Tropa dos Lanternas Verdes – No Limite da Existência

Tropa dos Lanternas Verdes – No Limite da Existência

Olá Quadrinheiro.

Green_Lantern_Corps_Edge_of_Oblivion_Vol_1_1Como grande fã dos Lanternas Verdes, não consigo ver algo deles nas bancas com preço bacana que minha carteira magicamente salta pra minha mão e eu levo pra casa. Desta vez vamos falar de “Até o Limite da Existência “, onde a tropa enfrenta um desafio muito grande: Sobreviver ao fim do universo que antecedeu o nosso. A edição que eu peguei reune as edições 1 a 6 de Green Lantern: Edge of Oblivion.

GLCEOO_1_dylux-3Como de costume, não vou dar spoilers aqui, mas eventualmente uma coisa ou outra acabo soltando, mas nada que possa comprometer a sua leitura. Até porque esta história em si tem apenas uma reviravolta que é bem legal de se ver.

Basicamente a tropa dos Lanternas Verdes foi transportada de alguma forma para este tempo/espaço/dimensão, que antecede o universo que vai surgir. Note que no universo dos quadrinhos DC, é assumida a existência de um Big Bang. Notadamente, eles até tinham uma outra origem pra existência que foi revelada em Crise nas Infinitas Terras dos anos 80 ( cabe um adendo: uma das mais marcantes sagas/histórias da minha vida ), em que um “ser” super poderoso cria o universo. Mas com tanta mudança e tanto tempo depois, a gente fica até meio perdido, sem saber o que vale e o que não vale. Com tanta viagem no tempo, nada é permanente por tanto tempo neste mundo maravilhoso dos quadrinhos.

U ki ke tá cuntissênu ?

Edge of Oblivion3Vale explicar que pouco antes de Rebirth, toda Tropa dos LV do universo dos Novos 52 desapareceu deixando pra trás apenas Hal Jordan como o único lanterna pra defender o universo inteiro. E eles foram parar neste lugar esquisito, onde todas as estrelas se apagaram e está em seus últimos dias. A única coisa que ainda tem por lá é um planeta que contem a última cidade do universo ( cara, isso é muito Doctor Who ), e esta cidade vive uma Guerra Civil pela sobrevivência. Só que em determinado momento, a tropa se divide e acaba até lutando entre si. Aí, temos Killowog, John Stewart, Arisia, Guy Gardner, Sallak e mais um monte de lanternas ralando pra sobreviver ao fim dos tempos. É muito louco !

08_19Eu me envolvi bastante com esta história, achei ela bem divertida, bem interessante, intrigante e faz um bom fechamento pros Lanternas Verdes após o sofrido Novos 52. Se vc já conhece meu blog, sabe que eu torço bastante o nariz pra esta fase da DC, com pouca coisa aproveitável ( na minha forma de ver, claro… ).

Tem diálogos muito bons e um roteiro que me pareceu bem amarrado, bem cuidadoso nas tramas, nos segredos e na narrativa. Tom Taylor é o responsável por estas 6 edições, vindo de Injustice. O cara mandou bem.

Já os desenhos são de Ethan Van Sciver e confesso que são ótimos. O cara sabe desenhar, sabe perspectiva, sabe colocar sentimento. Pra mim é um dos grandes desenhistas da atualidade. GalleryComics_1920x1080_20160210_GLC_EOO_5697f03cce74d7.59629643Ele flui no traço. Com uma ou outra falha de continuidade nos uniformes, mas nada que a gente perceba sem prestar atenção.

Eu diria que é uma revista obrigatória pro fã do Lanterna Verde. Pros fãs do universo cósmico da DC e até pra se despedir do universo dos novos 52, vale muito a compra. Até porque, por R$ 16,90 é um presente !

Grande abraço do Quadrinheiro Véio !

Lanterna Verde: O Lado Negro do Verde

Tropa dos Lanternas Verdes: O Lado Negro do Verde

Bem vindo.

O lado negro do VerdeQuem já me acompanha a um tempo aqui no blog sabe que entre os meus heróis prediletos está Hal Jordan, o Lanterna Verde. Durante toda a minha infância eu apenas conhecia “o” Lanterna Verde e não “um” Lanterna Verde. Eu não sabia que haviam mais e mesmo com o personagem aparecendo pouco no desenho desanimado  “Superamigos“, que eu adorava na minha infância, eu já gostava demais quando ele aparecia. Depois, quando puder ler mais dele na revista Superamigos, na época pré-Crise nas Infinitas Terras, eu percebi o quanto eu curtia este sujeito. Tenho lembranças de desenhar o anel no caderno, recortar e colocar ele no dedo pra brincar e não é a toa que minhas cores prediletas eram o verde esmeralda com o preto. Mas, esta HQ não tem o Jordan. Se trata de uma aventura da Tropa dos Lanternas Verdes, mais precisamente tendo como protagonista o revoltado Guy Gardner. Cara, eu nunca gostei do Gardner. Sempre achei ele exagerado, babaca, metido e etc… Mas ao mesmo tempo, sempre procurei ler as aventuras em que ele aparecia. Nada mais controverso. Meu primeiro contato com ele foi na Crise, quando ele recebeu o anel para criar uma equipe que iria salvar o universo. Só que ele era muito esquentado, muito radical e só serviu pra encher a paciência do Jordan. Aliás, é até curioso. O Jordan passou a crise inteira sem ser um Lanterna, recuperando seu anel apenas ao final, com a morte de Tomar-Re. Um dos momentos que não saem da minha memória de tão bem escrito. Ah… os bons tempos… saudades.

8d2d87f9774943cafb39624a66b60967O Lado Negro do Verde é um encadernado da Panini que reune as edições Green-Lantern Corps 7-13, originalmente lançada nos EUA de Fevereiro à agosto de 2007. Logo em seguida começaria a Guerra dos Anéis ( Pode ler a parte 1 e a parte 2 nestes links ). Este encadernado foca nas aventuras do Gardner, primeiro contra um Domínion evoluído e depois contra uma “gripe” do Mogo. Com todo respeito, achei o encadernado todo muito fraco, embora com um ou outro conceito interessante. Existem algumas coisas nos lanternas verdes que eu acho meio exagerados. Primeiro: Mogo. Um planeta consciente que é um lanterna verde. Cara, eu juro que quando eu conheci o Mogo pela primeira vez eu achei o cumulo do absurdo, embora plausível em um universo como o DC. Acho muito apelativo… acho que misturam muito ele. Toda saga cósmica tem que ter ele no meio. Segundo: Kilowog dominado. Sério ? Sabe que eu acho o Kilowog o mais molenga dos Lanternas Verdes ? Todo mundo pega ele, derruba ele, vence o treinador. Ele deveria ser mais poderoso que o Jordan, mas é sempre o primeiro a tombar. Acho que o que dizem dele é muito maior do que ele demonstra. Espero ( e desejo ) estar enganado.

lvd4-h1-p4-600x917A história segue arrastada, não prende, não é muito interessante. Eu mesmo parei a leitura umas 2 vezes, mas terminei de ler em consideração ao legado de um personagem que eu gosto, que são os Lanternas Verdes, de modo geral. Nesta saga, acho que o bacana é ler a história de fundo, a que acontece por baixo e que já dá indícios da Guerra dos Anéis que se aproximaria em seguida. Aliás, acho que este é um dos pontos positivos desta HQ. Claro que nenhuma editora vive apenas de acertos, mas poderiam escolher melhor o que colocar em encadernados, né. Este Lanterna Verde da Milicia ( sim, milícia… vc sabia que os grandes Guardiões de Oa tem uma milícia ? Tipo… os caras que colocaram uma limitação nos anéis para não matar… pois é.), chamado Von Daggle, um durlaniano ( raça transmorfa ). Eles engolem seus anéis para que sua energia nãos seja detectada e usam um uniforme preto. Aliás, o uniforme é a parte interessante. Eu nunca havia ouvido falar dele antes e nem depois. A história termina, apagam a memória do Guy e nada mais é falado. Depois, começa a história seguinte, dos vírus amarelos que dominam quem vai pro Mogo se curar e a solução dele é se colocar na frente de um meteoro. 

Acho que pra algumas coisas eu estou ficando meio véio mesmo. Ando querendo coisas mais instigantes, inteligentes e lógicas. Preciso aceitar que não tenho mais 14 anos de idade.

O roteiro é de Keith Champagne e Dave Gibbons. Sim, Gibbons também erra, gente. Nem os diálogos são dignos de nota. São ” Normais”. É por isso que tenho bronca de encadernados com cara de Graphic Novel. GN tem mais do que apenas uma historinha. Encadernados apenas reunem as revistas de linha, Graphic Novel é uma obra de arte superior. Mas antes que você comece a pensar que sou um cara ranzinza, entenda que gosto de ler coisas legais e, sim, eu entendo que é uma revista de linha. Li muita porcaria nos anos 80 também, mas encadernar porcaria é injustificável. Os traços vão de Patrick Gleason, Dave Gibbons e Tom Gnuyen. Embora Gibbons tenha desenhado também, não temos nada de Watchmen aqui. Fico até chateado, mas é o que tem pra hoje, gente. Muito pôster e pouco movimento, sabe ?

Bom, quando a revista não me agrada muito ( embora eu não tenha nada contra, apenas não tenho nada a favor ) eu escrevo menos. Acho que é uma forma de não ficar divulgando coisas negativas.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Lanterna Verde – A Guerra dos Anéis ( 1 de 2 )

Olá amigos Quadrinheiros.

Começo agradecendo ao apoio de vocês, é sempre muito bom saber que tenho bons amigos que gostam do mesmo que eu.

Lanterna Verde Guerra dos AnéisHoje comento sobre a famosa Guerra dos Anéis, que está em um encadernado em duas partes e pode ser encontrado nas bancas, pela Panini Books. Esta é a primeira parte e eu como sou um fã muito grande do Lanterna Verde Hal Jordan desde criança ( adoro a edição Superamigos 15, que tem uma capa sensacional ) eu não pude deixar de pegar pra ler, já que fiquei afastado das HQ´s nos últimos 15 anos e retomei este ano. Antes de eu ler eu estava morrendo de medo. Este lance de inventarem tropas de tudo que é cor me irritou muito. Acompanhei meio por cima, mas achei uma zona, e por isso eu estava bem resistente a pegar esta edição em particular pra ler. Só que eu gosto demais do Lanterna Verde e acabei cedendo. Ainda bem. Me surpreendi positivamente. Sensacional !

Pra quem não sabe, a saga ‘A Guerra dos Anéis‘, conta basicamente o surgimento da Tropa Sinestro, publicada originalmente em 2007. Mostra como Sinestro começou a juntar os mais perigosos vilões do universo, principalmente os que são capazes de instilar grande medo. Até o Batman foi ‘tentado’, mas como sabemos, a força de vontade dele é uma das mais absolutas do nosso planeta, né… hehehe… 

É durante esta saga que foi revelado que assim como o Parallax era a entidade do medo no universo, Ion é o nome da entidade da força de vontade. Isso acabou se tornando uma zona depois, quando expandiram pras outras cores. Voltando uns bons anos antes, se você se lembrar bem, após enlouquecerem o maior dos Lanternas Verdes, pra trazer ele de volta inventaram que Hal Jordan havia sido dominado por uma entidade que incorporava o medo de todo universo, e que a origem da fraqueza dos anéis verdes à cor amarela era pelo fato desta entidade estar sendo mantida presa dentro da bateria. Como podem ser tão criativos estes roteiristas, não ? rs… Bom, aí pra poder justificar a bela bagunça que fizeram com o Hal, disseram que ele estava possuído por esta entidade, de nome Parallax. ( Paralaxe é uma diferença na posição de um corpo devido a esse ser visto de duas posições diferentes. Ou seja, não tem nada a ver com uma entidade do medo, mas tem muito a ver com a mudança do Jordan, o que faz a gente perceber que a entidade foi idealizada bem depois do Hal ficar mauzão e matar uma porrada de gente… ).
Assim, conseguiram tirar a entidade que possuía o Hal Jordan e aprisionar ela nas ciencelas dos Guardiões. Na Guerra dos Anéis esta entidade é resgatada pela tropa Sinestro e é colocada dentro do Kyle Rayner, que fica com um visual irado, uma mescla do Hal Parallax com o uniforme original do Kyle. Interessante é que só neste momento ele fica sabendo que era hospedeiro da entidade da força de vontade. Muito criativo, muito louco e embora revolucionário deu uma super agitada no universo da policia verdinha e ainda lançou um monte de personagens novos, e alguns não tão novos foram trazidos de volta, como o Super-ciborgue, o Superboy Prime e um dos vilões que mais me impressionaram na infância: O Anti-monitor ! É uma delicia ter este cara de volta, mal posso esperar pra ler a continuação ! ( Já li, pode ler o artigo aqui )
Como sempre faço questão de mencionar, uma das coisas mais importantes em uma HQ não é somente a história, ou a base, mas sim como ela é contada. E toda história precisa emocionar. Esta faz isso muito bem. É uma história sobre medo, e a gente fica desesperado a edição toda, já que os verdinhos apanham feio, são mortos feito moscas e alguns tabus milenares são quebrados. Pensa que legal, a base de poder dos vilões é o medo e você sente isso o tempo todo ao ler o livro. Inclusive ao perceber o medo que os próprios Guardiões transmitem… e pra variar, como em todas as histórias dos LV, eles estão sempre enganados. Não entendo como conseguiram ser os Guardiões. Aliás, tem um momento que o Hal os define direitinho: Eles nunca voaram, mas querem comandar como os pilotos devem voar… bem inteligente. Fora os diálogos entre Guy Gardner, Hal e John Stuart, sobre coisas das épocas anteriores… para deleite dos velhinhos como eu. E tem uma parte adorável, embora seja apelativa e seja exatamente o que os amarelos querem: Os guardiões tiram a limitação de usar ‘força letal’ com os anéis. Ou seja, agora eles podem matar. Acho que não perceberam o quanto isso, embora aparente necessário, os torna tão ‘maus’ quanto os inimigos que eles querem derrotar.
Parabéns ao Geoff Johns e ao Dave Gibbons pela condução de uma história que nenhum fã da Tropa pode reclamar. E olha que sou um saudosista do uniforme azul clássico do Sinestro. Tem 4 desenhistas assinando este livro, entre eles o brasileiro Ivan Reis. A semelhança dos traços é tão grande que a gente nem percebe que mudou de desenhista. A HQ é muito bem desenhada, com destaque para as páginas inteiras e duplas que dão uma dimensão enorme do problema que a galerinha do anel verde vai enfrentar. Arrisco-me a dizer que esta saga é um grande clássico e que lamento muito terem inventado este lance de várias tropas após o sucesso desta saga. Podiam ficar só nestas duas e pronto. Mas como o que manda é o dinheiro, a editora precisa ficar inovando sempre. E como sempre acabo dizendo por aqui, deixei de ser o publico alvo das editoras de heróis a alguns anos, porque não é possível que novos 52 possa ser considerado algo bom por qualquer leitor dos anos 80/90, que tenha vivido esta época e não apenas lido depois. Aliás, digo pra vocês uma coisa com convicção: Ler na época de lançamento é essencial para sentir tudo o que a HQ propõe. Teve um post que vi recentemente de uma pessoa que leu Guerras Secretas da Marvel ( meu artigo aqui ) a poucos dias e que não achou nada demais. E ele tem razão, só tendo lido naquela época pra entender e sentir de verdade. Se você não souber se deslocar praquela época, infelizmente não conseguirá sentir nem esta e nem várias outras HQ´s poderosas dos anos 80. ( Claro que tem edições atemporais que podemos ler hoje e ver como são fodas… são as excessões que confirmam a regra, mas são poucas. )
Lanterna Verde Guerra dos Anéis
E se me permitirem uma dica, prestem atenção em toda simbologia presente neste livro. Não falo dos símbolos do peito dos personagens, mas dos símbolos das cores, dos rótulos, dos posicionamentos de cada um, de suas motivações. É muito legal e bem pensado. HQ é sobre simbolo. Sem isso, não temos como nos identificar e nos inspirar com o que nos é apresentado, com nos aventurarmos fora do corpo, como se estivéssemos escondidos atrás de uma pedra no meio de uma batalha.
Recomendo a leitura, principalmente se você é fã do Lanterna Verde.
Mal posso esperar pela segunda parte !
Abraços do Quadrinheiro Véio !
 
Lanterna Verde Guerra dos Anéis

 

Lanterna Verde Guerra dos Anéis
 
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