Os Melhores do Mundo – Batman e Superman

Os Melhores do Mundo – Batman e Superman por Dave Gibbons e Steve Rude

Olá Quadrinheiro.

Melhores do MundoLembro me bem de quando eu li Os Melhores do Mundo na época que saiu aqui no Brasil em 1991. Comprei as edições nas bancas principalmente pela capa diferenciada. Mas nem imaginava o que teria ali dentro. Ainda era uma fase que eu era mais “cru” em quadrinhos, mesmo acompanhando a tantos anos. O melhor de tudo: Eu ainda tinha aquele “brilho no olhar” ao acompanhar os heróis. 

Em meio a super inflação, a mini-série basicamente aumentava de preço todo mês e as moedinhas de troco que meu pai me dava, mal dava para as revistas do mês. Mas esta era especial, formato maior, arte de capa com aparência aquarelada… era algo que empolgava o adolescente que eu era. 

E o bacana é que ainda não era comum tantos crossovers. Isso de juntar em uma mesma história dois personagens de cidades diferentes não era comum, então a gente queria ver o que acontecia. Haviam as histórias da Liga, mas era como se fosse um personagem a parte. Encontro do Batman com o Superman não era tão comum como hoje.

Aliás, rara é a história que não tem a participação de algum personagem de fora nos dias de hoje. Até porque hoje se questiona mais algumas coisas. Por exemplo: Como assim cai um meteoro na terra, numa história do Super-Homem e os outros heróis, como o Lanterna Verde não vieram verificar? A gente não questionava isso na época. Hoje, isso não passaria batido.

World’s Finest

Publicada originalmente em junho de 1990 numa mini-séria, esta história soa como uma homenagem à era de bronze apenas a poucos anos do começo da era contemporânea, marcada por Crise nas Infinitas Terras. Embora seja o começo dos anos 90, ainda soava muito mais como os 80. O Batman ainda caminhava pra se tornar o personagem dark que é hoje e o Super-homem apenas começava a ganhar sua alcunha de “símbolo da esperança“. Foi mais ou menos nesta época que esta divisão começou. Até então, eram apenas histórias. Tudo podia. Depois, aos poucos, isso foi mudando.

A história gira em torno de um plano do Lex Luthor pra conquistar mais espaço em Gotham. Lembrando que o Lex Luthor desta época era o empresário bonachão, e nem tanto um cientísta. Ele já havia perdido a mão devido ao envenenamento por kriptonita de se anel e era sempre bem visto pelas pessoas, porque sabia muito bem se esquivar da lei pra fazer seus planos criminosos nunca serem ligados a ele. E ele começa ao comprar dois antigos orfanatos e dar suporte a um terceiro, que ficava bem na divisa entre Metrópolis e Gotham. Para comprar o de Gotham ele se envolve com o atual dono: o Coringa. Nisso, é proposta a troca. Coringa ficaria 1 mês autorizado a atuar em Metrópolis e Lex iria conduzir seu plano de conquistar mais imóveis em Gotham. Quando Clark e Bruce ficam sabendo, replicam a proposta entre eles. Kent vai pra Gotham supostamente fazer uma matéria sobre a situação dos menos favorecidos e o Bruce fica em Metrópolis pra ampliar seus negócios. E ambos podem ficar de olho em seus inimigos. Eles eram os melhores do mundo. Apenas ainda não tinham percebido isso.

Gibbons sendo Gibbons

O que me chama bastante atenção nesta HQ é que a história tem arte. Arte na narrativa. Arte nos desenhos. Arte na idéia. É mais profunda do que a gente consegue perceber no começo. 

Dave Gibbons tem uma narrativa gradual. É possível perceber que sempre que Batman atua, os quadros são mais escuros. Quando entra o Super-Homem, Metrópolis, tudo é luz, claridade. Batman se apoia no medo, na paranóia, na vingança. Super-Homem sempre na esperança. Estas duas faces ainda não se viam como amigos. A amizade começaria ainda a ser forjada em uniões como esta, que ainda eram novidade. Não havia ainda a irmandade de hoje. O desenho de Steve Rude segue com poesia. As cores de Steve Oliff são inteligentes, trazendo predominância de cores azul em contraste com vermelhos, e a medida que a história caminha, o contraste vai diminuindo, até que ao final, está mais equilibrado. É como ver, sem ver, o equilíbrio sendo alcançado aos poucos. E uma homenagem aos famosos Stan Laurel e Oliver Hardy da serie de comédia ‘O Gordo e o Magro’ como era conhecida aqui no Brasil. Mais uma referência ao contraste.

Gosto da condução, gosto do mistério e gosto da seriedade da história. Não eram desastres cósmicos, não era o fim do universo. Era apenas o Lex Luthor usando seu poder econômico e um palhaço insano tentando conquistar mais poder enquanto os heróis procuravam formas de detê-lo. Sem grande estardalhaço, sem nada grandioso. Num roteiro simples, direto, sagaz e que te mantém entretido em um mistério para descobrir os reais planos que são revelados em dois momentos. Saudades deste tipo de narrativa. Faz tempo que não vejo nada assim atualmente. Não que o que temos hoje em dia seja ruim, mas noto que algo se perdeu no meio do caminho. Onde estão os Melhores do Mundo que não escrevem mais como antigamente ?

Também penso que os grandes escritores da época dos quadrinhos dos anos 80 e 90 se inspiravam mais em leituras e conhecimentos clássicos. É comum vermos citações a grandes obras da literatura antiga nos quadrinhos dos anos 70-90. Hoje, noto que a inspiração dos atuais quadrinistas são os quadrinistas desta época. Creio ( posso estar bem enganado ) que seja um dos motivos dos quadrinhos atuais serem menos profundos e mais copiados. A fonte original não foi consultada. Então, se torna tudo mais raso. Com um publico raso acompanhando, que prefere cinema à leitura, não poderia ser diferente.

Aço e Trevas

Se você está procurando algo bom pra ler e quer ter acesso a algo mais vintage, sem ser tão antigo assim, leia Os Melhores do Mundo. O encadernado atual tem capa dura e muitos extras interessantes. A Panini mais uma vez mostra de novo que conhece o que é bom e sabe dar isso pra gente. A transição é linda, historicamente e dentro do livro. Recomendo !

Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

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METAL – Noites de Trevas – Panini/DC Comics

METAL – Noites de Trevas

Chegou ao país as primeiras 2 edições de METAL – Noites de Trevas, a nova maxi-saga da DC comics. Em um post anterior ( aqui ) eu contei sobre o lançamento dela, com direito a concurso e prêmio. Mas agora que eu li as edições de lançamento, precisamos falar sobre isso.

Sinistramente DARK

METAL parece prometer um grande abalo no universo da DC. Envolve a Liga da Justiça, mas é focada no Batman e traz um perigo transdimensional ou trans-multi-versal se assim preferir (???). 

Lá no canal, fiz um vídeo sobre ela, mas vamos esmiuçar ela aqui no blog do jeito que você já está acostumado.

Nesta saga, por conta do uso do Metal Enésimo ( eis o motivo do nome da saga ), as barreiras dimensionais começam a se romper e nos universos paralelos, figuras sombrias estão à espreita pra invadir nossa realidade e dominar o mundo. Curioso é que cada um destes universos tem um membro da Liga que se tornou uma entidade Batman sombria e são todos comandados por um BatCoringa louco ( ok… Coringa louco é pleonasmo ) e este Coringa tem 3 Robins escravisados numa saga bem soturna, dark e ameaçadora. Espere por um visual bem carregado, com desesperança e frases de tensão e o bom e velho comportamento do Batman de tentar resolver tudo sozinho. Primeiro porque ele sempre acha que é culpado e segundo porque ele quer sempre proteger todo mundo. O bom e velho Bruce que a gente ama.

O desenrolar da trama é muito misteriosa e bem escrita, com o desenho acompanhando muito bem. A gente fica tenso, quer entender logo o que está acontecendo e ao longo de toda a primeira edição, ficamos apreensivos e curiosos. Eu diria que a primeira edição tem tudo pra ser um clássico, mas quando a gente chega na segunda, parece que a história “trunca“.

Explico: A edição 2 começa a mostrar as origens dos Batmans distorcidos dos outros universos e isso meio que fica chatinho e repetitivo, fora que você esperou 1 mês pra continuar a primeira edição, e tem que esperar mais um mês pra isso, já que a 2 não revela muita coisa e nem faz a história caminhar. Mas pelo que lemos na primeira, a gente acha que vale a pena continuar seguindo, porque a premissa é inteligente e bem conduzida.

SNYDER / CAPULLO

Os mestres criadores por trás da saga são Scott Snyder e Greg Capullo. Eu sou fã do trabalho de ambos. Do Snyder por conta do cinema e do Capullo desde o começo de Spawm nos anos 90. Fora que em muitas histórias, desenhistas como Jim Lee, John Romita Jr, Andy Kubert e outros grandes artistas são convidados e isso diversifica o traço, dando aquela dimensionalidade que a história permite, já que é multiverso. Gosto dos diálogos, gosto do andamento, do mistério e deste resgate de revelar algo que a gente não sabia e nunca pensou em procurar saber, envolvendo antigos personagens da DC, dando um lugar diferente pra eles e com esta premissa em torno do misterioso metal enésimo.

A base história está feita com os Gaviões, e seguem aquela linha das reencarnações que veio depois de zero hora. Esta base com Carter e Shayera tem muito a oferecer em histórias que se movem pelo tempo.

Eu gosto, eu recomendo.

E se quiser ver o vídeo, está aqui:

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Abraços do Quadrinheiro Véio

Batman – O Principe Encantado das Trevas – 1 de 2

Batman – O Principe Encantado das Trevas – 1 de 2

Batman !!! Cara, é sempre legal escrever sobre Batman. Ganhei esta edição da minha esposa como presente do Dia dos Namorados e fiquei curioso logo pela capa. Metade de mim eufórico pra abrir e ler logo e a outra metade chateado por ser apenas a primeira parte de duas de uma saga.

A história de Batman – O Principe Encantado das Trevas gira em torno do clássico embate entre o Cavaleiro das Trevas e o Coringa nas ruas sempre noturnas de Gotham. Isso não tem fim, não adianta. A loucura do Coringa fica mais evidenciada e segue uma leitura mais clássica do personagem, em uma Gotham realmente dark e com visual bem barroso.

A narrativa é lenta, profunda, soturna, e muito dentro do que a gente gosta de acompanhar ao ler o Batman. Você só percebe que é uma obra mais atual devido a termos poucos textos e o desenho seguir contando a história. Salvo isso, você se sentiria lendo algo que realmente trouxesse os anos 80 de volta aos quadrinhos, mas na fase boa dos anos 80, com um pouco do drama que os 90’s doaram aos quadrinhos e vc tem uma obra que tem tudo pra ser atemporal e ao mesmo tempo, pode simplesmente passar batido, já que não tem grandeza ( ao menos nesta parte 1 de 2 que eu li ). Prometo que se a história tiver ares épicos ( não em tamanho, mas em ousadia e importancia, eu conto pra você na resenha que eu vou vir a fazer ). 

Na trama, o Coringa sequestra uma menina misteriosa que tem uma conexão secreta com o Batman, o que torna o crime mais pessoal do que se imagina. O vigilante precisa então vasculhar todo o submundo de Gotham atrás do esconderijo onde o palhaço a mantém presa. Em determinado momento a gente percebe que Bruce torna isso pessoal porque um mistério revelado a ele, continua sendo mistério pra gente. O que será que ele descobriu ?

Italiano

O artista que assina a obra inteira é o italiano Enrico Marini. Conhecido por obras européias como Gipsy e Le Scorpion. Não o conhecia antes deste trabalho, mas ele fez tudo, e do modo “antigo“. Escreveu, desenhou, pintou, tudo a mão. É perceptível o quanto isso é legal de ver na obra.

E embora a história em si não seja uma obra prima, a arte faz valer a pena, porque é realmente muito boa. Nada como o bom e velho lápis, papel, pincel e tinta. O equilíbrio do sombras e os olhos expressivos são um diferencial e podemos perceber que não é como os quadrinhos mensais que tem prazo e com isso, as vezes, o desenho perde um pouco. É uma publicação feita pra ser como é e este resultado é notado em cada página.

Batman é… Batman.

Acho que você precisa pesar uma coisa também: Batman é Batman. Se fugir um pouco, não é Batman e quase completando 80 anos de idade, fica difícil inovar um personagem sem ser repetitivo ou fugir do mesmo. Ele é quem é. Portanto se você é leitor antigo como eu e espera uma nova aventura, não é o que vai encontrar. É apenas algo dentro do espirito morcego de ser, fiel sim a isso, mas sem trazer algo novo pra você. Isso é o problema de ler muito, a muito tempo. Alguns personagens acabam engessando porque se não, ele deixa de ser o que foi criado. 

A conclusão ? É uma boa obra. Vai ter quem goste e quem desgoste. Vai ter quem reclame de ser clichê e vai ter quem elogie pelo mesmo motivo. Mas pela arte clássica, já vale o investimento. Isso além da apresentação que a Panini lançou no Brasil, em formato capa dura e tamanho grande. Bem grande, mal cabe na estante. Lindo !

Abraços do Quadrinheiro Véio 

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Uma Nação sob nossos Pés – Pantera Negra

Uma Nação sob nossos Pés – Pantera Negra

Eu sempre digo que quando a gente não tem algo de bom pra falar sobre algo, é melhor não falar nada. Mas, quero fazer uma resenha sobre esta importante edição do Pantera Negra e, bom… vamos lá.

Uma nação sob nossos pés que vou resenhar é o Livro 1, que reune as edição 1 a 4 de Black Panther Vol.6. Sim, este volume significa que foi a sexta vez que recomeçaram o lançamento da revista do Pantera Negra, mais precisamente em 2016. Curiosamente é também a base do filme do Pantera Negra lançado em janeiro de 2018. Sabe o que eu acho mais curioso ainda ? O filme é bom. Já a história em quadrinho… sei não.

Frustrante

Tem isso na minha análise. Eu estava ansioso e curioso pra ler esta revista, comprei o encadernado pra ver onde veio a base e fiquei bem desapontado, acho que a história é perdida e tem uma tentativa de filosofar que fica superficial e troncha. Sabe quando parece que a pessoa até quer escrever algo mais aprofundado, mas a confusão da história é tão grande e tão sem “link” precisei me esforçar pra ir até o final.

O Pantera está sem personalidade, com comportamento impulsivo e sem nenhuma grandeza como já teve um dia. Seu planejamento meticuloso e mais alguns super-poderes novos deram o fechamento que a gente não entende. Sei que são 3 “livros” pra ter a história completa e que este primeiro deixa o final em aberto por isso mesmo. Só que eu não vou ler o resto, não.

A história começa depois que T’Challa retorna ao trono, tendo ficado afastado por um tempo e sua irmã Shuri assumiu tanto a regência do trono quando como Pantera Negra. Com sua “morte“, T’Challa retorna e encontra uma nação completamente perdida e quase em guerra civil. O Killmonger já morreu nas edições anteriores e o antagonista é um Wakandano Xamã, chamado Tetu. Ele está incitando este conflito por achar que T’Challa não estava mantendo as tradições de Wakanda e estava se inclinando demais para a Ciência. E por isso, precisa sair.

Fora outros interesses de outros personagens, temos uma história que eu achei fraca, sem pé nem cabeça, longa e que deixa a gente perdido e cansado. Adoro histórias profundas, com pensamentos de reflexão. Adoro histórias simples, apenas pra entreter. Detesto história que tenta ser uma coisa, não consegue ser a outra, e fica no meio. Saca ?

Quem foi ?

Ta-Nehisi Coates é o argumentista/roteirista desta fase do Pantera. Ele é conhecido jornalista, muito premiado. Mas é notável não ser um bom escritor de quadrinhos. Ao menos esta edição não joga a seu favor. Ao menos na minha opinião. Lembrando que não sou um crítico especializado. Sou apenas um fã e leitor antigo, analisando um material isolado, segundo meus próprios critérios pessoais, ok ? Realmente não gosto, acho fraco. Não levanta algo relevante e não renova ou inova sua tentativa de tratar do moderno x tradição que é a tentativa do roteiro. O traço é de Brian Stelfreeze desenha bem, tem ângulos ótimos, mas peca num dos ítens principais pra mim: Rosto e expressão. Acho que a sequencia de quadros não ficou legal. Não gosto da anatomia que ele usa. E olha que gosto de Romita Jr e outros desenhistas que fazem comics mais estilosas e artistas. O Stelfreeze me parece que tentou fazer uma HQ de linha com ares de graphic novel e o morno ficou esquisito.

E agora, oQV ?

Bom, agora é o seguinte. Pantera Negra é um personagem forte. Sempre foi personagem C, com ares de B. Mas eu sempre adorei ver ele nas aventuras solo e dos Vingadores dos anos 80/90. Era um cara que me fazia comprar a revista só por causa dele. Queria saber dele. Mas infelizmente, de 2000 pra cá li pouco e o pouco não foi algo que eu gostei. Ao menos tem uma coisa legal neste edição da Panini: Tem a história da primeira aparição do Pantera Negra em Fantastic Four 52. Sendo sincero, espero que alguém salve o Pantera logo. E é claro que, se alguém leu os dois livros seguintes, me conta se a coisa melhora, por favor ? 

Ou… Panini, se achar legal, me mande que eu quero muito e torço demais pra que esta HQ se salve. O Pantera Negra merece.

Se quiser ler algo mais legal, tem esta resenha aqui: Quem é o Pantera Negra ?

Abraços do Quadrinheiro Véio.

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Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Coletânea de Luxo

Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Coletânea de Luxo

Os Maiores Super-Heróis do MundoAcabo de receber aqui o relançamento da coletânea de luxo ” Os Maiores Super-Heróis do Mundo“, pela Panini. Desde 2008 que as livrarias não viam esta edição especial.

Lembro-me até hoje do impacto que eu tive ao conhecer pela primeira vez o trabalho do Alex Ross através de Marvels. Eu havia lido sobre a revista em uma edição de Wizard Brasil e entrei em contato com uma pessoa da minha cidade que tinha uma forma de importar. Tanto que as minhas 4 primeiras são as originais americanas.

Pouco depois, noticiou-se que Alex Ross estaria fazendo um projeto parecido pra DC Comics, que seria Kingdom Come, o nosso idolatrado Reino do Amanhã aqui no Brasil. Maravilhoso ! Após revisitar o passado da Marvel, Ross e Waid vão para o futuro da DC de maneira sombria e poética. Um roteiro maravilhoso com pinturas lindíssimas. Obra eterna, atemporal. Em 200 anos ainda falaremos de Kingdom Come.

Claro que ele tem muitos outros trabalhos, mas este foram seus grandes destaques na época. Em seguida, ele começou uma série de histórias de grande reflexão, com cada um dos heróis principais da DC, em parceria com Paul Dini pra fazer os roteiros. Foram então lançadas edições para cada um dos personagens que ele considerava os arquétipos perfeitos dos super-heróis, sobre os quais todos os outros que seriam criados em seguida iriam seguir. E também foi produzido na mesma ordem da criação original: Super-Homem, Batman, Capitão Marvel e Mulher Maravilha. Ciência, Mistério, Magia, Mitologia.

Humanidade Heroística

Assim como cada personagem tem sua base principal, eles tem suas características que também os definiam em sua humanidade. Super-Homem, acima da humanidade, desejando Paz no planeta através do fim da fome. Batman na sua eterna busca por Justiça. Capitão Marvel e seu sorridente otimismo na forma de Esperança. E a grande guerreira, Mulher Maravilha que com o símbolo de seu laço mágico, sempre lutou pela Verdade.

Quando eu tive cada uma destas revistas nas mãos na época de seu lançamento ( e ainda as tenho em minha estante ), lembro de que o teor do meu sentimento era dividido entre a mais pura emoção e grandes reflexões. Heróis que ao mesmo tempo estavam dentro de seu próprio universo, poderes, vilões e etc… mas que foram transportados pra um mundo real. Não apenas por conta das pinturas do Ross, mas pelo texto implacável e reflexivo do Paul Dini.

Em seguida, ainda no mesmo espírito, a dupla lança mais duas publicações da Liga da Justiça. Origens secreta trata de unidade, de como o planeta passa a precisar dos heróis e Liberdade e Justiça na união contra uma ameaça alienígena. Estes projetos começaram antes mesmo de terminarem Espirito da Verdade da Mulher Maravilha.

Na origem da fama

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Acho que falar de Alex Ross e Paul Dini em um blog sobre quadrinhos, pra leitores de quadrinhos é chover no molhado. TODO MUNDO conhece os caras. Talvez mais Ross do que Dini, mas lembre-se que Paul Dini era um dos roteiristas das animações da DC nos anos 90, sendo até co-produtor e diretor de uma ou outra. Aliás, o DCU poderia aproveitar-se de Paul Dini, não é mesmo ?

Cada uma das 6 revistas reunidas na coletânea ” Os Maiores Super-heróis do Mundo ” re-lançado este mês de agosto pela Panini no Brasil tem a sua grande importância, e se você me perguntar eu não conseguiria escolher uma preferida. É como se fossem todas partes do mesmo todo.

AquamanO encadernado de luxo, em formato grande reune: Superman:  Paz na Terra; Batman: Guerra ao Crime; Shazam: O Poder da Esperança; Mulher-Maravilha: O Espirito da Verdade; LJA: Origens Secretas e; LJA: Liberdade e Justiça.  Verdadeira obra-prima, cada quadro é digno de merecer um espaço na parede. É Alex Ross, né ? Mesmo pra quem, como eu, já tem as edições originais separadas, vale o encadernado pelos extras e pelo formato de luxo, com letras douradas. É como ter um livro de arte em mãos, não apenas uma revista em quadrinhos. Ele é pesado ! Deliciosamente pesado. Fora o pôster que vem de brinde no final. Que fã de quadrinhos não tem ao menos um pôster do Alex Ross na parede de sua casa ? Bom, eu sei que EU tenho ! hahaha

Quer saber de cada uma ?

Cada uma das edições coletadas em “Os Maiores Super-Heróis do Mundo” merece uma resenha específica aqui no blog, e eles terão. Existe muito sobre o que discorrer, refletir. Tem pensamentos sociais, políticos, econômicos, filosóficos e psicologia profunda em todas elas. Merecem respeito, merece análise. Prometo fazer isso aos poucos junto com você e vou atualizando os links aqui neste artigo principal sobre estas obras. Pra mim é isso mesmo.. obras ! 

Aliás, a do Super-Homem : Paz na Terra você pode ler aqui !

Comente o que acha da obra aí, respondo todos os comentários. TODOS !

Olha só, se por algum motivo não tiver nas livrarias aí da sua cidade, encontre direto na loja online da Panini, aqui: http://loja.panini.com.br/

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Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

Homem de Ferro – O destino de Tony Stark

Homem de Ferro – O destino de Tony Stark

Olá Quadrinheiro.

capa

Logo após as mudanças resultantes da segunda Guerra Civil, o Homem de Ferro Tony Stark precisa se re-encontrar e se re-inventar. Quando foi criado nos anos 60, o Homem de Ferro tinha uma vantagem em sua idealização, que era a de uma época em que muitas tecnologias estavam ainda looonge de serem inventadas. Nos dias de hoje, em que tudo já foi usado em tantas histórias e mídias. Onde a criatividade já andou pra tanto canto e tudo começa a se tornar clichê, a seguinte pergunta se instala: Como um cara numa armadura é algo diferente ? Na época de sua criação, até transistor era novidade. Uma armadura transistorizada era algo muito inovador, fora o fato de que a tecnologia médica ainda não poderia salvar alguém do problema que o Tony teve com os estilhaços de granada no peito.

caindoMas, passado alguns poucos anos, de repente, isso tudo já é passado, e tem até carros mais tecnológicos do que a armadura inovadora dele. Estamos falando de um personagem com mais de 50 anos. Como se manter inovador ? Como ser ainda um “gênio” tecnológico ? É com esta questão que a revista começa. Com um Tony pensando: ” Eu deveria estar tão além da curva, que ninguém mais deveria conseguir nem enxergar a curva“.

A nova armadura e além…

Com esta necessidade de criar uma armadura melhor, mais impressionante e mais forte e até mais inédita possível, Brian Michael Bendis pega a responsabilidade de inovar o inenovável. ( será que existe esta palavra ? ) O Gladiador Escarlate já teve armadura que ficava praticamente dentro do seu corpo. Como ir além ? E é aqui que começa o problema, pra mim ao menos…

Posso contar um pequeno spoiler ? Se for o caso, pule para o próximo subtítulo e não leia este trecho a partir daqui.

iron-mans-sonic-boom-1A armadura do Tony está no seu relógio. Cara, na boa, no relógio ?? Eu até entendo que é uma idéia diferentona, que é HQ e que a gente faz algumas licenças poéticas. Mas, poxa vida… a armadura do cara precisa de espaço, ela tem peso. Como assim, um relógio vira armadura ? No filme do Capitão América: Guerra Civil, o relógio do Tony se transforma em uma luva da armadura. Até aí, ok. Fisicamente compatível em termos de massa e etc… mas, um relógio praticamente virar a armadura dele ? Até a maleta do filme Homem de Ferro 2 é verossímil. Mas um relógio ? Será que ele emprestou a tecnologia do anel do Flash ? E a armadura de alguma forma elimina o espaço entre os atomos e eletrons ? Converte matéria ? Mas, como fica o peso ?

Tem como piorar…

marvel2016-Iron-ManDepois disso, ele enfrenta o Doutor Destino. E de alguma forma a armadura normal dele “evolui” para uma HulkBuster sem novas partes chegar pra somar. A armadura praticamente dobra/triplica de tamanho, do nada. Acho que é isso que mais me incomodou nesta nova armadura, que não é mais biologicamente ligada ao Tony, mas que segue suas sinapses cerebrais.  Mas, ok… “vamo que vamo”. Só que o que me incomoda mais é que agora a Marvel tornou o Stark dos quadrinhos assumidamente igual ao dos filmes, na personalidade e até no rosto.

invincible-iron-man-3-awesome-facial-hair-brosEntendo que o marketing disso ajuda a conquistar novos leitores e entendo que quadrinhos são feitos para crianças. Eu aceito que sou uma criança de 40 anos de idade. Sei que as coisas vão mudando, se adaptando e que não é legal se apegar a algumas coisas. Elas precisam mudar, adaptar, evoluir e que a gente que lê a mais de 30 anos e acompanha o mesmo personagem começa a ter bagagem demais por tempo demais e que não tem como parar de comparar o que era com o que é e nem imaginar o que virá. Mas o fato é que muita coisa mudou, e nem tudo foi pra melhor. Cara, ele nem é mais um Stark de sangue. Ele descobriu que é adotado. Isso é tão senseless…

Não gosto muito do Bendis

iron-man-doomQuem acompanha o blog a um tempo, sabe que eu não sou o maior fã do Bendis. Acho que não bateu comigo. Ele tem umas idéias legais, mas no geral, não rolou uma identificação comigo. Gosto da história, mas não da nova essência dos personagens. Gosto de ver mais uma vez o contraste tecnologia/magia que esta fase resgata e até os questionamentos existenciais apresentados. A história principal é atraente e deixa curioso, mas não ao ponto de eu passar da edição numero 3. São tantas publicações hoje em dia, que a gente não consegue acompanhar tudo. Seja por tempo, seja pelo fator financeiro, hoje é preciso escolher o que ler. E infelizmente, não é o Homem de Ferro que vai se manter na minha leitura mensal, embora eu vá acompanhar o que acontece com ele com interesse. Os desenhos são de David Marques e ele resolve, mas não impressiona. A meu ver, no meu ponto de vista, a revista Homem de Ferro ( assim como várias outras ) é publicada “na obrigação“, então se é algo bom, ou não, é o de menos pra editora. Me passa um sentimento de industrialização, de pasteurização, em um lugar em que a criação como arte deveria ser melhor valorizada.

Pros novos fãs do herói, esta nova fase parece muito bacana. O pessoal que começou a se interessar por HQ depois do cinema tem um extraordinário material em mãos. Os fãs que já conhecem o quanto o latinha é um personagem fraco, não vão perceber muita diferença.

Abraços do Quadrinheiro Véio

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A Poderosa Thor – Reinos Ameaçados

A Poderosa Thor !

jane thorOlá Quadrinheiro !

Você já está sabendo que o poderoso Thor Odinson se tornou indigno do martelo de urur, o trovejante Mjolnir. Correto ? Sei que sim. Senão, não apareceria aqui num blog de quadrinhos. Mas você já sabe como estão sendo as histórias da pessoa que o substituiu ? Vamos falar um pouco agora sobre a Poderosa Thor. Sim, Thor agora é uma mulher, e não é ninguém menos do que Jane Foster. Loucura ? Sim, mas é comics, é Marvel. Portanto, precisa ser assim.

capa thor jane doenteJane Foster assumiu o manto de Thor na atual revista do deus(a) nórdico(a) do trovão, é ela quem agora manuseia o Mjolnir e está chutando muitas bundas na Marvel. Mesmo Loki não está sendo páreo pra ela. Mas a realidade mesmo é que o maior inimigo dela não é nenhum vilão. É um câncer que está matando seu corpo mortal. Um câncer de mama que ela descobriu durante a saga “Thor, Carniceiro dos Deuses” e está sendo devastador. Como ela sabe que toda magia sem seu preço, mesmo sabendo que em Asgard ela poderia se curar, resolveu abrir mão da cura. Na boa ? Que coisa mais burra. 

Até onde eu entendi, na saga Pecado Original ( como tem saga nas HQs, né… tudo é saga ) Thor deixou de ser digno de seu martelo e este encontrou outra pessoa pra isso. Like vs thorComo a inscrição do martelo já dizia, aquele que empunhar este martelo, se for Digno, possuirá o poder de Thor. A gente passa a entender algo como: O poder não é do Thor, é do Martelo. De quem o possui ( tipo o anel dos lanternas verdes. O martelo tem uma inteligência própria pra algumas coisas, que ninguém sabe de onde vem, mas que todo mundo entende como verdade absoluta que nunca se engana ). Pra mim, sempre foi assim, afinal sou do tempo do Donald Blake, do Thor que só tinha poder com o Martelo e quando ficava 1 minuto longe dele, voltava a forma mortal. E o mesmo parece acontecer com a Jane Foster. Ela quando não se “transforma” em Thor, é uma frágil mulher que mal se aguenta e precisa fazer quimioterapia. 

Aliás, acho que aqui cabe até uma reflexão sobre isso. Gosto de ver o empoderamento feminino, uma mulher substituindo um personagem que sempre foi ícone da testosterona, da força bruta, do ápice humano na forma de um deus nórdico, loiro e etc… e justamente a pessoa digna a substituí-lo é uma mulher franzina e doente. E mais do que isso, uma mulher franzina e doente que já foi namorada do próprio herói anterior. Este mundo dá voltas, não ?

Como não poderia deixar de ser, todo mundo em Asgard não reconhece a terráquea como uma deles, mesmo com ela digna no martelo. E pra ajudar, Odin está meio pancada da cabeça, julgando a própria esposa por traição, com atitudes irascíveis. Irreconhecível, tem coisa aí por trás. Imagine que o próprio Thor ( agora apenas Odinson ) a enfrenta e ao perceber seu coração nobre, a permite usar o nome e seguir em frente como a nova Thor. Claro que ele não sabe que é Jane neste momento. E como se isso não bastasse, antes disso tudo, Jane já era a representante de Midgard no Congresso dos Mundos.

UFA ! Quanta coisa.

the-mighty-thor-1Quando fico pensando nisso, é impossível não ver a ligação e influencia do cinema nas Hqs e vice-versa. Como já visto no trailer de Thor Ragnarok ( quando escrevi esta resenha, o filme ainda não tinha sido lançado ), o martelo é destruído e o Deus do Trovão se vê sem sua poderosa arma. Nas HQs ele já está assim a mais de um ano, porém em terras verde-amarelas sempre chega bem depois do mercado americano. 

Mas… ela convence ?

Embora com visual franzino, e falando do mesmo jeito que o Thor falava ( aquele jeito todo nobre, heróico e shakespereano ), Jane convence quando luta. É muito obstinada e lembra bem o comportamento do Thor. Está enfrentando uma barra quando está na Terra, e uma barra maior ainda quando vive as aventuras como Thor. Jason Aaron assina os roteiros e vai indo bem. Não me convenceu muito nas histórias de Star Wars, mas pra quem acompanha o Thor nos últimos anos, já o conhece e já gosta do trabalho dele em mais de 3 sagas. O traço de Russel Dauterman é bom, competente e emocional. Cumpre a parcela de dor, angustia e ação nas cenas de movimento. Mighty_Thor_1_GatefoldE nos anos recentes a cor faz toda a diferença em toda HQ, e por isso merece ser citado, já que toda profundidade bem do trabalho dele, muito rico, cores vivas e bem escolhidas em cada quadro. Muito se engana quem pensa que cor é algo simples nas HQ’s. Não serve mais apenas pra chamar atenção e preencher espaços nas revistas. O colorista muitas vezes muda até a percepção de movimento de um desenho P&B. 

A Poderosa Thor chegou e me convenceu. E olha que pra mim, Thor, Homem de Ferro e cia sempre serão personagens secundários. Dito isso, considero uma vitória ter este momento das HQ’s sendo tão bem feita.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

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Batman: Noites de Gotham

Batman: Noites de Gotham

Olá amigo Quadrinheiro.

aa-capa-restaurada47Tenho certeza de que não me lembro muito bem o que me levou a comprar a edição especial de Batman: Noites de Gotham. Lembro que não a comprei nova, no lançamento. Mas a capa havia ficado na minha cabeça. Então, um dia na banca do Paulinho, a melhor e mais popular branca de Quadrinhos usados aqui da minha cidade, encontrei a revista e comprei poucos meses após seu lançamento original em junho de 1994. Tempo, hein ? Pois é… Ah, meus 18 anos… rs…

Batman: Gotham Nights foi uma mini-série que foi lançada nos EUA em 1992. Curiosamente, chegou ao Brasil apenas 2 anos depois. Esta já era uma época em que o atraso de 4 anos estava diminuindo e a gente conseguia ler as HQs um pouco mais rapidamente. Aqui, ela chegou em um encadernadinho com 100 páginas pela abril jovem, com aquele papel terrível de sempre, mas que a verdade é que a gente nem sabia que era tão ruim assim.

Gotham_Nights_Vol_1_3Esta mini-série se passa em Gotham mas não é sobre o Batman, mas sobre como Gotham funcionava. As tais noites se referem muito mais ao inconsciente coletivo da cidade, seus próprios terrores noturnos, as pessoas e suas mentes e pensamentos. E em como a cidade e o próprio morcego interferem em tudo o que acontecia. Então, a revista reune o dia a dia de 4 núcleos aparentemente sem ligação que em um determinado momento tem seu caminho cruzado. Sabe quando você está em um momento singular, em que algo acontece e muda o rumo simultaneamente de muitas pessoas? Tipo isso. E esta revista mostra como chegou a este ponto. O que cada um dos envolvidos fazia antes deste momento fatídico acontecer e como este momento em especial afetou a vida delas.

Gotham_Nights_Vol_1_2O mais legal mesmo é que o Batman é mero coadjuvante no processo todo. É mais um cidadão de Gotham, sendo apenas ele mesmo. Acho legal. É o ponto de vista do cidadão comum. Acredito que esta mini-série merecia ter sido lançada com mais glamour, e embora ao ler eu tenha ficado muito contente, também fiquei muito  impressionado por ter o Batman tão bonito na capa e não ser ele o personagem principal, mas sim a cidade. Gotham é o personagem principal desta HQs.

1-1O autor é John Ostrander. E ele tem uma forma bem densa de entrar na cabeça das pessoas. Os diálogos são muito bonitos, filosóficos. Os personagens vivem suas vidas e tem seus pensamentos e sofrimentos. Muito conflito interno, alguns com loucuras, outros com arrependimentos e alguns apenas com seu dia a dia conturbado para sobreviver. E um casal idoso com muito amor a ensinar, que leva a Bruce Wayne a uma atitude linda ao declarar seu amor por Gotham. Os traços são de Mary Mitchell e são muito bonitos, coerentes com a época, ainda na pegada oitentista, traço regular, quadros retangulares certinhos, mas com uma percepção de expressão facial muito boa. Embora bem datado, sua arte é sequencial e positiva pois embora não destaque, não incomoda a leitura. Ela transforma o roteiro inteligente em algo que transmite o sentimento que o argumentista propõe. A coloração é beeeem no estilo clássico de HQ’s. Aquelas cores fortes, sem gradiente, sem tonalização. Muito uso de azul pras áreas noturnas e escuras e do amarelo onde se pede mais atenção. Eu sou nostálgico, adoro isso.

1225425-19767_20060510184201_largeSe você é fã das histórias do Batman, se curte Gotham e quer conhecer mais sobre a psiquê da maior cidade dos EUA no universo da DC Comics, esta revista é uma boa pedida. Não pode ser considerada uma obra prima, mas pode ser considerada uma leitura mais profunda do que a maioria e merecia uma boa republicação no formato americano, com papel decente.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

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Esta semana gravamos por Skype, por isso não ficou tão legal quanto a gente gostaria… o próximo volta ao normal. Esta semana a gripe nos pegou pesado !

Conseguimos não falar de Game of Thrones. Mas comentamos sobre os rumores de que o novo Star Wars: Rogue One não agradou aos executivos da Disney que pediram muitas refilmagens. Também falamos sobre a participação de Dan Aykroid em um novo spot de TV de Ghosbusters como motorista de taxi (???!?!?!?!? ), sobre Carros 3 da Pixar, alguna incoerencia em X-Men Apocalipse, e mais umas coisinhas que a gente achou relevante.

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