Mulher Maravilha – Sangue – Novos 52

Mulher Maravilha – Sangue – Novos 52

Olá Quadrinheiro.

Pois é, eu sou um daqueles das antigas que não gosta do universo dos Novos 52. Se você acompanha o blog, isso já deve estar se tornando repetitivo, mas como não sei a quanto tempo você me acompanha, acho que é sempre legal abrir assim ( hehehehe ).

Porém, não sou alguém desprovido de bom senso. E quando encontro algo que vale a pena comentar ( pro bem ou pro mal ) me disponho a colocar aqui no blog pra você.

O recomeço da Amazona

Como você bem sabe, após o evento temporal de Flashpoint o universo DC foi reconfigurado. Não acho que foi um problema de execução. Tem histórias muito boas, inclusive este compilado da Mulher Maravilha. Mas as premissas que foram mudadas me incomodaram bastante. Reforço que não sou avesso à mudanças. Vivi muitas delas, inclusive eu já era leitor da era de prata quando Crise nas Infinitas Terras veio pra bagunçar tudo. Mas as alterações de Novos 52 foram tão avessas que a DC precisou concertar ( de novo ) o universo dela porque finalmente os gritos de “PARA QUE TÁ FEIO” foram ouvidos.

Sangue reune as 6 primeiras revistas da Mulher Maravilha em Novos 52. É seu recomeço, sem ser um recomeço. É o início da mudança de um dos principais paradigmas/dogma da heroína e é o grande incomodo ( pra mim ) na personagem nesta fase. Ela deixa de ser criada do barro da ilha paraíso para ser semi-deusa, uma das bastardas do próprio Zeus. E, pra mim, isso é simplesmente intragável. Explico:

Diana tem toda uma mitologia própria. Independente, recebeu dádivas dos deuses sem ser uma filha herdeira de sangue. Sabemos que no universo DC os deuses do Olimpo são super-seres divinos, mas com a mesma pegada mitológica básica. Tem seus prazeres carnais, tem filhos como qualquer mortal. Podem morrer assassinados e tem poderes pessoais distintos. Existe uma hierarquia “celestial”, mas que sua imortalidade se dá pela sua durabilidade.

A história tem até uma boa execução, tem um bom andamento. Mas foge tanto da origem clássica, até mais do que a mudança de George Peres depois de Crise nas Infinitas Terras, que chega a parecer que é uma nova personagem.

Terapia de Choque

Acho que é este o lance que perde tudo. A gente se choca. Aparentemente em algum momento foi decretado que era preciso chocar pra vender mais quadrinhos. Como se tudo precisasse ser assim agora. Não importa se é algo bom, se é algo que vão gostar. Vamos fazer algo que seja inesperado, inédito e chocante. Algo impensável. Vão falar mal, mas vão comprar revistas pra ler e meu título vai vender muito. Só que depois, não se sustenta. A arte se perde. Sabe, a história é boa, a execução é legal. A narrativa é feita direitinho ( também pudera, quadrinhos são feitos assim desde os anos 20, uma hora tinham que desenvolver uma fórmula ) porém quando se muda algo tão essencial, é como se algo precioso se quebrasse. É como se o personagem não fosse bem entendido nem por seus próprios donos. 

Nestas horas me recordo do Flash de uniforme preto com as pernas de fora em “Cavaleiro das Trevas 2“: Jovens, não sabem diferenciar o antigo do clássico. É como me senti em relação a muitas das mudanças de novos 52. Principalmente a mudança da cuequinha do Super-homem. Aquilo é clássico, não antigo. Este é meu ponto, esta é a minha principal queixa com esta fase da Mulher Maravilha pós-Flashpoint. É como se fosse ela e não fosse ela ao mesmo tempo.

Mas… eu li !

É, eu li. Peguei uma promoção na livraria e este compilado finalmente veio pra casa comigo. E é com te disse, a história é boa, é interessante. Embora sua origem de nascença tenha sido alterada, se a gente não der importância demais a isso, e se você não conhecesse a história pregressa dela, é possível gostar da idéia proposta. E é esta a proposta da DC com Novos 52. É um novo mundo, novas origens, novas histórias. E dentro deste contexto, eu gostei. A introdução de novos personagens, novos semi-deuses. Não tem problema nisso. Mas alterar a Diana, de novo ? OMZ… não precisava, DC. E agora, o cinema imortalizou esta origem divina. Adoro o filme, mas é horrível quando algo que a gente conhece a 30 anos muda do nada e é “ok”.

Uniforme prata ? hummm… sei não.

À frente dos roteiros está o excelente Brian Azzarello. Eu não gosto de tudo dele, mas gosto da maior parte do que ele escreve. 100 Balas é um exemplo do que ele tem de excelente. Cavaleiro das Trevas 3, embora ele esteja mais como uma “garantia de qualidade” pra garantir algo bom depois de DK II ter sido complicada pra editora, Brian tem uma forma única de narrar o equilíbrio feminino de uma Amazona. Gosto do jeito de ele escrever, da forma que narra. Só me incomoda mesmo a natureza essencial alterada na personagem. Mas seu poder de contar uma história é sim, muito bom.

Cliff Chiang e Tony Akins assumem os traços. Gostei muito do estilo do Chiang, mas a pegada mais artística do Akins me gritou mais aos olhos. E, embora a alteração do uniforme da Diana tenha me incomodado muito quando a vejo sozinha, não me atrapalhou na leitura. Eu gosto dela dourada. A troca dos detalhes dourados pelos prateados me faz sentir que ela foi rebaixada de alguma forma. Os outros visuais atualizados ficaram bonitos. Hipólita, Hermes, Apolo, Poseidon ( cara, que criatura mais louca que ele está usando como aparência ), Hades e Discórdia. Ficaram excepcionais, lindos e condizentes.

Sei que parece ter muita implicância minha aí, tem sim. Tem a nostalgia, tem a rabugisse de quem conhece a personagem a mais de 35 anos. Em minha defesa digo que consigo separar. E de alguma forma, e em alguns aspectos, gosto do que eu lí.

Heroína

Diana sempre foi uma “deusa” entro os homens. Esta fase veio apenas oficializar isso. Quero ler o restante ainda. Preciso saber como tudo vai caminhar e pra onde ela vai depois deste trauma enorme que é descobrir que sua origem é uma mentira. Aliás, eu achei que ela aceitou isso rápido demais. É como se fosse assim: “Agora é isso, ok ? Simbora, engole o choro.“. A sensação é que ela está tão habituada a mudanças, que esta foi apenas mais uma, durou 20 quadrinhos e já segue como se isso não fosse nada.

Histórias assim apenas confirmam mais ainda que Novos 52 não é pra mim, mas que como bom fã da DC Comics, invariavelmente, lerei em breve. Afinal, Rebirth veio pra redimir as besteiras desta fase, que de tão ruim, durou pouco e precisou de um reboot muito antes do normal.

O legal é ter estes encadernados, conhecidos como paperback nos EUA. Acho que a Panini teve uma idéia muito boa ao reunir em capa dura especial as sagas de cada personagem e nos dar novo acesso. Além disso, fica lindo na prateleira.

Se recomendo ? Sim. Claro. Vale ler. É competente. Eu apenas não gostei, mas não acho que é ruim.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

PS: Conheça também o canal: oQV !!

 

Mulher Maravilha Sangue

Mulher Maravilha Sangue

Mulher Maravilha Sangue

Mulher Maravilha Sangue

Mulher Maravilha Sangue

 

Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Coletânea de Luxo

Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Coletânea de Luxo

Os Maiores Super-Heróis do MundoAcabo de receber aqui o relançamento da coletânea de luxo ” Os Maiores Super-Heróis do Mundo“, pela Panini. Desde 2008 que as livrarias não viam esta edição especial.

Lembro-me até hoje do impacto que eu tive ao conhecer pela primeira vez o trabalho do Alex Ross através de Marvels. Eu havia lido sobre a revista em uma edição de Wizard Brasil e entrei em contato com uma pessoa da minha cidade que tinha uma forma de importar. Tanto que as minhas 4 primeiras são as originais americanas.

Pouco depois, noticiou-se que Alex Ross estaria fazendo um projeto parecido pra DC Comics, que seria Kingdom Come, o nosso idolatrado Reino do Amanhã aqui no Brasil. Maravilhoso ! Após revisitar o passado da Marvel, Ross e Waid vão para o futuro da DC de maneira sombria e poética. Um roteiro maravilhoso com pinturas lindíssimas. Obra eterna, atemporal. Em 200 anos ainda falaremos de Kingdom Come.

Claro que ele tem muitos outros trabalhos, mas este foram seus grandes destaques na época. Em seguida, ele começou uma série de histórias de grande reflexão, com cada um dos heróis principais da DC, em parceria com Paul Dini pra fazer os roteiros. Foram então lançadas edições para cada um dos personagens que ele considerava os arquétipos perfeitos dos super-heróis, sobre os quais todos os outros que seriam criados em seguida iriam seguir. E também foi produzido na mesma ordem da criação original: Super-Homem, Batman, Capitão Marvel e Mulher Maravilha. Ciência, Mistério, Magia, Mitologia.

Humanidade Heroística

Assim como cada personagem tem sua base principal, eles tem suas características que também os definiam em sua humanidade. Super-Homem, acima da humanidade, desejando Paz no planeta através do fim da fome. Batman na sua eterna busca por Justiça. Capitão Marvel e seu sorridente otimismo na forma de Esperança. E a grande guerreira, Mulher Maravilha que com o símbolo de seu laço mágico, sempre lutou pela Verdade.

Quando eu tive cada uma destas revistas nas mãos na época de seu lançamento ( e ainda as tenho em minha estante ), lembro de que o teor do meu sentimento era dividido entre a mais pura emoção e grandes reflexões. Heróis que ao mesmo tempo estavam dentro de seu próprio universo, poderes, vilões e etc… mas que foram transportados pra um mundo real. Não apenas por conta das pinturas do Ross, mas pelo texto implacável e reflexivo do Paul Dini.

Em seguida, ainda no mesmo espírito, a dupla lança mais duas publicações da Liga da Justiça. Origens secreta trata de unidade, de como o planeta passa a precisar dos heróis e Liberdade e Justiça na união contra uma ameaça alienígena. Estes projetos começaram antes mesmo de terminarem Espirito da Verdade da Mulher Maravilha.

Na origem da fama

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Acho que falar de Alex Ross e Paul Dini em um blog sobre quadrinhos, pra leitores de quadrinhos é chover no molhado. TODO MUNDO conhece os caras. Talvez mais Ross do que Dini, mas lembre-se que Paul Dini era um dos roteiristas das animações da DC nos anos 90, sendo até co-produtor e diretor de uma ou outra. Aliás, o DCU poderia aproveitar-se de Paul Dini, não é mesmo ?

Cada uma das 6 revistas reunidas na coletânea ” Os Maiores Super-heróis do Mundo ” re-lançado este mês de agosto pela Panini no Brasil tem a sua grande importância, e se você me perguntar eu não conseguiria escolher uma preferida. É como se fossem todas partes do mesmo todo.

AquamanO encadernado de luxo, em formato grande reune: Superman:  Paz na Terra; Batman: Guerra ao Crime; Shazam: O Poder da Esperança; Mulher-Maravilha: O Espirito da Verdade; LJA: Origens Secretas e; LJA: Liberdade e Justiça.  Verdadeira obra-prima, cada quadro é digno de merecer um espaço na parede. É Alex Ross, né ? Mesmo pra quem, como eu, já tem as edições originais separadas, vale o encadernado pelos extras e pelo formato de luxo, com letras douradas. É como ter um livro de arte em mãos, não apenas uma revista em quadrinhos. Ele é pesado ! Deliciosamente pesado. Fora o pôster que vem de brinde no final. Que fã de quadrinhos não tem ao menos um pôster do Alex Ross na parede de sua casa ? Bom, eu sei que EU tenho ! hahaha

Quer saber de cada uma ?

Cada uma das edições coletadas em “Os Maiores Super-Heróis do Mundo” merece uma resenha específica aqui no blog, e eles terão. Existe muito sobre o que discorrer, refletir. Tem pensamentos sociais, políticos, econômicos, filosóficos e psicologia profunda em todas elas. Merecem respeito, merece análise. Prometo fazer isso aos poucos junto com você e vou atualizando os links aqui neste artigo principal sobre estas obras. Pra mim é isso mesmo.. obras ! 

Aliás, a do Super-Homem : Paz na Terra você pode ler aqui !

Comente o que acha da obra aí, respondo todos os comentários. TODOS !

Olha só, se por algum motivo não tiver nas livrarias aí da sua cidade, encontre direto na loja online da Panini, aqui: http://loja.panini.com.br/

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Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

Liga da Justiça de Stan Lee

Liga da Justiça de Stan Lee

Olá Quadrinheiro.

Liga da Justiça de Stan LeeEu estava pensando aqui em qual seria a revista que eu iria comentar e olhando na estante encontrei uma que eu havia lido a um bom tempo, que foi a Liga da Justiça de Stan Lee, dentro da linha Just ImagineCuriosamente eu não me lembrava muito bem como era a história. Na verdade, não me lembrava nada, e tive que dar uma rápida lida novamente para poder comentar aqui no blog e qual não foi a minha surpresa ao perceber que a medida que eu lia, eu ia lembrando uma coisa ou outra e a lembrança principal que me veio foi: “Cara, que história horrível !“.

Pois é, acho que é por isso que eu não me lembrava nada desta história. É rasa, boba, vazia, oca e todos os outros adjetivos que denotam algo que não preenche absolutamente nada. Acho que é uma defesa da mente, não permitir que se lembre de uma história ruim e não ficar se sentindo culpado com a perda de tempo que foi parar para ler, e agora reler, esta HQ. Pensando bem, seria mais inteligente lembrar que era ruim pra prevenir este momento de releitura e perda de tempo dupla. Enfim…

Liga da Justiça de Stan LeeLiga da Justiça de Stan Lee é uma história em que o mito criador da Marvel faz uma origem própria para a liga da DC. Aliás, houve uma série na época que esta foi lançada, com vários personagens sendo “re-imaginados” por ele. E, não sei qual foi a percepção de quem leu estas pérolas, mas é difícil imaginar que foi o mesmo Stan Lee que criou Homem-Aranha e cia. Aliás, ele não apenas re-imaginou a formação da Liga, mas também os heróis que a compõe. Preservou-se apenas seus nomes e identidades secretas. Suas cidades de atuação também se mantém, mas somente isso. Pra vocês terem uma idéia, o Super-homem é loiro, seu planeta natal não explodiu e está loiro. A Lois Lane é sua empresária e o herói só se preocupa com publicidade. O Flash é uma menina adolescente que fala pra caramba, a Mulher Maravilha recebe seus poderes de um bracelete místico e usa uma lança e um estudo de energia. Numa viagem muito louca, o líder da equipe é o Lanterna Verde, que recebe seus poderes de Yggdrasil, que aparentemente é o espirito da Terra. Curiosamente, não segui a mitologia Grega, que seria Gaia, mas sim a Nórdica, mesmo sem ter nenhum personagem da liga com alguma ligação com esta mitologia. Acho que ele fez homenagem a ele mesmo, já que o Thor é nórdico. Os poderes do Lanterna Verde vem desta magia e embora ele aparentemente seja muito, muito poderoso, ele fica a historia inteira “fraco“. O quinto herói a formar a Liga é o Batman, que é um Bruce Wayne negro, com um visual muito mais morcego do que o Batman que a gente conhece. Inclusive a capa dele são asas de morcego e o capacete é uma cabeça de morcego. Suas habilidades são as mesmas. Aliás, só a Mulher Maravilha que tem poderes diferentes e é bem insegura. Ela se transforma mesmo com o bracelete, mudando roupa e cabelo. O poder dela vem mesmo de magia, e não fica claro se tem algo com as Amazonas. Os heróis se reuniram para enfrentar uma ameaça até poderosa e bem interessante, que é a Patrulha do Destino. Eles são salvos de última hora de serem executados pela justiça e recebem poderes do grande vilão da história, o Reverendo Darrk, pai do menino Adam Strange, que está sendo perseguido pelos vilões recém empoderados. Não vou falar mais caso você queira ler esta bomba, tem uma viradinha curiosa no final.

Liga da Justiça de Stan LeeO argumento é fraco, eu acho que Stan Lee deve ter feito algo que meio a “toque de caixa“, como que no esquema de “camaradagem”, pois é pior do que as primeiras dele nos anos 60. Aliás, cabe aqui uma coisa importante. Eu GOSTO muito das primeiras histórias do Stan Lee pra Marvel. Mesmo respeitando a época que foi criado, as mentes da época e a forma de ver as coisas, eram boas histórias. Mas esta da Liga é realmente ruim, rasa.. a impressão que eu tenho é que ele fez por fazer. Não aprofundou nada. Não deu alma pra historia e os personagens são fracos. A história não se amarra, não convence, sabe ? Sei que cada herói teve sua edição própria e eu não li todas. Mas o que li era fraco também. Judiação… Lembro de me sentir enganado na época, porque era Stan Lee escrevendo e a expectativa estava bem alta. Mas, o bom velhinho das HQ’s está perdoado para todo sempre. Ele criou o meu predileto, então ok !

Liga da Justiça de Stan LeeO desenho é de Jerry Ordway e é bem competente, bem anos 90. É bem o traço dele mesmo. Levando em conta que a HQ foi publicada em 2002 aqui no Brasil, ainda pela Abril, e que hoje é fácil encontrar encalhada em qualquer sebo online ou offline. Aliás, eu diria que esta recriação é mais legal pelo visual dos personagens do que pela história. Gostei muito do visual do Lanterna Verde, Reverendo Darrk e da Mulher Maravilha. Ordway sabe dar movimento e drama aos personagens. Tenho a impressão que ele deve ter lido a história e pensado assim ” Preciso fazer isso ficar melhor, porque a história é fraca” e se esforçou para dar um visual bom pros heróis.

Como não é uma história tão boa, não vejo muito o que falar. Respeito muito seu tempo e não vou me estender mais. Se estiver com tempo e quiser ler por “valor histórico“, já que é escrita por Stan Lee, leia. Mas sem pretensão de ler algo “grande“.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Após o Reino do Amanhã

Após o Reino do Amanhã

Oi Quadrinheiro !

Sei que estou em falta, pois ainda não fiz um post que deveria, falando sobre o Reino do Amanhã e como foi ler esta obra prima dos quadrinhos na época de seu lançamento. Mas eu resolvi fazer uma postagem apenas para colocar algumas imagens que saíram em 2009, em uma revista da Sociedade da Justiça, que mostra o que houve com o Super-homem e os outros heróis da Terra 22, após a bomba explodir no final de Reino do Amanhã.

A revista mostra um Super-homem ou Superman, se você preferir, atuando em outra terra. Mas é o mesmo Super-homem do Reino do Amanhã, que no meio da explosão da bomba foi lançado para um universo paralelo. Entretanto ele retorna pra casa no exato momento que saiu e é aquele momento que ele acorda logo após a explosão, em meio aos ossos dos heróis que morreram e resolve ir detonar com os sobreviventes.
Reino do AmanhãCom já sabemos, ele fica muito P… da vida e parte pra cima da galerinha na ONU.

Reino do Amanhã

Reino do AmanhãE o reverendo ( que todo mundo já sabe que foi baseado no pai do Alex Ross ) chega e dá uns toques no “caboclinho” azulão, num dos melhores diálogos dos Quadrinhos:

Reino do Amanhã

Reino do Amanhã Reino do Amanhã

Quem já leu Reino do Amanhã ( Existe alguém que não leu ? Sério ?? ) já conhece até aqui, ó:

Reino do AmanhãE é aqui que entra a parte mais legal… o que aconteceu depois. Vou tentar analisar as imagens junto com vocês, mas seria legal também vocês deixarem a percepção de vocês nos comentários.

Mas… o que que aconteceu depois ?

Veja esta, após 1o anos:

Reino do Amanhã 10 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 10 anos depois da bomba.

Aparentemente a galerinha passou a não ver mais TV e foram todos procriar. Creio que temos na imagem filhos do Super-Homem com a Mulher Maravilha e aparentemente, o Bruce, ou é padrinho ou também apareceu lá com o dele. Vivem isolados nas montanhas, com o Krypto, o Raiado ( super gato ) e o cachorro preto perto do Bruce deve ser algum descendente do Ace. Acho que mais ao fundo tem o Shelby, um dos primeiros cães do Clark ( provavelmente uma homenagem a ele, não sei… ).

Depois de 20 anos, o inevitável acontece:

Reino do Amanhã 20 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 20 anos depois da bomba.

Pelo jeito é o enterro do Bruce. Especialmente por ser visível o símbolo do morcego na alça do caixão. Espantosamente ele viveu mais do que qualquer um poderia prever para um cara que levava a vida que ele levou. Tem uma porrada de heróis e descendentes. Eu sempre imaginei que um enterro de um cara como o Batman teria apenas a família morcego e o Alfred. Sim, pra mim, o Bruce morreria cedo. Agora, considerando o Batman dos anos 70, amigo de todo mundo, aí sim eu pensaria num enterro lotado como este. De cara, eu consigo ver o Oliver e a Dinah, Clark e Diana com sua filha, acho que a Selina de véu preto e mais um monte de outros… Uma homenagem e tanto. Tem um monte de homenagens escondidas neste tumulto, como um Lanterna Verde que não reconheço usando o “cabelinho” do Super-homem clássico, o Homem-elastico e o Homem-borracha, Flash, Dick sentado.. acho que deve ser o Tim também. O Espectro na forma do Jim Corrigan, Desafiador, Sr. Destino.. e os outros deixo pra você me contar nos comentários.

Só que a vida continua… ao menos para os imortais, e 100 anos depois:

Reino do Amanhã 100 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 100 anos depois da bomba.

Pelo jeito a humanidade resolveu ir embora do planeta, ou mesmo colonizar outros locais. O Super-Homem velho ainda com a Diana do seu lado, observa e se despede do filho ( acho… ) que acompanha a nova jornada dos humanos. Interessante o símbolo que o Clark Kent usa no peito. Alguém conhece ?

E 200 anos depois:

Reino do Amanhã 200 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 200 anos depois da bomba.

Lá se vai o planeta em uma enchente global. Deve ser por isso que os humanos resolveram debandar. Só ficaram os poderosos, aparentemente pesarosos, saudosos… Um clima enorme de nostalgia.

Reino do Amanhã 500 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 500 anos depois da bomba.

A terra se recupera após 300 anos da enchente e temos o super jardineiro ajudando a reconstrução do planeta. era que legal a posição do herói, como uma referencia a capa da Superman #1. Acho mito bacana a forma como o Ross homenageia as HQs. E começamos a perceber que se trata mesmo de uma história do Super-homem. Outra coisa pra se observar é a ausência da Diana. Teria ela ido embora ou morreu ?

Reino do Amanhã 1000 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 1000 anos depois da bomba.

E finalmente, 1000 anos depois, um anónimo Super-idoso, ainda como um simples Clark Kent observa em meio a multidão a si mesmo, quando garoto e vindo ao futuro fazendo parte da Legião dos Super-herois, um grupo que ele próprio foi a grande inspiração. A esta altura é de se imaginar que o Clark seja um grande detentor da historia humana, entendendo tudo e sendo muito, muito sábio. E esta sabedoria o faz procurar ser o mais anônimo possível. As pessoas ao lado do Clark parecem representar diversas nações raças e religiões, mostrando que a humanidade evolui para uma raça única e não separada por fronteiras e ideologias. Resta saber quem são os rostos que inspiraram o artista.

Sou apaixonado por este tipo de historia. Ainda mais quando se dá este nível de respeito. Adorei a edição, emocionei muito. Quando a gente vai tendo um pouco mais de idade e já é leitor de HQ a mais de 30 anos, é compreensível e possível entender o sentimento do Super-homem após estes mais de 1.000 anos vivinho da silva !

Aliás, cá entre nós, pros mais velhos que leem o blog. Este Super-homem velho não lembra bastante o Barbosa da TV Pirata ? ( hahahahahahah )

Você sabe algo mais sobre esta homenagem ? Por favor, compartilhe conosco nos comentários!

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Capa da revista Sociedade da Justiça da América, onde esta história foi publicada:

Capa de JSA 22 de Fev2009
Capa de JSA 22 de Fev2009

DC: A Nova Fronteira

Opa, tudo bem ? Chegamos ao final do primeiro mês deste blog, e numa sexta-feira… quer coisa melhor ?
 
Perdoe o meu breve sumiço… Eu estava lendo uma edição do Capitão América pra fazer um novo relato, mas ao final percebi que tenho que ler mais uma continuação pra poder falar completamente… Então, optei por fazer meu primeiro post sobre a DC. Embora não pareça, eu gosto da DC o mesmo tanto que eu gosto da Marvel.
 
Escolhi DC: A Nova Fronteira como primeira postagem desta editora, porque considero um clássico. Não tão clássico quanto Crise nas Infinitas Terras, que ganhará um post só sobre ele, mas um clássico pelo estilo.
 
Nova Fronteira
DC: A Nova Fronteira é uma homenagem à Era de Prata da DC. É uma viagem à uma época mais inocente, uma época mais simples, mais “preto no branco” e menos cinzenta. E por este motivo, é um escapismo brilhante, romantico e heróico. Gosto deste estilo, traços mais simples e grossos, cores mais simples, retas, tudo mais direto, cru. A pintura de Dave Stewart é digna de prêmio, porque resgata sentimentos. E tudo que queremos, por mais que neguemos, é sentir algo quando lemos uma HQ. A inteligência da história é importante, mas o que sentimos é o que nos faz feliz. ( Estou filosófico hoje, né… hehe )
Gosto de argumentos simples, diretos, e como já mencionei, heroicos. E isso, Darwin Cooke faz com maestria nesta história. Confesso que não me lembro de já ter lido outras histórias deste roteirista, que neste caso, também é o desenhista desta saga. Ele mostra um Super-homem mais simples… e adoro a ideia da Mulher Maravilha ser alta, forte, com jeito e postura de Amazona mesmo. Acho que é uma leitura que é mais dentro da realidade da personagem do que a maioria que vemos por aí. As diferenças entre as personalidades dos personagens podem ser vistas nos traços também. Os mais inocentes, os mais fechados, os mais guerreiros, os mais justos… tudo varia de cada um.
 
As cenas são grandiosas, as explosões, os poderes estão ao extremo na sua representação gráfica exagerada, mas muito bonito de se ver. O Flash ( Barry Allen ) está em seu começo, inseguro, mas fiel. É legal ver Hal Jordan numa época inocente, recebendo o anel de novo. É quase como um “remake” da formação da Liga da Justiça. E tem muitas referências a outros personagens da mesma época, mas que não aparecem diretamente na história. Fora que é uma delícia ver o Super-homem sendo rechaçado pelo grande “vilão” da história, e ao final retornar de carona com o “Rei Arthur” de Atlântida, que aliás está bem f*#@ em uma passagem. Também aparece o Ajax ( gosto deste nome, é o nome que conheci. Caçador de Marte é muito grande ), fundamental no enredo e os demais heróis menos poderosos, como o Atomo e Arqueiro Verde. Até o Batman Tem pequena participação, e o Robin “novo” todo alegre ao ver o Super-homem pela primeira vez… tudo isso, esta inocência, é mágica. E a reunião dos “espiritualmente dotados” na lua é bonita de se ver.
Esta mini-série também foi convertida em animação, com uma excelente adaptação, fiel ao roteiro e traço original. Vale a pena assistir também.
 
Como sabem, não sou de revelar detalhes da história, por mais antiga que seja ( aqui no Brasil, foi lançado em 2006 ), sempre tem gente que ainda não leu e não curto estragar as surpresas, que são boas. Mas basicamente, é uma história que não dá pra não ler. Veja algumas imagens lá embaixo. Este eu tive que colocar mais… a arte, na minha opinião pessoal, é linda. Gosto do simples.
 
Fica a dica do Quadrinheiro Véio.
 
Nova Fronteira

 

 

Nova Fronteira

 

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