A Saga de Thanos | vol.1

A Saga de Thanos

Olá Quadrinheiro.

Com o “fechamento” do MCU com o filme Vingadores Ultimato, acredito que muita gente tenha ficado ainda mais curiosa sobre o “tal” Thanos. Afinal, que vilão é este ? Temos acesso a ele primeiro durante sua ascensão e glória em Vingadores Guerra Infinita ( referência direta à saga homônima nos quadrinhos, mas que pouco te a ver com a versão cinematográfica ), e depois vemos sua queda e derrota em Avengers Endgame. Aliás, tem vídeo pacas sobre isso no canal.

Depois de alguns lançamentos, inclusive um BOX contendo 3 edições de luxo – CRUZADA INFINITA – GUERRA INFINITA – DESAFIO INFINITO, chega aos leitores A SAGA DE THANOS – Volume 1, com o surgimento das primeiras histórias do Titã bem antes dele encontrar as jóias da alma, que depois ele viria a rebatizar como Jóias do Infinito.

“Him”

Este primeiro volume se destaca ainda mais porque ele realmente te prepara, te traz edições clássicas dos anos 70, em que o Quarteto Fantástico encontra com a Coméia enquanto esta cria o “Ser Supremo” e precisa da ajuda de Alícia Masters, namorada do Coisa, para conseguir chegar perto “dele”, já que ele brilhava muito e poderia cegar um humano comum. A SAGA DE THANOS reune a sequencia correta de leitura, partindo de Fantastic Four 66-67, Thor 165-166, Marvel Premiere 1-2, a mini-série Warlock 1-8, Incredible Hulk 176-178, Iron Man 55 e Captain Marvel 25-27. Fala sério, é muita coisa boa junta !

Eu gosto deste momento, quando grandes personagens nascem e tem complexidade filosófica e teológica complexa. Traz aprendizado e reflexão. Hoje em dia, pouco do que leio me faz pensar como os quadrinhos me faziam nesta época. Atribuo grande parte do meu “eu” questionador e pensante, curioso e estudioso, ao que os quadrinhos me apresentaram. Em sua maioria no que foi publicado durante os anos 70 e 80. Tudo era assim ? Não. Mas a essência da maioria continha um nível de profundidade fascinante. Sou grato a isso.

Adam Warlock surge nestas páginas desde sua concepção. Seu momento de chegada à terra após encontro do o Alto Evolucionário que foi quem deu a ele sua jóia esmeralda, ainda não conhecida como jóia da alma, e que viria a ser a primeira jóia do infinito conquistada por Thanos anos depois ao vencer o Intermediário em um estratagema digno de um trapaceiro de primeira, nos domínios do Lorde Caos e Mestre Ordem. Ao receber a pedra, Adam tem acesso ao seu verdadeiro “EU”. E ao vir pra Terra sem memória recebe o nome de Adam Warlock.

Se conhece a Marvel apenas nos cinemas e se questiona “Como este tal Warlock pode ser tão importante nas HQ’s de Thanos e não aparecer nos filmes?“, saiba que ele foi citado em dois momentos. Uma delas em Thor 2 e em Guardiões da Galáxia 2. Mas apenas seu casulo na cena pós-créditos. Aliás e inclusive, ele é nomeado como Adam por Ayesha, líder dos Soberanos como o “ser” que ela está criando para derrotar os Guardiões. Isso deixou os fãs de Thanos das HQ’s apreensivos porque na saga original das jóias do infinito ele tem papel central. Muito acima dos Vingadores. Aliás, ele apenas usa os Vingadores.

E no cinema, o foco foi na turma do Tony Stark. Não haveria espaço para um personagem tão forte. A adaptação dos cinemas é linda e eu adoro. Mas é apenas baseada em fatos dos quadrinhos, sendo muito, muito diferente do original. E não vejo problema algum nisso. Quem sabe ele surge como inimigo em Guardiões 3, ou em algum novo filme do MCU na fase 4 ? Eu sei que eu quero !

A SAGA DE THANOS volume 1 traz muito mais do que apenas a primeira aparição do personagem em Iron Man #55 em fevereiro de 1973, mas o que antecedeu seu surgimento, o nascimento de Drax, e o começo da personalidade do vilão. Em seguida, ele retorna nas páginas de Captain Marvel de maio de 1973, já mais próximo do que iremos conhecer. Este primeiro volume serve pra apresentar o personagem. Ele apresenta Adam Warlock, contextualiza ambos e no volume 2, parte para a primeira grande saga do Titã roxo.

Lee, Thomas, Starlin

Temos o destaque da criação de Thanos nas mãos de Jim Starlin que na época escrevia e desenhava o Homem de Ferro. Mas esta edição encadernada A SAGA DE THANOS marca mais por ter muitas histórias de Stan Lee com Jack Kirby. Principalmente a criação de Adam Warlock. Seu começo em Fantastic Four #66, ainda como “ELE” e depois em Marvel Premiere #1, como Adam Warlock. Esta já nas mãos de Roy Thomas que desenvolveu o personagem até Jim Starlin colocar Thanos no meio e partir pro que viria a ser as Sagas do Infinito. 

 A Saga de Thanos vol 1 reune muitas revistas e por isso, diversos desenhistas. Além de Kirby e Starlin, encontre Gil Kane, Sal Buscema, Tom Sutton, Bob Brown e Herb Trimpe ( ele mesmo, o primeiro a desenhar o Wolverine em Hulk #180, duas edições depois ). É uma coleção de traços típicos dos anos 70, com riqueza narrativa com muitos textos e pensamentos. E além de Lee, Thomas e Starlin, também roteirizam Mike Friedrich, Ron Goulart, Gerry Conway e Tony Isabella.

Ao final da edição, uma pequena ficha biográfica de cada um deles fecha o volume de 448 páginas que a Editora Panini trouxe. E se você estiver interessado, encontre na Loja Panini ( aqui ).

Se recomendo ?

Sim, recomendo demais A SAGA DE THANOS. Mesmo que eu já tenha lido alguma destas histórias que saíram pela Abril, tê-las reunidas desta forma, com qualidade e carinho e com um preço que eu realmente acho que compensa, faz valer o investimento. Acho que um fã de quadrinhos, mesmo os que vieram por causa do cinema, merecem se dar um presente destes. Qualidade de uma época de ouro, de imaginação fértil e ainda pré-comercial. Ainda sendo direcionada pelos criativos e não pela contabilidade da editora.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Marvel Origens – A Década de 1960

Origens Marvel – A Década de 1960.

Olá Quadrinheiro,

decada-de-60-09233067d7a5151e9c22923f64560751-480-0O post de hoje é sobre um dos volumes da Coleção Oficial de Graphic Novels da Salvat, e justamente a edição Clássicos I, que em sua composição reune com qualidade 10 origens dos personagens Marvel que surgiram nos anos 60. Vale ressaltar a qualidade das publicações. Eu realmente ainda me surpreendo com os dias atuais, em que edições com este nível chega em nossas casas.

Em minha infância a gente acompanhava as edições naquele tamanho pequeno, o conhecido “formatinho“, que todo mundo fala mal. Mas quem cresceu lendo as “revistinhas” da Ebal e Abril tem muita gratidão por ter tido acesso, mesmo com papel esquisito e algumas mudanças do enquadramento. Afinal, quando a gente é criança, o que vale é a história. Adulto chato é que fica preocupado com o papel, no final das contas é a viagem proporcionada o que realmente conta.

022d79fecfb6face6624d58df5b9a972Cabe até um adendo: As histórias pré anos 90 tinham mais texto, mais narrativa. Os anos 90 foram uma grande transição, onde os quadrinhos começaram a ter o foco principal pra parte visual. Não é a toa que cada quadrinho parecia um pôster e os roteiros foram muito sofríveis. Talvez por isso que a qualidade do papel e da revista em geral, formato maior e como o original tenha precisado ir pra patamares melhores. Acho que agora estamos começando a chegar em um equilíbrio.

Mas retomando o assunto do post, este encadernado tem as origens de: Quarteto Fantástico (Fantastic Four 1), Homem-Aranha (Amazing Fantasy 15), Hulk (Incredible Hulk 1), Demolidor (Daredevil 1), Homem de Ferro (Tales of Suspense 39), X-Men (Uncanny X-Men 1), Vingadores (Avengers 1), Capitão América na era moderna (Avengers 4), Homem-Formiga (Tales to Astonishing 27) e Vespa (Tales to Astonishing 44).

Tudo se resume à emoção.

rsz_untitled-8000000-620x915Não tem sentido algum eu falar pra você sobre cada uma das edições que compõe o livro. Provavelmente você já leu ou já conhece o que está nestas histórias. Afinal, se você está aqui neste blog, é fã de quadrinhos como eu, ou até mais fã. Mas vou compartilhar um pouco do sentimento. O sentimento de ler isso tudo ( no meu caso, reler ).

Histórias em quadrinhos fazem parte de toda a minha vida. Ganhei minha primeira HQ aos 6 anos, e eu já lia fluentemente. Eu praticamente não sei o que é a vida sem HQ’s. Quando eu tive acesso as histórias desta edição, um bom tempo depois, e claro, não ao mesmo tempo, era em algum extra em alguma revista. Era muito raro ter re-publicações, não havia internet, o acesso era muito limitado.

As redes sociais eram a escola ou os amigos dos parentes. Era muita sorte conhecer alguém que tivesse alguma revista que você queria ler, e mais sorte ainda se esta pessoa emprestasse pra você. A gente tinha que ficar esperto nas sessões de cartas, onde os editores respondiam as duvidas e curiosidades dos leitores. Ou quando alguma origem era recontada ou referenciada em alguma outra história. Sinta-se privilegiado por poder ler isso com tanta facilidade nos dias de hoje. Aliás, hoje em dia o problema é outro. Se nos anos 80 nosso problema era a falta de acesso, hoje em dia não temos todo o tempo que precisamos pra ler tudo o que chega facilmente as nossas mãos.

Uma época emergente

antmanwithantsA inocência e o sensacionalismo imperam nestes quadrinhos. O que era tido como o “supra sumo“, ou “excelsior” nos anos 60/70 era o quanto era grandioso imaginar aqueles seres e aqueles poderes. Stan Lee não poupa frases de efeito, como: “Metade homem, metade monstro, o poderoso Hulk emerge da noite para ocupar seu lugar entre os mais estupendos personagens de todos os tempos!“. Era uma época de novidades. Os personagens sensacionais existiam em livros clássicos. Monstros sensacionais como o Monstro de Frankenstein, Drácula, Lobisomem, Múmia, Zumbis, etc… povoavam as mentes.

AF15P07Mesmo a DC Comics tendo vindo antes, não preenchia uma lacuna que espertamente o visionário Stan Lee percebeu e preencheu. Inspirado no Dr. Jekyll / Mr. Hyde de o Médico o Monstro, aparecia o Hulk. O super-soldado americano que se sacrificou na guerra reaparece congelado. A ciência e a radiatividade trazendo grandes avanços e inseguranças, principalmente com a bomba atômica e a radiatividade inspirando a criação dos 4 Fantásticos, do Demolidor, do Cabeça de Teia e até do próprio Hulk. Os avanços da medicina criando o casal da Formiga e da Vespa. A tecnologia avançada de uma super-armadura no Invencível Homem de Ferro ao mesmo tempo que uma inspiração para trazer a tona a percepção do preconceito racial foi a tônica principal para a criação dos mutantes X-Men.

Toda inspiração de Stan Lee, veio de sua percepção de gerar de alguma forma, uma identificação entre os personagens e seus leitores. Suportado completamente pelos fatos mais atuais da época, em que as pessoas tinha acesso apenas pelos jornais e da recém criada televisão, que poucos tinham acesso, este gênio saiu criando ( ou re-criando ) muitos e muitos seres incríveis e inspiradores.

O traço de Jack Kirby, Steve Ditko e companhia é uma delicia de ver. São os pais do movimento, da fluidez. O pensamento não era sobre a beleza, mas em contar a história. Hoje em dia eu percebo que os desenhistas praticamente fazer uma capa por quadro… é muita pose e pouco movimento. Bem diferente do original. Não acho que algo seja ruim, é apenas diferente.

Apenas por um segundo.

tumblr_nnj5em2eaT1qc8b0ao6_1280Meu convite a você, amigo que acompanha este blog, não é na história pela história. Mas a um exercício de transporte da sua mente. Faça uma pequena dinâmica, se imagine sendo um jovem leitor de “comics” nos Estados Unidos dos anos 60. Localize-se temporalmente. Transporte-se pra lá. Imagine como seria ler uma revista em quadrinhos como estas, quando os Westerns e Contos de Terror dominavam as bancas, e uma nova área se expandiu.

A DC Comics estava recentemente retornando de seu hiato temporal, iniciando sua conhecida era de prata dos quadrinhos. Renovando os clássicos Super-Homem, Flash, Mulher Maravilha, Batman, Lanterna Verde e criando novos heróis. Cada vez mais e mais inspiradores e incrivelmente superiores aos outros mortais do planeta. Enquanto a Marvel chegava com heróis adolescentes, onde a identificação imperava. Inspiração e identificação. Esta é pra mim a principal diferença entre Marvel e DC. E, por favor, você não precisa escolher uma.

À você é dada a dádiva de ler e curtir ambas. Que grande época pra se gostar de Super-heróis. Quanto entretenimento temos, não é ? Como pode ver, uma longa caminhada aconteceu entre o surgimento dos personagens, seu amadurecimento, até chegar aos cinemas do mundo todo. Se tornaram conhecidos, reconhecidos e amados por pessoas de todo o globo. Sempre somos e seremos carentes de salvadores, seja alguém que nos inspire a sermos melhores, seja pra nos fazer perceber que já somos.

Esta edição não traz a origem do Thor e do Doutor Estranho, me parece que ela virá em outra edição da mesma coleção. Segue a galeria de capas ao final deste texto.

Saudosamente me despeço.

Grande abraço do Quadrinheiro Véio !

PS: Conhece o Canal do YouTube ? Passa lá: www.youtube.com/oquadrinheiroveio

Origens Marvel

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Franklin Richards – Filho de um Gênio

Olá Quadrinheiro !

Franklin RichardsEste artigo é sobre uma publicação bem divertida e despretenciosa, que eu particularmente curti muito e conseguiu me tirar boas risadas. Quem acompanha meu blog a um tempo, sabe que minha equipe preferida da Marvel é o Quarteto Fantástico. E embora as principais historias do Quarteto sejam apenas com os 4 heróis, também existe nas HQ’s um garotinho muito “gente fina”, filho do Reed com a Sue: Franklin Richards ! Nas HQ’s ele tem um super poder muito grande: o de alterar a realidade. Franklin Richards é um mutante e futuramente vai acabar entrando pros X-Men. Aliás, em varias historias ele tem uma participação fundamental e em alguns futuros alternativos ele é peça chave. Na super clássica ” Dias de um futuro do Passado”, Franklin Richards é um dos mutantes do futuro alternativo que estão fugindo dos Sentinelas e acaba morrendo no comecinho. Franklin RichardsJunto com a Rachel Summers, sua namorada nesta realidade. Franklin Richards é considerado um mutante nível Omega, tão poderoso que certa vez se tornou adulto e quando percebeu que estava causando muito estrago, antes de retornar para a sua idade correta colocou travas mentais em si mesmo para que pudesse ter uma infância normal e retomar seus poderes apenas quando estivesse adulto. Mas em determinado momento, Onslaught ( durante a mega saga Massacre ), raptou o garoto para usar os poderes de alterar a realidade e criar um novo mundo. Isso culminou com a “morte” de vários heróis da Marvel e com o nascimento da saga “Heroes Reborn“, que depois se provou ser um micro universo criado pelo próprio Franklin para preservar os heróis vivos e traze-los de volta mais a frente.

Franklin RichardsBom, esta é apenas uma pequena passagem sobre os poderes do Franklin Richards e e todo sofrimento que este pequeno loirinho passou… mas a publicação que eu comento hoje aqui é outra. Fora da linha do tempo normal do universo Marvel e muito divertida. Nas revistas ” Filho de um Gênio“, temos várias historias muito divertidas e curtinhas, com Franklin no melhor estilo “Calvin”, aprontando todas e sabendo disso. Sempre acompanhado do seu robozinho Herbie, que nesta historia é sua babá ( e que podemos comparar ao Haroldo, sem sua natureza animal ), ele faz de tudo. Desde viagens temporais até virar o laboratório do pai de cabeça pra baixo… muito divertido, pra gente rir um pouco e sentir o privilégio de ser fã de super-heróis ao ponto de ter publicações de humor tão inteligentes como esta. Até o estilo do desenho é inspirado no traço do Bill Watterson. Aquele menino cabecudo, pernas Franklin Richardscurtas, loirinho do cabelo bagunçado. Que detesta esportes, adora ciência, sente tédio o tempo todo. Uma homenagem tanto ao Calvin quanto ao Quarteto. Aliás, dadas as devidas considerações e separando as coisas, pra mim é uma das melhores publicações ligadas ao Quarteto.

Franklin RichardsAs historias são escritas por Chris Eliopoulos e Mark Sumerak. Chris é um letrista que, inclusive, colocava as letras nas 100 primeiras edições de Savage Dragon de Erik Larsen e também tem uma tirinha baseada em Calvin e Haroldo, chamada de Desperate Times. Além disso, escreveu alguns títulos de Star Wars para a Dark Horse Comics. Mark é argumentaste de vários títulos da Marvel também. E com esta serie do Franklin Richards receberam uma nomeação para o Premio Eisner e o Premio Harvey em 2005. Os desenhos são todos do próprio Chris Eliopoulos.

Recomendo fortemente a leitura deste formidável livro. Eu gosto de ler este tipo de historia bem devagar… um pouco por dia, porque é tão legal que a gente não quer que acabe. Se você gosta de HQ e as vezes não quer ler coisa séria, esta é a pedida.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Franklin Richards

Franklin Richards

Franklin Richards

Franklin Richards – Wikipédia, a enciclopédia livre

Quarteto Fantástico 2015 – O Filme

Oláááá Quadrinheiros!

Acabei de colocar um novo filme lá no canal do YouTube. Este video está bem legal ( que modesto este véio 😛 ) e eu apenas dividi minhas impressões sobre o novo filme do Quarteto Fantástico 2015 !

E antes de mais nada, precisa saber que eu gostei do filme. O que não significa que eu tenha achado ele um filme bom.É mediano, mas com bons olhos, é divertido. E, na boa… é legal demais ver braços se esticando, uma montanha de pedra socando, um cara pegando fogo e uma mulher ficando invisível! hahahahah! Eu não entrei em aspectos mais psicológicos, porque não queria um filme de uma hora, mas tem muita coisa legal pra analisar no filme, assim como a clássica Jornada do Herói ( presente em 99% dos filmes de HQ ) e outros comportamentos. Infelizmente é um filme que poderia ser uma série de TV, tem muita coisa boa que poderia precisar de um episódio inteiro para mostrar/explicar, mas que acaba ficando de fora porque o filme precisa começar e terminar em 2 horas. Acho que este foi o principal… muito pra contar, pouco tempo… e é aquele esquema, quem quer tudo, não consegue fazer nada. Assista o video e me conte o que achou.

Então voce pode ir lá no canal e se inscrever e assistir ou pode ver aqui, agora mesmo !!

E comente o que voce achou !

De verdade, é importante pacas !

Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

 

Quarteto Fantástico – Ações Autoritárias

Oi, Quadrinheiro!

Quarteto Fantástico Ações AutoritáriasO Quarteto Fantástico é meu grupo de super-heróis preferido desde sempre. Gosto de X-Men, gosto da Liga da Justiça. Gosto dos Novos Titans dos anos 80. Vingadores eu apenas leio. Mas o Quarteto Fantástico eu realmente adoro ! E estou lançando esta resenha hoje que é o dia da pré-estreia do filme novo nos cinemas. Isso tem até um gostinho mais especial ainda.

Acho que vem muito da infância, né ? Tive a sorte de poder ler HQs ótimas da equipe, muita exploração cientifica, invenções, descobertas de outros mundos, dimensões fantásticas, personagens cósmicos e mentes brilhantes. E isso é algo que eu sempre gostei muito. Talvez venha daí a minha paixão pelos Quatro Fantásticos. 

fantastic_four_507-08-223x350Em Quarteto Fantástico Ações Autoritárias, que eu li pela Coleção Oficial de Graphic Novels da editora Salvat,edição 31, eu fiquei com uma satisfação que há muito não sentia. Aliás, as 3 edições desta coleção que traz a equipe são historias ótimas que eu não conhecia. Quando eu parei de acompanhar HQ no final dos anos 80, por conta de muitas historias péssimas em todas as linhas, eu confesso que achava que não teria mais jeito. Aliás, penso que muitos leitores que começaram a ler HQ de 2000 pra cá, não gostam do Quarteto Fantástico porque não pegaram boas historias. E eu diria que Ações Autoritárias, que é a continuação de Quarteto Fantástico Inconcebível, seria uma excelente leitura pra conhecer verdadeiramente a equipe.

Nestas duas edições, que são uma só saga, temos uma reviravolta importante na equipe de cientistas. A primeira eu comentei aqui no blog ( clique aqui e leia, caso não tenha lido ainda ) e vou complementar agora. Como sempre, se não leu saiba que tem um ou outro spoiler neste texto. Prometo que tentarei não estragar muito a surpresa.

Após tudo que acontece em Inconcebível, aliás titulo mais que perfeito pra historia, em Quarteto Fantástico AçõesQuarteto Fantástico Ações Autoritárias Autoritárias temos as consequências de tudo que o Doutor Destino aprontou. Vemos todo o desequilíbrio emocional com que a equipe tem que lidar, principalmente o Reed Richards e a sensação de família da equipe é algo tangível o tempo todo, como nos bons tempos. A revista começa exatamente onde a outra parou, ou seja, após a derrota do Doutor Destino, que acaba sendo considerado morto. Então, a equipe precisa auxiliar a Lativéria e dar um fim para todo o equipamento do Dr. Destino antes que o resto do mundo o faça. O caminhar da narrativa é muito misterioso, denso, doloroso… é possível sentir a dor dos personagens, da Sue Richards, do Tocha Humana… o Coisa sendo sempre da família e não sendo, e isso machucando e principalmente do Reed, que se torna fechado, escondendo coisas da equipe e tendo realmente atitudes autoritárias. É bem aquela situação em que a pessoa está tão abalada pelo que viveu que acaba tomando atitudes com relação as pessoas que ama, considerando que o amor que elas tem por ele será suficiente para compreender atitudes grosseiras e por vezes invasivas e com consequências que não são saudáveis de se causar. Aliás, o titulo do livro foi muito bem escolhido. Eu fico pensando como deve ser ter lido este arco acompanhando as revistas mês a mês nas bancas. Penso que deve ter sido bem angustiante seguir os 18 meses que este arco durou, entre 2003/04. Tem de tudo na historia. Referencias, personagens convidados, ação, ciência, invenções do Reed, piadas do Tocha abusando da paciência do Coisa, a Sue colocando ordem na “casa”, o Coisa se lamentando. Amigo leitor, sem exagero, o Doutor Destino retorna mais brutal do que nunca ( ou como sempre ). Nesta edição ele está realmente muito mau, sem limite. Muito drama familiar, discussão de valores, política, religião e a grande abóbora. Ok, brincadeira… não tem a grande abóbora. Mas tem muita reflexão cientifica, política e religiosa. É uma HQ pra pensar, refletir e emocionar. Eu estou muito grato por terem lançado algo tão bom.

Quarteto Fantástico Ações AutoritáriasE assinando esta revista está Mark Waid. Acho que nem precisaria falar mais nada, né? O cara acertou muito bem. Começo a pensar que este nome está entrando no meu panteão sagrado dos escritores fodas. ( hehehe ) A condução e ritmo são ótimas. Ele vai acertando a velocidade conforme a tensão da historia. Momentos mais lentos e momentos mais rápidos. Ritmo é tudo e isso ele tem. Até quando ele dá saltos no tempo, é com uma intensão já pensada. Ele é um cara muito bom em sacar o arco inteiro desde o começo e a medida que a historia vai evoluindo vai deixando sinais… aqui e ali… pra que no final você possa ligar os pontos. É realmente um escritor admirável. Sabe quando colocar as piadinhas, as brincadeiras. A ousadia dele não conhece limites… rs… tem um momento ao final do livro que é muito bonito, muito mesmo. Uma visão excepcional de criador e criatura. A forma com que eles fecham a historia, e o conserto do rosto do Reed, são bobinhas mas muito bonitas. E a emoção final é muito grande. A historia tem um final, um final legal mesmo. Um final que pra pessoas “bobas“, digo “sensíveis” como eu, acabam tendo os olhos cheios de lágrimas. Muito legal quando algo justo acontece com quem sofre demais. E, cá entre nós, como esta família sofre.

Quarteto Fantástico Ações AutoritáriasOs desenhos são de Mike Weiringo e Howard Porter. O traço no começo é bem sério, adulto, denso. O Coisa até está meio caricato, mas confesso que me lembra o desenho animado do Coisa dos anos 70 e eu gostei da lembrança. Ele meio “testudo” e “queixudo”, mas sendo ele mesmo, o Coisa. Embora eu prefira Benjamin Grimm desenhado com a sunga clássica, nesta edição ele está bem de calça e bota. E o uniforme padrão da equipe é o normal, azul. No final da edição o traço fica mais clean, mais “mangá” em alguns momentos, e noto que combina com a narrativa daquele momento. E foi legal ver o coisa de sunga na ultima página.

Recomendo a leitura. Chamaria de obrigatória pelo peso e importância. A qualidade é tanta que esta historia é longa, densa e pesada. Muito, muito boa. Fecha em si mesma sem precisar mudar pra sempre o universo Marvel como muitas publicações tanto tentam fazer.É uma historia séria e ao mesmo tempo, uma aventura de super-heróis que não querem ser heróis, mas sim uma família guiada pela ciência e exploração. A forma de ajudarem a humanidade não é apenas lutando contra monstros, mas buscando melhorias na vida do mundo.

E é isso que os torna Fantásticos !

Abraços do Quadrinheiro Véio!

Quarteto Fantástico Ações Autoritárias

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Quarteto Fantástico Ações Autoritárias

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Quarteto Fantástico – Inconcebível

Olá Quadrinheiros !
Mais uma vez quero agradecer as visitas de vocês, aos comentários e os compartilhamentos lá no facebook e no Youtube. É gratificante, de verdade.Quarteto Fantastico Inconcebivel
 
Neste post de hoje falarei sobre mais um volume da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel da Editora Salvat. E mais uma vez com minha equipe de heróis preferida: Quarteto Fantástico – Inconcebível. Esta edição reúne as edições 67-70 de Fantastic Four v3 e 500-502 de Fantastic Four v1, publicada originalmente em 2003.
Esta edição é fantástica ( perdoe o trocadilho… hehehe ). É uma história densa, pesada. Fazia tempo que não lia algo tão forte, tão impensável. O conjunto emocional desta edição é tão forte, que a gente fica meio impressionado um tempo. Pelo lado do tamanho da maldade e do desejo de vingança do Dr. Destino. E pelo outro, a importância da família para o Quarteto. Isso fica visível o tempo todo. 
Eu comecei a ler o Quarteto Fantástico lá no começo dos anos 80, na revista do Homem-Aranha. Aliás, recomendo muito esta fase deles, pois é apaixonante. E uma característica marcante da equipe é que eles não são heróis, eles são cientistas. E antes disso, maior do que tudo, são uma família. Quando eu comecei a ler a Susie e o Reed ainda não tinham o Franklin e imagine a minha surpresa quando, recentemente eu soube da Valéria…. rs… sim, pois me afastei uns 10 anos das HQ´s e pouco eu soube com relação a este período. Aliás, esta coleção está sendo ótima pra isso.
Percebo que muita mudança aconteceu, mas esta publicação mostra que a essência ainda esta lá, com a diferença que o ódio do Dr. Destino chegou a tal ponto que o nome deste livro – inconcebível – está mais do que adequado, já que a história é mesmo chocante, permeando o desespero. Sim, fiquei meio desesperado em alguns momentos, principalmente no começo quando Doom se revela mais louco do que nunca ao sacrificar o maior amor de sua vida por poder e logo depois, ao usar crianças para seus planos. Cara, é chocante de verdade, e ao mesmo tempo, adequado. E o Dr. Destino é o inimigo definitivo do Quarteto, não é ? Eles tem um monte, mas perto do Destino, os outros são como passear no parque com chuva forte… rs… Dr. Destino é o furacão Catrina com El Niño e La Niña juntos !

 O Dr. Doom é o tipico vilão ‘doido de pedra‘. Ele tem a inteligencia do tamanho de um planeta, mas emocionalmente não tem mais do que um grão de areia. Ele vive em função de sua vingança, de superar o Reed, de poder e conquista. E não consegue perceber que perde muito mais com isso. Tdo este trauma que vem de sua infância, suas perdas, tornou-o tão paranoico que as verdades que ele percebe só existem para ele mesmo. Ele começa a formular teorias dentro de seus pensamentos e quando ele mal percebe, aquilo já se tornou uma verdade pra ele e suas ações são ditadas pelas suas crenças. Quando uma crença se torna uma verdade pra você, então, deixa de ser crença e passa a ser a sua realidade. E independente de ser o ‘real’ ou não, suas decisões, ações e movimentos serão guiados por esta crença. Você assistiu “A Origem” ( Inception ) ? Pois bem. A diferença entre nós e o Dr. Doom está no nível do poder desta crença dentro de nós. Ele não sente a menor dúvida, tamanha é a sua arrogância. E é esta mesma arrogância que determina sempre, invariavelmente, suas derrotas.

Resumindo: É um vilão incrível !
 
Nesta edição, além de tudo isso aí, você ainda tem momentos para curtir o relacionamento do Ben e o Johnny. As encrencas básicas de uma família. Tem até o Tocha se queimando, e se você é fã do Dr. Estranho, ele terá uma participação pra lá de especial no desenrolar da história. Também vemos Destino se voltando mais para a magia, para ver se ao mudar seu método, consegue superar o Reed, já que em matéria de ciências, ele é absoluto. ( Pra mim, o Reed está anos luz a frente do Tony Stark, por exemplo… ). Eu não vou falar mais, porque estes dias eu levei um ‘puxão de orelha’ de um rapaz lá no grupo do Facebook porque mesmo eu tendo cuidado, acabei soltando um spoiler em um destes posts e fiquei me sentindo culpado quando ele me avisou. Não quero tirar a ‘graça’ da leitura de ninguém, e espero que me perdoem caso isso aconteça as vezes, tá ?
O Roteiro é de Mark Waid. Competentíssimo, Waid sabe fazer a mistura de Quarteto Fantastico Inconcebiveldrama e movimento. Ele escreve bem, diálogos, pensamentos, sentimentos. Tudo isso em total sintonia. Ele sabe contar algo com maestria como bem sabemos em seu trabalho com o Alex Ross em Reino do Amanhã. E aqui ele faz jus mesmo sendo revistas de linha. Aliás, um dos grandes problemas desta coleção é que ele não é de Graphic Novels de verdade. Como já comentei, ela reune algumas sagas das revistas de linha em uma edição encadernada. Isso não é Graphic Novel, ok meninos e meninas ? Isso é apenas um ‘paperback‘ de capa dura. Basicamente, um graphic novel é muito mais trabalhado, com mais prazo, gerando mais impacto porque com mais tempo, o artista consegue se entregar mais e entregar algo melhor. Este volume tem uma saga muito boa, até mesmo porque estava na edição 500 do volume 1 dos heróis e isso pedia algo magnífico, trágico e transformador ( como foi o caso ), mas ainda assim, não é uma Graphic Novel.
Em Quarteto Fantástico Inconcebível, os desenhos são satisfatórios, são bem feitos, tem movimento, expressões gritantes devido aos olhos e bocas enormes. Mas não é do meu gosto. Pra mim, Byrne é o cara do Quarteto, tanto em traço quanto em roteiro. Não me entendam mal,  Mike Wieringo e Casey Jones são bons, tem seus próprios traços peculiares e tudo o mais. Acho que ajuda na história, mas fica meio ‘desenho infantil’ e não ‘casa’ com o peso do roteiro. Acho que como é tudo de magia, de dor, sofrimento, deveria ser um traço mais sujo e orgânico… está limpo demais, sabe ? Mas não atrapalha. E muito disso que eu falo aqui, como você deve ter percebido, é mais meu gosto pessoal. Não se deixe influenciar pelo meu gosto, siga o seu. 🙂
 
As cores estão bem legais, lembram bem o começo das HQ´s feitas no computador. A harmonia na paleta em cada fase da história é muito competentemente escolhida.
 
Recomendo a edição com louvor. É uma das poucas histórias atuais do Quarteto Fantástico que valem a pena ser lidas. E ela tem uma continuação também na mesma coleção, Ações Autoritárias.
Bom, amigos. Vou ficando por aqui. Acho que já escrevi demais pro meu tamanho.
 
Comente aí embaixo agora mesmo o que achou. Eu respondo todos os comentário, tá ?
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.
 
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Quarteto Fantastico Inconcebivel

 

Quarteto Fantastico Inconcebivel

 

 

Quarteto Fantastico Inconcebivel
 
 
 
Quarteto Fantastico Inconcebivel

Hulk Contra o Mundo

Olá Quadrinheiros !!
 
Vamos pra mais um post de um volume da Coleção Oficial de Graphic NovelsHulk Contra o Mundo da Salvat. Hoje é Hulk Conta o Mundo, que eu ainda não sei se eu gostei ou não.
Pra mim, o Hulk é um personagem que desde sempre eu encarei como o “nervosinho fortão burro de bom coração”, saca ? É aquele personagem que, embora um dos ‘grandes’ da Marvel, eu nunca vi como um dos principais, sempre releguei ele ao segundo escalão e nem as revistas dele eu colecionava direito, então eu conheço pouco da história dele. E confesso que eu gosto mais dele assim. Acompanhei bastante dele na época do Panteão e aquele Hulk inteligente era bem legal de se ler, e por aliar com Mitologia Grega que é uma grande paixão na minha vida também, eu li com gosto esta fase dele que se não me engano virou até jogo de vídeo-game. E nesta coleção tive a 
oportunidade de ler Planeta Hulk, que até tem um post aqui, e eu confesso que achei espetacular, inesperado. Uma saga inteligente, que teve um grande equilíbrio entre o verdão e os outros personagens, com espaço pra todos, com inteligência e sagacidade no roteiro e acabei ficando fã. Só que ao ler esta edição, que se passa depois, eu achei o roteiro meio fraco… tanto que é uma das edições mais grossa das coleção Salvat e eu lí tão rápido, porque são mais imagens do que diálogos. Nesta história o gigante esmeralda está extremamente irritado, e nada irracional, ele sabe exatamente a loucura que está fazendo e mesmo assim, está fazendo. Ele está mau, tipo, Mau com M maiúsculo mesmo. Ele quer vingança de uma forma que, na minha percepção, nem condiz com o personagem. Tipo, o Hulk é um personagem com instabilidade emocional, ele costuma ter uma inteligência de ervilha e é esta inocência, este conflito interno dele que o torna interessante. Pra mim, claro, quando você tira estes elementos dele, coloca ele como um guerrilheiro em busca de vingança, é uma descaracterização tão grande do personagem que nem parece que é ele. Fica uma coisa meio forçada, meio que um autor tentando notoriedade pela coragem de atrapalhar um personagem. E acho que é aqui que reside a grande falha desta edição. Ela não emociona,ela choca um pouco pelas atitudes e pela
Hulk Contra o Mundo
violência, tem muito roteirismo envolvido ( a meu ver, não tinha como ele vencer este povo todo sozinho…) tipo… por mais raiva que ele sinta, uma coisa não tem muito a ver com outras coisas… se a força dele incrementa com a raiva, ok. Mas é a força. Agora, ele conseguir vencer o Raio Negro ? Isso é tão forçado que nem mostra como ele fez isso. Também não fica claro como eles projetaram a nave que trouxe ele e a nova gangue dele pra terra e ao final, quando ele descobre que não foram os iluminatti que explodiram a tal nave lá em Sakaar e sim o próprio povo dele, não rola uma compensação e nada… E, pra complementar este roteiro fraco e forçado, não Hulk Contra o Mundoapareceram X-Men e nem Thor… imagino que deve ter algo dizendo que eles não estavam no planeta na hora do ‘aperto’ com o verdão, mas mesmo assim… sei lá, achei forçado, achei mal escrito e muito violento. E olha que eu até curto violência em HQ, mas tem que ter um motivo pra isso. E se o cara é tão nervosão e todo mundo sabe disso, porque não caiu todo mundo com tudo em cima dele ao mesmo tempo ? 
Mas teve umas coisinhas bacanas também. A luta com o Coisa, por exemplo. Gosto sempre de ver ele e o Hulk saindo no tapa, mas não foi a melhor luta dos dois, aliás foi até meio incômoda. Gosto quando precisam chamar o tal Sentinela loucão, que raramente aparece também. Gosto quando o Homem de Ferro leva uma surra, mas me dói demais quando o Reed erra ou apanha por qualquer motivo que seja. Poxa, o cara é um cientista, as vezes meio arrogante, mas um cientista. Ver o Doutor Estranho é sempre bacana também. O cara é só um dos mais poderosos da Marvel e mesmo assim, leva uma sova do Hulk… só em HQ pra um cara que é só músculo, vencer um crânio como o Stephen Strange no mundo mental… beira o ridículo. Mas, paciencia. Olha que coisa, fui tentar ver o lado bom e acabei indo falar mal de novo… Mas, é fogo estes mega crossovers, não é ? Tipo, mostram um pouco de tudo e muito de nada. Não tem jeito, fica superficial mesmo. Hahaha… desculpa galera, é o Véio Ranzinza atacando de novo.
Hulk Contra o Mundo
Penso que poderiam ter criado uma forma mais legal pra suceder a tão bem produzida Planeta Hulk. Acho que Greg Pak pisou na bola neste roteiro… forçou mesmo. Como pode o mesmo autor ir do céu ao inferno dentro de um mesmo arco ? hehehe… e ele foi bem até no Caveira Vermelha: Encarnado. Até a arte do John Romita Jr., que é um desenhista que eu gosto muito, está fraca e apressada. Gosto quando ele desenha verdadeiras Graphic Novels, com cuidado, com esmero… ele tem um traço muito dele, muito bom. Mas aqui é tanta porrada que cansa, e o traço dele também. Parece que foi bem sofrido até pra ele desenhar um roteiro tão fraco. Poxa, até o Rick Jones não teve uma participação boa… Meu, o Rick… o motivo da origem do Hulk. Tá certo que é complicado que Bruce Banner passe a vida toda ligado a este cara que, mesmo sem querer, foi a causa indireta da origem do Hulk, e não precisa ter este cuidado a vida toda, mas poxa vida, não precisava colocar ele tão inútil assim na trama. Ele entra e sai e se ele não tivesse aparecido, daria na mesma para a trama.
Bom, é isso. Me perdoem a rabugice e fique a vontade pra comentar o que você achou aí embaixo. Eu respeito todas as opiniões e respondo todos os comentários. Todos.
 
E a menos que você esteja fazendo a coleção ou seja fã do Golias Esmeralda, fique longe desta publicação.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.
 
 
Hulk Contra o Mundo
 
 

Fantastic Four : Oficial Teaser Trailer

Oi, amigos fãs de HQ´s !
Que eu gosto de chamar de Quadrinheiros !! hehehe….
Então, resolvi fazer um post bem incomum neste blog, que é comentar sobre algo de cinema. E neste caso, tem a ver com nossa paixão por HQ´s: 

Fantastic Four | Official Teaser Trailer [HD] | 20th Century FOX

Acabei de assistir, meio tardiamente devo confessar, já que meia internet já divulgou o trailer e como estou em vários grupos e páginas nerds não aguento mais ver links e mais links do mesmo vídeo. E também coloquei ele alí embaixo, caso queira ver de novo… hehehe
E este post, como todos os outros, é sobre o que eu achei. Não faço análises técnicas, nem de referencias, ou sobre qualidades e nada disso. Faço as análises que acho cabíveis dentro o meu universo emocional de fã de carteirinha desde criança.
E eu gostei muito do que eu vi. Gostei mesmo. Estava morrendo de medo do lance dos uniformes, do Tocha Humana de pele negra, e algumas outras coisas que foram anunciadas, mas tenho fé que vai ser bacana.
Desde criança, o Quarteto é meu grupo predileto. Acho um grupo formidável por não serem um grupo de guerreiros, mas de cientistas e a fase John Byrne / Zona Negativa está entre as minhas preferidas. Gosto de todos os integrantes do grupo igualmente, gosto da interação entre eles, dos altos e baixos, das discussões, das brigas, das pazes… dos defeitos e qualidades. Adorei acompanhá-los desde os anos 80 e fiquei mega triste com uma porrada de merdas que foram feitas no final dos anos 90 e durante os anos 2000. Muita porcaria foi lançada neste período.
Os dois filmes anteriores eu gostei muito. Achei bem interessante algumas coisas, detestei outras. A começar com o Reed, achei ele ótimo, um bom ator. Tanto que acompanho ele agora na série Forever, e ele está excelente no papel. Os filmes tem milhares de defeitos, mas eu gostei mesmo assim. Gostei de ver os uniformes, a família, o Baxter, o Fantasticarro e etc… Odiei o Galactus, ( Que é um dos meus vilões prediletos, se é que podemos chamá-lo assim… ), não curti o Dr. Destino com super poderes, a Jessica Alba é uma princesinha, mas não me convenceu como Mulher Invisível, o Coisa estava muito estranho, muito caricato, sei lá… tipo, como fazer um cara de pedra não ser caricato? Mas, até a personalidade dele estava estranha. O Tocha estava forçado… mas, cara, eu gostei. E toda vez que eu posso, eu assisto.
Já este novo trailer me deixou muito feliz. Convenhamos que é apenas um trailer, eu sei. Mas eu acho que o pouco que foi mostrado, mesmo sendo MEGA CLICHÊ, ficou legal. Percebo que infelizmente, o cinema vem seguindo formulas que todos os filmes de heróis seguem: mostrar a infância deles, mostrar o começo da jornada, o acidente, as consequências do acidente, o chamado para a responsabilidade e etc… ok, é clichê, a gente gosta, e muito genialmente um cara dos anos 70, chamado Joseph Campbell reuniu esta sequencia no livro “O Poder do Mito“, que aliás, todo fã de heróis deveria ler e conhecer a “Jornada do Herói” que ele genialmente descreve e que foi toda a base de vários filmes, inclusive Guerra nas Estrelas, em que o próprio George Lucas era amigo pessoal do Campbell.
Enfim, o trailer é ótimo, instiga a gente e faz parecer que vem um filme bom por aí. Acho que que se a história for boa, até o programa de cotas forçado do Tocha moreno pode passar batido. Não me incomoda ele ser afrodescendente, me incomoda parecer algo forçado comercialmente e ser algo que não tem nada a ver com as HQ´s, mas desejo que ele seja um pusta personagem pra eu ficar feliz ao sair do cinema. Só espero que as melhores cenas não estejam no trailer como tem ocorrido ultimamente… hehehe… E aliás, cabe um adendo aqui. Ainda estou rindo, e muito, de um comentário em um grupo no facebook, de que o Coisa no trailer parece feito de sucrilhos !! HAHAHAHAH !!!! Caraca, acho que vou rir disso pro resto da minha vida !
O filme estréia dia 7 de agosto deste ano nos EUA, aqui no Brasil, eu não faço idéia.
Na cadeira da direção está John Trank, que estreou no filme “Poder sem Limites“, cujo qual eu ainda não assisti. Espero que ele saiba o que está fazendo com meu grupo predileto. E me parece que este filme está no mesmo universo dos X-Men mais recentes, o que pode gerar algum tipo de crossover no futuro. Eu não acharia nem um pouco ruim… embora pra mim, os melhores crossovers dos quatro fantásticos ( hahaha… adoro esta tradução ) sempre foram com o Homem-Aranha.
Então, é isso.
Abraços do Quadrinheiro Véio !

Quarteto Fantástico – O Fim

Olá amigos QuadrinheirosQuarteto Fantástico Fim

 
Falar sobre esta super equipe, a primeira da Marvel, é um prazer imensurável pra mim. Posso dizer sem medo algum que é a minha super equipe favorita desde criança. Principalmente porque eles não são uma equipe de guerreiros, mas sim de cientistas. De exploradores das maravilhas do universo e protagonistas de histórias lindas, ricas de uma imaginação enorme. Principalmente na fase de John Byrne… que saudades desta época…
E a mini-série Quarteto Fantástico – O Fim é como uma homenagem prestada a esta super família da Marvel, que merece mesmo o título de maravilhosa, ao meu ponto de vista. Nesta mini-série, Os Quatro Fantásticos ( hahaha… quem lembra ? ) são colocados em um ‘futuro alternativo‘, um tipo de ‘what if‘. E conta como seria um final para a equipe. Confesso que eu li morrendo de medo deles morrerem no final… hahahaha… (não, não vou dizer se isso acontece ), e posso dizer que é uma HQ que, pra mim como fã, despertou emoções bem interessantes, um saudosismo gostoso, nostalgia pura. Acho que foi mais o menos o mesmo sentimento de ler “O Velho Logan” ( leia resenha aqui ).
Pra mim, o Quarteto Fantástico é uma equipe deliciosamente audaciosa, curiosa e as encrencas estão sempre metidas nas pesquisas do Reed Richards, sempre incansável cientista. E não entendo até hoje como a Sue Storm aguenta ficar com ele, porque é impressionante a obsessão dele pela ciência. O Tocha Humana é o personagem mais light, mais bobo, mas muito importante pra dar o espirito jovem da equipe e o Coisa é, sem dúvida, meu personagem favorito. Lembro que quando eu era criança, eu queria crescer e ser inteligente como o Reed, já que sempre fui apaixonado por ciências. Mas o Coisa é o personagem mais empático da equipe… é o tiozão amigo, né… o coração mole em um corpo de pedra. O monstro, o solitário… e além de piloto, é o grande guarda-costas do Sr. Fantástico.
Esta edição traz um futuro, em que um Dr. Destino mais enlouquecido e mais máquina que homem mata os filhos de Reed e Sue em uma ‘última‘ luta contra a equipe. E o que acontece mesmo na narrativa, por volta de uns 50 anos a frente, é apresentada as consequências deste acontecimento para o Quarteto Fantástico e para toda a humanidade. O que é uma delicia é ter todos os personagens principais que já passaram em histórias da equipe, seja heróis ou vilões, juntos em uma mesma trama, mesmo que não interligada. É legal saber o que aconteceu com os vingadores, homem-aranha e alguns vilões. E teve uma ideia que eu achei muito maluca que é um soro que o Reed inventou que prolonga a vida de quem quiser ficar jovem pra sempre, que chamaram de Matusalem. ( hahahaha…) Este tipo de criação é típica do Quarteto, e é adorável ! Também não apresentam os filhos do Ben Grimm que agora vive em Marte ( Reed ajudou a colonizar todo o sistema solar ) com a esposa Alicia Masters, e pode controlar sua

transformação quando bem entende. E devido a todo o trauma da morte dos filhos, Reed e Sue vivem separados, embora ainda casados. É muito bacana ver os filhos de alguns personagens, o Dr. Estranho bem velho… Os filhos da Vespa com o Gigante brincando com o filho do Homem-Aranha… gente, tanta coisa criativa… até um Tony Stark que morreu e transferiu sua consciência para as armaduras está aí, pra gente ver. Não posso negar, eu gostei desta edição, embora não seja a melhor coisa que já lí, eu achei tão bacana que li inteira de uma vez só.

Argumento e roteiros são de Alan Davis, que eu ainda não conhecia, mas que

tem meu respeito após esta série. Acho que os argumentos e textos estão muito bons. Ele parece conhecer bem a essência da equipe, e deixa bem claro que embora sejam exploradores, serem uma família está em primeiro lugar. E acho isso lindo, embora possa parecer ‘piegas’, é a base emocional da equipe. Não se muda a essência, porque se mudar, deixa de ser o que são de verdade… aí, é outra equipe. Não é ? Cabe até uma ressalva aqui, que é o equilíbrio de importância dos 4 integrantes na história. Não teve personagem com pouca importância, todos eles tiveram um papel equilibrado e impactante para o caminhar da história. Já os desenhos são bons, não é algo digno de nota, nem pro bem e nem pro mal. É bom, conta uma boa história… há um equilíbrio legal entre quadros grandes e pequenos… alguns até de página inteira e com as expressões faciais bem convincentes. E só de ele manter o Coisa de sunga e descalço já tem o meu respeito, mesmo com a Sue de cabelos ‘joãozinho’, eu perdoo. hehehehe

O cara foi tão bem que ele trouxe desde Inumanos ( cara, eu adoro o Raio Negro, um personagem impar, sempre muito sub-utilizado na minha opinião… ) até o Aniquilador… sem esquecer Namor, Super Skrull, Vigia, Galactus e o Toupeira… que não poderia faltar de jeito nenhum, considerando que foi o primeiro vilão que enfrentaram. Pura nostalgia, mas com qualidade… mesmo com pouca participação, eram momentos que não foram aparição gratuita. Tudo encaixado no roteiro. Li em algum lugar do Facebook que alguém achou chata a história, arrastada e cansativa. Quando eu fui ler eu tive medo de ser algo assim, mas como gosto é algo individual, dei a sorte de gostar.
Acho que se você é fã mesmo da equipe azulzinha, deve ler esta mini sim. Mas se você não gosta do Quarteto, não fará diferença pra você. Como sempre digo, HQ tem que emocionar… e como um velho nostálgico, senti coisas deliciosas ao ler este encadernado.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio !
 

 

 

 

 

Os Livros do Destino

Nunca mais olhos mortais vislumbrarão Victor Von Doom. Deste momento em diante, há somente o que me tornei… há apenas o Doutor Destino !”
Hoje falarei sobre Os Livros do Destino, uma publicação que eu gostei muito. Este encadernado que eu li, publicado pela Panini Books aqui no Brasil, reune a mini-série The books of Doom 1-6 lançado em 2006 nos EUA. E já posso te adiantar que gostei bastante do que eu li.
Como deve ter notado no post anterior, eu não costumo gostar muito de biografias que humanizam o personagem. Esta é uma exceção porque a origem do Doutor Destino sempre foi contada desta forma, porém esta versão dá uma aprofundada a mais e acho que, neste caso, é isso que deixou o argumento/roteiro muito bons.
Os livros do Destino são uma narrativa auto biográfica que o vilão faz durante as 6 edições encadernadas neste capa-dura e contam toda a história do tirano lativeriano desde seu nascimento até a tomada de poder de seu país natal, apenas alterando um ou outro fato conhecido ( como ter sido colega de quarto do Reed Richards do Quarteto Fantástico, por exemplo ), mas sendo justificado em seguida. E

eu adoro os vilões. Acho eles o máximo. Não se comparam aos heróis perfeitinhos. Talvez por este motivo que em meados dos anos 80 os anti-herois começaram a fazer sucesso. Acho que foi cansando dos heróis 100% corretos e tornando-os mais humanos e falhos. Acho que todo mundo concorda que o que fazia o Batman ser legal eram seus vilões, não é ? O que seria do Batman sem o Coringa ? Do Luke Skywalker sem o Darth Vader ? Ou mesmo Seyia sem o Saga ? rs…

Os vilões tem uma característica tão mais humana… e embora nos inspiremos nos heróis, nos identificamos com os vilões. Não foi o Harvey Dent quem disse que “Ou você morre herói, ou vive suficiente para ver você mesmo se tornar um vilão ?“. Pois então.
Algumas coisas curiosas nesta edição é ver como

Victor era arrogante desde criança. Sempre sendo super dotado, e talvez por ser filho de uma ‘bruxa’ cigana ( que ele nunca leia isso…hehehe ), ele sempre foi diferente das outras pessoas. E isso é mostrado bem detalhadamente no livro. Fora que podemos seguir todo o pensamento dele, sua psique, sua condução com mão de ferro.Uma linguagem arrogante e convencida, mesmo quando está deprimido. Todo seu amor pela mãe culmina em sua primeira incursão ao mundo inferior, enfrentando um demônio vermelho ( que nesta série não é nomeado como Mefisto, mas somente como o demônio ) e com isso, após levar uma surra, seu rosto fica marcado, não pela explosão da máquina, mas sim pelo toque deste demonio. Aliás, dentre as mudanças que foram feitas, esta é uma que eu achei bem interessante. Sempre nos foi dito que a máquina havia falhado, que ele habitou o mesmo dormitório que o Reed e que ele apenas estudou nos EUA. Mas esta série mostra que ele

mal falava com o Dr. Richards e ainda trabalhou para o Governo Americano, que era quem bancava os estudos dele em troca de seu talento com engenharia e magia. Tudo nos leva a entender que a história se passa durante a guerra fria, uma época que eu acho muito rica pra se escrever algo político como é o fundo desta história. Claro que é preciso lembrar que quem conta a história é o próprio Dr. Destino e por este motivo, algumas coisas ele pode ter distorcido durante a narrativa, já que embora ele seja um altivo tirano, ele também é bem orgulhoso e tem a visão distorcida de um conquistador, que justifica seus

atos violentos como se fossem necessários para o ‘bem maior’. E cabe uma notinha curiosa, de que nesta edição ele não conclui a formação, e para ser um “doutor”, ele se auto-denomina após ver uma entrevista com o Reed Richards na TV. Um louco de pedra, mas um super louco de pedra. Ele não se considera um herói e nem um vilão. Ele é apenas o Dr. Destino e isso pra ele basta. Um homem que se considera acima do bem e do mal e onde tudo que ele fala e pensa não deve ser contestado por seres inferiores ( no caso, todo o resto do mundo ) É ou não uma figura magnífica ?

O roteiro é de Ed Brubaker que demonstra um domínio sobre a narrativa biográfica como poucos, a meu ver. O cuidado com a escolha das palavras é muito legal. Aliás, parabéns para a tradução, já que a dupla soube manter a característica arrogante e o palavreado erudito do personagem de forma muito bem feita. Ed nos dá uma história muito bem conduzida, lembrando muito o final dos anos 80, com muito texto, muito pensamento. E o melhor, não cansa ler tudo, porque é tudo relevante. Imagine que você lê 6 edições e não percebe que o roteiro é muito objetivo, mostra um monte de coisas de forma resumida e ainda assim aprofunda na psique de Victor Von Doom. Não sei se fui muito claro, mas é tipo isso.
Os desenhos são do argentino Pablo Raimondi, que eu particularmente não conhecia. E o cara é bom. Não é o melhor, o maior destaque e etc… mas o cara é bom. Bom na narrativa, no enquadramento, na definição emocional. Não impressiona, mas pra uma biografia, ele resolve muito bem. É um desenhista que, ao menos nesta mini-série, faz o básico bem feito, sabe assim ? Não percebi nenhuma genialidade, nenhuma conjectura ou mesmo referencias externas ou cuidado com uso de cores que fosse digno de nota. É um traço e cores que servem pra contar uma história que é brilhante pelo seu roteiro e não precisa de um suporte de imagem forte. Se fosse um conto apenas escrito já seria ótimo. Sendo HQ, ficou melhor ainda.
Acho que se você curte biografias de personagens, vale muito a leitura. E eu como um grande fã da personalidade do Doutor Destino, não poderia ficar sem ler. E ainda bem que li, pois gostei muito, me diverti e emocionei. E o melhor, sem humanizarem demais o personagem.
Abraços do Quadrinheiro Véio !