uma boa ideia? Só eu que vejo que é mais marketing do que uma boa história ? Até o Thor, em Renascer dos Deuses ( aqui ), percebe o quão ignóbil foi este ciborgue ridículo que o Reed criou com Tony e Hank.
GUERRA CIVIL
Cara, jura que um cara como o Reed deixaria passar uma trava de segurança ? O Reed ? Ah, fala sério… forçado, forçado, forçado !! Já passei por muitas reformulações e crises de universos Marvel e DC pra reestruturação do mesmo e mudar o caminhar pra criar novas histórias e ganhar mercado, mas esta Guerra Civil não chega aos pés… e olha que Flashpoint da DC é boa, mas criou um universo muito patético e sem cabimento que é os novos 52. Esta HQ justifica o motivo de eu ter abandonado as HQ´s logo após o fiasco da Guerra dos Clones do Aracnídeio. Achei que nada seria pior… neste caso eu amaria estar certo.
Agora, prometo, vou tentar achar as coisas boas que eu gostei nesta HQ. Primeiro e a melhor de todas: Tirou aquele uniforme ridículo do Peter… sério que o Homem-aranha usava armadura até chegar aí ? Meu, graças a Odin eu perdi isso. Uma outra coisa bacana foram as justificativas para os X-Men e o Dr. Estranho ficarem de fora da batalha. Se a situação dos mutunas já era de vigiados pelo governo, não tinha sentido mesmo brigar… e como a Emma bem justificou, eles sabiam no que aquilo iria dar, então, melhor ficar de fora mesmo. Curioso é ter o Vovô mutante na capa da edição ( Vô Verine!!! tu-rum-tisss ), sendo que ele mal participa do comecinho. E outra curiosidade… embora o Vigia seja proibido de interferir, não tem história que ele apareça que ele se segure… hehehe…. ele sempre dá uma forcinha… e nesta, não. Então, tem tanta coisa ali que é fora do lugar, que eu só posso dizer que esta edição não foi feita pra mim, foi pra outro tipo de público e eu posso entender e aceitar isso perfeitamente.
 
 
Poxa, tentei, mas não consegui falar bem nem quando me propus… hehehe… Vamos lá, outro ponto que eu gostei foi a ideia da prisão ter o nome de 42… embora tenha sido mostrado na HQ que este nome veio por ter sido o 42o projeto da lista que os 3 montaram, sabemos que 42 é um pouco mais do que isso, né ? Curioso eles mandarem esta indireta de que esta prisão era a resposta a grande questão da vida, do universo e o tudo mais. Tem muitas outras referencias, mas nada que valha a pena listar.
 
GUERRA CIVIL
O traço também não ajuda, mesmo sendo um cara que muita gente acha incrível, eu realmente sou um velho ranzinza e gosto mais de desenhos com mais movimento e menos pose. Steve McNiven não tem um traço que convence, parece inseguro… olhos sem vida, rostos que não são uniformes, parece amador ( minha opinião… ) e o Mark Millar visivelmente fez algo pensando mais na mudança do Universo Marvel do que na história em si. Não sei se me faço entender… Realmente me decepcionei bastante porque existe muito barulho sobre ela. Guerra Civil é uma ideia muito boa, que foi desperdiçada numa execução ruim, sabe assim ? Um final medíocre e ‘preguiçoso‘, porém coerente com a bomba que é o decorrer da saga. Esta saga deveria ter sido mais bem feita, porque as consequências que ela deixou são muito importantes. Acho que é isso que mata a gente de raiva. 
 
Bom, é isso. GUERRA CIVIL. Perdoe-me se em algum momento invado a sua opinião. Saiba
que não quero ser desrespeitoso com ninguém e o espaço é livre pra comentar a sua opinião a vontade. Aliás, eu até gosto disso. Aprendo com os comentários porque me mostram pontos de vista que eu não percebi e sou bem aberto a este tipo de opinião. 
 
Abraços do Quadrinheiro Véio !

O Espetacular Homem-Aranha – A última caçada de Kraven

Aranha! Aranha ! Viva chama que as florestas da noite inflama. Que olho ou mão imortal poderia traçar-te a horrível simetria ?
Mais uma vez trago uma HQ do Aranha que eu acho que é uma das mais TOP´s que eu já li na vida. O ano é 1989 e uma mini-série em 3 edições abala as estruturas do então menino de 13 anos que vos escreve agora. Sério, esta época eu estava lendo melhor e começando a entender um pouco mais as coisas e ler uma história tão profunda e obscura foi mesmo muito forte. Não é apenas uma HQ em que um vilão toma o lugar do seu herói inimigo. É mais do que isso. É poesia, é propósito. Dentro da coleção da Salvat, está O Espetacular Homem-Aranha – A última caçada de Kraven é uma aventura, um arco fechado que pra mim está ao nível das grandes Graphic Novels  e mini-séries como O Cavaleiro das Trevas, Watchmen, Marvels, Odisseia Cósmica, Reino do Amanhã e outras… e considerando que é do Homem-Aranha, numa fase extraordinária, época que ele estava casado a pouco tempo, enfrentando muitos conflitos internos, foi muito bem colocada. Ver a fragilidade humana dos personagens, ver o tempo todo a poesia na cabeça do caçador, foi fantástico. Esta HQ, pra mim, coloca o Kraven numa posição que até então ele nunca esteve. Ele sempre foi fodão ( perdoe o palavrão, mas em 10 minutos pensando, não achei termo melhor ), porém aqui ele se supera de uma forma que poucos conseguiram chegar. A profundidade emocional do Sergei Kravinov ao provar pra si mesmo e pra mais ninguém que ele é melhor que sua caça é mostrada de uma forma que a gente não esperava. A HQ é toda escura, tudo acontece a noite, poucos momentos de dia, apenas o final. Todo um simbolismo envolvido. Parece que a HQ foi planejada passo a passo, cada quadro cuidadosamente pensado. Nesta mini-serie, Peter Parker usa a roupa preta, parece como se estivesse antevendo o que iria passar com o vilão, já que nesta fase ele alternava entre o vermelho e azul e o uniforme negro, pouco depois de ele ter se livrado do mesmo no laboratório do Sr. Fantástico Reed Richards. O Kraven aparece constantemente nu, representando a necessidade de se revelar como ele realmente é. As identidades em conflito, a simbologia da Aranha como o desafio interior que todos os humanos devem sobrepujar para serem livres. A animalidade humana na forma de Rattus. Todo o instinto em forma de um personagem que não tem consciência, apenas segue seus impulsos mais íntimos sem distinguir o que faz. É muito bacana ver a mudança de expressão do Kraven durante toda a HQ, saindo do desespero e da loucura pra serenidade, pra paz, pro término de sua missão em vida. Constantemente lembrando de sua mãe, que se suicidou… dizendo toda hora ” Disseram que minha mãe era insana.”. Acho que é um roteiro tão bem feito e os desenhos tão condizentes que chega a ser de um brilhantismo genial. Kraven, ao final, se regozija e comemora muito, afinal tudo deu certo e o Aranha não tinha como entender, porque não viveu isso ainda. É possível sentir o respeito que ele nutre pelo Aranha. Deu pra perceber que eu acho esta publicação fantástica, né ? Demorei pra escrever sobre ela porque ela pede o tom certo.

J M DeMatteis é um grande argumentista. Ele supera nesta publicação muitos outros e na minha opinião é muito pouco reconhecido por alguns de seus trabalhos. Pensa bem no tamanho do simbolismo que ele coloca nesta edição. Leia ou releia procurando as entrelinhas, a base psicológica por trás de uma aventura onde torcemos pelo vilão, podemos nos identificar com ele, sentir como ele e ao final, até achar que em algum momento poderíamos vir a nos tornar alguém assim. Não no sentido de ser vilão, mas no sentido de descobrir que é de verdade e de ter a coragem de fazer o que é preciso pra se encontrar. É uma pena ele se suicidar no final, porém não havia forma de tornar a história mais memorável ou coerente com o decorrer dos acontecimentos. Meus cumprimentos sinceros e gratidão eterna a este grande artista.

Os desenhos de Mike Zeck eu já gosto a anos… desde Secret Wars. É possível avaliar que é um grande desenhista e contador de histórias pela sua constância no traço, o cuidado com as expressões faciais, a climatologia e sequencia de imagens para dar movimento ou dramaticidade. Nao entendo muito bem, mas não é qualquer um que consegue fazer um drama tão existencial como este te arrepiar. Os planos de sequencia dele são ótimos. Sentimos nojo do Rattus, sentimos náusea com a MJ quando ela mata o rato… tropeçamos com o Peter quando ele sai da tumba. Mike é um dos caras que eu compro revistas só por ter o nome dele. E a coloração que faz toda a diferença é de Robert McLeod. Ele sabe dar o clima certo. Muito bom. De tudo isso eu tiro apenas que é uma revista que é obrigatória para qualquer leitor de HQ. Seja fã de DC ou de outros personagens da Marvel, A última caçada de Kraven é uma leitura fundamental e básica. Até pra não leitores, mas apaixonados por comportamento e psicologia humana vão se deliciar com a profundidade da publicação. Leia sem medo, e sem dó. Releia, reflita, pense. Seja mais como o Kraven e seja mais livre. Um épico !
 
Abraços emocionados do Quadrinheiro Véio.
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

Surpreendentes X-Men – Perigoso

Primeiro gostaria de dizer que estou muito grato por esta Coleção Oficial de Graphic Novels da Salvat por ter me resgatado como leitor de HQ´s. Esta edição dos mutantes é uma das gratas surpresas do que eu perdi da casa das idéias durante estes mais de 15 anos de ausência em minhas leituras. Pelo jeito a maioria dos lançamentos são pós anos 2000 e por isso está sendo bacana ter tanto ineditismo pra mim. O que vem antes de 98 eu li praticamente tudo, então, é bom ser atualizado e saber que, mesmo sendo poucas histórias, foram feitas sagas muito boas.
Supreendentes X-Men: Perigoso, é a continuação da edição ‘Superdotados‘ ( que você pode ver uma análise minha aqui ) é uma destas gratas surpresas boas. Não digo que é uma das melhores que eu já li, mas é uma edição que faz a gente sentir tudo que gostaríamos de sentir lendo uma história dos mutantes. Talvez eu seja um tanto ranzinza por achar um pouco ‘politicamente correta‘, ou até o Wolverine meio ‘manso‘, mas encaixou bem na saga. Sou do tempo em que o baixinho atarracado era nervosão e só o professor X segurava a onda dele. Acho que o Dentes de Sabre tem razão quando diz que ele está ficando manso…. hehehe.
Situando: esta história republica as edições 7 a 12 da revista Astonishing X-Men lançados em 2004/2005. Ainda acho que a editora enriqueceria um pouco mais dando informações sobre a época do lançamento. 
Esta edição está mesmo muito boa e faz a gente entender a anterior que foi a ‘cama’ pra isso. Acho até que seria mais justo com a gente se tivesse sido lançado apenas em uma edição, com as 12 revistas. Claro que a editora precisa ganhar dinheiro e sabemos como anda complicado viver de publicações impressas nos dias de hoje. Em ‘Perigoso‘ vemos uma aventura digna dos mutantes da Marvel. Tem menos embromação e blá-blá-blá mutante e mais ação. O tema ‘preconceito’ está lá, assim como os conflitos internos da equipe e um Xavier mais falho como tem sido nos últimos anos, porém tem algo mais. Tem o Ciclope, que sempre foi revoltado, deixando esta revolta tomar conta de si. Vemos o aflorar de um sentimento que ele deixou recluso por muitos e muitos anos e nota-se que é uma panela de pressão prestes a explodir. Tanto que a cena que eu atribuí equivocadamente na analise anterior, em que ele detona quase meia floresta com uma rajada ótica está nesta edição e não na anterior como eu havia mencionado. ( sorry… misturei. )

É difícil escrever sem soltar spoilers e prometo que vou me esforçar pra não falar nada inadvertidamente. O que acho gostoso nesta edição é o medo que a gente sente. Gosto quando o autor faz a gente achar que alguém pode morrer, ou que eles estão tão indefesos que desta vez vão perder feio. No caso dos X-Men as vitórias deles nunca são simples, sempre que vencem um adversário, existem perdas. Sejam de membros do grupo, seja na ideologia, seja uma decepção interna. Algo sempre acontece, e o Joss Whedon manteve

isso. Gosto do Colossus desde sempre. Desde que o conheci numa aventura dos X-Men enfrentando o Arcade e logo depois em Secret Wars. Eu comprava Super Aventuras Marvel ( SAM ) pra ler o Demolidor e o Justiceiro e acabei conhecendo os X-Men e aos poucos fui aprendendo a gostar da equipe. E como a maioria, a paixão pelo carcaju foi enorme, seguido pelo Colossus e Ciclope. Gostava quando não eram tanto mutantes. Nos anos 90 tinha tanto mutante que eu comecei a achar um exagero. Entendia a mensagem, mas não era algo que divertia como antes. Esta edição é divertida. O ‘Perigo’ é real e este nome tem um motivo. Não vou estragar a surpresa de vocês, porque eu adorei ter a surpresa e a sensação de tentar adivinhar o inimigo secreto é uma delicia. E que inimigo engenhoso. Que desafio mais intransponível. Se fosse tão inteligente quando racional, os mutantes não teriam a menor chance. Tem uma passagem que todos quase morrem que eu perco o folego. Whedon é um gênio da manipulação. Quem leu sabe o que to dizendo. 

Tem diálogos muito ricos, inclusive um muito bem bolado entre o Peter e a Kitty. Ela projeta nele seus medos e inseguranças. A única coisa que não ‘colou’ muito bem, ao menos pra mim, é como está sendo fácil pro Colossus, após tanto tempo encarcerado e sozinho, voltar pra equipe como se nada tivesse acontecido. Acho que ficou meio forçado.
Outra coisa que poderia ser mais explorada é a escola após os fatos desta edição. Eu realmente fiquei a fim de saber o que vem depois. Vou pesquisar.
Agora, realmente os desenhos não me agradam. John Cassaday segue o mesmo traço e perspectiva da edição anterior e poucos quadros me agradaram. Ele tem movimento, tem um sombreado bacana e tudo, mas não gosto dos rostos. Tirando o Colossus, que ficou bem legal. Que sorte a minha… hehehe…
As cores estão legais e acompanham o clima da HQ.
Acho que é uma edição imperdível. Se não pegou, corre na banca pra ver se ainda tem.
Abraços do Quadrinheiro Véio !

Os Novos Vingadores – Motim

Os Novos Vingadores – Motim

Oi, amigos Quadrinheiros !
Não sei se muitos de vocês estão acompanhando a coleção oficial de Graphic Novels da Salvat, mas eu posso dizer que está valendo a pena. Claro que uma coisinha ou outra não vai agradar a todo mundo, algumas escolhas de estórias, por exemplo, mas no geral está sendo bem legal.
 
Hoje vou falar de Os Novos Vingadores – Motim. Esta edição não tem algo que podemos nos aprofundar muito. Ela reúne as edições de 1-6 de New Avengers que foi lançada originalmente em janeiro de 2005 nos EUA, e se passa logo após Os Vingadores – A Queda ( que também analisei aqui ). Após estes eventos marcantes e com a dissolução dos Vingadores, já que o Tony Stark agora está com pouco dinheiro pra manter a equipe e a maioria dos membros não tem mais clima pra continuar após a morte do Homem-formiga, Visão e Gavião Arqueiro, esta edição mostra uma nova equipe formada pela necessidade. 
Uma fuga em massa de uma das instalações de segurança máxima da S.h.i.e.l.d., apelidada de “A Balsa“, acaba por reunir um grupo bem improvável de heróis. Após uma reflexão meio nostálgica, relembrando o que formou o time original, Steve Rogers conversa com Tony sobre reunir uma nova equipe, já que o mundo necessita de uma super equipe, principalmente considerando que 42 dos 97 presos da Balsa fugiram. Então, acontece uma improvável formação em que Capitão América e Homem de Ferro reúnem Homem-Aranha, Luke Cage ( Powerman ), Wolverine e Mulher-Aranha. Tentaram convocar o Demolidor também, mas ele recusou respeitosamente, já que está numa fase conturbada. Confesso que como sou um grande fã do Demolidor, fiquei torcendo pra ele recusar mesmo. Sou do tempo que os Vingadores eram do time B da Marvel e não vai ser fácil isso mudar pra mim. Ainda não houve um momento deles que me fez acreditar que eles poderiam superar os X-Men, Homem-Aranha ou o Quarteto Fantástico. Mas, é minha opinião, não é uma verdade. Cada um pode e deve gostar do que quiser.
É a mesma dupla criativa da “Queda”, sendo que é tudo um pouco mais sombrio. Os desenhos de David Finch estão formidáveis, mas ainda me incomoda um pouco as expressões faciais e movimento. Acho que ele cria muita pose e pouco movimento, sabe. Posições improváveis, até irreais no meio das lutas que faz parecer que os personagens estão o tempo todo fazendo pose pra foto. É um desenhista que é muito bom pra fazer capas, suas estórias parecem uma sucessão de capas… hehehe. Mas nada que incomode a leitura. Já o roteiro de Brian Michael Bendis é bom. Ele explora até um pouco demais as características dos personagens, como o Homem-Aranha que não para de falar e fala piadinhas o tempo todo. Sim, falar demais é uma assinatura dele, mas é muito usada e isso acaba cansando. Até tive vontade de mandar ele calar a boca. E considere que o Homem-Aranha é um dos personagens que eu conheço melhor. Li tudo que foi publicado dele desde o começo até o retorno do Peter Parker após horripilante saga do clone, que me fez afastar do personagem.  
Então, não lembro de ele forçar tanto a barra. O Capitão está sempre responsável demais e até gostei da volta da Mulher-Aranha original. Mas, sei lá, é tudo meio forçado. Tem uma hora que todos são presos pelados… sério isso ? Necessário ? A única coisa legal desta parte, é a Armadura do Homem-de-Ferro trabalhando sob comando de voz pelo Tony. Mas, de modo geral, você não fica preocupado, não sente medo, não fica ansioso pra saber como vai terminar. Não sente ameaça real. Mas pode ser que a continuidade que esta sequencia abre, seja boa. Não sei, não li.
Enfim, é bem legal saber como os Vingadores se viraram após os eventos de “A Queda”, mas nada que mereça uma edição chamada Graphic Novel. Sem diminuir demais a qualidade, digo que é uma HQ muito interessante, mas não tem nada de épico, nada de extraordinário, nada profundo que leve a reflexão, que acrescente algo a vida do leitor. Apenas um bom entretenimento, que pra quem curte os Vingadores, vale a pena ser lido, mas sem esperar uma qualidade de roteiro superior ao das HQ´s regulares mensais.
Abraços do Quadrinheiro Véio.