MSP Homenageia Museu Nacional do Rio em Penadinho

MSP Homenageia Museu Nacional do Rio em Penadinho

Quando um acontecimento tão triste e sério acontece, a gente sabe muito bem que de alguma forma a galera da Turma da Mônica vai nos amparar e prestar alguma homenagem. E em uma história do Penadinho com a Dona Morte, a Turma do Cemitério, o bom amigo Flávio Teixeira de Jesus assina o roteiro, que tem a arte de Jairo Santos e Kazuo Yamassake e letras de Elisa Lacerda. Com uma sensibilidade ímpar nos presenteia com uma história para que o desastre do Museu Nacional do Rio de Janeiro nunca seja esquecido. E que possamos seguir em frente, refletindo e pensando no que perdemos e em como não deixar isso acontecer de novo.

O incêndio e a destruição de toda a história do museu é consequência do descaso de uma nação e não apenas de um ou outro órgão público. Pra muita gente aquele local nem existia. Um museu esquecido, assim como qualquer coisa é como se não existisse. O que houve foi a materialização de algo que já acontecia. Se ninguém visita o museu, pra que museu ? Se ele não tem a serventia para a qual foi criado, o universo se encarregou de “fazer a vontade” do povo ?

A reflexão que fica é: se este museu fosse valorizado por uma parcela maior da população, isso de fato aconteceria ? Se ele recebesse regularmente uma quantia de pessoas que cobrassem maior manutenção, seria deixado de lado ao ponto de culminar neste incêndio ? Se o povo fosse mais culto e valorizasse mais a educação, se educação fosse prioridade no país ( não apenas por parte do governo, mas por parte do povo ), teríamos mais pessoas com desejo de aprender sobre história ?

O que aprendemos ?

Amo história e fico triste com a perda. Mas sei que 90% do nosso país não está nem aí e não entende o que houve. Isso é mais triste ainda. Obrigado mestre Mauricio de Sousa. Obrigado amigão Flávio Teixeira.

Emocionado demais com seu presente.
Segue abaixo pra você ler, na integra, a historinha.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

Mais Turma da Mônica no blog !

Primeira Capa do Crossover entre MSP e DC Comics

Saiu a Primeira Capa !

E durante o Batman Day, evento especial realizado pela Panini para os fãs do Homem-Morcego, a editora divulgou com exclusividade a primeira capa de uma das revistas nascidas do crossover entre a Mauricio de Sousa Produções e a DC Entertainment, ou melhor, entre a Turma da Mônica e a DC Comics. A publicação trará Cebolinha e Batman juntos em uma aventura com a turminha. Na capa, Batman está ao lado de Cebolinha e Mônica como Robin, parceiro inseparável do super-herói, e Cascão representando o Asa Noturna, em Gotham City.

A parceria é inédita começa nas edições de dezembro deste ano das revistas MônicaCascãoMagaliChico Bento Turma da Mônica ( Se não tivesse Chico Bento eu nem sairia de casa… rs… ). E duas aventuras completas nas edições de dezembro e janeiro da Turma da Mônica Jovem, publicadas pela editora Panini com os personagens da Mauricio de Sousa Produções ao lado dos super-heróis e supervilões da DC, como Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Aquaman, Coringa, Mulher-Gato e muitos outros personagens icônicos. 

Os traços editoriais das revistas serão todos desenhados pela Mauricio de Sousa Produções e os roteiros das histórias serão realizados em parceria pelas empresas, para unir os personagens em eletrizantes aventuras.

 

Vale conferir !

Abraços do Quadrinheiro Véio!

Chico Bento: Pavor Espaciar

Olá, Quadrinheiros.
No post de hoje vou falar de um personagem que é o meu preferido do Maurício de Souza: Chico Bento. Naturalmente por eu ter vivido a vida inteira no interior de SP, e tendo meus pais mais do interior ainda, tenho muita familiaridade com as situações deste caipira apaixonante que o Mauricio criou.
E esta publicação em especial é muito legal, porque faz parte da séria Graphic MSP, na qual o Maurício convida outros artistas pra produzir hq´s com seus personagens e são lançadas em capa duro, formato de luxo. E esta em particular é mesmo muito luxuosa, não apenas pela impressão e capa, mas pela qualidade da estorinha. Pavor Espaciar é mesmo Especiar ! ( com o perdão do trocadilho… )
Uma característica muito rica do Chico Bento é sua inocência ( aliás de todos os personagens do MS, a inocência é o que faz ser “bonitinho” ) e quando o Chico e o seu primo Zé Lelé são abordados e abduzidos por alienígenas, eles não sabem nem o que pensar sobre isso. Segue-se uma hq divertida, com poucos diálogos, mas com uma arte diferenciada, linda, com movimento incrível. Realmente dá a impressão que eles se mexem.

O autor Gustavo Duarte, que também é do interior de SP, foi muito criativo e fez uma coisa que eu adoro: colocou muitas referencias a cultura pop. Podemos encontrar referências que vão desde Ultrage a Rigor e Michael Jackson até programas do History Channel e Guerra nas Estrelas, isso citando por baixo, falando pouco. A coloração é bem simples, mas os traços que são bem diferentes dos originais conquistam muito e passam o ar de “matuto”. E além disso a participação do Torresmo e da Giserda são essenciais. O porquinho jogando Sabbac é hilário.

Não posso falar mais sem entregar o enredo da hq e acho que boa parte das risadas vem do inesperado e também dos clichês que são usados de forma brilhante, diferente da maioria, inusitadamente. 
Recomendo mesmo.
Abraços do Quadrinheiro Véio.