Surpreendentes X-Men – Superdotados

Leio X-Men desde sempre, e confesso que na minha infância e adolescência

eu e meus poucos amigos leitores de HQ´s pronunciávamos ‘xis-men‘( heheheh ), não sabíamos a pronúncia correta e líamos assim, bem como diversos outros nomes de personagens. Este ‘sempre’ foi interrompido no meio dos anos 90, quando parei de ler tudo. Mas o principal motivo de eu ter deixado os X-Men foi o dramalhão mexicano que os argumentos das HQ´s estavam se tornando. Estava cansativo e repetitivo e sem perceber, parei de acompanhar.

Acho que pode ter sido por isso que eu demorei tanto pra pegar este exemplar na minha prateleira e finalmente me permitir a leitura e vejo que pouca coisa mudou. Não me entendam mal, eu gostei da edição, mas não achei sensacional ou surpreendente. Talvez pra quem não os conheça possa até ser uma grande história, mas pra mim, achei boa e só isso. Vou me esforçar pra explicar este ponto de vista nas próximas linhas e perdoe-me se ferir o gosto e opinião pessoal de alguém. Como sempre digo, respeito e acho que todas as percepções são válidas e aqui eu compartilho a minha, ok ?
Bom, dito isso, Os Surpreendentes X-Men: Superdotados começa de modo bem nostálgico, aparentemente buscando resgatar alguns personagens e fazer um link com leitores mais antigos, bem como atualizar os mais recentes. Temos o retorno da Kitty Pryde à Mansão X e Joss Whedon tenta restabelecer a escola como uma instituição educacional de pessoas especiais. Digo tenta porque fica meio vago. Entendo que é apenas um “pano de fundo” pra história, mas acho que poderia ter mais detalhes. Ficou bem cinematográfico, mas não de uma forma que eu achei que encaixou bem em um formato de HQ. HQ´s pedem mais detalhes funcionais, enquanto cinema são detalhes referenciais, apenas pra situar quem assiste. De qualquer forma, só pela intenção dele já achei legal.
Esta Graphic Marvel reúne as edições 1 a 6 de Astonishing X-Men de 2004. Ao que me parece, ela vem após os acontecimentos de E de Extinção, em que, mais uma vez, os X-Men se veem precisando reunir uma nova equipe. Os mutantes já

apresentaram a tal “segunda mutação“, e o Fera está com aquela aparência felina ridícula, a Emma Frost transforma o corpo em diamante e talz… Mas fora isso, a história anda bem. Gosto do ritmo, gosto de rever os “amigos” de outrora como a Kitty Pride, Nick Fury branco e o Wolverine e também gosto muito de ver o Ciclope botando pra quebrar. Embora mais descontrolado do que o normal, é bacana ver o líder natural dos mutantes assumindo seu posto. Tem uma passagem interessante em que, após um ataque devastador de sua rajada ótica, Ciclope ouve de Logan que as vezes é bom lembrar porque ele é o líder da equipe.

Vemos alguns momentos também que acontecem passagens desnecessárias, como o Logan brigando com o Fera e uns blá, blá, blá mutantes de sempre, mas que imagino que isso esteja de algum modo preparando o terreno pras histórias posteriores. Mas o que mais gosto é de ver o Colossus de volta. O mutante russo capaz de transformar seu corpo em aço orgânico é um dos meus preferidos e é bom ver ele de volta e arremessando o Wolverine. Foi certamente um ‘momento delicia‘. ( hehehehe )
Os desenhos são de John Cassaday e pra mim, não vi nada de mais. Ele resolve, e só. Não achei nada de extraordinário ou digno de nota, aliás, é mais um que parece que tenta fazer cada quadrinho parecer um poster ou capa. Não gosto. Mas, como disse, resolve. Conta bem. Ao menos não incomoda.
Resumindo, só é épico porque é mais um re-start nas HQ´s mutantes e tenta mais uma vez resgatar a glória dos anos Claremont, mas na minha opinião, não consegue. Na coleção da editora Salvat ela tem uma continuação que irei escrever em outro post, e que já adianto, eu gostei bem mais do que desta introdução. Acho que a verdade é que estou ficando velho pra tanto “nhê-nhê-nhê” mutante… hehehe….
Abraços do Quadrinheiro Véio !