Star Wars – O Clamor das Sombras – Darth Vader

Star Wars – O Clamor das Sombras – Darth Vader

Olá Quadrinheiro.

Recebi de presente de um inscrito do canal a revista Star Wars – Darth Vader e O Clamor das Sombras, uma edição legends que conta a história de um clonetrooper que se decepcionou com os Jedi e buscou ser um seguidor do então iniciante e maldoso Darth Vader.

Já vou começar dizendo que é uma das melhores histórias de quadrinhos que eu li baseadas em Guerra nas Estrelas. Eu andava bem decepcionado com o que eu andava lendo e havia um tempo que eu parei de procurar algo legal de Star Wars para ler. Quando o amigo Guilherme me enviou a revista, com Darth Vader logo na capa, uma história com o nome dele eu pensei: “Bom, é o Vader, né… vou ler.“. Pra quem não sabe, em toda a saga Star Wars, meu personagem preferido é, de longe, Darth Vader. Mesmo com toda a humanização exagerada do personagens depois das prequels, ainda continuei gostando dele. E é justamente porque esta HQ mostra o lado mais vilanesco dele que eu acredito ter gostar mais da edição. 

A história de um Clone

A princípio, imaginei que fosse uma história do Vader. Mas ao começar a ler, você percebe que é uma história com o Vader, mas contada e sob o ponto de vista de outra pessoa. Começa pouco antes do Episódio III e se extende por alguns anos depois.

A gente conhece a história, praticamente a biografia, de Hock. Um clonetrooper que lutou nas guerras clônicas e ao cai da nave de comando durante uma batalha, foi abandonado pelo seu comandante cujo nome não é citado, mas me parece Agen Kolar. Abandonado, no meio do deserto, reflete sobre sua existência, relembra seu treinamento, sua criação e resolve ser uma pessoa independente, ter mente própria, não deixar que sua origem e ausência de nome próprio o definisse. Decide ter personalidade.

Hock se salva, passa a ajudar um fazendeiro do planeta que caiu e frequenta um bar onde ouve muitas histórias. Cada vez mais alimentando seu ódio pelos Jedi, já que se sentiu traído e abandonado por eles. Entre elas se destaca sempre as histórias sobre um bravo Lord Sith chamado Darth Vader que começava a se destacar nas conquistas do Império e era um grande caçador e matador de Jedi. Hock decide que vai se unir a ele. Deixa a fazenda, corta cabelo e se alista no império. Em pouco tempo, por sua determinação e habilidade, se destaca e acaba sendo escolhido pelo próprio Darth Vader para integrar suas linhas. 

Lembrando que se trata de uma história “Legends“, ou seja, não mais cânone. Não entra como oficial na timeline Disney de Star Wars. 

A partir disso, percebemos um soldado que mais habilidoso que começa a duvidar do Império. Ele percebe que não é bem como ele imaginava. Não são os mocinhos da liberdade e paz que o discurso do Imperador dizia.

Não vou te contar o final, mas te digo que a narrativa, idéia e criatividade são muito boas e dignas de uma época em que Star Wars tinha uma outra forma de ser. Mais fiel a George Lucas, menos focada no publico Disney. E eu gostei muito de como a história caminha, como ela mostra Darth Vader como o grande vilão e cheio de ódio e total ausência de misericórdia. Aquele Darth Vader que fomos levados a crer que ele era antes de revelar seu passado, seus conflitos, sua dúvida. O vilão “preto no branco“, sem nuances de cinza. Fora que eu tenho um carinho especial pelos clones, e ter uma HQ toda de um clone é um grande prazer.

A Edição

Darth Vader – O Clamor das Sombras foi lançada no Brasil pela Panini, em um encadernado que reune as edições 1 a 5 da original Star Wars – Darth Vader and the Cry of Shadows de 2016. O nome faz sentido no final da história. O papel e capa são bons e está ao preço de R$ 18,90. Fácil de encontrar, esta edição tem roteiro de Tim Siedell que também escreveu Star Wars Darth Vader e o Nono Assassino ( publicado também pela Panini no Brasil ) e o desenho de Gabriel Guzman que tem outras publicação de Star Wars e Cable da Marvel. O desenho é competente e acerta no emocional, com ângulos ousados. Quem está acostumado a ler HQ’s de Star Wars sabe que raramente são os artistas top de linha que são selecionados para os projetos, porém O Clamor das Sombras é uma boa excessão. Cores de Michael Atiyeh fecham com nuances de profundidade sem deixa de ter os tons fortes que uma HQ pede. É uma boa arte no geral.

 

Gostei ? 

Sim, Darth Vader – O Clamor das Sombras tem o que dá de melhor de Star Wars, traz lendas, traz emoção, aventura, biografia e a reflexão sobre a ganância do poder versus a insignificância de uma existência manipulada. Tanto do clone, quanto do próprio vilão. Aqui, o vilão é o momento galático. E, como sempre em Guerra nas Estrelas, temos o grande braço forte assassino dando as caras, mas quem é o grande manipulador, que faz tudo acontecer, é o Imperador.

Recomendo a leitura.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

Mais sobre Star Wars no canal: http://www.youtube.com/oquadrinheiroveio

Leia mais sobre Star Wars Capitã Phasma aqui no blog !

PB – Problemas Brasileiros – Edição Especial

PB – Problemas Brasileiros – Edição Especial

Recebi aqui a edição especial da Revista PB – Problemas Brasileiros com formato de Quadrinhos. É a edição de set/out de 2019. E embora seja uma publicação que exista desde 63, eu não a conhecia ainda. A Revista PB se propôs a criar uma forma de falar sobre política utilizando a linguagem dos quadrinhos. Nunca tentativa de atrair um publico que não goste muito de política e pra tentar levar estes temas e matérias pra quem curte comics. Vale mencionar que a Revista PB venceu a etapa regional (São Paulo) do Prêmio Aberje na categoria Publicações e é finalista da premiação nacional. 

Em circulação desde em 1963, a revista traz reportagens que refletem as transformações do País nas áreas de política, economia, gestão pública, educação, saúde, cultura, comportamento, meio ambiente e inovação.  Com um acervo de mais de 450 edições, procura ouvir especialistas do cenário nacional, bem como retrata anônimos que protagonizam a história brasileira do dia a dia. A revista tem circulação bimestral e tiragem de 15,5 mil exemplares.

Politica em Quadrinhos.

Eu não sei… acho que o publico de política é um publico diferenciado. Quem curte política não precisa que seja em forma de quadrinhos. E quem lê quadrinhos, não é muito de curtir quadrinhos só porque é uma HQ.  Eu não conheço o publico da revista, mas acho que não é um publico que aprecia quadrinhos e não acredito que o formato possa atrair leitores diferentes do que a revista já tem. O editorial é o que conta na maioria das vezes e não apenas a forma. E nem todo mundo tem cabeça e coração abertos quando o tema é política. Ainda mais problemas… Problemas Brasileiros. E a gente sabe que temos.

A primeira matéria, que é a principal, traz uma entrevista com 10 novos deputados eleitos, que não eram políticos de profissão antes e estão começando suas carreiras em Brasilia. Falam sobre renovação. Mas não sei se pela falta de experiência ou mesmo pelo tema ser meio cabeludo, acho que a linguagem não encaixou bem no formato de quadrinhos. A arte é bonita, preto e branco com contraste forte, não caricata, e nem no estilo comics. Busca uma realidade na forma e expõe o que parecem ser trechos escolhidos de entrevistas e, pelo tom das exposições, a revista não se mostra imparcial, uma vez que a opinião da entrevistadora aparece nas entrelinhas do que é contado. Não vou entrar no conteúdo, porque não é bem o caso. Acho apenas que a transição para os quadrinhos não ficou tão boa, acho que faltou algo. Ficou no meio, nem quadrinhos, nem texto. Me pareceu forçado. Eu não conheço os responsáveis pelo projeto e por isso, não posso afirmar se conhecem ou não sobre quadrinhos, sobre linguagem de quadrinhos. Mas o resultado ficou com a impressão de ser algo feito por quem não conhece bem de quadrinhos, mas tentou adaptar… sabe ? A revista é competente, mas a transição, ficou meio amadora.

A revista é grande, tem 48 páginas, papel reciclato de boa qualidade e gramatura. Traz texto e opinião também.

O que eu concluo é que não consigo avaliar se o formato funciona para um publico de quadrinhos, mas esta edição não me foi muito atrativa. Acho que temas como política funcionam melhor quando são base de construção de uma história e não foco principal. Penso que a leitura completa das entrevistas com os deputados, por exemplo, traria mais interesse do que a forma aparentemente superficial e resumida que a edição trouxe e isso se torna até um pouco cansativo de ler até o final. A iniciativa é ótima, gosto de tudo que é inventado de novo. Acho que o caminho é legal, é inovador. Talvez a forma que tenha sido feita é que precise ser repensada.

A distribuição é em bancas e lojas especializadas ao preço de R$ 15,90 e o projeto pertence ao Fecomercio ( www.fecomercio.com.br )

Abraços do Quadrinheiro Véio.

 

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Lançamento: Quadrinhos Disney pela Culturama

Lançamento: Quadrinhos Disney pela Culturama

Eu com o Paulo Maffia – Editor Quadrinhos Disney

Olá Quadrinheiro e também você que acumula mais um título ao chegar neste post: Disneyano. Finalmente foram reveladas e lançadas as novas capas das novas revistas em quadrinhos dos personagens Disney no Brasil pela Culturama. E elas estão lindas !

Durante meses, o editor dos quadrinhos Disney da Culturama, Paulo Maffia, fez segredo de TUDO relacionado as revistas. Nem uma única capa, quadrinho ou tema foi revelado antes e ele ainda brincava com muito bom humor em suas redes sociais com as tentativas dos fãs de descobrirem alguma coisa. Vídeos, fotos, imagens corridas, borradas. E a gente ali tentando decifrar, mas não houve meio de descobrimos. Foram dias divertidos e ansiosos.

Evento de lançamento

Obrigado Equipe Culturama
Equipe Culturama

A Editora Culturama, de Caxias do Sul, fez um evento inédito para este lançamento, reunindo artistas, jornalistas, influenciadores e a sua própria equipe para anunciar e revelar as tais primeiras capas da nova fase dos Quadrinhos Disney em terras verde-amarelas. Após uma recepção muito bonita, tivemos um pronunciamento emocionado do Diretor Geral Fábio Hoffman e outros diretores e gerentes. Após apresentar-nos um vídeo sobre os bastidores da produção, Paulo Maffia autorizou a revelação das capas que veio seguida da simpática presença de ninguém menos do que o PATO DONALD, direto da Disney.

E as revistas estão muito incríveis !

Pudemos receber um kit contendo todas as 5 revistas lançadas pela editora. As primeiras edições de Mickey, Pato Donald, Tio Patinhas, Pateta e Aventuras Disney começam do número zero e são EDIÇÕES DE COLECIONADOR, com direito a selo e tudo. Preciso confessar minha ansiedade. Mal podia esperar pra ter a Tio Patinhas número 0 em minhas mãos. E quando finalmente recebi meu kit na saída do evento, foi como rever um velho amigo que mudou de casa e havia passado um tempo longe.

As revistas estão lindas, bem acabadas, com um cuidado enorme. Capas mais grossas, papel especial e 68 páginas com histórias inéditas. Cores vivas no formato 13,5 x 19,5 cm e uma diagramação e tradução feitas e atualizadas, pude perceber que as histórias estão recebendo um carinho muito especial por parte da Culturama. É um respeito enorme com personagens que realmente merecem e um público que as valoriza.

Novidades por aí !

Marcatti, Edson Diogo ( FGdQ ) e Marcelo Borba
       Marcatti, Edson Diogo ( FGdQ ) e Marcelo Borba

Durante a noite, também soubemos de mais algumas coisas. Como uma edição especial com mais páginas trazendo algumas histórias especiais e bastidores dos quadrinhos Disney, ou mesmo a presença confirmada do roteirista e desenhista italiano Franchesco Guerrini, que estará no Festival Guia dos Quadrinhos 2019 em São Paulo em abril. Convidado especial da Culturama, vem comemorar a casa nova do Mickey e seus amigos.
E também anunciou presença na CCXP 2019.
Tem muita coisa boa vindo por aí ainda. Vale a pena acompanhar as redes sociais da Culturama.

Desenhista Fernando Ventura passou a noite dando presentes para os convidados
Desenhista Fernando Ventura

As revistas começarão a chegar nos pontos de venda a partir de março e o mais interessante é que não apenas em bancas, mas em muitos pontos diferenciados, como mercados, farmácias e outras lojas. Assim, a distribuição é mais garantida, e chega em todos mesmo com a diminuição da quantidade de bancas de jornais nos últimos anos em nosso país.

E também existe a opção de assinatura, onde além de receber as edições “0”, tem um brinde super especial. Basta conferir no site da Culturama ( link ).

Enfim, agora vou terminar de ler as minhas. Já devorei Tio Patinhas ( obvio que eu leria esta primeiro ) e Mickey. E ainda tenho mais 3 pra ler. Felicidade é pouco !!!

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Black Hammer

Black Hammer

Olá Quadrinheiro.

Vamos falar sobre uma obra recente ( relativamente nova mesmo, já que recebeu até prêmio Will Eisner por melhor série original em 2017 ), que é Black Hammer. Só te adianto que faz um bom tempo que não leio algo tão legal.

Terminei de ler os 2 primeiros volumes lançados no Brasil pela editora Intrínseca desta obra prima da Dark Horse.  Estou bem contente com o que eu pude ler até aqui e como a história vem bem contada. Tem a medida certa de mistério, suspense e aventura. É uma história densa e intensa, naquela levada de pós-apocalipse pessoal, onde os dramas e mistérios do momento presente são lentamente revelados com flashbacks de cada personagem e a gente vai tentando montar o quebra-cabeças na nossa mente.

Referências

Uma das mais surpreendentes coisas que Black Hammer traz são as referências. Você percebe que não é apenas um autor, mas um fã de quadrinhos que escreveu. Alguém que cresceu lendo HQ’s. Diferente de muitos autores que vieram dos livros e criaram a linguagem das HQs. É uma homenagem muito bonita aos heróis clássicos, mas mais do que isso, é uma homenagem à essência do clássico do super-herói. Ser herói é diferente de ser super-herói. Não apenas pelos poderes, mas pela própria linha de vida. Ser um herói é possível pra pessoa comum, com vida comum. Ser um herói é sobre escolhas que estas pessoas fazem. O super-herói tem uma vida fora da vida normal. Quando se soma a parcela “super“, a vida normal não existe mais. Não é uma escolha. Ser vilão ou herói ainda é a escolha, mas o prefixo “super” muda tudo. Ser super é solitário. E é sobre estas pessoas que esta obra se baseia. Então, não são apenas referências ou cópias. São homenagens, mesmo.

Com base nisso, podemos ver as inspirações de cada personagem em sua essência. Como a alma do Capitão América presente no Abe Slam. Ou o Capitão Marvel ao contrário na pequena Garota de Ouro Gail. Ela é uma mulher que se transforma em criança pra ter os poderes ao desferir o nome do mago Zafram.  Ou Barbalien, o marciano. Claramente o Caçador de Marte da DC em tudo, até na base do nome, ou mesmo do seu disfarce e poderes. A bruxa misteriosa do pântano, Libélula, nos remete ao Monstro do Pântano. Além disso, temos referências à sagas com os Gêmeos opostos que nasceram da origem o universo e que vivem em guerra. Alusão ao Monitor e Anti-monitor de Crise nas Infinitas Terras da DC. E ao mesmo tempo, este “Monitor” é equivalente a Odin, tendo Black Hammer o martelo dos dignos que dá super poderes ao possuidor, como o próprio Thor.

Mas isso é apenas o pano de fundo. São elementos que foram usados pra contar uma história sobre a psiquê super-heróica, profunda. Reflexões sobre a existência. Sobre ser normal, sobre não ser normal.

Autoria premiada

O canadense Jeff Lemire criou e roteirizou tudo isso. É o “pai da criança“, podemos por assim dizer. Ele não cria algo novo, ou inédito. Mas faz algo tão mais bem feito, que eu diria que ele é aquele agente da evolução. Ele dá substância e relevância pra algo que já tem tantos seguidores apaixonados ( que são os Super-Heróis ), e faz com maestria. Sua obra mereceu realmente o prêmio Eisner de Melhor Série Original de 2017. O traço de Dean Ormston é tão competente que emociona. Tem personalidade, tem cara de quadrinhos, tem cara de arte. Ele se respeita e equilibra estilo da era de prata com personalização pessoal. E as cores de Dave Stuart dão todo o ar temporal e geográfico que você precisa. Você literalmente mergulha no novo mundo.

Fora das páginas, para a TV

Os direitos de Black Hammer foram adquiridos pela Legendary Entertainment, produtora de vários filmes de sucesso, como Batman Begins, Círculo de Fogo e Jurassic World. A história ganhará adaptações para as telas de cinema e para a TV, ainda sem data de estreia. Parece que vem série por aê !!!

Eu realmente gostei de Black Hammer. É muito bonito, e muito instigante. Parece mesmo feito pra quem leu quadrinhos a vida toda e ama a arte sequencial proporcionada super-heróica. Mal posso esperar pelo volume 3, viu Intrínseca ?

E um agradecimento especial à minha amiga Fabiana por colocar esta maravilha em minhas mãos !

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Festival Guia dos Quadrinhos comemora 10 anos

Festival Guia dos Quadrinhos comemora 10 anos, em 2019, em novo espaço
Um dos principais eventos geeks do Brasil ocorrerá no Hakka Plaza, em São Paulo, e terá muitas novidades, como ação social em prol de escola estadual paulistana

Festival Guia dos Quadrinhos, um dos principais eventos voltados para o público geek do País e que se tornou um ponto de encontro dos apaixonados por quadrinhos, mangás, games, e cultura pop, comemora em 2019 seu décimo ano de existência e chega a 13ª edição* sendo realizado em novo local, com muitas novidades e atrações, nos dias 13 e 14 de abril.

Pensando em proporcionar uma experiência diferente para o público visitante e para os artistas e expositores, a organização do festival optou por uma importante mudança de estrutura. O local do evento, em 2019, será o Hakka Plaza, no Metrô São Joaquim, em São Paulo.

“O acesso é tão fácil quanto o anterior, o metrô é bem próximo e, também, há estacionamento no local. As principais vantagens desta mudança é que o Hakka Plaza é mais moderno, tem acessibilidade e oferece mais conforto para expositores e visitantes. Fora que está em um dos bairros mais queridos de São Paulo, a Liberdade”, conta o criador e responsável pelo festival, Edson Diogo.

O Hakka Plaza, um dos locais mais tradicionais da cidade, está localizado na Rua São Joaquim, tem capacidade para 1.200 pessoas e conta com ar condicionado central, iluminação, sonorização, sala VIP e camarins, os dois últimos importantíssimos para o evento já que ele contará com a participação de convidados especiais.

*Nos anos de 2009 e 2013, o Festival Guia dos Quadrinhos teve duas edições, desta forma o evento comemora 10 anos e com 12 edições já realizadas.

Ação Social

Um dos pontos altos desta edição do evento é a ação social que o Festival Guia dos Quadrinhos fará em prol da Escola Estadual Castro Alves, na Zona Norte da capital paulista. Quem doar duas revistas de quadrinhos em bom estado terá o benefício da meia-entrada. 

Estes gibis doados, e que serão recolhidos na portaria do evento, serão utilizados para que a escola possa montar uma gibiteca. “A narrativa gráfica se aproxima muito mais da criança e do adolescente e, espaços pensados para essa interação, dentro do ambiente escolar, são fundamentais para o desenvolvimento dessas estratégias, uma vez que muitos estudantes não teriam isso em casa.”, diz o diretor do colégio, Júnior Conti.

Ingressos

A venda de ingressos para o Festival Guia dos Quadrinhos acontecerá de duas formas e em três momentos diferentes, sendo a compra antecipada em dois lotes, pelo site oficial www.fgdq.com.br/ingressos, e também na porta nos dias do evento. 

O primeiro lote estará disponível entre os dias 16/1 e 15/2, com valores de R$49,90 (inteira) e R$24,95 (meia entrada/ingresso social) para o sábado, dia 13/4; e R$45,90 (inteira) e R$22,95 (meia-entrada/ingresso social), para o domingo, dia 14/4.

Já o segundo lote iniciará as vendas a partir do dia 19/2 até o dia 28/3, com valores de R$59,90 (inteira) e R$29,95 (meia-entrada/ingresso social), para o sábado, dia 13/4; e R$55,90 (inteira) e R$27,95 (meia-entrada/ingresso social), para o domingo, dia 14/4.

Ambos os lotes serão vendidos apenas pelo site oficial do FGDQ. 

E, nos dias do evento, na porta os valores serão de R$69,90 (inteira) e R$34,95 (meia-entrada/ingresso social), para o sábado, dia 13/4; e R$59,90 (inteira) e R$29,95 (meia-entrada/ingresso social), para o domingo, dia 14/4.

Pagam meia entrada estudantes com carteirinha oficial do colégio ou da universidade na qual estudam, com data de validade e foto; professores da rede estadual ou municipal do estado de São Paulo, com documento funcional com foto e um holerite; idosos acima de 60 anos; e pessoas que doarem dois gibis em bom estado na porta do evento.

Já crianças com menos de 12 anos, não pagam ingresso.

Serviço
Festival Guia dos Quadrinhos 2019
Dias e horários: 
13 de abril de 2019, sábado, das 10h às 20h

                              14 de abril de 2019, domingo, das 10 às 18h
Local: Hakka Plaza
Endereço: R. São Joaquim, 460 – Metrô São Joaquim, São Paulo (SP)
Mais informações pelo site www.fgdq.com.br

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Cursos do MIS relacionados ao universo dos quadrinhos tem desconto

Cursos do MIS relacionados ao universo dos quadrinhos tem desconto

O MIS – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – está com inscrições abertas para sete cursos relacionados ao universo das HQs e, até o dia 25 de janeiro, oferece um desconto para todos que visitaram a exposição Quadrinhos, em cartaz no museu até 31 de março de 2019.

O desconto é de 10% e para utilizá-lo os interessados devem inserir o código QUADRINHOS10 no momento da compra e apresentar o ingresso no início das aulas.

Entre as opções estão Criação de personagensFolclore e identidade nos quadrinhosHistória em quadrinhos: gênero e representaçãoA história do século XX pela perspectiva dos quadrinhosA sua história em quadrinhos, Literatura, HQ e a complexidade humana: diálogos possíveis e A história do Jornalismo em Quadrinhos e sua prática. Os cursos são de curta duração e o investimento a partir de R$ 80,00. As inscrições para estes e outros cursos podem ser feitas diretamente no site do MIS.

Confira abaixo os cursos participantes:

Criação de personagens

Data: 16 a 30 de janeiro de 2019
Horário: Segundas e quartas, das 18h às 21h | 5 encontros
Local: sala de interface (20 vagas)
Valor: R$ 150,00

Sinopse: Este curso visa capacitar os alunos a desenvolver personagens, com base em personagens emblemáticos de obras de linguagens diversas. Para isso, várias personagens e seus contextos culturais e de significação dentro da obra à qual pertencem serão examinados, construindo a perspectiva dos mesmos como modelos de inspiração. Parâmetros claros de apropriação e de reconstrução criativa serão fornecidos e os alunos serão estimulados a produzir conteúdos autorais.

Folclore e identidade nos quadrinhos nacionais
Data: 21 a 30 de janeiro de 2019

Horário: segundas e quartas, das 19h30 às 22h | 4 encontros
Local: Auditório LABMIS (64 vagas)
Valor: R$ 100,00

Sinopse: Quadrinhos sempre foram uma forma de expressão efervescente e poderosa do pensamento de um povo ou de uma época. No Brasil, não é diferente: há mais de um século, dividimos nossas histórias, crenças e vontades em quadrinhos para todas as idades, nas mais diversas mídias. Em quatro encontros, a professora Cláudia Fusco explora a natureza do folclore e da identidade nacional embutida nas HQs que fizeram história no nosso país e representaram, de forma inteligente, sarcástica e bem-humorada, o que é, afinal de contas, ser brasileiro.

Literatura, HQ e a complexidade humana: diálogos possíveis
Data: 22 a 31 de janeiro de 2019

Horário: Terças a quintas, das 19h às 22h | 4 encontros
Local: Auditório LABMIS (64 vagas)
Valor: R$ 80,00

Sinopse: A partir da discussão de obras artísticas no formato de História em Quadrinhos (HQ) e de suas adaptações para o cinema, o curso tem como objetivo estimular reflexões, sobre a complexidade da realidade humana, bem como expor aspectos literários do HQ. Nesse contexto, serão abordadas duas obras: Meu amigo Dahmer, de Derf Backdevf, e O corvo, de James O’Barr. As obras trazem personagens com perfis psicológicos marcantes, narrando o humano de maneira ímpar. Cada uma, com sua motivação, segue uma trajetória no limiar da sanidade e loucura que, em certa medida, todos nós já experiênciamos. 

Histórias em quadrinhos: gênero e representação
Data: 4 a 27 de fevereiro 2019

Horário: Segundas e quartas, das 19h às 22h | 08 encontros
Local: Auditório LABMIS (64 vagas)
Valor: R$180,00

Sinopse: O objetivo desse curso é discutir a representação de gênero nas histórias em quadrinhos, o impacto da representatividade nesse mercado, e como as HQs podem ser uma ferramenta potente no debate sobre igualdade e equidade de gênero. Convidadas: Helô D’Ângelo, Lila Cruz e Daniela Cantuaria (Ugra Press). Professora: Gabriela Borges.

A história do século XX pela perspectiva dos quadrinhos
Data: 19 a 28 de fevereiro de 2019

Horário: terças e quintas, das 19h às 22h (04 encontros)
Local: Auditório LABMIS (64 vagas)
Valor: R$100,00

Sinopse: Através de seis obras centrais apontando os principais fatos do século XX, divididas em 04 encontros, o professor Eduardo Molina introduz os alunos ao mundo das histórias em quadrinhos e seus principais conceitos, o imperialismo e o neocolonialismo europeu no século XIX, resultando nas causas da I Guerra Mundial, as duas grandes guerras, a guerra fria e a política americana na segunda metade do século e o atentado do 11 de setembro, que define a nova forma de se ver o mundo no início do século XXI.

A sua história em quadrinhos
Data: 12 a 28 de março de 2019

Horário: Terças e quintas, das 19h às 22h (06 encontros)
Local: sala de interface (15 vagas)
Valor: R$180,00

Sinopse: O curso aborda os aspectos estruturais e definidores das histórias em quadrinhos, apresentando técnicas fundamentais para o desenvolvimento de uma narrativa gráfica. Os alunos serão motivados a explorar diversas possiblidades de criação para suas HQs, a fim de encontrar e amadurecer seu próprio processo criativo. Isso os levará ao debate de ideias, promovendo uma troca de informações que será mediada pelo professor, que também apresentará minúcias de seu processo de criação para estabelecer um referencial ao aluno.

A história do Jornalismo em Quadrinhos e sua prática
Data 11 de março a 03 de abril de 2019
Horário 
Segundas e quartas, das 19h às 22h | 08 encontros

Local: sala de interface (25 vagas)
Valor: R$ 150,00

Sinopse: A proposta do curso é apresentar o contexto histórico em que o jornalismo em quadrinhos se desenvolveu como linguagem, fazendo um retrospecto de referências do século XVI até os dias atuais. No curso, serão abordadas as técnicas necessárias para produção de HQs jornalísticas, estudos de casos e de mercado, além da produção na prática de uma matéria em quadrinhos passando por todas as etapas do processo. Professor: Alexandre de Maio.

Sobre a exposição Quadrinhos apresenta uma ampla retrospectiva da 9ª arte contada através de revistas, artes originais e itens raros dos diversos gêneros das HQs – super-heróis, infantis, terror, aventura, romance, mangá, faroeste e muitos outros – em ambientes temáticos e imersivos que ocupam todas as áreas do Museu, apresentando também a influência das HQs na cultura pop e em outras mídias como cinema e TV. Concebida pelo MIS com curadoria de Ivan Freitas da Costa e expografia da Caselúdico, a megaexposição fica em cartaz  até 31 de março de 2019.

CURSOS MIS: QUADRINHOS
Mais informações e inscrições acesse o site do MIS  ou pelo email cursos@mis-sp.org.br

Abraços do Quadrinheiro Véio

Culturama é a nova casa dos Quadrinhos Disney no Brasil !

Culturama é a nova casa dos Quadrinhos Disney no Brasil !

Olá Quadrinheiro !

Rapaz, lembro bem da minha tristeza ao saber que não teria mais os quadrinhos do Tio Patinhas sendo publicados no Brasil pela Abril. Primeiro porque a Abril é a casa do Mickey no país desde 1950 e segundo porque cabe ressaltar que a revista Pato Donaldo inaugurou a editora e é a primeira revista Pato Donald do mundo. Então, perder meu amado Tio Patinhas mensal e sem saber o que aconteceria com a editora que já existia desde antes de eu nascer foi um baque.

Ficamos meses no escuro. Desde o anúncio do fim em maio sem saber o que poderia acontecer… Um susto com algumas demissões sagradas da editora fez o coração ficar mais alerta. Lembro com tristeza das edições finais em junho deste ano fatídico de 2018.

Um álbum de figurinhas do Mickey foi anunciado ( e depois lançado ) pela Panini e ficamos todos de orelha em pé. Estaria a Editora Panini também na jogada ? Será ? Será ?

Até que veio a notícia: Paulo Maffia, o editor chefe das linhas de quadrinhos Disney no Brasil por muitos anos na Abril estava de emprego novo, mais precisamente, em uma editora que eu não conhecia em Caxias do Sul. Fiquei de radar ligado. Seria esta a nova editora que assumiria o legado dos quadrinhos Disney ? Que editora desconhecida é esta ? Culturama ? Como assim ? Dariam conta ?

Tantas perguntas. Tantas incógnitas. O que seria dos leitores, fãs da turma de Patópolis agora ?

Após primeiros pensamentos de medo, parei e pensei: O Maffia está envolvido. Então, vai dar certo. Ele sabe o que faz. Sempre soube. Quando finalmente a Culturama anunciou que lançaria as histórias no Brasil, sabendo do Paulo no comando, fiquei muito feliz. E ansioso. Mal posso esperar pra ver o que eles vão produzir. Fui pesquisar mais.

Soube que a principio serão 5 revistas mensais: Mickey, Tio Patinhas, Pateta, Pato Donald e Aventuras Disney.  E vai além disso. Todas histórias serão inéditas e alguns especiais devem ser produzidos também. A editora caxiense foi escolhida porque seu sistema de distribuição não depende apenas das bancas. É inovador e está anos a frente. Já se estruturou para estar em diferentes pontos de venda e por isso, uma ótima escolha. Mesmo com o marcado editorial em baixa, a Culturama conseguiu vender muito bem devido a esta visão diferenciada, percebendo que o problema não é a entrada da internet, mas dos próprios pontos de venda. Prova disso, é que só em 2017 foram mais de 12 milhões de livros vendidos. É a editora que mais cresce no Brasil. Fora que ela já produzia outros tipos de publicações Disney, Marvel, Star Wars e etc… mas são livros de colorir, livros de adesivos, livros de história, livros sonoros, diários e outros. E tem mais uma coisa: Opção de assinatura também estará disponível.

Agora, vou te contar o que só eu estou sabendo: Existem planos de lançarem uma 6a revista mensal, ainda no primeiro semestre de 2019! Sim, isso mesmo. Além das 5 em formatinho convencional, uma sexta mensal em formato americano: ” Além disso ela terá várias páginas de artigos para o colecionador Disney, tipo entrevista com artistas, curiosidades etc“, segundo o próprio editor-chefe, Paulo Maffia.

Estou bem confiante com a mudança. Sinto cheiro de coisa boa.
Obrigado, Culturama !
Obrigado e parabéns Paulo Maffia. Ainda quero e espero aquela exclusiva com você lá no canal, hein ?

Aguardo março de 2019 com grande ansiedade.
Que venham nossas novas revistas número 1 !

Abraços do Quadrinheiro Véio.

Os Melhores do Mundo – Batman e Superman

Os Melhores do Mundo – Batman e Superman por Dave Gibbons e Steve Rude

Olá Quadrinheiro.

Melhores do MundoLembro me bem de quando eu li Os Melhores do Mundo na época que saiu aqui no Brasil em 1991. Comprei as edições nas bancas principalmente pela capa diferenciada. Mas nem imaginava o que teria ali dentro. Ainda era uma fase que eu era mais “cru” em quadrinhos, mesmo acompanhando a tantos anos. O melhor de tudo: Eu ainda tinha aquele “brilho no olhar” ao acompanhar os heróis. 

Em meio a super inflação, a mini-série basicamente aumentava de preço todo mês e as moedinhas de troco que meu pai me dava, mal dava para as revistas do mês. Mas esta era especial, formato maior, arte de capa com aparência aquarelada… era algo que empolgava o adolescente que eu era. 

E o bacana é que ainda não era comum tantos crossovers. Isso de juntar em uma mesma história dois personagens de cidades diferentes não era comum, então a gente queria ver o que acontecia. Haviam as histórias da Liga, mas era como se fosse um personagem a parte. Encontro do Batman com o Superman não era tão comum como hoje.

Aliás, rara é a história que não tem a participação de algum personagem de fora nos dias de hoje. Até porque hoje se questiona mais algumas coisas. Por exemplo: Como assim cai um meteoro na terra, numa história do Super-Homem e os outros heróis, como o Lanterna Verde não vieram verificar? A gente não questionava isso na época. Hoje, isso não passaria batido.

World’s Finest

Publicada originalmente em junho de 1990 numa mini-séria, esta história soa como uma homenagem à era de bronze apenas a poucos anos do começo da era contemporânea, marcada por Crise nas Infinitas Terras. Embora seja o começo dos anos 90, ainda soava muito mais como os 80. O Batman ainda caminhava pra se tornar o personagem dark que é hoje e o Super-homem apenas começava a ganhar sua alcunha de “símbolo da esperança“. Foi mais ou menos nesta época que esta divisão começou. Até então, eram apenas histórias. Tudo podia. Depois, aos poucos, isso foi mudando.

A história gira em torno de um plano do Lex Luthor pra conquistar mais espaço em Gotham. Lembrando que o Lex Luthor desta época era o empresário bonachão, e nem tanto um cientísta. Ele já havia perdido a mão devido ao envenenamento por kriptonita de se anel e era sempre bem visto pelas pessoas, porque sabia muito bem se esquivar da lei pra fazer seus planos criminosos nunca serem ligados a ele. E ele começa ao comprar dois antigos orfanatos e dar suporte a um terceiro, que ficava bem na divisa entre Metrópolis e Gotham. Para comprar o de Gotham ele se envolve com o atual dono: o Coringa. Nisso, é proposta a troca. Coringa ficaria 1 mês autorizado a atuar em Metrópolis e Lex iria conduzir seu plano de conquistar mais imóveis em Gotham. Quando Clark e Bruce ficam sabendo, replicam a proposta entre eles. Kent vai pra Gotham supostamente fazer uma matéria sobre a situação dos menos favorecidos e o Bruce fica em Metrópolis pra ampliar seus negócios. E ambos podem ficar de olho em seus inimigos. Eles eram os melhores do mundo. Apenas ainda não tinham percebido isso.

Gibbons sendo Gibbons

O que me chama bastante atenção nesta HQ é que a história tem arte. Arte na narrativa. Arte nos desenhos. Arte na idéia. É mais profunda do que a gente consegue perceber no começo. 

Dave Gibbons tem uma narrativa gradual. É possível perceber que sempre que Batman atua, os quadros são mais escuros. Quando entra o Super-Homem, Metrópolis, tudo é luz, claridade. Batman se apoia no medo, na paranóia, na vingança. Super-Homem sempre na esperança. Estas duas faces ainda não se viam como amigos. A amizade começaria ainda a ser forjada em uniões como esta, que ainda eram novidade. Não havia ainda a irmandade de hoje. O desenho de Steve Rude segue com poesia. As cores de Steve Oliff são inteligentes, trazendo predominância de cores azul em contraste com vermelhos, e a medida que a história caminha, o contraste vai diminuindo, até que ao final, está mais equilibrado. É como ver, sem ver, o equilíbrio sendo alcançado aos poucos. E uma homenagem aos famosos Stan Laurel e Oliver Hardy da serie de comédia ‘O Gordo e o Magro’ como era conhecida aqui no Brasil. Mais uma referência ao contraste.

Gosto da condução, gosto do mistério e gosto da seriedade da história. Não eram desastres cósmicos, não era o fim do universo. Era apenas o Lex Luthor usando seu poder econômico e um palhaço insano tentando conquistar mais poder enquanto os heróis procuravam formas de detê-lo. Sem grande estardalhaço, sem nada grandioso. Num roteiro simples, direto, sagaz e que te mantém entretido em um mistério para descobrir os reais planos que são revelados em dois momentos. Saudades deste tipo de narrativa. Faz tempo que não vejo nada assim atualmente. Não que o que temos hoje em dia seja ruim, mas noto que algo se perdeu no meio do caminho. Onde estão os Melhores do Mundo que não escrevem mais como antigamente ?

Também penso que os grandes escritores da época dos quadrinhos dos anos 80 e 90 se inspiravam mais em leituras e conhecimentos clássicos. É comum vermos citações a grandes obras da literatura antiga nos quadrinhos dos anos 70-90. Hoje, noto que a inspiração dos atuais quadrinistas são os quadrinistas desta época. Creio ( posso estar bem enganado ) que seja um dos motivos dos quadrinhos atuais serem menos profundos e mais copiados. A fonte original não foi consultada. Então, se torna tudo mais raso. Com um publico raso acompanhando, que prefere cinema à leitura, não poderia ser diferente.

Aço e Trevas

Se você está procurando algo bom pra ler e quer ter acesso a algo mais vintage, sem ser tão antigo assim, leia Os Melhores do Mundo. O encadernado atual tem capa dura e muitos extras interessantes. A Panini mais uma vez mostra de novo que conhece o que é bom e sabe dar isso pra gente. A transição é linda, historicamente e dentro do livro. Recomendo !

Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

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Exposição QUADRINHOS no MIS em SP – Eu já fui !

Exposição QUADRINHOS

Estive visitando a Exposição Quadrinhos do MIS ( Museu da Imagem e do Som ) em São Paulo durante uma visitação exclusiva pra imprensa especializada e achei simplesmente fantástica. Fomos muito bem recebidos pelos produtores, pelo curador da mostra, Sr. Ivan Freitas da Costa que além do desapego de compartilhar conosco itens de sua coleção pessoal, ainda é sócio-fundador da CCXP e da Chiaroscuro Studius.

Visitar o MIS e conhecer a Exposição Quadrinhos é simplesmente obrigatória pra todo e qualquer fã de Quadrinhos. Não existe a menor possibilidade de você não emocionar. E a Exposição é tão grande, que não tem como curtir ela por inteiro, e na sua profundidade em apenas 1 dia de visita.

Mas melhor do que te contar o que é, resolvi te mostrar. Fiz um vídeo mostrando a mostra toda e você pode conhecer ao passar no canal ou ver aqui mesmo.

Quadrinhos
Data 
14 de novembro de 2018 a 31 de março de 2019
Horário
 terças a sábados, das 10h às 20h (com permanência até às 22h); domingos e feriados, das 9h às 18h (com permanência até às 20h);
Local Espaço Redondo, Espaço Expositivo 1º andar e Espaço Expositivo 2º andar

Valor R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia-entrada)

Recomendo fortemente.

Abraços do Quadrinheiro Véio !