Lanterna Verde: A Noite mais Densa

A Noite mais Densa.

Olá Quadrinheiro.

Finalmente vou fechar com vocês a saga “A Noite mais Densa” do Lanterna Verde, que a Panini veio publicando em encadernados maravilhosos. Aliás, vou deixar aqui todos os links caso queira ler todos desde o primeiro, iniciado em A Guerra dos Anéis. Se não leu ainda e quiser saber mais, clique no link.

A Luz se apaga…

A Noite mais Densa busca fechar toda a guerra do Geoff Johns, e segue a mesma formula dos outros volumes. Tem uma qualidade muito forte, impar, sabe expor o problema, desenrolar muito bem, coloca a gente em desespero e segura este desespero por várias edições. Tanto que este volume de A Noite mais Densa contem as edições de Green Lantern 43 a 51, Blackest Night 1 a 8 e Blackest Night 0 em 532 páginas. É muito grosso e pesado, mas vale cada página.

A história começa com o retorno do mão negra, inimigo antigo do Lanterna Verde Hal Jordan ( meu preferido ). Como se tornou padrão, hoje é comum dar um passado traumático pra justificar as maldades dos vilões. Na minha infância a gente sabia que o cara era mau e pronto. Hoje, parece que tem que explicar o que levou ele a isso, pra entender as motivações. Como se isso realmente importasse na hora de deter um genocida, assassino ou ladrão na hora que ele está fazendo suas vilanices. Mas os tempos mudam, todo mundo que saber e entender tudo, querem veracidade numa história que personagens usam anéis energéticos pra voar. Eu juro que ainda não entendi bem a linha limite do aceitável e o não aceitável num mundo de fantasia.

 

 

E os mortos se erguem !

A história traz momentos bem dolorosos pros próprios personagens. A pouco tempo, muitos personagens muito bons haviam morrido em suas histórias. Acho que a Noite mais Densa foi uma forma de trazer muitos deles de volta. Personagens como Aquaman, Ajax, Rapina, Jade, Nuclear entre tantos outros são revividos como zumbis numa guerra psicológica muito bem pensada. São discursos emocionais extremos e como a DC tem muito “passado“, é dificil não perceber muitas homenagens embutidas em algumas falas. Personagens clássicos que foram tão perigosos no passado, como Anti-Monitor são trazidos de volta ( infelizmente com uma importância menor e por isso, achei meio desrespeitoso ) e outros heróis menores tem um papel mais forte do que já tiveram em toda sua vida. Eu, como fã do Desafiador, gosto de ver ele tendo suas passagens bem importantes durante a saga, mesmo que isso seja apenas um preparativo pra ele retornar com maior protagonismo em “O Dia mais Claro“, que comentarei mais em outro post/artigo.

A Noite mais Densa é uma história do Lanterna Verde, que é grande demais pra ignorar o restante do universo de heróis e por isso, eles tem alguma participação. Mas o bom disso é que rola o respeito de manter o protagonismo verde o tempo todo. Afinal, A profecia é de OA, está no juramento do Jordan e agora, sabemos do que se trata. Não espere Super-Homem, Mulher Maravilha e Batman roubando protagonismo aqui. Eles estão lá, mas não é a briga deles. Tem mais gente da Liga. Tem gente pra caramba. Tem morto e zumbi pra caramba. Mas é uma história do Hal ! ( aí sim ! )

Basicamente, eles precisam unir todas as tropas para liberar o poder da Luz branca que deu origem ao universo. Então, a missão de unir representantes de todas as cores já mostradas desde a Guerra dos Anéis é o objetivo aqui. Diálogos afiados com egos inflados é o que não falta. Assim como revelações sobre a real importância da Terra no grande esquema dos cosmos. Muito curioso e interessante, criativo e bem desenvolvida, a história segue sempre tensa. Sempre deixando a gente se sentindo realmente numa noite muito, muito densa e que parece que nunca vai ter fim.

Zumbis !

Geoff Johns é bom em narrativa extendida. Ele sabe esticar bem uma história. Esta fase dos lanternas, esta Noite mais Densa, durou 9 edições e termina em segundos… rs… isso é minha única queixa. Desenrola por 500 páginas, complica, vai deixando extremo, vai piorando, vai afundando, promessas e mais promessas de dor e sofrimento, cada vez mais e mais difícil de vencer um inimigo cada vez mais e mais poderoso e conclui em 5 páginas. WTF ?!!? Literalmente, A Noite mais Densa é uma história pra curtir a jornada. Que é sim fenomenal. Mas o final não é ruim, é apenas muito simples, muito curto, muito “quando você percebe, já foi“.

O lápis é compartilhado por muitos mestres neste grande volume: Doug Mahnke, Ed Benes, Marcos Marz e o brasileiro Ivan Reis que autora as edições de Blackest Night. Os traços de todos são bem competentes, cheias e artes de páginas cheias, páginas duplas, quase posteres em alguns momentos. Não tenho queixas e nem elogios. A arte conta o que tem que contar, segue a tendência da época de buscar ser épico o tempo todo. Sou do tempo que a narrativa era mais importante do que a arte. Vi quando isso mudou nos anos 90, quando a arte passou a ter uma maior importância e a narrativa se prejudicou. Toda a saga dos anéis ( desde a Guerra dos Anéis até o Dia mais Claro ) alia qualidade narrativa com qualidade visual. Embora em alguns momentos o poster fica mais importante do que o movimento e narrativa. Fica um pouco a impressão de que os personagens estão posando pra foto o tempo todo. Muito bem desenhado. Arte linda, impecável, mas as vezes falta aquela coerência com a situação. Acho lindo, não estou reclamando, apenas pontuando uma percepção.

Mas… e aí ?

A Noite mais Densa é uma história digna como a muito não se via. Ela tem a grandeza da DC dos bons tempos, ela faz a gente não querer mais parar de ler, ela tem Hal Jordan e Barry Allen. hehehehe… Embora eu tenha demorado muito pra finalmente me permitir ler estas maravilhas, com medo e preconceito desta invenção de diversas tropas e cores diferentes, eu fui surpreendido positivamente mesmo já pegando a coleção com a proposta de não gostar. Mordi a lingua, e gostei.

Então, se você estava esperando algo acontecer pra finalmente adquirir e ler a Noite mais Densa. Se estava esperando este quadrinheiro véio te falar o que pensa, a espera acabou. Compre sem medo, dinheiro bem investido. Livro lindo na estante, coração recheado de emoção e alegria de estar ao lado dos Lanternas Verdes enfrentando sua maior profecia, seu apocalipse pessoal.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

Lanterna Verde – A Guerra dos Anéis ( 2 de 2 )

Olá Quadrinheiros !

Depois de um longo e tenebroso inverno, apareci para comentar a segunda parte da Guerra dos Anéis dos Lanternas Verde. Eu poderia dizer que é o final da Guerra, mas não vou mentir… não é, estas guerras nunca terminam, né ? ( hehehe ).

Lanterna Verde - Guerra dos Anéis 2 de 2Continuando o post anterior ( que voce pode ler aqui ) após o encadernado 1 de 2 terminar em desespero, a gente começa o segundo com a preparação da guerra em si. Até então são pequenas batalhas, mas aqui temos toda a preparação para a verdadeira grande batalha, sendo que o começo já vem pegando fogo em Mogo, quando tudo depende de salvar o planeta que serve de guia para os anéis procurarem substitutos para os lanternas que morrem. Este é um fato que nunca havia sido contado antes, assim como em determinado momento da narrativa, quando os Guardiões liberam a diretriz dos anéis de não usar força letal. Este momento é ao mesmo tempo extasiante e desesperante. A gente fica feliz porque os verdinhos estão apanhando tanto nas batalhas que quando eles recebem o aviso de que podem usar força letal ficamos extasiados. E ao mesmo tempo bate um desespero, porque de repente eles precisam apelar pra conseguir vencer, coisa que ate então nunca haviam precisado. Sempre costumo dizer que quando um argumentista precisa apelar pra coisas assim, ele esta com sérios problemas criativos. Este é o meu ponto de vista, mas tenho que entender que estas coisas precisam se adaptar ao seu tempo, e nos tempos de hoje, as pessoas são mais imediatistas, elas utilizam qualquer recuso para ter resultados rápidos em suas vidas e querem tudo imediato, mesmo que isso ao longo prazo seja provisório. Como peguei a transição desta mudança social, ainda estranho muito, mas sabemos que a arte reflete o homem e não o contrario, e HQ’s, por pior que estejam nos dias de hoje, são um tipo de arte ( comercial, mas arte ). Guerra dos AnéisMesmo assim é estranho pra mim que super-heróis precisem matar. Não é novidade que heróis matem, mas é triste que mesmo na arte , que é algo que provem do mundo das ideias, isso precise se materializar desta forma. O mundo real já tem morte demais, porque o mundo das artes, nosso escape, nossa inspiração e entretenimento, precisava chegar ao ponto de ser tao realista ? Já não bastam os programas sensacionalistas que cavam sangue na televisão ? Muita gente pode dizer ” Cara, ninguém mata porque leu um Lanterna Verde matar, as pessoas sabem diferenciar o mundo real da fantasia“. Sim, sabem. Mas o inconsciente não sabe. E se ele começar a introspectar ideias violentas, isso significa uma sociedade mais superficial e com menos valor a vida, menos valor a fazer de tudo pelo certo. Justificativas como ” vitimas inocentes fazem parte da guerra” começam a e tornar regras e não mais exceção e aí, pra um mundo mais frio e individualista é um pulo. Mas, mais uma vez… pra mim, não é o mundo que reflete as HQ’s e sim o contrário. Se esta na arte, está no mundo. Mas, deixemos o debate politico de lado, falemos da historia.
CapaTambém nesta publicação vemos o lanterna Daxamita que se tornara o novo Ion, temos a nova Lanterna Korugariana, uma médica. Temos a introdução de personagens ótimos e o reaparecimento de outros muito bons, como um dos grandes vilões que assombraram minha infância, que é o Anti-Monitor e outro mais recente, que é o Superboy prime. Pena que o Anti-Monitor, outrora um dos maiores vilões do universo, aqui fica pequeno, frágil e apenas “mais um” no roteiro tao cheio de personagens. Mas podemos perceber como o Superboy é duro na queda, sensacionalmente poderoso e invencível. Um mérito dos roteiristas nesta historia também é o fato de conseguir dar um peso muito equivalente para vários personagens, sem ter um ou outro com maior destaque. Fica claro o conceito de coletividade, ja que a maioria deles tem a mesma importância e peso no contexto geral da guerra e ao final, também. Acho que isso também é reflexo dos tempos atuais, em que a internet equaliza as pessoas, com ninguém maior do que ninguém e isso é algo bem do momento, bem da era atual, esta equalização esta começando em todo o globo e as HQ’s que são vanguardistas refletem isso mesmo sem perceber. Acho isso formidável ! Adoro arte, mesmo que ela esteja tao comercial. Fico chateado de não ter lido esta saga durante as mensais, mas por outro lado, me livra de um monte de porcarias dos mix das revistas brasileiras. Não que nos anos 80-90 na haviam porcarias. Tinha sim… mas era pouco proporcionalmente e tinhamos poucas coisas pra ler. Hoje, tem tanta coisa…. eu conseguia comprar tudo, hoje… sem chance.
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Mas mesmo neste contexto todo uniforme, ainda sou fã do Hal Jordan… desde que eu leio, sempre foi e será o maior dos Lanternas Verdes. Maior ate do que o Alan Scott. Maior que toda a Tropa. Pra mim, claro. Todos os Lanternas da Terra estão ótimos. Até o mala do Gardner, que desde que o conheci consegue me deixar com raiva ( não a toa ele virou um dos vermelhos mais a frente ) e o sempre neutro John Stewart. O Kyle Rayner, que quando começou foi uma grata surpresa por ser um personagem ótimo, continua muito bem nesta HQ, com grande mudança pra ele. Parece que ainda não encontraram o lugar pra ele, mas ele é tão bom e bem construído que parece se encaixar em tudo. Muito legal isso. Sorte a nossa e a dele.
Os roteiros sao divididos por Dave Gibbons e Geoff Johns. Estes caras mandam muito bem em sagas grandes assim. E ja deixam as portas prontas para a continuação na saga “A Noite mais Densa” que acontece um pouco de tempo depois. Alias, será bacana quando sair um encadernado desta também. Os desenhos são básicos como na edição anterior. Eles não servem para aumentar a experiência, apenas funcionam muito bem, não te atrapalham e não incomodam, mas não são dignos de nota pra mim. Eles cumprem o papel, sabe assim ? Não são um caso a parte e só por não atrapalhar ja acho ótimo… é uma HQ de guerra. Acho que poderia ser mais emocionante, mais expressivo, mais sujo e sangrento, mas não é. É básico, mas como disse funciona. Entrega o prometido, sabe assim ? Sei que muita gente gosta muito do Ivan Reis, mas pra mim, ele não tem nada demais. Tem todo o mérito de ser um desenhista brasileiro nas grandes historias e sagas, mas… não tem um diferencial que mereça destaque. Meu ponto de vista, ok ?
Bom, como sempre falo demais, fujo um pouco do assunto e volto… vario muito, mas este é meu jeito.
Espero que goste e se voce curte uma boa batalha, leia estes dois encadernados. Valem a pena, valem seus preços e são uma boa historia regular. Não são dignas de serem graphic novels, mas como uma historia de linha, é de um nível muito, muito bom.
Por favor, comente. Seja aqui ou no Facebook. Faz toda a diferença pra quem escreve !
Abraços do Quadrinheiro Véio !
Lanterna Verde Guerra dos Aneis

Lanterna Verde – A Guerra dos Anéis ( 1 de 2 )

Olá amigos Quadrinheiros.

Começo agradecendo ao apoio de vocês, é sempre muito bom saber que tenho bons amigos que gostam do mesmo que eu.

Lanterna Verde Guerra dos AnéisHoje comento sobre a famosa Guerra dos Anéis, que está em um encadernado em duas partes e pode ser encontrado nas bancas, pela Panini Books. Esta é a primeira parte e eu como sou um fã muito grande do Lanterna Verde Hal Jordan desde criança ( adoro a edição Superamigos 15, que tem uma capa sensacional ) eu não pude deixar de pegar pra ler, já que fiquei afastado das HQ´s nos últimos 15 anos e retomei este ano. Antes de eu ler eu estava morrendo de medo. Este lance de inventarem tropas de tudo que é cor me irritou muito. Acompanhei meio por cima, mas achei uma zona, e por isso eu estava bem resistente a pegar esta edição em particular pra ler. Só que eu gosto demais do Lanterna Verde e acabei cedendo. Ainda bem. Me surpreendi positivamente. Sensacional !

Pra quem não sabe, a saga ‘A Guerra dos Anéis‘, conta basicamente o surgimento da Tropa Sinestro, publicada originalmente em 2007. Mostra como Sinestro começou a juntar os mais perigosos vilões do universo, principalmente os que são capazes de instilar grande medo. Até o Batman foi ‘tentado’, mas como sabemos, a força de vontade dele é uma das mais absolutas do nosso planeta, né… hehehe… 

É durante esta saga que foi revelado que assim como o Parallax era a entidade do medo no universo, Ion é o nome da entidade da força de vontade. Isso acabou se tornando uma zona depois, quando expandiram pras outras cores. Voltando uns bons anos antes, se você se lembrar bem, após enlouquecerem o maior dos Lanternas Verdes, pra trazer ele de volta inventaram que Hal Jordan havia sido dominado por uma entidade que incorporava o medo de todo universo, e que a origem da fraqueza dos anéis verdes à cor amarela era pelo fato desta entidade estar sendo mantida presa dentro da bateria. Como podem ser tão criativos estes roteiristas, não ? rs… Bom, aí pra poder justificar a bela bagunça que fizeram com o Hal, disseram que ele estava possuído por esta entidade, de nome Parallax. ( Paralaxe é uma diferença na posição de um corpo devido a esse ser visto de duas posições diferentes. Ou seja, não tem nada a ver com uma entidade do medo, mas tem muito a ver com a mudança do Jordan, o que faz a gente perceber que a entidade foi idealizada bem depois do Hal ficar mauzão e matar uma porrada de gente… ).
Assim, conseguiram tirar a entidade que possuía o Hal Jordan e aprisionar ela nas ciencelas dos Guardiões. Na Guerra dos Anéis esta entidade é resgatada pela tropa Sinestro e é colocada dentro do Kyle Rayner, que fica com um visual irado, uma mescla do Hal Parallax com o uniforme original do Kyle. Interessante é que só neste momento ele fica sabendo que era hospedeiro da entidade da força de vontade. Muito criativo, muito louco e embora revolucionário deu uma super agitada no universo da policia verdinha e ainda lançou um monte de personagens novos, e alguns não tão novos foram trazidos de volta, como o Super-ciborgue, o Superboy Prime e um dos vilões que mais me impressionaram na infância: O Anti-monitor ! É uma delicia ter este cara de volta, mal posso esperar pra ler a continuação ! ( Já li, pode ler o artigo aqui )
Como sempre faço questão de mencionar, uma das coisas mais importantes em uma HQ não é somente a história, ou a base, mas sim como ela é contada. E toda história precisa emocionar. Esta faz isso muito bem. É uma história sobre medo, e a gente fica desesperado a edição toda, já que os verdinhos apanham feio, são mortos feito moscas e alguns tabus milenares são quebrados. Pensa que legal, a base de poder dos vilões é o medo e você sente isso o tempo todo ao ler o livro. Inclusive ao perceber o medo que os próprios Guardiões transmitem… e pra variar, como em todas as histórias dos LV, eles estão sempre enganados. Não entendo como conseguiram ser os Guardiões. Aliás, tem um momento que o Hal os define direitinho: Eles nunca voaram, mas querem comandar como os pilotos devem voar… bem inteligente. Fora os diálogos entre Guy Gardner, Hal e John Stuart, sobre coisas das épocas anteriores… para deleite dos velhinhos como eu. E tem uma parte adorável, embora seja apelativa e seja exatamente o que os amarelos querem: Os guardiões tiram a limitação de usar ‘força letal’ com os anéis. Ou seja, agora eles podem matar. Acho que não perceberam o quanto isso, embora aparente necessário, os torna tão ‘maus’ quanto os inimigos que eles querem derrotar.
Parabéns ao Geoff Johns e ao Dave Gibbons pela condução de uma história que nenhum fã da Tropa pode reclamar. E olha que sou um saudosista do uniforme azul clássico do Sinestro. Tem 4 desenhistas assinando este livro, entre eles o brasileiro Ivan Reis. A semelhança dos traços é tão grande que a gente nem percebe que mudou de desenhista. A HQ é muito bem desenhada, com destaque para as páginas inteiras e duplas que dão uma dimensão enorme do problema que a galerinha do anel verde vai enfrentar. Arrisco-me a dizer que esta saga é um grande clássico e que lamento muito terem inventado este lance de várias tropas após o sucesso desta saga. Podiam ficar só nestas duas e pronto. Mas como o que manda é o dinheiro, a editora precisa ficar inovando sempre. E como sempre acabo dizendo por aqui, deixei de ser o publico alvo das editoras de heróis a alguns anos, porque não é possível que novos 52 possa ser considerado algo bom por qualquer leitor dos anos 80/90, que tenha vivido esta época e não apenas lido depois. Aliás, digo pra vocês uma coisa com convicção: Ler na época de lançamento é essencial para sentir tudo o que a HQ propõe. Teve um post que vi recentemente de uma pessoa que leu Guerras Secretas da Marvel ( meu artigo aqui ) a poucos dias e que não achou nada demais. E ele tem razão, só tendo lido naquela época pra entender e sentir de verdade. Se você não souber se deslocar praquela época, infelizmente não conseguirá sentir nem esta e nem várias outras HQ´s poderosas dos anos 80. ( Claro que tem edições atemporais que podemos ler hoje e ver como são fodas… são as excessões que confirmam a regra, mas são poucas. )
Lanterna Verde Guerra dos Anéis
E se me permitirem uma dica, prestem atenção em toda simbologia presente neste livro. Não falo dos símbolos do peito dos personagens, mas dos símbolos das cores, dos rótulos, dos posicionamentos de cada um, de suas motivações. É muito legal e bem pensado. HQ é sobre simbolo. Sem isso, não temos como nos identificar e nos inspirar com o que nos é apresentado, com nos aventurarmos fora do corpo, como se estivéssemos escondidos atrás de uma pedra no meio de uma batalha.
Recomendo a leitura, principalmente se você é fã do Lanterna Verde.
Mal posso esperar pela segunda parte !
Abraços do Quadrinheiro Véio !
 
Lanterna Verde Guerra dos Anéis

 

Lanterna Verde Guerra dos Anéis
 
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