Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Coletânea de Luxo

Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Coletânea de Luxo

Os Maiores Super-Heróis do MundoAcabo de receber aqui o relançamento da coletânea de luxo ” Os Maiores Super-Heróis do Mundo“, pela Panini. Desde 2008 que as livrarias não viam esta edição especial.

Lembro-me até hoje do impacto que eu tive ao conhecer pela primeira vez o trabalho do Alex Ross através de Marvels. Eu havia lido sobre a revista em uma edição de Wizard Brasil e entrei em contato com uma pessoa da minha cidade que tinha uma forma de importar. Tanto que as minhas 4 primeiras são as originais americanas.

Pouco depois, noticiou-se que Alex Ross estaria fazendo um projeto parecido pra DC Comics, que seria Kingdom Come, o nosso idolatrado Reino do Amanhã aqui no Brasil. Maravilhoso ! Após revisitar o passado da Marvel, Ross e Waid vão para o futuro da DC de maneira sombria e poética. Um roteiro maravilhoso com pinturas lindíssimas. Obra eterna, atemporal. Em 200 anos ainda falaremos de Kingdom Come.

Claro que ele tem muitos outros trabalhos, mas este foram seus grandes destaques na época. Em seguida, ele começou uma série de histórias de grande reflexão, com cada um dos heróis principais da DC, em parceria com Paul Dini pra fazer os roteiros. Foram então lançadas edições para cada um dos personagens que ele considerava os arquétipos perfeitos dos super-heróis, sobre os quais todos os outros que seriam criados em seguida iriam seguir. E também foi produzido na mesma ordem da criação original: Super-Homem, Batman, Capitão Marvel e Mulher Maravilha. Ciência, Mistério, Magia, Mitologia.

Humanidade Heroística

Assim como cada personagem tem sua base principal, eles tem suas características que também os definiam em sua humanidade. Super-Homem, acima da humanidade, desejando Paz no planeta através do fim da fome. Batman na sua eterna busca por Justiça. Capitão Marvel e seu sorridente otimismo na forma de Esperança. E a grande guerreira, Mulher Maravilha que com o símbolo de seu laço mágico, sempre lutou pela Verdade.

Quando eu tive cada uma destas revistas nas mãos na época de seu lançamento ( e ainda as tenho em minha estante ), lembro de que o teor do meu sentimento era dividido entre a mais pura emoção e grandes reflexões. Heróis que ao mesmo tempo estavam dentro de seu próprio universo, poderes, vilões e etc… mas que foram transportados pra um mundo real. Não apenas por conta das pinturas do Ross, mas pelo texto implacável e reflexivo do Paul Dini.

Em seguida, ainda no mesmo espírito, a dupla lança mais duas publicações da Liga da Justiça. Origens secreta trata de unidade, de como o planeta passa a precisar dos heróis e Liberdade e Justiça na união contra uma ameaça alienígena. Estes projetos começaram antes mesmo de terminarem Espirito da Verdade da Mulher Maravilha.

Na origem da fama

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Acho que falar de Alex Ross e Paul Dini em um blog sobre quadrinhos, pra leitores de quadrinhos é chover no molhado. TODO MUNDO conhece os caras. Talvez mais Ross do que Dini, mas lembre-se que Paul Dini era um dos roteiristas das animações da DC nos anos 90, sendo até co-produtor e diretor de uma ou outra. Aliás, o DCU poderia aproveitar-se de Paul Dini, não é mesmo ?

Cada uma das 6 revistas reunidas na coletânea ” Os Maiores Super-heróis do Mundo ” re-lançado este mês de agosto pela Panini no Brasil tem a sua grande importância, e se você me perguntar eu não conseguiria escolher uma preferida. É como se fossem todas partes do mesmo todo.

AquamanO encadernado de luxo, em formato grande reune: Superman:  Paz na Terra; Batman: Guerra ao Crime; Shazam: O Poder da Esperança; Mulher-Maravilha: O Espirito da Verdade; LJA: Origens Secretas e; LJA: Liberdade e Justiça.  Verdadeira obra-prima, cada quadro é digno de merecer um espaço na parede. É Alex Ross, né ? Mesmo pra quem, como eu, já tem as edições originais separadas, vale o encadernado pelos extras e pelo formato de luxo, com letras douradas. É como ter um livro de arte em mãos, não apenas uma revista em quadrinhos. Ele é pesado ! Deliciosamente pesado. Fora o pôster que vem de brinde no final. Que fã de quadrinhos não tem ao menos um pôster do Alex Ross na parede de sua casa ? Bom, eu sei que EU tenho ! hahaha

Quer saber de cada uma ?

Cada uma das edições coletadas em “Os Maiores Super-Heróis do Mundo” merece uma resenha específica aqui no blog, e eles terão. Existe muito sobre o que discorrer, refletir. Tem pensamentos sociais, políticos, econômicos, filosóficos e psicologia profunda em todas elas. Merecem respeito, merece análise. Prometo fazer isso aos poucos junto com você e vou atualizando os links aqui neste artigo principal sobre estas obras. Pra mim é isso mesmo.. obras ! 

Aliás, a do Super-Homem : Paz na Terra você pode ler aqui !

Comente o que acha da obra aí, respondo todos os comentários. TODOS !

Olha só, se por algum motivo não tiver nas livrarias aí da sua cidade, encontre direto na loja online da Panini, aqui: http://loja.panini.com.br/

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Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

Liga da Justiça de Stan Lee

Liga da Justiça de Stan Lee

Olá Quadrinheiro.

Liga da Justiça de Stan LeeEu estava pensando aqui em qual seria a revista que eu iria comentar e olhando na estante encontrei uma que eu havia lido a um bom tempo, que foi a Liga da Justiça de Stan Lee, dentro da linha Just ImagineCuriosamente eu não me lembrava muito bem como era a história. Na verdade, não me lembrava nada, e tive que dar uma rápida lida novamente para poder comentar aqui no blog e qual não foi a minha surpresa ao perceber que a medida que eu lia, eu ia lembrando uma coisa ou outra e a lembrança principal que me veio foi: “Cara, que história horrível !“.

Pois é, acho que é por isso que eu não me lembrava nada desta história. É rasa, boba, vazia, oca e todos os outros adjetivos que denotam algo que não preenche absolutamente nada. Acho que é uma defesa da mente, não permitir que se lembre de uma história ruim e não ficar se sentindo culpado com a perda de tempo que foi parar para ler, e agora reler, esta HQ. Pensando bem, seria mais inteligente lembrar que era ruim pra prevenir este momento de releitura e perda de tempo dupla. Enfim…

Liga da Justiça de Stan LeeLiga da Justiça de Stan Lee é uma história em que o mito criador da Marvel faz uma origem própria para a liga da DC. Aliás, houve uma série na época que esta foi lançada, com vários personagens sendo “re-imaginados” por ele. E, não sei qual foi a percepção de quem leu estas pérolas, mas é difícil imaginar que foi o mesmo Stan Lee que criou Homem-Aranha e cia. Aliás, ele não apenas re-imaginou a formação da Liga, mas também os heróis que a compõe. Preservou-se apenas seus nomes e identidades secretas. Suas cidades de atuação também se mantém, mas somente isso. Pra vocês terem uma idéia, o Super-homem é loiro, seu planeta natal não explodiu e está loiro. A Lois Lane é sua empresária e o herói só se preocupa com publicidade. O Flash é uma menina adolescente que fala pra caramba, a Mulher Maravilha recebe seus poderes de um bracelete místico e usa uma lança e um estudo de energia. Numa viagem muito louca, o líder da equipe é o Lanterna Verde, que recebe seus poderes de Yggdrasil, que aparentemente é o espirito da Terra. Curiosamente, não segui a mitologia Grega, que seria Gaia, mas sim a Nórdica, mesmo sem ter nenhum personagem da liga com alguma ligação com esta mitologia. Acho que ele fez homenagem a ele mesmo, já que o Thor é nórdico. Os poderes do Lanterna Verde vem desta magia e embora ele aparentemente seja muito, muito poderoso, ele fica a historia inteira “fraco“. O quinto herói a formar a Liga é o Batman, que é um Bruce Wayne negro, com um visual muito mais morcego do que o Batman que a gente conhece. Inclusive a capa dele são asas de morcego e o capacete é uma cabeça de morcego. Suas habilidades são as mesmas. Aliás, só a Mulher Maravilha que tem poderes diferentes e é bem insegura. Ela se transforma mesmo com o bracelete, mudando roupa e cabelo. O poder dela vem mesmo de magia, e não fica claro se tem algo com as Amazonas. Os heróis se reuniram para enfrentar uma ameaça até poderosa e bem interessante, que é a Patrulha do Destino. Eles são salvos de última hora de serem executados pela justiça e recebem poderes do grande vilão da história, o Reverendo Darrk, pai do menino Adam Strange, que está sendo perseguido pelos vilões recém empoderados. Não vou falar mais caso você queira ler esta bomba, tem uma viradinha curiosa no final.

Liga da Justiça de Stan LeeO argumento é fraco, eu acho que Stan Lee deve ter feito algo que meio a “toque de caixa“, como que no esquema de “camaradagem”, pois é pior do que as primeiras dele nos anos 60. Aliás, cabe aqui uma coisa importante. Eu GOSTO muito das primeiras histórias do Stan Lee pra Marvel. Mesmo respeitando a época que foi criado, as mentes da época e a forma de ver as coisas, eram boas histórias. Mas esta da Liga é realmente ruim, rasa.. a impressão que eu tenho é que ele fez por fazer. Não aprofundou nada. Não deu alma pra historia e os personagens são fracos. A história não se amarra, não convence, sabe ? Sei que cada herói teve sua edição própria e eu não li todas. Mas o que li era fraco também. Judiação… Lembro de me sentir enganado na época, porque era Stan Lee escrevendo e a expectativa estava bem alta. Mas, o bom velhinho das HQ’s está perdoado para todo sempre. Ele criou o meu predileto, então ok !

Liga da Justiça de Stan LeeO desenho é de Jerry Ordway e é bem competente, bem anos 90. É bem o traço dele mesmo. Levando em conta que a HQ foi publicada em 2002 aqui no Brasil, ainda pela Abril, e que hoje é fácil encontrar encalhada em qualquer sebo online ou offline. Aliás, eu diria que esta recriação é mais legal pelo visual dos personagens do que pela história. Gostei muito do visual do Lanterna Verde, Reverendo Darrk e da Mulher Maravilha. Ordway sabe dar movimento e drama aos personagens. Tenho a impressão que ele deve ter lido a história e pensado assim ” Preciso fazer isso ficar melhor, porque a história é fraca” e se esforçou para dar um visual bom pros heróis.

Como não é uma história tão boa, não vejo muito o que falar. Respeito muito seu tempo e não vou me estender mais. Se estiver com tempo e quiser ler por “valor histórico“, já que é escrita por Stan Lee, leia. Mas sem pretensão de ler algo “grande“.

Abraços do Quadrinheiro Véio !