Marvel Origens – A Década de 1960

Origens Marvel – A Década de 1960.

Olá Quadrinheiro,

decada-de-60-09233067d7a5151e9c22923f64560751-480-0O post de hoje é sobre um dos volumes da Coleção Oficial de Graphic Novels da Salvat, e justamente a edição Clássicos I, que em sua composição reune com qualidade 10 origens dos personagens Marvel que surgiram nos anos 60. Vale ressaltar a qualidade das publicações. Eu realmente ainda me surpreendo com os dias atuais, em que edições com este nível chega em nossas casas.

Em minha infância a gente acompanhava as edições naquele tamanho pequeno, o conhecido “formatinho“, que todo mundo fala mal. Mas quem cresceu lendo as “revistinhas” da Ebal e Abril tem muita gratidão por ter tido acesso, mesmo com papel esquisito e algumas mudanças do enquadramento. Afinal, quando a gente é criança, o que vale é a história. Adulto chato é que fica preocupado com o papel, no final das contas é a viagem proporcionada o que realmente conta.

022d79fecfb6face6624d58df5b9a972Cabe até um adendo: As histórias pré anos 90 tinham mais texto, mais narrativa. Os anos 90 foram uma grande transição, onde os quadrinhos começaram a ter o foco principal pra parte visual. Não é a toa que cada quadrinho parecia um pôster e os roteiros foram muito sofríveis. Talvez por isso que a qualidade do papel e da revista em geral, formato maior e como o original tenha precisado ir pra patamares melhores. Acho que agora estamos começando a chegar em um equilíbrio.

Mas retomando o assunto do post, este encadernado tem as origens de: Quarteto Fantástico (Fantastic Four 1), Homem-Aranha (Amazing Fantasy 15), Hulk (Incredible Hulk 1), Demolidor (Daredevil 1), Homem de Ferro (Tales of Suspense 39), X-Men (Uncanny X-Men 1), Vingadores (Avengers 1), Capitão América na era moderna (Avengers 4), Homem-Formiga (Tales to Astonishing 27) e Vespa (Tales to Astonishing 44).

Tudo se resume à emoção.

rsz_untitled-8000000-620x915Não tem sentido algum eu falar pra você sobre cada uma das edições que compõe o livro. Provavelmente você já leu ou já conhece o que está nestas histórias. Afinal, se você está aqui neste blog, é fã de quadrinhos como eu, ou até mais fã. Mas vou compartilhar um pouco do sentimento. O sentimento de ler isso tudo ( no meu caso, reler ).

Histórias em quadrinhos fazem parte de toda a minha vida. Ganhei minha primeira HQ aos 6 anos, e eu já lia fluentemente. Eu praticamente não sei o que é a vida sem HQ’s. Quando eu tive acesso as histórias desta edição, um bom tempo depois, e claro, não ao mesmo tempo, era em algum extra em alguma revista. Era muito raro ter re-publicações, não havia internet, o acesso era muito limitado.

As redes sociais eram a escola ou os amigos dos parentes. Era muita sorte conhecer alguém que tivesse alguma revista que você queria ler, e mais sorte ainda se esta pessoa emprestasse pra você. A gente tinha que ficar esperto nas sessões de cartas, onde os editores respondiam as duvidas e curiosidades dos leitores. Ou quando alguma origem era recontada ou referenciada em alguma outra história. Sinta-se privilegiado por poder ler isso com tanta facilidade nos dias de hoje. Aliás, hoje em dia o problema é outro. Se nos anos 80 nosso problema era a falta de acesso, hoje em dia não temos todo o tempo que precisamos pra ler tudo o que chega facilmente as nossas mãos.

Uma época emergente

antmanwithantsA inocência e o sensacionalismo imperam nestes quadrinhos. O que era tido como o “supra sumo“, ou “excelsior” nos anos 60/70 era o quanto era grandioso imaginar aqueles seres e aqueles poderes. Stan Lee não poupa frases de efeito, como: “Metade homem, metade monstro, o poderoso Hulk emerge da noite para ocupar seu lugar entre os mais estupendos personagens de todos os tempos!“. Era uma época de novidades. Os personagens sensacionais existiam em livros clássicos. Monstros sensacionais como o Monstro de Frankenstein, Drácula, Lobisomem, Múmia, Zumbis, etc… povoavam as mentes.

AF15P07Mesmo a DC Comics tendo vindo antes, não preenchia uma lacuna que espertamente o visionário Stan Lee percebeu e preencheu. Inspirado no Dr. Jekyll / Mr. Hyde de o Médico o Monstro, aparecia o Hulk. O super-soldado americano que se sacrificou na guerra reaparece congelado. A ciência e a radiatividade trazendo grandes avanços e inseguranças, principalmente com a bomba atômica e a radiatividade inspirando a criação dos 4 Fantásticos, do Demolidor, do Cabeça de Teia e até do próprio Hulk. Os avanços da medicina criando o casal da Formiga e da Vespa. A tecnologia avançada de uma super-armadura no Invencível Homem de Ferro ao mesmo tempo que uma inspiração para trazer a tona a percepção do preconceito racial foi a tônica principal para a criação dos mutantes X-Men.

Toda inspiração de Stan Lee, veio de sua percepção de gerar de alguma forma, uma identificação entre os personagens e seus leitores. Suportado completamente pelos fatos mais atuais da época, em que as pessoas tinha acesso apenas pelos jornais e da recém criada televisão, que poucos tinham acesso, este gênio saiu criando ( ou re-criando ) muitos e muitos seres incríveis e inspiradores.

O traço de Jack Kirby, Steve Ditko e companhia é uma delicia de ver. São os pais do movimento, da fluidez. O pensamento não era sobre a beleza, mas em contar a história. Hoje em dia eu percebo que os desenhistas praticamente fazer uma capa por quadro… é muita pose e pouco movimento. Bem diferente do original. Não acho que algo seja ruim, é apenas diferente.

Apenas por um segundo.

tumblr_nnj5em2eaT1qc8b0ao6_1280Meu convite a você, amigo que acompanha este blog, não é na história pela história. Mas a um exercício de transporte da sua mente. Faça uma pequena dinâmica, se imagine sendo um jovem leitor de “comics” nos Estados Unidos dos anos 60. Localize-se temporalmente. Transporte-se pra lá. Imagine como seria ler uma revista em quadrinhos como estas, quando os Westerns e Contos de Terror dominavam as bancas, e uma nova área se expandiu.

A DC Comics estava recentemente retornando de seu hiato temporal, iniciando sua conhecida era de prata dos quadrinhos. Renovando os clássicos Super-Homem, Flash, Mulher Maravilha, Batman, Lanterna Verde e criando novos heróis. Cada vez mais e mais inspiradores e incrivelmente superiores aos outros mortais do planeta. Enquanto a Marvel chegava com heróis adolescentes, onde a identificação imperava. Inspiração e identificação. Esta é pra mim a principal diferença entre Marvel e DC. E, por favor, você não precisa escolher uma.

À você é dada a dádiva de ler e curtir ambas. Que grande época pra se gostar de Super-heróis. Quanto entretenimento temos, não é ? Como pode ver, uma longa caminhada aconteceu entre o surgimento dos personagens, seu amadurecimento, até chegar aos cinemas do mundo todo. Se tornaram conhecidos, reconhecidos e amados por pessoas de todo o globo. Sempre somos e seremos carentes de salvadores, seja alguém que nos inspire a sermos melhores, seja pra nos fazer perceber que já somos.

Esta edição não traz a origem do Thor e do Doutor Estranho, me parece que ela virá em outra edição da mesma coleção. Segue a galeria de capas ao final deste texto.

Saudosamente me despeço.

Grande abraço do Quadrinheiro Véio !

PS: Conhece o Canal do YouTube ? Passa lá: www.youtube.com/oquadrinheiroveio

Origens Marvel

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O Incrível Hulk – Gritos Silenciosos

Olá Quadrinheiro !

HulkSeja bem vindo. Este meu retorno ao blog me deixo animado. Não sei quanto a você, mas eu gosto muito de escrever e partilhar as minhas impressões sobre HQ’s, principalmente as mais antigas. E hoje eu comento O Incrível Hulk – Gritos Silenciosos, que reune as edições 370 à 377 de The Incredible Hulk, publicadas nos EUA entre 90/91. E esta publicação é muito legal, principalmente porque entra na Psique do Hulk de uma forma que não havia entrado antes. Colocando uma raiz mais emocional/psíquica do que apenas física para o “gatilho” da transformação do Banner e entrando no campo da psicologia/psicanálise que é um campo que eu, particularmente, adoro !

Hulk Gritos SilenciososBom a historia começa com o Hulk naquela fase cinza, em que o Mr. Tira Teima vivia em Dallas e era um “Leão de Chácara” de cassinos. Então ele resolveu sair de lá e procurar a Beth Ross, já que o Banner havia se casado com ela num período em que separaram o Hulk do Bruce. Pouco depois, tiveram que juntar os dois de novo e o Bruce ficou um tempo sendo dado como morto. Uma coisa bem legal deste período do Tira Teima é que ele aparecia de noite e o Bruce de dia. E eles mal se conversavam. Era realmente um período de Dupla Personalidade, em que ambos sabiam um do outro, sabiam que um dependia do outro, mas não sabiam os atos entre eles. Tanto que o Hulk teve uma namorada e o Bruce, não. Ao ponto de ela não saber que os dois eram a mesma pessoa. O Hulk namorava, mas o Bruce ainda era fiel a esposa, que nem sabia que ele estava vivo. Olha o tamanho da confusão.

Hulk Gritos SilenciososAo chegar em Nova Iorque, o gigante verde cinza, já começa a encontrar confusão logo de cara, ao encontrar os antigos companheiros dos Defensores e enfrentar um monstro de outra dimensão. E é aí que começa a aparecer este momento mais interno, da psique do Bruce, o ambiente dentro da cabeça dele. Logo de cara as partes mais legais da história vão dando sinais. A luta interna pelo controle é muito legal. Até mesmo porque mostra o que houve com o Hulk verde/burro. O conflito interno é muito louco : Bruce Banner / Hulk Cinza espero e malandro / Hulk Verde Burro e forte. Se a gente for comparar com as instancias instituídas por Freud, acho que poderíamos associar, respectivamente, mas não exatamente à Superego / Ego / Id. E aqui é um pouco da minha área de estudo. O Bruce representa o certo e o errado. Seus valores e limites. O Bruce não é o controle total, ele representa o que pode e o que não pode fazer. Seria o Superego da mente. O Hulk Verde é o Id, representa os desejos primários, o emocional mais puro. Hulk Gritos SilenciososÉ o que a gente poderia chamar de “criança”, que tudo quer, não mede consequências. Tudo é emoção pura e forte. E o Hulk Cinza, neste caso, poderia representar o Ego, justamente porque ele faz uma justa medida. Ele pensa, ele mede o que vale e o que não vale, mas faz uso das suas emoções. Isso é formidável, se não estivesse separado dentro da mente do Bruce. E esta separação realmente enlouquece. Como é uma história mais antiguinha, não vou segurar um spoiler ou outro,ok ? Mas no final da edição acontece a fusão dos 3, em um novo e formidável Hulk Verde. Com uma expressão mais inteligente, unindo os 3 em equilíbrio. E é quando logo em seguida começa a fase Panteão do Hulk, que muita gente execra, mas que eu acho que nem é tão ruim assim. Rendeu até jogo de video game. Uma coisa bacana é que a história já mostra que foi planejada toda bem antes, pois o Panteão começa a dar umas “aparecidas” durante este movimento. O que eu acho sensacional nesta fase, nestas 8 edições reunidas neste encadernado ( longe de ser um Graphic Novel ), é justamente a transição. Um dos poucos momentos inteligentes e respeitáveis do Hulk em vários anos. Eu gosto muito mais do Hulk Verde burro… acho ele mais real, mais legal, interessante e diferente. Mas é legal ver esta fase, que ao todo deve ter durado uns 4-5 anos. E é uma fase “ame ou deixe-o”, pois muita gente odiou e muita gente adorou.

Hulk Gritos SilenciososDurante todo o trajeto desta mudança, Bruce reencontra a esposa Beth Banner, aliás uma das melhores capas é justamente os dois rindo juntos. Uma amostra de amizade, carinho… reciprocidade mesmo. Reencontra o Rick Jones ( fazendo piadinhas à-la Homem-Aranha ), Super Skrull, Dr. Estranho, Namor, Marlo e só faltou o General Ross. E, na boa… acho o Ross chato pra caramba ! Não tem nenhuma historia com ele ( que eu tenha lido ) que eu tenha curtido. Ele virar Hulk vermelho também é uma furada sem tamanho, não ? Eu acho… E também  seria legal ver o Hulk num pega com o Coisa. Sempre gosto de ver isso. Mas, não tinha onde encaixar. 

Peter David assina o argumento. O cara foi muito bem. Nestas 8 edições do encadernado a historia caminha coesa, integra e muito bem amarrada. Ela faz sentido, mesmo quando parece que não. Tudo que acontece serve de pano de fundo pra alguma coisa. A historia verdadeira corre ao mesmo tempo que estas passagens e contratempos aparecem no decorrer dos acontecimentos. Momentos de suspense, de curiosidade, de emoção forte. Faz a gente não conseguir largar o livro. Eu adoro esta pegada do final dos anos 80. Foi uma das melhores fases para se ler HQ ( na minha humilde opinião ). Como eu sempre digo aqui no blog, ler as historias na época em que foram lançadas é muito importante, pois dá um enredo diferente. As HQ’s, assim como toda arte ( e nesta época ainda se faziam historias sem pensar só e somente nas vendas ), refletem o mundo no momento. Por isso que hoje em dia, por melhor que tenham sido algumas HQ’s, ler algo de 1985 não dá tanta emoção quanto ter lido na época. Vide Watchmen e Cavaleiro das Trevas, só pra citar algumas. Se existe um “auge” das HQ’s, eu colocaria entre 83-94, mais ou menos. Em todas as editoras. Este é o meu ponto de vista. Pode discordar a vontade. Aliás, se discordar, comente aí. Isso só colabora pra um blog melhor.

Hulk Gritos SilenciososO desenho é de Dale Keown, que definiu esta nova aparência do personagem que ainda perduraria por um bom tempo. Aliás, tenho a impressão que o visual do Hulk do Filme O Hulk de 2003, com Eric Bana, foi inspirado neste traço. Até a origem dele, tendo o pai cientista gama opressor veio exatamente desta passagem, sem considerar claro a batalha interna na mente do Golias Esmeralda ( hahaha… me divirto com estes apelidos ). Este visual do Hulk mais clean, mais limpo, mais definido, é um traço bacana, embora a personalidade dele não seja a que eu mais gosto, é um dos traços que eu considero mais bonitos.

Se voce não é fã do Hulk mas gostaria de ler algo inteligente do personagem, esta é a oportunidade.
Recomendo a edição.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

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Cronologia do Universo Marvel – Filmes, Curtas e Séries

Oi, Quadrinheiros.
Este post é meio diferente, mas é só porque eu sempre achei meio confuso de explicar pras pessoas leigas sobre a real sequencia de fatos dos filmes, conciliando cinema, curtas e as séries.
Encontrei em um grupo do Facebook esta imagem que eu achei que a pessoa que fez foi genial.
Não fui eu que organizei, mas se você que estiver lendo souber quem fez me escreva e me conte quem foi para que eu dê os devidos créditos.
Basicamente é isso aqui, nesta sequencia, considerando o dia de hoje como referencia.
Interessante, né ?
Fica mais fácil de entender, inclusive porque ele(a) colocou até a sequencia das cenas pós-créditos.
Sensacional.
Abraços do Quadrinheiro Véio

Hulk Contra o Mundo

Olá Quadrinheiros !!
 
Vamos pra mais um post de um volume da Coleção Oficial de Graphic NovelsHulk Contra o Mundo da Salvat. Hoje é Hulk Conta o Mundo, que eu ainda não sei se eu gostei ou não.
Pra mim, o Hulk é um personagem que desde sempre eu encarei como o “nervosinho fortão burro de bom coração”, saca ? É aquele personagem que, embora um dos ‘grandes’ da Marvel, eu nunca vi como um dos principais, sempre releguei ele ao segundo escalão e nem as revistas dele eu colecionava direito, então eu conheço pouco da história dele. E confesso que eu gosto mais dele assim. Acompanhei bastante dele na época do Panteão e aquele Hulk inteligente era bem legal de se ler, e por aliar com Mitologia Grega que é uma grande paixão na minha vida também, eu li com gosto esta fase dele que se não me engano virou até jogo de vídeo-game. E nesta coleção tive a 
oportunidade de ler Planeta Hulk, que até tem um post aqui, e eu confesso que achei espetacular, inesperado. Uma saga inteligente, que teve um grande equilíbrio entre o verdão e os outros personagens, com espaço pra todos, com inteligência e sagacidade no roteiro e acabei ficando fã. Só que ao ler esta edição, que se passa depois, eu achei o roteiro meio fraco… tanto que é uma das edições mais grossa das coleção Salvat e eu lí tão rápido, porque são mais imagens do que diálogos. Nesta história o gigante esmeralda está extremamente irritado, e nada irracional, ele sabe exatamente a loucura que está fazendo e mesmo assim, está fazendo. Ele está mau, tipo, Mau com M maiúsculo mesmo. Ele quer vingança de uma forma que, na minha percepção, nem condiz com o personagem. Tipo, o Hulk é um personagem com instabilidade emocional, ele costuma ter uma inteligência de ervilha e é esta inocência, este conflito interno dele que o torna interessante. Pra mim, claro, quando você tira estes elementos dele, coloca ele como um guerrilheiro em busca de vingança, é uma descaracterização tão grande do personagem que nem parece que é ele. Fica uma coisa meio forçada, meio que um autor tentando notoriedade pela coragem de atrapalhar um personagem. E acho que é aqui que reside a grande falha desta edição. Ela não emociona,ela choca um pouco pelas atitudes e pela
Hulk Contra o Mundo
violência, tem muito roteirismo envolvido ( a meu ver, não tinha como ele vencer este povo todo sozinho…) tipo… por mais raiva que ele sinta, uma coisa não tem muito a ver com outras coisas… se a força dele incrementa com a raiva, ok. Mas é a força. Agora, ele conseguir vencer o Raio Negro ? Isso é tão forçado que nem mostra como ele fez isso. Também não fica claro como eles projetaram a nave que trouxe ele e a nova gangue dele pra terra e ao final, quando ele descobre que não foram os iluminatti que explodiram a tal nave lá em Sakaar e sim o próprio povo dele, não rola uma compensação e nada… E, pra complementar este roteiro fraco e forçado, não Hulk Contra o Mundoapareceram X-Men e nem Thor… imagino que deve ter algo dizendo que eles não estavam no planeta na hora do ‘aperto’ com o verdão, mas mesmo assim… sei lá, achei forçado, achei mal escrito e muito violento. E olha que eu até curto violência em HQ, mas tem que ter um motivo pra isso. E se o cara é tão nervosão e todo mundo sabe disso, porque não caiu todo mundo com tudo em cima dele ao mesmo tempo ? 
Mas teve umas coisinhas bacanas também. A luta com o Coisa, por exemplo. Gosto sempre de ver ele e o Hulk saindo no tapa, mas não foi a melhor luta dos dois, aliás foi até meio incômoda. Gosto quando precisam chamar o tal Sentinela loucão, que raramente aparece também. Gosto quando o Homem de Ferro leva uma surra, mas me dói demais quando o Reed erra ou apanha por qualquer motivo que seja. Poxa, o cara é um cientista, as vezes meio arrogante, mas um cientista. Ver o Doutor Estranho é sempre bacana também. O cara é só um dos mais poderosos da Marvel e mesmo assim, leva uma sova do Hulk… só em HQ pra um cara que é só músculo, vencer um crânio como o Stephen Strange no mundo mental… beira o ridículo. Mas, paciencia. Olha que coisa, fui tentar ver o lado bom e acabei indo falar mal de novo… Mas, é fogo estes mega crossovers, não é ? Tipo, mostram um pouco de tudo e muito de nada. Não tem jeito, fica superficial mesmo. Hahaha… desculpa galera, é o Véio Ranzinza atacando de novo.
Hulk Contra o Mundo
Penso que poderiam ter criado uma forma mais legal pra suceder a tão bem produzida Planeta Hulk. Acho que Greg Pak pisou na bola neste roteiro… forçou mesmo. Como pode o mesmo autor ir do céu ao inferno dentro de um mesmo arco ? hehehe… e ele foi bem até no Caveira Vermelha: Encarnado. Até a arte do John Romita Jr., que é um desenhista que eu gosto muito, está fraca e apressada. Gosto quando ele desenha verdadeiras Graphic Novels, com cuidado, com esmero… ele tem um traço muito dele, muito bom. Mas aqui é tanta porrada que cansa, e o traço dele também. Parece que foi bem sofrido até pra ele desenhar um roteiro tão fraco. Poxa, até o Rick Jones não teve uma participação boa… Meu, o Rick… o motivo da origem do Hulk. Tá certo que é complicado que Bruce Banner passe a vida toda ligado a este cara que, mesmo sem querer, foi a causa indireta da origem do Hulk, e não precisa ter este cuidado a vida toda, mas poxa vida, não precisava colocar ele tão inútil assim na trama. Ele entra e sai e se ele não tivesse aparecido, daria na mesma para a trama.
Bom, é isso. Me perdoem a rabugice e fique a vontade pra comentar o que você achou aí embaixo. Eu respeito todas as opiniões e respondo todos os comentários. Todos.
 
E a menos que você esteja fazendo a coleção ou seja fã do Golias Esmeralda, fique longe desta publicação.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.
 
 
Hulk Contra o Mundo
 
 

O Incrível Hulk – Planeta Hulk

E aí, amigos leitores !!
Vamos falar hoje do Golias Esmeralda, nosso garoto
nervosinho da Marvel. O Incrível Hulk – Planeta Hulk traz nosso raivoso verdão de uma forma muito inusitada. E esta é mais uma das publicações dos anos 2000 que me surpreenderam muito. Tanto a narrativa quando os desenhos.
Se é que alguém ainda não sabe, nosso amigo Hulk é enviado para outro planeta pelos Illuminati, um grupo formado pelos maiores crânios da Terra, como Tony Stark, Namor, Dr. Reed Richards, Dr. Estranho, Prof. Charles Xavier, Raio Negro entre outros. E nesta de ser enviado, com muita raiva, ele acaba quebrando os controles e atravessa um fenômeno espacial e vai parar em um planetinha bem esquisito, desértico e cheio de criaturas insectóides. Neste planeta, conhecido como Sakaar, ele acaba sendo confundido ( ou considerado ) o messias e salvador do povo oprimido e, como bom anti herói que é, se recusa a ajudar e no final, acaba salvando todo mundo e se tornando o novo Rei do planeta. Creio que o título se refira a isso, e também ao fato de que quando ele sangra, o sangue verde dele causa alguma reação no solo e começa a nascer plantas onde ele se esparramou. Se isso não é uma referencia bizarra ao antigo testamento, eu não sei mais o que pode ser. ;p
Bom, agora que você já sabe do que se trata, vamos as opiniões deste velho que voz fala. Leia esta HQ. É uma das poucas coisas boas que eu lí do Hulk a bons anos. Aliás, a muuuitos anos não tem algo digno de nota deste personagem tão icônico e tão fiel as suas origens. Praticamente não existe Dr. Bruce Banner nesta HQ, é apenas o Hulk sendo Hulk. Poderia ser um pouco mais burro, mas aí, acho que não rolaria uma narrativa boa. Creio que colocar ele entre seus iguais, entre monstros como é feito, dá uma perspectiva do personagem como
não tínhamos pensado antes. Ele luta por ele e pelos dele. É a libertação dos párias, dos seres fora-do-padrão, e acho que é aí que rola aquela identificaçãozinha básica entre nós nerds e o Hulk, já que na nossa infância ( ok, na minha era assim ), sofríamos até um bulling por ler HQ´s. Tudo é identificação, galera… mesmo aquela que você não consegue ver, ou se recusa a ver. Procure sempre em tudo que vc gosta e desgosta, e perceberá mais de você do que gostaria. Acho que vale também comentar e dar destaque para a quantidade de personagens criados para a saga, e o aproveitamento de outros que apareceram com outros herois. Sempre sendo considerados monstros, inimigos e aqui podem ser vistos em outro angulo, como vitimas, ao ponto de você compadecer com eles. Acho que a profundidade psicólogica apresentada é barbara e muito bem pesquisada. Se você gosta de antropologia, pode ler esta publicação com fome, porque é um exercício social incrível. Podemos perceber que, sabendo renovar as idéias clichês, elas dão um bom caldo. Se você conhece o Poder do Mito, de Campbell, vai entender do que estou falando.
Em Planeta Hulk é possível ter momentos de grande reflexão interior. Se colocar no lugar de vários personagens. Tem uma narrativa até complexa que se contrapõe a simplicidade de um personagem como o Hulk. Uma característica muito forte que percebo nos quadrinhos dos anos 2000 é esta mania de tentar ser complexo e polêmico. A diferença é que nesta saga, Greg Pak consegue. consegue dar a medida de drama e aventura, de reflexão e empolgação impensada na medida para se tornar memorável. Não é à toa que tanta gente fala desta HQ. Em uma época em que tanta porcaria é lançada, algo assim, feito de ouro brilha como diamante.
A arte é de Carlo Pagulayan & Aaron Lopresti. Dois nomes que eu nunca ouvi falar e que tem os traços bem no estilo de sua época. Não ví nada demais, nada que fosse digno de nota. Aliás, eu não sou muito fã de desenhistas que gostam de colocar uma capa por quadrinho, ficam poses tão irreais que fica forçado, mas no caso deles, e desta HQ, isso não atrapalha e nem incomoda. Mas perceba se não estou viajando demais. Tipo, a arte é eficaz pra contar a história que é muito boa. E só.

Acho que Planeta Hulk deve ser lido por todo fã de HQ. Principalmente aquele fã que tem vontade de ler uma boa história do Hulk. A editora Salvat lançou esta saga em duas partes em sua coleção oficial de graphic novels, ao preço de, praticamente, 33 reais cada. Sei que tem um encadernado da Panini com a saga inteira, mas não sei informar o preço.
Inclusive, foi lançado um desenho animado baseado na saga, que você pode encontrar em DVD facilmente. Tirando algumas adaptações simples, necessárias e algumas simplificações para o publico infantil, é bem fiel a HQ. Também vale a pena assistir.
Abraços do Quadrinheiro Véio !

Graphic Marvel : O Hulk e o Coisa ( 1990 )

Salve Quadrinheiros !
 
Começando a semana, vou falar de uma Graphic Novel muito divertida, que na época eu li e reli só pra rir muito: A Graphic Marvel no.1 : O Hulk e o Coisa.
A história é simples, e é bem divertida. Temos um encontro dos, literalmente, monstros sagrados da Marvel em uma aventura espacial pra lá de engraçada. Imagine só o Hulk ( burro feito uma porta ) e o Coisa ( que não é um exemplo de inteligência ) sendo sequestrados por uma polícia alienígena pra salvarem um planeta de um chefão do crime conhecido como “Senth Obbraço” ! Sério, olha o nome do truta !
 
Aliás, os nomes são todos assim, tem o “Themcor Pomolle“, “Dhu Ethe“, “Kissal Afrário“, “Al Mofadinha“… tudo parecendo os nomes dos vilões das aventuras do Tio Patinhas.
 
O roteiro bem humorado foi por conta de Jim Starlin e os desenhso estão ótimos e são de Berni Wrightson. Tem momentos hilários… como quando os dois procuram um disfarce e o Hulk apenas soca um polvo falante e coloca na cabeça, dizendo que é um chapéu, ou quando estão encurralados por um monte de bandidos e o Coisa tenta dialogar, mas ninguém responde. Quando ele diz pra ir pra cima, o Hulk impede e diz “agora é a vez do Hulk dialogar com a tchurma.”… hahahaha… todo mundo acaba dormindo de tão chato que é o diálogo do Hulk, que só está calmo porque colocaram ions positivos no sangue dele por 24 horas.
 

Quando finalmente chegam até o tal chefão do crime, os dois começam a levar uma surra e o Coisa fica tentando irritar o Hulk pra ele ficar mais forte, com um monte de chingamentos muito engraçados. De filho de abacateiro a monte de caca. hahaha… 

 
Ao final, quando eles retornam, descobrem que arriscaram a vida por conta de um temperinho cósmico… hahaha… Vale a pena, até mesmo porque no final o Hulk ainda apronta mais uma.
 
Recomendo a leitura, é uma estorinha feita de forma muito comica, com muita inteligência, piadas divertidas e caracterização ótima dos personagens.
Se não leu ainda, procure e leia.
Aliás, esta revista é a primeira de uma série de Graphic Novels que a editora Abril lançou no Brasil como “Graphic Marvel”. Diga-se de passagem, tem várias edições excelentes, como quando o Dr. Estranho ajuda o Dr. Destino a salvar sua mãe do Mefisto. Ou a Vingança do Monolito Vivo, quando ele se torna um planeta no espaço. Foram apenas 17 edições, mas que todas muito bem escolhidas, alí no começo dos anos 90.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.