Os Melhores do Mundo – Batman e Superman

Os Melhores do Mundo – Batman e Superman por Dave Gibbons e Steve Rude

Olá Quadrinheiro.

Melhores do MundoLembro me bem de quando eu li Os Melhores do Mundo na época que saiu aqui no Brasil em 1991. Comprei as edições nas bancas principalmente pela capa diferenciada. Mas nem imaginava o que teria ali dentro. Ainda era uma fase que eu era mais “cru” em quadrinhos, mesmo acompanhando a tantos anos. O melhor de tudo: Eu ainda tinha aquele “brilho no olhar” ao acompanhar os heróis. 

Em meio a super inflação, a mini-série basicamente aumentava de preço todo mês e as moedinhas de troco que meu pai me dava, mal dava para as revistas do mês. Mas esta era especial, formato maior, arte de capa com aparência aquarelada… era algo que empolgava o adolescente que eu era. 

E o bacana é que ainda não era comum tantos crossovers. Isso de juntar em uma mesma história dois personagens de cidades diferentes não era comum, então a gente queria ver o que acontecia. Haviam as histórias da Liga, mas era como se fosse um personagem a parte. Encontro do Batman com o Superman não era tão comum como hoje.

Aliás, rara é a história que não tem a participação de algum personagem de fora nos dias de hoje. Até porque hoje se questiona mais algumas coisas. Por exemplo: Como assim cai um meteoro na terra, numa história do Super-Homem e os outros heróis, como o Lanterna Verde não vieram verificar? A gente não questionava isso na época. Hoje, isso não passaria batido.

World’s Finest

Publicada originalmente em junho de 1990 numa mini-séria, esta história soa como uma homenagem à era de bronze apenas a poucos anos do começo da era contemporânea, marcada por Crise nas Infinitas Terras. Embora seja o começo dos anos 90, ainda soava muito mais como os 80. O Batman ainda caminhava pra se tornar o personagem dark que é hoje e o Super-homem apenas começava a ganhar sua alcunha de “símbolo da esperança“. Foi mais ou menos nesta época que esta divisão começou. Até então, eram apenas histórias. Tudo podia. Depois, aos poucos, isso foi mudando.

A história gira em torno de um plano do Lex Luthor pra conquistar mais espaço em Gotham. Lembrando que o Lex Luthor desta época era o empresário bonachão, e nem tanto um cientísta. Ele já havia perdido a mão devido ao envenenamento por kriptonita de se anel e era sempre bem visto pelas pessoas, porque sabia muito bem se esquivar da lei pra fazer seus planos criminosos nunca serem ligados a ele. E ele começa ao comprar dois antigos orfanatos e dar suporte a um terceiro, que ficava bem na divisa entre Metrópolis e Gotham. Para comprar o de Gotham ele se envolve com o atual dono: o Coringa. Nisso, é proposta a troca. Coringa ficaria 1 mês autorizado a atuar em Metrópolis e Lex iria conduzir seu plano de conquistar mais imóveis em Gotham. Quando Clark e Bruce ficam sabendo, replicam a proposta entre eles. Kent vai pra Gotham supostamente fazer uma matéria sobre a situação dos menos favorecidos e o Bruce fica em Metrópolis pra ampliar seus negócios. E ambos podem ficar de olho em seus inimigos. Eles eram os melhores do mundo. Apenas ainda não tinham percebido isso.

Gibbons sendo Gibbons

O que me chama bastante atenção nesta HQ é que a história tem arte. Arte na narrativa. Arte nos desenhos. Arte na idéia. É mais profunda do que a gente consegue perceber no começo. 

Dave Gibbons tem uma narrativa gradual. É possível perceber que sempre que Batman atua, os quadros são mais escuros. Quando entra o Super-Homem, Metrópolis, tudo é luz, claridade. Batman se apoia no medo, na paranóia, na vingança. Super-Homem sempre na esperança. Estas duas faces ainda não se viam como amigos. A amizade começaria ainda a ser forjada em uniões como esta, que ainda eram novidade. Não havia ainda a irmandade de hoje. O desenho de Steve Rude segue com poesia. As cores de Steve Oliff são inteligentes, trazendo predominância de cores azul em contraste com vermelhos, e a medida que a história caminha, o contraste vai diminuindo, até que ao final, está mais equilibrado. É como ver, sem ver, o equilíbrio sendo alcançado aos poucos. E uma homenagem aos famosos Stan Laurel e Oliver Hardy da serie de comédia ‘O Gordo e o Magro’ como era conhecida aqui no Brasil. Mais uma referência ao contraste.

Gosto da condução, gosto do mistério e gosto da seriedade da história. Não eram desastres cósmicos, não era o fim do universo. Era apenas o Lex Luthor usando seu poder econômico e um palhaço insano tentando conquistar mais poder enquanto os heróis procuravam formas de detê-lo. Sem grande estardalhaço, sem nada grandioso. Num roteiro simples, direto, sagaz e que te mantém entretido em um mistério para descobrir os reais planos que são revelados em dois momentos. Saudades deste tipo de narrativa. Faz tempo que não vejo nada assim atualmente. Não que o que temos hoje em dia seja ruim, mas noto que algo se perdeu no meio do caminho. Onde estão os Melhores do Mundo que não escrevem mais como antigamente ?

Também penso que os grandes escritores da época dos quadrinhos dos anos 80 e 90 se inspiravam mais em leituras e conhecimentos clássicos. É comum vermos citações a grandes obras da literatura antiga nos quadrinhos dos anos 70-90. Hoje, noto que a inspiração dos atuais quadrinistas são os quadrinistas desta época. Creio ( posso estar bem enganado ) que seja um dos motivos dos quadrinhos atuais serem menos profundos e mais copiados. A fonte original não foi consultada. Então, se torna tudo mais raso. Com um publico raso acompanhando, que prefere cinema à leitura, não poderia ser diferente.

Aço e Trevas

Se você está procurando algo bom pra ler e quer ter acesso a algo mais vintage, sem ser tão antigo assim, leia Os Melhores do Mundo. O encadernado atual tem capa dura e muitos extras interessantes. A Panini mais uma vez mostra de novo que conhece o que é bom e sabe dar isso pra gente. A transição é linda, historicamente e dentro do livro. Recomendo !

Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

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Superman – Entre a Foice e o Martelo

Superman – Entre a Foice e o Martelo

Lembro-me bem do quão revolucionário foi o lançamento da mini-série Superman Red Son aqui no Brasil. A gente tinha ouvido falar de algo sensacional lançado e 3 anos antes nos EUA, em que o bebê Kal-el teria caído na União Soviética e não no Kansas como na história original. Mas só teríamos acesso a ela em junho de 2006, quando a Panini trouxe a mini-série em 3 edições pro Brasil.

Red Son explora uma das épocas históricas mais interessantes do mundo recente: a Guerra Fria. Desde seu início e de como o herói poderia mudar todo o rumo do mundo, ao ser a grande arma comunista, fiel à Stalin e seus ideais. Gosto sempre de pensar no impacto das histórias nos leitores, não apenas como uma aventura, mas como um formador de reflexões. Estes exercícios de pensamento, este universo “O que aconteceria se…“, que se leva a sério e tem começo, meio e fim, costumam apresentar grandes histórias, já que não se prendem a uma cronologia quase secular e limitante.

Gosto desta mini em especial porquê é raro ter coisas boas lançadas depois dos anos 2000 e Entre a Foice e o Martelo tem o melhor que os quadrinhos podem oferecer. Em termos de história, de arte e pensamento. Todo exercício criativo é importante e gratificante. E é como sempre cito nas minhas resenhas: a historia precisa te emocionar, te fazer sentir de verdade. Seja medo, alegria, tristeza, revolta, saudade, espanto… e tem tudo isso.

Superman formatado ?

O Super-Homem tem todo um estereótipo de escoteiro, de ser a pessoa que sempre faz o que é certo independente do sacrifício pessoal envolvido. Isso ao mesmo tempo que inspira, gera culpa. E mesmo quando ele é colocado do lado vermelho do mundo, numa época que isso era visto como nocivo pelos americanos pela forma como era imposta, ele se mostra comedido, correto, e disposto a fazer o que traz bons resultados, e nem sempre isso acontece dentro do que ele foi ensinado ou doutrinado. Ele tem sempre, não importa o mundo, o universo paralelo, a época, este senso de justiça e é sempre o grande salvador da humanidade. Reflete o melhor dos humanos, sendo ele mesmo alienígena. Quando pensamos em Super-homem, é isso mesmo que aparece na mente: Uma pessoa super ! Curioso que isso seja algo visto como tão impossível que foi necessário criar um alienígena pra ser o melhor de nós. Não é pra se pensar ?

Pense que nesta história

Entre a Foice e o Martelo começa com o aparecimento do Superman do lado russo. Com o uniforme em cores mais sombrias, ostentando em seu escudo a foice e o martelo comunistas. Embora lançada em 2003, ainda tínhamos uma sombra forte da época da guerra fria, mas já a víamos como algo distante. São 15 anos, mas pra quem viveu o medo da guerra nuclear nos anos 80, é muito marcante. 

Quando o escoteiro começa a demonstrar realmente a inclinação e a crença nos ideias soviéticos, é algo um tanto chocante. E fica mais ainda quando Lois está casada com Lex Luthor e que ele é o grande salvador da humanidade. Aqui temos realmente um embate de vida toda, entre o super poderoso alienígena versus o ápice da inteligência humana. Lex, neste caso, ainda fiel à sua paranóia anti-superman nunca desiste e a história se passa em 3 momentos da vida de ambos, envelhecendo contemporaneamente, nos mostrando os principais embates em sua juventude, fase adulta e já em idade mais avançada quando a história se fecha com muita classe e com uma grata surpresa ao final.

Aliás, acho que este final se torna muito criativo, uma vez que altera a própria origem do personagem ( e isso é permitido já que é uma história paralela em outro universo ) e surpreende pelo contexto bem engendrado, onde as peças se unem e conclui com toda classe.

Amazonas e Morcegos

Claro que em se tratando de universo DC, dificilmente hoje em dia é possível criar alguma trama planetária sem que os outros heróis apareçam. Foi-se a muito tempo a época em que ameaças globais eram combatidas apenas por um personagem.

Embora centrado no Superman e no Luthor, Batman, Mulher Maravilha e Lanterna Verde tem participações que ao mesmo tempo que são importantes, não o são. Não que sejam dispensáveis, já que a história faz bom uso de suas participações na trama e eles não roubam os holofotes. Está no devido lugar, com o devido peso e ao mesmo tempo faz com que o leitor não fique se indagando: Onde estavam os heróis americanos quando o Superman tomou o poder do mundo ? 

E é muito legal os uniformes desenvolvidos pra todos eles, desde os trajes do Clark ( que mostram a sua evolução, sua mudança gradual ) até os outros heróis. Gosto muito mesmo da forma que foi desenvolvido.

Ele de novo !!

Mark Millar ( de Kingsman, Velho Logan, Guerra Civil, etc… ) em uma de suas fases mais criativas é o autor deste livro. Habilmente conduz questionamentos, diálogos e situações como uma biografia muito bem engendrada. Ele sabe como prender a sua atenção misturando momentos de ação com backgrounds bem construídos de narrativa e condução, tornando a leitura fluída, dinâmica, rica e sem ser cansativa. A gente gruda no livro, que aliás foi relançada encadernada pela Panini novamente este ano.

O desenho de Dave Johnson é duro, seco, artístico e em tom de graphic novel, ao mesmo tempo que na parte seguinte tem Kilian Plumkett acompanhando o mesmo traço, mas com expressões mais detalhadas. Eu gosto deste preto-no-branco do desenho, ao mesmo tempo que as cores dão o tom, utilizando a dramaticidade de tons muito próximos, como se todo o cenário estivesse sendo iluminado por um celofane. Isso confere tensão maior ao texto e te mantém imerso.

Acho que Superman Entre a Foice e o Martelo merece sua atenção, e mais do que isso, merece sua obrigatoriedade. Tem poucas obras que eu considero tão boas quanto ela.

Abraços do Quadrinheiro Véio

Super-Homem – Paz na Terra

Super-Homem – Paz na Terra

Super-HomemLembro me bem quando esta edição especial do Super-Homem foi lançada aqui no Brasil em 1999. Alex Ross já tinha causado rebuliço com Marvels e Kingdom Come e tudo que a gente mais queria era ter mais histórias dele. Aquele formato enorme de revista, com uma coleção de pinturas era uma grande obra pra gente adquirir. Basicamente obrigatória. Super-Homem – Paz na Terra é icônica e atemporal. Não apenas pelo excelente trabalho visual do Ross, mas principalmente pelo grande poder de reflexão que a revista tão habilmente nos conduz. Tenho até hoje todas elas, enormes, na minha estante. 

Ele não precisa comer

Basicamente, Superman no Natal ajuda uma mendiga que desmaia por causa de desnutrição. E isso leva ele a refletir sobre como ainda nos dias de hoje, com tanta produção de comida e terra pra plantar, ainda morre gente de fome no mundo. Curiosamente ele até reflete consigo mesmo sobre a sua própria natureza. Ele não precisa comer e nunca vai saber o que é fome. Mas lembrando de seu pai, de como ele era um fazendeiro, seus ensinamentos sobre alimentar as pessoas e tudo o mais, ele pensa sobre tudo que faz pra ajudar a humanidade e como ele mesmo poderia dar o exemplo ao mundo, levando e redistribuindo a comida acumulada, e muitas vezes que vai estragar, em armazéns e até em colheitas que podem se perder se ninguém colher.

Com a permissão dos lideres mundiais, ele sai fazendo esta redistribuição por todo o planeta. E cada lugar, cada situação traz um pensamento, uma percepção, uma reflexão sobre os humanos e suas diferentes culturas. E é nestes momentos que esta história se mostra tão atual, tão bem escrita e planejada. 

O Vilão

Então, a história não tem vilão. Não tem Lex Luthor, Brainiac e ou qualquer ameaça sob a forma de violência física. Tem apenas o Super-Homem travando uma guerra impossível de se vencer. Curiosamente ele já começa pensando nisso, e conclui exatamente a mesma coisa. Porém a experiência ajudou-o a entender mais o que é ser humano. Lutar contra a fome pra um kryptoniano já é algo meio esquisito. Como ele pode ajudar a erradicar algo que ele mesmo nunca soube o que é ? Por mais que sua vivencia humana desde bebê em nosso planeta possa ter ensinado a ele como funcionamos, sem a verdadeira experiência, a gente fica sempre imaginando o que é e o que não é. Aprender é sobre fazer, e não sobre ver.

A atualidade da história se deve ao fato de que a essência humana é falha no sentido social. A racionalidade ainda não sobrepujou o instinto e como a maioria de nós apenas existe, dificilmente o problema da fome será resolvido. Ainda vive-se muito a ilusão do cada um por si. Gosto de leituras como esta, porque foi por este tipo de reflexão proporcionada pelos quadrinhos que eu sempre me mantive fiel à leitura. Hoje em dia são poucos roteiros que tem este tipo de coisa. Hoje tem tanta revista, que 90% é mais uma sequencia oca, sem ensinamento. Apenas entretenimento barato, acéfalo. Não te faz pensar, não te gera reflexão. Sem pensar, o que somos ? A automação do dia a dia, que a gente mal percebe e usa a desculpa do “Todo mundo faz, então deve ser o que deve ser feito mesmo. Se eu não fizer, ou vai fazer. ” Como é que faz nesta hora ?

Porém ao reler esta revista neste relançamento do encadernado “Os Maiores Super-Heróis do Mundo” que chegou às livrarias depois de 10 anos novamente, eu me recordei e percebi o quanto ler comics é reconfortante, mágico, inteligente e capaz de alimentar nossa mente com pensamentos maduros sobre o que é viver neste planetinha azul. Te faz querer fazer mais, te faz pensar em como pode colaborar mais pra que o mundo seja realmente um lugar melhor.  Não sei como é pra maioria dos leitores, mas pra mim a inspiração vem dos heróis. Não sou do tipo que se identifica com as vitimas. Toda a minha personalidade foi pautada nos mais altos valores de diversos personagens e sim, acho isso muito legal. Aceito e agradeço !

A dupla mágica

Esta série de revistas sem vilões mas com grande poder de reflexão, desenhadas pelo genial Alex Ross foi toda roteirizada pelo Paul Dini. Acho que o super poder do Ross não é apenas a qualidade de sua arte, mas sua incrível capacidade de se associar a roteiristas inacreditáveis. Kurt Busiek em Marvels, Mark Waid em Reino do Amanhã. Sacou que o cara é esperto ? Paul Dini deve ter se emocionado muito ao escrever estes títulos todos. Eu sei que me emocionei ao ler. Não apenas pelo enredo em sim, mas pela oportunidade de poder ter acesso a algo assim. Digo o mesmo de muitas obras grandiosas como estas, como Watchmen, 300, etc… Todas obras primas da arte das HQ’s que tem se perdido. 

Super-HomemA meu ver, tudo é mantido à dinheiro. Ok, isso não é de fato um problema. É a energia de troca. Sem isso, pouco se consegue produzir. A arte que um dia era algo apenas da alma do artista foi crescendo e foi se tornando mais e mais cara. Com isso, algumas prisões se formaram. E uma das principais é justamente a do custo pra se manter uma editora tão poderosa. Fatalmente, a arte se rende ao mercado. O artista deixa de expor o que pensa, para expor o que o público pede. E, aí… todos perdem: Público, artista, humanidade. Quem será o intrépido e ousado herói que vai tentar quebrar o status quo dos quadrinhos dos anos 2020 ?

Deixo pra você responder isso aí.

Quem sabe com estes relançamentos podendo chegar novamente às mentes jovens, estas reflexões mexam com mais gente como mexeu comigo. Às vezes penso que uma forma de as editoras mudarem o mundo é justamente tornando esta arte mais acessível a mais gente. Mas a gente sabe que com os custos de tudo atualmente, isso é complicado. Não creio na má vontade. Apenas não é algo tão simples assim.

Se você não encontrar em sebos, vale muito a pena pegar a edição encadernada com todos os volumes. Tem na loja.panini.com.br.

Comente aí o que você achou da história. Já leu ? Me conta !

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Coletânea de Luxo

Os Maiores Super-Heróis do Mundo – Coletânea de Luxo

Os Maiores Super-Heróis do MundoAcabo de receber aqui o relançamento da coletânea de luxo ” Os Maiores Super-Heróis do Mundo“, pela Panini. Desde 2008 que as livrarias não viam esta edição especial.

Lembro-me até hoje do impacto que eu tive ao conhecer pela primeira vez o trabalho do Alex Ross através de Marvels. Eu havia lido sobre a revista em uma edição de Wizard Brasil e entrei em contato com uma pessoa da minha cidade que tinha uma forma de importar. Tanto que as minhas 4 primeiras são as originais americanas.

Pouco depois, noticiou-se que Alex Ross estaria fazendo um projeto parecido pra DC Comics, que seria Kingdom Come, o nosso idolatrado Reino do Amanhã aqui no Brasil. Maravilhoso ! Após revisitar o passado da Marvel, Ross e Waid vão para o futuro da DC de maneira sombria e poética. Um roteiro maravilhoso com pinturas lindíssimas. Obra eterna, atemporal. Em 200 anos ainda falaremos de Kingdom Come.

Claro que ele tem muitos outros trabalhos, mas este foram seus grandes destaques na época. Em seguida, ele começou uma série de histórias de grande reflexão, com cada um dos heróis principais da DC, em parceria com Paul Dini pra fazer os roteiros. Foram então lançadas edições para cada um dos personagens que ele considerava os arquétipos perfeitos dos super-heróis, sobre os quais todos os outros que seriam criados em seguida iriam seguir. E também foi produzido na mesma ordem da criação original: Super-Homem, Batman, Capitão Marvel e Mulher Maravilha. Ciência, Mistério, Magia, Mitologia.

Humanidade Heroística

Assim como cada personagem tem sua base principal, eles tem suas características que também os definiam em sua humanidade. Super-Homem, acima da humanidade, desejando Paz no planeta através do fim da fome. Batman na sua eterna busca por Justiça. Capitão Marvel e seu sorridente otimismo na forma de Esperança. E a grande guerreira, Mulher Maravilha que com o símbolo de seu laço mágico, sempre lutou pela Verdade.

Quando eu tive cada uma destas revistas nas mãos na época de seu lançamento ( e ainda as tenho em minha estante ), lembro de que o teor do meu sentimento era dividido entre a mais pura emoção e grandes reflexões. Heróis que ao mesmo tempo estavam dentro de seu próprio universo, poderes, vilões e etc… mas que foram transportados pra um mundo real. Não apenas por conta das pinturas do Ross, mas pelo texto implacável e reflexivo do Paul Dini.

Em seguida, ainda no mesmo espírito, a dupla lança mais duas publicações da Liga da Justiça. Origens secreta trata de unidade, de como o planeta passa a precisar dos heróis e Liberdade e Justiça na união contra uma ameaça alienígena. Estes projetos começaram antes mesmo de terminarem Espirito da Verdade da Mulher Maravilha.

Na origem da fama

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Acho que falar de Alex Ross e Paul Dini em um blog sobre quadrinhos, pra leitores de quadrinhos é chover no molhado. TODO MUNDO conhece os caras. Talvez mais Ross do que Dini, mas lembre-se que Paul Dini era um dos roteiristas das animações da DC nos anos 90, sendo até co-produtor e diretor de uma ou outra. Aliás, o DCU poderia aproveitar-se de Paul Dini, não é mesmo ?

Cada uma das 6 revistas reunidas na coletânea ” Os Maiores Super-heróis do Mundo ” re-lançado este mês de agosto pela Panini no Brasil tem a sua grande importância, e se você me perguntar eu não conseguiria escolher uma preferida. É como se fossem todas partes do mesmo todo.

AquamanO encadernado de luxo, em formato grande reune: Superman:  Paz na Terra; Batman: Guerra ao Crime; Shazam: O Poder da Esperança; Mulher-Maravilha: O Espirito da Verdade; LJA: Origens Secretas e; LJA: Liberdade e Justiça.  Verdadeira obra-prima, cada quadro é digno de merecer um espaço na parede. É Alex Ross, né ? Mesmo pra quem, como eu, já tem as edições originais separadas, vale o encadernado pelos extras e pelo formato de luxo, com letras douradas. É como ter um livro de arte em mãos, não apenas uma revista em quadrinhos. Ele é pesado ! Deliciosamente pesado. Fora o pôster que vem de brinde no final. Que fã de quadrinhos não tem ao menos um pôster do Alex Ross na parede de sua casa ? Bom, eu sei que EU tenho ! hahaha

Quer saber de cada uma ?

Cada uma das edições coletadas em “Os Maiores Super-Heróis do Mundo” merece uma resenha específica aqui no blog, e eles terão. Existe muito sobre o que discorrer, refletir. Tem pensamentos sociais, políticos, econômicos, filosóficos e psicologia profunda em todas elas. Merecem respeito, merece análise. Prometo fazer isso aos poucos junto com você e vou atualizando os links aqui neste artigo principal sobre estas obras. Pra mim é isso mesmo.. obras ! 

Aliás, a do Super-Homem : Paz na Terra você pode ler aqui !

Comente o que acha da obra aí, respondo todos os comentários. TODOS !

Olha só, se por algum motivo não tiver nas livrarias aí da sua cidade, encontre direto na loja online da Panini, aqui: http://loja.panini.com.br/

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Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

Reino do Amanhã

Reino do Amanhã

Olá amigos !

Reino do Amanhã2016 começando e pra abrir com chave de ouro este ano que promete ser um dos melhores anos de todos os tempos para ser fã de quadrinhos, vou contar um pouco sobre como foi ler Reino do Amanhã na época do lançamento. Por ser a obra que é, não acredito que exista muita gente que ainda não tenha lido esta preciosidade atemporal sobre um futuro apocalíptico da DC Comics, magistralmente escrita por Mark Waid e pintada ( não podemos chamar aquilo de desenhos… são pinturas… ) pelo icônico Alex Ross.

Kingdom_Come_2Nos idos da primeira metade dos anos 90, acompanhando as edições regulares das HQ’s da época, lembro-me de comprar o jornal da minha cidade, o Valeparaibano, todas as terças por ter uma coluna sobre HQ escrita pelo Fabrício Grelet. Na época pré-internet a gente não tinha onde ter noticias sobre HQ’s de maneira tão fácil como hoje, e por isso esta coluna era como me mantinha informado ( bem pouco ) sobre o mundo dos quadrinhos. Foi por onde conheci Marvels e fiquei encantado pela proposta, ao ponto de encomendar com o próprio escritor da coluna as edições importadas, pois ainda não haviam sido lançadas no Brasil e ainda iriam demorar um pouco. Quando eu vi aquela arte eu fiquei maravilhado. A história era ótima e ainda tinha um desenho que eu nunca havia visto antes. Um “Q” de realidade incrível… uma humanidade tremenda. Imediatamente me tornei fã do artista. Aliás, leia meu artigo sobre Marvels aqui mesmo no blog. Logo em seguida, soube que ele estava visitando o futuro da DC Comics, após nos mostrar o passado da Marvel sob o olhar de uma pessoa comum. Agora, seria a vez da DC ter o seu olhar de “humano normal”, mas sobre um futuro sombrio, diferente. Reino do Amanhã nos apresenta um futuro onde os heróis perdem o controle. O símbolo da ordem se perde e tudo vida caos. Aliás, sem caos, sem super-heróis. É pelo caos que a ordem se faz necessária e da ordem o caos emerge. Então, sempre haverá este equilíbrio, este giro em torno do centro, inalcançável a não ser que seja atingido o derradeiro fim, onde a estática tomará conta de tudo e nada mais restará… ou não. Adoro filosofar sobre estas coisas malucas. Pontos de vistas paralelos que a cada dia mudam dentro da mesma pessoa.

KingdomCome1-1024x733Retomando, Kingdom Come chegou as bancas do Brasil em 1997 e eu mal podia esperar pra ter em mãos, pra ler algo produzido pelo Ross e ver o que ele faria. Ele que era um campeão de referências, de easter eggs e homenagens ao meu amado universo dos quadrinhos, era o que eu mais esperava ver. A arte na época estava dominada pelos traços finos e muito bem desenhados, um pouco exagerados em suas poses ( cada quadrinho parecia uma capa de revista ) e argumentos fracos. De repente aparece nas bancas uma revista ousada, desenhada como obras renascentistas, com um roteiro tremendamente bruto, diálogos afiados e pânico desenfreado. E o mais legal, em quatro edições quinzenais. A gente tinha que comer os dedos de ansiedade entre cada edição, já que as unhas haviam sido detonadas durante a leitura. E que leitura boa. As homenagens passeiam por todas as épocas, desde o desenho animado dos Superamigos, onde muitos dos fãs de heróis da minha época tiveram o primeiro contato com os personagens. Podemos ver a Sala da Justica da animação representada na imagem do prédio da Onu e no Gulag em forma de “nave da Legião do Mal”. A base da mascara do Batman é muito parecida com a base do capacete do Darth Vader, Aquaman representado como o “Rei Arthur” da távola redonda. A era de ouro e de prata representada no restaurante “Planet Krypton”, que tem na fachada um planeta explodindo e os garçons fantasiados como os heróis em seus traços clássicos. Fora isso, gaste um tempo olhando as imagens onde estão reunidos muitos personagens… como bares, ruas… sempre tem alguma referencia e é possível até encontrar um Logo meio barrigudo ao lado de um Vril Dox decadente, um rastejante bêbado… ou até um dos personagens que eu mais amo, que é o Krypto.

Kingdom_Come_3Trabalhando de dia, fazendo faculdade de noite, tocando em banda de rock e ainda procurando manter a leitura de HQs em dia… que época mais boa para se viver… sem as distrações da internet. Eram os últimos anos em que as redes sociais se faziam nos bares, intervalos das aulas e nos cafés da empresa em que eu trabalhava. As redes sociais eram no mundo real. E poder comprar minhas revistas com meu dinheiro era uma atividade recente. Somando se a este cenário, aparece Reino do Amanhã abalando estruturas e fazendo com que as semanas ficassem mais longas durante dois meses. Ao termino de cada edição, o sentimento de pânico tomava conta. O que será que o Superman vai fazer agora que voltou ? Batman e Luthor unidos ? Capitão Marvel lobotomizado contra o Super-homem ? E agora que já terminou ? Todo mundo seguiu com a vida como ? Aliás, como vou seguir com a minha vida depois de tamanha obra ?

capas-lam-kingdom-comeEu digo uma coisa pra você: não troco minhas 4 edições por nada no mundo. Nada. ( ainda mais agora que Mr. Waid autografou a numero 1 pra mim na CCXP 2015 ). A experiência de ler uma obra em sua época de lançamento, ainda mais numa época de escassez de histórias boas como foi a segunda metade dos anos 90… indo buscar a edição na banca e começar a ler ela andando na rua, tropeçando nas guias… não tem preço. Não tem encadernado especial com extras que vá chegar aos pés de ler isso, de viver isso. Por isso que sempre afirmo aqui que hoje em dia podemos ler qualquer coisa em encadernados incríveis, bem produzidos, papel ótimo, lindas capas duras. Mas viver a emoção da estréia, de ler algo estando imerso em sua época de produção, é algo que não tem preço. E eu já havia falado isso em Watchmen, lembra ? As capas traseiras de Watchmen são o maior exemplo do que estou falando… Se você tem a minha idade sabe o que estou dizendo… aqueles ponteiros que iam aproximando a cada edição… o sangue descendo aos poucos. Tudo de bom !

Reino do Amanhã
Meu autografo de Mark Waid

Por isso que eu sempre digo que algumas obras mudam a vida da gente. Sério, sem exagero. Tem pessoas que tem a vida transformadas por novelas, por filmes… por livros… e porque não HQ’s ? HQs são uma forma de cultura, transmitem informações, conhecimento e valores. Criam interesses nas pessoas a partir de fatos que as vezes são simples citações. Lembro-me de ter meu interesse em ciências aumentado exponencialmente por causa do Quarteto Fantástico. Então, ler esta obra faz a gente querer saber mais sobre outras coisas também. E o envolvimento religioso, este fator de envolver profecias, misturar realidade com o fantástico universo de heróis ao ponto de levar você a fazer reflexões relevantes sobre a sua própria vida. Cara, a gente se sente incentivado a querer saber mais sobre o pano de fundo. Se você é um curioso, acaba se tornando um pesquisador.

ReinoDoAmanha_desA revista começa com um ensandecido e moribundo Wesley Dodds (Sandman) citando passagens da Biblia que representam suas visões. Seu pastor, reverendo ou pastor Norman McCay ( que é representado com o rosto do pai do Ross ), começa a narrar e nos localizar no “mundo” em que se passa a revista. Estas páginas são essenciais e é muito bom poder reler este começo todo após terminar de ler a série toda, pois ela basicamente conta tudo o que virá a seguir, mas de forma profética e codificada. Que genialidade do Waid. Ok… sou tiete do cara, mas poxa ? Estamos falando de Kingdom Come. Em seguida, o Espectro procura o pastor para que este seja seu juiz. Imagine que o próprio Espectro já não consegue mais julgar os fatos e precisa de um olhar humano pra isso. E este olhar foi representado em um personagem que está perdendo a sua fé não apenas em sua religião, mas na vida de modo geral. É tão profundo quanto as histórias do Sandman do Neil Gaiman. Talvez por isso se destaque tanto já que está com os super-heróis regulares. É uma dose cavalar de maturidade em meio as historias normais. Algo que se equipararia a Cavaleiro das Trevas, por exemplo. Todos os heróis que conhecemos estão afastados. Cada um em seu mundo, tentando viver neste novo mundo onde os mais jovens poderosos são irresponsáveis e se acham donos do mundo. Não valorizam a vida, não entenderam o valor que isso tem. E cabe aos “mais velhos” retornarem para educa-los. Mas aparentemente, já é tarde demais.

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Se você tirar tudo do Batman, sobra um homem que não quer mortes !

Então, quando o Caos chega em seu auge, é chamado o campeão da ordem pra colocar tudo no lugar. E é neste ponto que a história começa. Tem tanta homenagem embutida nas páginas desta minissérie que existem sites com artigos enormes só mostrando isso. Até as capas tem muitas referências simbólicas escondidas. O nível de tensão é tão grande que a revista quase solta faíscas. Para atingir o equilíbrio se faz necessário um grande embate. Uma anulação química. Forças opostas de aniquilando, apaziguando, se transformando… dando lugar a um terceiro estado. Um estado definitivo. O que está em cima é como o que está embaixo. A arte imita a vida. O ciclo se completa. Por um tempo. Existe uma edição especial que mostra como ficou o mundo após Reino do Amanhã. Você pode ler ela na integra aqui no blog.

Eu acredito que Kingdom Come seja uma leitura obrigatória. Mais ainda pra quem já tiver alguma bagagem com a DC Comics. É uma edição que dá mais peso para quem já conhece os heróis de larga data. Eu sou uma pessoa de sorte. Já conhecia os heróis a mais de 10 anos quando li a minissérie. A emoção foi tão grande na época quanto foi hoje ao relê-la para escrever pra vocês.

Eu não tenho a menor dúvida de dizer pra você: Leia Reino do Amanhã. Sim, vale a pena.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Eu e Mark Waid
Eu e Mark Waid

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Liga da Justiça de Stan Lee

Liga da Justiça de Stan Lee

Olá Quadrinheiro.

Liga da Justiça de Stan LeeEu estava pensando aqui em qual seria a revista que eu iria comentar e olhando na estante encontrei uma que eu havia lido a um bom tempo, que foi a Liga da Justiça de Stan Lee, dentro da linha Just ImagineCuriosamente eu não me lembrava muito bem como era a história. Na verdade, não me lembrava nada, e tive que dar uma rápida lida novamente para poder comentar aqui no blog e qual não foi a minha surpresa ao perceber que a medida que eu lia, eu ia lembrando uma coisa ou outra e a lembrança principal que me veio foi: “Cara, que história horrível !“.

Pois é, acho que é por isso que eu não me lembrava nada desta história. É rasa, boba, vazia, oca e todos os outros adjetivos que denotam algo que não preenche absolutamente nada. Acho que é uma defesa da mente, não permitir que se lembre de uma história ruim e não ficar se sentindo culpado com a perda de tempo que foi parar para ler, e agora reler, esta HQ. Pensando bem, seria mais inteligente lembrar que era ruim pra prevenir este momento de releitura e perda de tempo dupla. Enfim…

Liga da Justiça de Stan LeeLiga da Justiça de Stan Lee é uma história em que o mito criador da Marvel faz uma origem própria para a liga da DC. Aliás, houve uma série na época que esta foi lançada, com vários personagens sendo “re-imaginados” por ele. E, não sei qual foi a percepção de quem leu estas pérolas, mas é difícil imaginar que foi o mesmo Stan Lee que criou Homem-Aranha e cia. Aliás, ele não apenas re-imaginou a formação da Liga, mas também os heróis que a compõe. Preservou-se apenas seus nomes e identidades secretas. Suas cidades de atuação também se mantém, mas somente isso. Pra vocês terem uma idéia, o Super-homem é loiro, seu planeta natal não explodiu e está loiro. A Lois Lane é sua empresária e o herói só se preocupa com publicidade. O Flash é uma menina adolescente que fala pra caramba, a Mulher Maravilha recebe seus poderes de um bracelete místico e usa uma lança e um estudo de energia. Numa viagem muito louca, o líder da equipe é o Lanterna Verde, que recebe seus poderes de Yggdrasil, que aparentemente é o espirito da Terra. Curiosamente, não segui a mitologia Grega, que seria Gaia, mas sim a Nórdica, mesmo sem ter nenhum personagem da liga com alguma ligação com esta mitologia. Acho que ele fez homenagem a ele mesmo, já que o Thor é nórdico. Os poderes do Lanterna Verde vem desta magia e embora ele aparentemente seja muito, muito poderoso, ele fica a historia inteira “fraco“. O quinto herói a formar a Liga é o Batman, que é um Bruce Wayne negro, com um visual muito mais morcego do que o Batman que a gente conhece. Inclusive a capa dele são asas de morcego e o capacete é uma cabeça de morcego. Suas habilidades são as mesmas. Aliás, só a Mulher Maravilha que tem poderes diferentes e é bem insegura. Ela se transforma mesmo com o bracelete, mudando roupa e cabelo. O poder dela vem mesmo de magia, e não fica claro se tem algo com as Amazonas. Os heróis se reuniram para enfrentar uma ameaça até poderosa e bem interessante, que é a Patrulha do Destino. Eles são salvos de última hora de serem executados pela justiça e recebem poderes do grande vilão da história, o Reverendo Darrk, pai do menino Adam Strange, que está sendo perseguido pelos vilões recém empoderados. Não vou falar mais caso você queira ler esta bomba, tem uma viradinha curiosa no final.

Liga da Justiça de Stan LeeO argumento é fraco, eu acho que Stan Lee deve ter feito algo que meio a “toque de caixa“, como que no esquema de “camaradagem”, pois é pior do que as primeiras dele nos anos 60. Aliás, cabe aqui uma coisa importante. Eu GOSTO muito das primeiras histórias do Stan Lee pra Marvel. Mesmo respeitando a época que foi criado, as mentes da época e a forma de ver as coisas, eram boas histórias. Mas esta da Liga é realmente ruim, rasa.. a impressão que eu tenho é que ele fez por fazer. Não aprofundou nada. Não deu alma pra historia e os personagens são fracos. A história não se amarra, não convence, sabe ? Sei que cada herói teve sua edição própria e eu não li todas. Mas o que li era fraco também. Judiação… Lembro de me sentir enganado na época, porque era Stan Lee escrevendo e a expectativa estava bem alta. Mas, o bom velhinho das HQ’s está perdoado para todo sempre. Ele criou o meu predileto, então ok !

Liga da Justiça de Stan LeeO desenho é de Jerry Ordway e é bem competente, bem anos 90. É bem o traço dele mesmo. Levando em conta que a HQ foi publicada em 2002 aqui no Brasil, ainda pela Abril, e que hoje é fácil encontrar encalhada em qualquer sebo online ou offline. Aliás, eu diria que esta recriação é mais legal pelo visual dos personagens do que pela história. Gostei muito do visual do Lanterna Verde, Reverendo Darrk e da Mulher Maravilha. Ordway sabe dar movimento e drama aos personagens. Tenho a impressão que ele deve ter lido a história e pensado assim ” Preciso fazer isso ficar melhor, porque a história é fraca” e se esforçou para dar um visual bom pros heróis.

Como não é uma história tão boa, não vejo muito o que falar. Respeito muito seu tempo e não vou me estender mais. Se estiver com tempo e quiser ler por “valor histórico“, já que é escrita por Stan Lee, leia. Mas sem pretensão de ler algo “grande“.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Após o Reino do Amanhã

Após o Reino do Amanhã

Oi Quadrinheiro !

Sei que estou em falta, pois ainda não fiz um post que deveria, falando sobre o Reino do Amanhã e como foi ler esta obra prima dos quadrinhos na época de seu lançamento. Mas eu resolvi fazer uma postagem apenas para colocar algumas imagens que saíram em 2009, em uma revista da Sociedade da Justiça, que mostra o que houve com o Super-homem e os outros heróis da Terra 22, após a bomba explodir no final de Reino do Amanhã.

A revista mostra um Super-homem ou Superman, se você preferir, atuando em outra terra. Mas é o mesmo Super-homem do Reino do Amanhã, que no meio da explosão da bomba foi lançado para um universo paralelo. Entretanto ele retorna pra casa no exato momento que saiu e é aquele momento que ele acorda logo após a explosão, em meio aos ossos dos heróis que morreram e resolve ir detonar com os sobreviventes.
Reino do AmanhãCom já sabemos, ele fica muito P… da vida e parte pra cima da galerinha na ONU.

Reino do Amanhã

Reino do AmanhãE o reverendo ( que todo mundo já sabe que foi baseado no pai do Alex Ross ) chega e dá uns toques no “caboclinho” azulão, num dos melhores diálogos dos Quadrinhos:

Reino do Amanhã

Reino do Amanhã Reino do Amanhã

Quem já leu Reino do Amanhã ( Existe alguém que não leu ? Sério ?? ) já conhece até aqui, ó:

Reino do AmanhãE é aqui que entra a parte mais legal… o que aconteceu depois. Vou tentar analisar as imagens junto com vocês, mas seria legal também vocês deixarem a percepção de vocês nos comentários.

Mas… o que que aconteceu depois ?

Veja esta, após 1o anos:

Reino do Amanhã 10 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 10 anos depois da bomba.

Aparentemente a galerinha passou a não ver mais TV e foram todos procriar. Creio que temos na imagem filhos do Super-Homem com a Mulher Maravilha e aparentemente, o Bruce, ou é padrinho ou também apareceu lá com o dele. Vivem isolados nas montanhas, com o Krypto, o Raiado ( super gato ) e o cachorro preto perto do Bruce deve ser algum descendente do Ace. Acho que mais ao fundo tem o Shelby, um dos primeiros cães do Clark ( provavelmente uma homenagem a ele, não sei… ).

Depois de 20 anos, o inevitável acontece:

Reino do Amanhã 20 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 20 anos depois da bomba.

Pelo jeito é o enterro do Bruce. Especialmente por ser visível o símbolo do morcego na alça do caixão. Espantosamente ele viveu mais do que qualquer um poderia prever para um cara que levava a vida que ele levou. Tem uma porrada de heróis e descendentes. Eu sempre imaginei que um enterro de um cara como o Batman teria apenas a família morcego e o Alfred. Sim, pra mim, o Bruce morreria cedo. Agora, considerando o Batman dos anos 70, amigo de todo mundo, aí sim eu pensaria num enterro lotado como este. De cara, eu consigo ver o Oliver e a Dinah, Clark e Diana com sua filha, acho que a Selina de véu preto e mais um monte de outros… Uma homenagem e tanto. Tem um monte de homenagens escondidas neste tumulto, como um Lanterna Verde que não reconheço usando o “cabelinho” do Super-homem clássico, o Homem-elastico e o Homem-borracha, Flash, Dick sentado.. acho que deve ser o Tim também. O Espectro na forma do Jim Corrigan, Desafiador, Sr. Destino.. e os outros deixo pra você me contar nos comentários.

Só que a vida continua… ao menos para os imortais, e 100 anos depois:

Reino do Amanhã 100 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 100 anos depois da bomba.

Pelo jeito a humanidade resolveu ir embora do planeta, ou mesmo colonizar outros locais. O Super-Homem velho ainda com a Diana do seu lado, observa e se despede do filho ( acho… ) que acompanha a nova jornada dos humanos. Interessante o símbolo que o Clark Kent usa no peito. Alguém conhece ?

E 200 anos depois:

Reino do Amanhã 200 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 200 anos depois da bomba.

Lá se vai o planeta em uma enchente global. Deve ser por isso que os humanos resolveram debandar. Só ficaram os poderosos, aparentemente pesarosos, saudosos… Um clima enorme de nostalgia.

Reino do Amanhã 500 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 500 anos depois da bomba.

A terra se recupera após 300 anos da enchente e temos o super jardineiro ajudando a reconstrução do planeta. era que legal a posição do herói, como uma referencia a capa da Superman #1. Acho mito bacana a forma como o Ross homenageia as HQs. E começamos a perceber que se trata mesmo de uma história do Super-homem. Outra coisa pra se observar é a ausência da Diana. Teria ela ido embora ou morreu ?

Reino do Amanhã 1000 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 1000 anos depois da bomba.

E finalmente, 1000 anos depois, um anónimo Super-idoso, ainda como um simples Clark Kent observa em meio a multidão a si mesmo, quando garoto e vindo ao futuro fazendo parte da Legião dos Super-herois, um grupo que ele próprio foi a grande inspiração. A esta altura é de se imaginar que o Clark seja um grande detentor da historia humana, entendendo tudo e sendo muito, muito sábio. E esta sabedoria o faz procurar ser o mais anônimo possível. As pessoas ao lado do Clark parecem representar diversas nações raças e religiões, mostrando que a humanidade evolui para uma raça única e não separada por fronteiras e ideologias. Resta saber quem são os rostos que inspiraram o artista.

Sou apaixonado por este tipo de historia. Ainda mais quando se dá este nível de respeito. Adorei a edição, emocionei muito. Quando a gente vai tendo um pouco mais de idade e já é leitor de HQ a mais de 30 anos, é compreensível e possível entender o sentimento do Super-homem após estes mais de 1.000 anos vivinho da silva !

Aliás, cá entre nós, pros mais velhos que leem o blog. Este Super-homem velho não lembra bastante o Barbosa da TV Pirata ? ( hahahahahahah )

Você sabe algo mais sobre esta homenagem ? Por favor, compartilhe conosco nos comentários!

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Capa da revista Sociedade da Justiça da América, onde esta história foi publicada:

Capa de JSA 22 de Fev2009
Capa de JSA 22 de Fev2009

Superboy – Revista de Aço

SUPERBOY

SuperboyHoje gostaria de relembrar um personagem que já teve várias encarnações diferentes, mas vou falar apenas da minha favorita. O Superboy, que seria uma versão adolescente do Super-homem.
Este Superboy surgiu logo após a morte do Super-homem, em 1994. Ele era uma das 4 pessoas que apareceram se intitulando o Azulão que havia retornado. Entre eles estavam o Erradicador ( um artefato kryptoniano feito pra preservar a cultura de Krypton que acaba adquirindo consciencia e um corpo ), o Super-cyborg ( Henry “Hank” Henshaw, um astronauta que consegue transferir sua consciência pra máquinas e que fez isso pela primeira vez na matriz onde o pequeno Kal-el veio pra terra e ali conseguiu seu DNA e clonou seu corpo), o Homem de Aço ( depois conhecido apenas como Aço ) e o Superboy, que odiava ser chamado Superboyassim, mas que depois que o Super-homem diz que ele fez por merecer o nome, começa a usar com orgulho. E este era o único nome dele, já que não tinha identidade secreta e nem um nascer humano como qualquer um.
Este Superboy, criado por Karl Kesel e Tom Grummett tinha uma personalidade muito divertida. Era mais desencanado, brincalhão e era a cara dos adolescentes dos anos 90. Com o uniforme mais cool, usando uma jaquetinha preta com a logo costurada atrás, um par de óculos redodinhos, luvas e um par de cintos, pra mim é um dos uniformes mais legais desenhados pro personagem até hoje.
Logo de cara ele participa de todo o arco de histórias do “Retorno do Superman“, ajudando o original a derrotar o Super-cyborg que se revela um vilão de grosso calibre.
 
Após esta turbulência ele se depara com a continuação de sua vida. Aparece um empresário bem meia boca Rex Leech que tem uma filha adolescente, Roxy Leech, que tem uma paixão pelo garoto, mas não admite. 
Na primeira edição da revista é revelado que o novo Superboy é fruto de um experimento do Cadmus que se preparava pra ter um novo Super-homem caso o original viesse a falecer. Entretanto, o DNA kryptoniano é indecifrável e eles preencheram os vazios como acharam melhor. Assim, este Superboy não tem todos os poderes do original, mas tem um poder interessantíssimo: Telecinese táctil, que simula a força e o poder de voo, bem como a invulnerabilidade. Assim, em uma turnê pelo país, ele passa pelo Hawaii e resolve fixar moradia lá quando conhece a Tanna Moon, uma reporter que ele acaba namorando. ( Coincidência, né… reporter… ). Então vive com o empresário, sua filha e com Dubilex que se

torna sua “babá“. Como ele fugiu antes de terminar sua maturação, o processo mental e corporal dele parou em 16 anos de idade. É divertido ver ele citando obras e referencias que ele nunca viu, mas as memórias implantadas davam a ele mesmo assim. Como quando ele diz ao Super-homem que vai seguir em direção a 2a. estrela, rumo ao amanhecer. Kal-el diz que citar Peter Pan é conveniente, e ele diz que quem disse isso foi o Capitão Kirk. ( hehehehe….véio adora… )

Achei muito inteligente e divertida esta fase do personagem. Ele tinha personalidade, estava num lugar diferente, de praia, enfrentando novos vilões, aprendendo, e as memórias dele, que não são dele, vão sendo mostradas pra gente. É curioso ver o “marketing” que o empresário dele faz. Tudo muito inteligente. Vale a pena procurar por esta fase se você não a leu. É muito anos 90, muito legal mesmo.

Nas revistas de série do Superboy que foi lançado na época também havia histórias do Super-homem cabeludo. Numa delas, ele enfrenta o Lobo e é legal ao final o Maioral admitir que o Super ainda é um babaca, mas o babaca mais barra pesada do universo… hehehe… 

Devido ao GAP de minha leitura ao final  dos anos 90 até uma ou outra edição durante os últimos 10 anos, eu não sei como ele virou este Connor Kent chato pra dedéu que está nas histórias dos Novos Titãs e que fez parte da Young Justice. Parece que um tempo depois, foi dito que o DNA que foi usado pra preencher os “buracos” no DNA kryptoniano era do Lex Luthor. Por algum motivo, após este retcon, ele perdeu a inocência e jovialidade, ficando um cara mala, com comportamento depressivo, frio e distante. Ou seja, cagaram no personagem, com todo respeito a você que lê isso. Se alguém puder me contar mais nos comentários, agradeço.
Outro fato curioso é o preço… a revista foi lançada no Brasil em novembro de 1994, por R$ 1,45. Fatidicamente, a edição número 10, já estava R$ 1,80. Olha só como era mais fácil comprar nesta época, mesmo com esta inflação, acho que pouco se justifica nos dias de hoje este preço excessivo das revistas da Panini. Quadrinhos hoje em dia é pra elite… na minha época, era cala-boca de criança, de tão baratinho.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.
 
 

  

 
Bonus:
O Superboy dos desenho animados dos anos 70/80.
 
 

Batman: Morte em Família

Escrever sobre o Batman é uma delícia. Pra mim, é simplesmente um dos melhores personagens já criados para os quadrinhos. É complexo e polêmico. É de tal profundidade e simplicidade que mesmo o mais certinho dos mortais se identifica com ele.
 
morte em família
Morte em Família é um arco de histórias dos mais importantes já feitos com o cruzado encapuzado de Gothan. É uma obra prima que revirou tudo numa época em que várias histórias na linha de reviravoltas e mortes importantes estava em alta. Matar um Robin era algo muito forte na época. Ainda mais o Jason Todd que era muito diferente do Dick Grayson. Jason era colérico, indisciplinado. Fora o ineditismo de deixar o final por conta de votação do público por telefone. Algo que até então não se fazia. Apenas muitos anos depois foi mostrada a página que seria lançada caso a votação fosse contrária, em 2006, em Batman Anual 25.
Sempre digo que o final dos anos 80 foram insuperáveis em termos de roteiros, argumentos e mudanças positivas nos quadrinhos. Não porque era meu comecinho de adolescência, mas porque realmente esta época foi o final das invenções… o começo dos anos 90, ali por 95 é marcado pelo começo das inovações, mas sem criações. Para pra olhar… pouca coisa foi inventada no mundo após esta época. Tudo é recriação e inovação. O mundo anda muito chato, né… hehehe…. ( Coisa de véio ).
 
morte em famíliamorte em famíliaEnfim, Morte em Família mostra a descoberta de Jason Todd para o fato de que sua mãe era viva e poderia ser encontrada. Ele fica obcecado por isso e parte pro mundo em busca dela com a ajuda do Bruce Wayne. Dentre 3 opções, sendo uma delas a Lady Shiva, eles viajam o mundo a procura. Entretanto ao encontrá-la descobre que ela está sendo chantageada pelo Coringa. E pra ajudar mais ainda, ela o trai, entregando-o ao vilão que o espanca sem dó. O marcante é o nível de violência do Príncipe palhaço do crime, é  muito forte, dramático, sufocante, ao ponto de ficar de olhos arregalados e se perguntando: ” Como assim ? “. E como se não fosse pouco, ao invés de matá-lo apenas espancado, ainda colocam ele vivo e absorvendo a explosão de uma dinamite para tentar proteger a mãe traidora. Acho que este é um dos pontos altos, ao se ver o quando o Jason é uma boa pessoa. A despeito de ter se tornado amargo e violento depois, quando retorna e com bom motivo, a essência dele ainda e a de ajudar mesmo as pessoas. E olha que esta rejeição materna, mesmo que devido a ela usar drogas, ser uma pessoa de mente fraca, escrava do emocional poderia e deveria pesar mais para a revolta de uma pessoa, mas no caso do Jason, apenas colaborou para que ele reforçasse seu compromisso em ser mais que um herói, mas um super-heroi. Ele ainda não é meu Robin favorito… aliás ele fica à frente apenas do detestável Damian ( que nunca deveria ter existido, convenhamos… ), mas é um Robin original.
 
morte em família
morte em famíliaA história é bem detetivesca até chegar a este ponto, mas quando chega, esquecemos do resto todo.
Após a morte vemos um Bruce soturno, sentindo muita culpa, mais violento. Fazendo de tudo pra encontrar o Coringa. Aqui, vem uma das coisas mais geniais deste arco, pois ao encontrá-lo, o Batman descobre que ele se tornou Embaixador do Irã na ONU e não pode tocar num fio de cabelo dele. Até o Super-Homem é enviado pra ficar de olho no homem morcego.
 
morte em famíliaJim Starlin foi genial em Morte em Família. Soube escrever uma boa história do Batman. A pegada e o ritmo são mesmo bons, a cara da época mesmo, a época das grandes mudanças. Jim Aparo desenhou toda a série com a arte-final de Mike DeCarlo. E devo confessar que eu realmente adoro este visual dele, com o manto azul e a logo oval amarela. E uma das melhores representações do Coringa pra mim. Aquela boca enorme, rosto fino, queixudo, mau. Mas não o mau apenas por ser mau. Um mau doido, doente. Aquele doido varrido, psicótico. O “cachorro que corre atrás do pneu do carro, mas que não sabe o que fazer se conseguir pega-lo“. O bacana deste desenhista é o movimento, o começo de uma tentativa de quebra de quadros. Pode-se notar que ainda seguia-se muito os quadrinhos certinhos, mas em alguns momentos há esta liberdade de misturar. Era uma época em que as histórias eram contadas com mais detalhes, com mais diálogos, sem depender exclusivamente dos desenhos. Um detalhe muito legal é a coloração de Adrienne Roy, mais dura, sem degrades. Uma forma mais colorida, mais viva, mais desenhada, com menos preocupação de ser mais do que apenas uma história muito boa, sendo bem contada. O que dizer ? Adoro !
morte em família
 
Bom, se ainda não leu, leia. Vale muito. Existe uma edição encadernada, que inclusive traz como o Tim Drake se tornou o Robin e aproveite pra ver os Titãs quando ainda eram legais e o Cyborg não era exagerado como é hoje. Saudades do simples… hoje, parece que tudo é “muito muito“. Comentarei sobre este arco num post só dele, porque merece. Chama-se “Um lugar solitário pra morrer“.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.
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