Após o Reino do Amanhã

Após o Reino do Amanhã

Oi Quadrinheiro !

Sei que estou em falta, pois ainda não fiz um post que deveria, falando sobre o Reino do Amanhã e como foi ler esta obra prima dos quadrinhos na época de seu lançamento. Mas eu resolvi fazer uma postagem apenas para colocar algumas imagens que saíram em 2009, em uma revista da Sociedade da Justiça, que mostra o que houve com o Super-homem e os outros heróis da Terra 22, após a bomba explodir no final de Reino do Amanhã.

A revista mostra um Super-homem ou Superman, se você preferir, atuando em outra terra. Mas é o mesmo Super-homem do Reino do Amanhã, que no meio da explosão da bomba foi lançado para um universo paralelo. Entretanto ele retorna pra casa no exato momento que saiu e é aquele momento que ele acorda logo após a explosão, em meio aos ossos dos heróis que morreram e resolve ir detonar com os sobreviventes.
Reino do AmanhãCom já sabemos, ele fica muito P… da vida e parte pra cima da galerinha na ONU.

Reino do Amanhã

Reino do AmanhãE o reverendo ( que todo mundo já sabe que foi baseado no pai do Alex Ross ) chega e dá uns toques no “caboclinho” azulão, num dos melhores diálogos dos Quadrinhos:

Reino do Amanhã

Reino do Amanhã Reino do Amanhã

Quem já leu Reino do Amanhã ( Existe alguém que não leu ? Sério ?? ) já conhece até aqui, ó:

Reino do AmanhãE é aqui que entra a parte mais legal… o que aconteceu depois. Vou tentar analisar as imagens junto com vocês, mas seria legal também vocês deixarem a percepção de vocês nos comentários.

Mas… o que que aconteceu depois ?

Veja esta, após 1o anos:

Reino do Amanhã 10 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 10 anos depois da bomba.

Aparentemente a galerinha passou a não ver mais TV e foram todos procriar. Creio que temos na imagem filhos do Super-Homem com a Mulher Maravilha e aparentemente, o Bruce, ou é padrinho ou também apareceu lá com o dele. Vivem isolados nas montanhas, com o Krypto, o Raiado ( super gato ) e o cachorro preto perto do Bruce deve ser algum descendente do Ace. Acho que mais ao fundo tem o Shelby, um dos primeiros cães do Clark ( provavelmente uma homenagem a ele, não sei… ).

Depois de 20 anos, o inevitável acontece:

Reino do Amanhã 20 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 20 anos depois da bomba.

Pelo jeito é o enterro do Bruce. Especialmente por ser visível o símbolo do morcego na alça do caixão. Espantosamente ele viveu mais do que qualquer um poderia prever para um cara que levava a vida que ele levou. Tem uma porrada de heróis e descendentes. Eu sempre imaginei que um enterro de um cara como o Batman teria apenas a família morcego e o Alfred. Sim, pra mim, o Bruce morreria cedo. Agora, considerando o Batman dos anos 70, amigo de todo mundo, aí sim eu pensaria num enterro lotado como este. De cara, eu consigo ver o Oliver e a Dinah, Clark e Diana com sua filha, acho que a Selina de véu preto e mais um monte de outros… Uma homenagem e tanto. Tem um monte de homenagens escondidas neste tumulto, como um Lanterna Verde que não reconheço usando o “cabelinho” do Super-homem clássico, o Homem-elastico e o Homem-borracha, Flash, Dick sentado.. acho que deve ser o Tim também. O Espectro na forma do Jim Corrigan, Desafiador, Sr. Destino.. e os outros deixo pra você me contar nos comentários.

Só que a vida continua… ao menos para os imortais, e 100 anos depois:

Reino do Amanhã 100 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 100 anos depois da bomba.

Pelo jeito a humanidade resolveu ir embora do planeta, ou mesmo colonizar outros locais. O Super-Homem velho ainda com a Diana do seu lado, observa e se despede do filho ( acho… ) que acompanha a nova jornada dos humanos. Interessante o símbolo que o Clark Kent usa no peito. Alguém conhece ?

E 200 anos depois:

Reino do Amanhã 200 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 200 anos depois da bomba.

Lá se vai o planeta em uma enchente global. Deve ser por isso que os humanos resolveram debandar. Só ficaram os poderosos, aparentemente pesarosos, saudosos… Um clima enorme de nostalgia.

Reino do Amanhã 500 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 500 anos depois da bomba.

A terra se recupera após 300 anos da enchente e temos o super jardineiro ajudando a reconstrução do planeta. era que legal a posição do herói, como uma referencia a capa da Superman #1. Acho mito bacana a forma como o Ross homenageia as HQs. E começamos a perceber que se trata mesmo de uma história do Super-homem. Outra coisa pra se observar é a ausência da Diana. Teria ela ido embora ou morreu ?

Reino do Amanhã 1000 anos depois da bomba.
Reino do Amanhã 1000 anos depois da bomba.

E finalmente, 1000 anos depois, um anónimo Super-idoso, ainda como um simples Clark Kent observa em meio a multidão a si mesmo, quando garoto e vindo ao futuro fazendo parte da Legião dos Super-herois, um grupo que ele próprio foi a grande inspiração. A esta altura é de se imaginar que o Clark seja um grande detentor da historia humana, entendendo tudo e sendo muito, muito sábio. E esta sabedoria o faz procurar ser o mais anônimo possível. As pessoas ao lado do Clark parecem representar diversas nações raças e religiões, mostrando que a humanidade evolui para uma raça única e não separada por fronteiras e ideologias. Resta saber quem são os rostos que inspiraram o artista.

Sou apaixonado por este tipo de historia. Ainda mais quando se dá este nível de respeito. Adorei a edição, emocionei muito. Quando a gente vai tendo um pouco mais de idade e já é leitor de HQ a mais de 30 anos, é compreensível e possível entender o sentimento do Super-homem após estes mais de 1.000 anos vivinho da silva !

Aliás, cá entre nós, pros mais velhos que leem o blog. Este Super-homem velho não lembra bastante o Barbosa da TV Pirata ? ( hahahahahahah )

Você sabe algo mais sobre esta homenagem ? Por favor, compartilhe conosco nos comentários!

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Capa da revista Sociedade da Justiça da América, onde esta história foi publicada:

Capa de JSA 22 de Fev2009
Capa de JSA 22 de Fev2009

Lanterna Verde – A Guerra dos Anéis ( 2 de 2 )

Olá Quadrinheiros !

Depois de um longo e tenebroso inverno, apareci para comentar a segunda parte da Guerra dos Anéis dos Lanternas Verde. Eu poderia dizer que é o final da Guerra, mas não vou mentir… não é, estas guerras nunca terminam, né ? ( hehehe ).

Lanterna Verde - Guerra dos Anéis 2 de 2Continuando o post anterior ( que voce pode ler aqui ) após o encadernado 1 de 2 terminar em desespero, a gente começa o segundo com a preparação da guerra em si. Até então são pequenas batalhas, mas aqui temos toda a preparação para a verdadeira grande batalha, sendo que o começo já vem pegando fogo em Mogo, quando tudo depende de salvar o planeta que serve de guia para os anéis procurarem substitutos para os lanternas que morrem. Este é um fato que nunca havia sido contado antes, assim como em determinado momento da narrativa, quando os Guardiões liberam a diretriz dos anéis de não usar força letal. Este momento é ao mesmo tempo extasiante e desesperante. A gente fica feliz porque os verdinhos estão apanhando tanto nas batalhas que quando eles recebem o aviso de que podem usar força letal ficamos extasiados. E ao mesmo tempo bate um desespero, porque de repente eles precisam apelar pra conseguir vencer, coisa que ate então nunca haviam precisado. Sempre costumo dizer que quando um argumentista precisa apelar pra coisas assim, ele esta com sérios problemas criativos. Este é o meu ponto de vista, mas tenho que entender que estas coisas precisam se adaptar ao seu tempo, e nos tempos de hoje, as pessoas são mais imediatistas, elas utilizam qualquer recuso para ter resultados rápidos em suas vidas e querem tudo imediato, mesmo que isso ao longo prazo seja provisório. Como peguei a transição desta mudança social, ainda estranho muito, mas sabemos que a arte reflete o homem e não o contrario, e HQ’s, por pior que estejam nos dias de hoje, são um tipo de arte ( comercial, mas arte ). Guerra dos AnéisMesmo assim é estranho pra mim que super-heróis precisem matar. Não é novidade que heróis matem, mas é triste que mesmo na arte , que é algo que provem do mundo das ideias, isso precise se materializar desta forma. O mundo real já tem morte demais, porque o mundo das artes, nosso escape, nossa inspiração e entretenimento, precisava chegar ao ponto de ser tao realista ? Já não bastam os programas sensacionalistas que cavam sangue na televisão ? Muita gente pode dizer ” Cara, ninguém mata porque leu um Lanterna Verde matar, as pessoas sabem diferenciar o mundo real da fantasia“. Sim, sabem. Mas o inconsciente não sabe. E se ele começar a introspectar ideias violentas, isso significa uma sociedade mais superficial e com menos valor a vida, menos valor a fazer de tudo pelo certo. Justificativas como ” vitimas inocentes fazem parte da guerra” começam a e tornar regras e não mais exceção e aí, pra um mundo mais frio e individualista é um pulo. Mas, mais uma vez… pra mim, não é o mundo que reflete as HQ’s e sim o contrário. Se esta na arte, está no mundo. Mas, deixemos o debate politico de lado, falemos da historia.
CapaTambém nesta publicação vemos o lanterna Daxamita que se tornara o novo Ion, temos a nova Lanterna Korugariana, uma médica. Temos a introdução de personagens ótimos e o reaparecimento de outros muito bons, como um dos grandes vilões que assombraram minha infância, que é o Anti-Monitor e outro mais recente, que é o Superboy prime. Pena que o Anti-Monitor, outrora um dos maiores vilões do universo, aqui fica pequeno, frágil e apenas “mais um” no roteiro tao cheio de personagens. Mas podemos perceber como o Superboy é duro na queda, sensacionalmente poderoso e invencível. Um mérito dos roteiristas nesta historia também é o fato de conseguir dar um peso muito equivalente para vários personagens, sem ter um ou outro com maior destaque. Fica claro o conceito de coletividade, ja que a maioria deles tem a mesma importância e peso no contexto geral da guerra e ao final, também. Acho que isso também é reflexo dos tempos atuais, em que a internet equaliza as pessoas, com ninguém maior do que ninguém e isso é algo bem do momento, bem da era atual, esta equalização esta começando em todo o globo e as HQ’s que são vanguardistas refletem isso mesmo sem perceber. Acho isso formidável ! Adoro arte, mesmo que ela esteja tao comercial. Fico chateado de não ter lido esta saga durante as mensais, mas por outro lado, me livra de um monte de porcarias dos mix das revistas brasileiras. Não que nos anos 80-90 na haviam porcarias. Tinha sim… mas era pouco proporcionalmente e tinhamos poucas coisas pra ler. Hoje, tem tanta coisa…. eu conseguia comprar tudo, hoje… sem chance.
lantern_corps_vintage_by_kid_liger-d2yuyc1
Mas mesmo neste contexto todo uniforme, ainda sou fã do Hal Jordan… desde que eu leio, sempre foi e será o maior dos Lanternas Verdes. Maior ate do que o Alan Scott. Maior que toda a Tropa. Pra mim, claro. Todos os Lanternas da Terra estão ótimos. Até o mala do Gardner, que desde que o conheci consegue me deixar com raiva ( não a toa ele virou um dos vermelhos mais a frente ) e o sempre neutro John Stewart. O Kyle Rayner, que quando começou foi uma grata surpresa por ser um personagem ótimo, continua muito bem nesta HQ, com grande mudança pra ele. Parece que ainda não encontraram o lugar pra ele, mas ele é tão bom e bem construído que parece se encaixar em tudo. Muito legal isso. Sorte a nossa e a dele.
Os roteiros sao divididos por Dave Gibbons e Geoff Johns. Estes caras mandam muito bem em sagas grandes assim. E ja deixam as portas prontas para a continuação na saga “A Noite mais Densa” que acontece um pouco de tempo depois. Alias, será bacana quando sair um encadernado desta também. Os desenhos são básicos como na edição anterior. Eles não servem para aumentar a experiência, apenas funcionam muito bem, não te atrapalham e não incomodam, mas não são dignos de nota pra mim. Eles cumprem o papel, sabe assim ? Não são um caso a parte e só por não atrapalhar ja acho ótimo… é uma HQ de guerra. Acho que poderia ser mais emocionante, mais expressivo, mais sujo e sangrento, mas não é. É básico, mas como disse funciona. Entrega o prometido, sabe assim ? Sei que muita gente gosta muito do Ivan Reis, mas pra mim, ele não tem nada demais. Tem todo o mérito de ser um desenhista brasileiro nas grandes historias e sagas, mas… não tem um diferencial que mereça destaque. Meu ponto de vista, ok ?
Bom, como sempre falo demais, fujo um pouco do assunto e volto… vario muito, mas este é meu jeito.
Espero que goste e se voce curte uma boa batalha, leia estes dois encadernados. Valem a pena, valem seus preços e são uma boa historia regular. Não são dignas de serem graphic novels, mas como uma historia de linha, é de um nível muito, muito bom.
Por favor, comente. Seja aqui ou no Facebook. Faz toda a diferença pra quem escreve !
Abraços do Quadrinheiro Véio !
Lanterna Verde Guerra dos Aneis

Superboy – Revista de Aço

SUPERBOY

SuperboyHoje gostaria de relembrar um personagem que já teve várias encarnações diferentes, mas vou falar apenas da minha favorita. O Superboy, que seria uma versão adolescente do Super-homem.
Este Superboy surgiu logo após a morte do Super-homem, em 1994. Ele era uma das 4 pessoas que apareceram se intitulando o Azulão que havia retornado. Entre eles estavam o Erradicador ( um artefato kryptoniano feito pra preservar a cultura de Krypton que acaba adquirindo consciencia e um corpo ), o Super-cyborg ( Henry “Hank” Henshaw, um astronauta que consegue transferir sua consciência pra máquinas e que fez isso pela primeira vez na matriz onde o pequeno Kal-el veio pra terra e ali conseguiu seu DNA e clonou seu corpo), o Homem de Aço ( depois conhecido apenas como Aço ) e o Superboy, que odiava ser chamado Superboyassim, mas que depois que o Super-homem diz que ele fez por merecer o nome, começa a usar com orgulho. E este era o único nome dele, já que não tinha identidade secreta e nem um nascer humano como qualquer um.
Este Superboy, criado por Karl Kesel e Tom Grummett tinha uma personalidade muito divertida. Era mais desencanado, brincalhão e era a cara dos adolescentes dos anos 90. Com o uniforme mais cool, usando uma jaquetinha preta com a logo costurada atrás, um par de óculos redodinhos, luvas e um par de cintos, pra mim é um dos uniformes mais legais desenhados pro personagem até hoje.
Logo de cara ele participa de todo o arco de histórias do “Retorno do Superman“, ajudando o original a derrotar o Super-cyborg que se revela um vilão de grosso calibre.
 
Após esta turbulência ele se depara com a continuação de sua vida. Aparece um empresário bem meia boca Rex Leech que tem uma filha adolescente, Roxy Leech, que tem uma paixão pelo garoto, mas não admite. 
Na primeira edição da revista é revelado que o novo Superboy é fruto de um experimento do Cadmus que se preparava pra ter um novo Super-homem caso o original viesse a falecer. Entretanto, o DNA kryptoniano é indecifrável e eles preencheram os vazios como acharam melhor. Assim, este Superboy não tem todos os poderes do original, mas tem um poder interessantíssimo: Telecinese táctil, que simula a força e o poder de voo, bem como a invulnerabilidade. Assim, em uma turnê pelo país, ele passa pelo Hawaii e resolve fixar moradia lá quando conhece a Tanna Moon, uma reporter que ele acaba namorando. ( Coincidência, né… reporter… ). Então vive com o empresário, sua filha e com Dubilex que se

torna sua “babá“. Como ele fugiu antes de terminar sua maturação, o processo mental e corporal dele parou em 16 anos de idade. É divertido ver ele citando obras e referencias que ele nunca viu, mas as memórias implantadas davam a ele mesmo assim. Como quando ele diz ao Super-homem que vai seguir em direção a 2a. estrela, rumo ao amanhecer. Kal-el diz que citar Peter Pan é conveniente, e ele diz que quem disse isso foi o Capitão Kirk. ( hehehehe….véio adora… )

Achei muito inteligente e divertida esta fase do personagem. Ele tinha personalidade, estava num lugar diferente, de praia, enfrentando novos vilões, aprendendo, e as memórias dele, que não são dele, vão sendo mostradas pra gente. É curioso ver o “marketing” que o empresário dele faz. Tudo muito inteligente. Vale a pena procurar por esta fase se você não a leu. É muito anos 90, muito legal mesmo.

Nas revistas de série do Superboy que foi lançado na época também havia histórias do Super-homem cabeludo. Numa delas, ele enfrenta o Lobo e é legal ao final o Maioral admitir que o Super ainda é um babaca, mas o babaca mais barra pesada do universo… hehehe… 

Devido ao GAP de minha leitura ao final  dos anos 90 até uma ou outra edição durante os últimos 10 anos, eu não sei como ele virou este Connor Kent chato pra dedéu que está nas histórias dos Novos Titãs e que fez parte da Young Justice. Parece que um tempo depois, foi dito que o DNA que foi usado pra preencher os “buracos” no DNA kryptoniano era do Lex Luthor. Por algum motivo, após este retcon, ele perdeu a inocência e jovialidade, ficando um cara mala, com comportamento depressivo, frio e distante. Ou seja, cagaram no personagem, com todo respeito a você que lê isso. Se alguém puder me contar mais nos comentários, agradeço.
Outro fato curioso é o preço… a revista foi lançada no Brasil em novembro de 1994, por R$ 1,45. Fatidicamente, a edição número 10, já estava R$ 1,80. Olha só como era mais fácil comprar nesta época, mesmo com esta inflação, acho que pouco se justifica nos dias de hoje este preço excessivo das revistas da Panini. Quadrinhos hoje em dia é pra elite… na minha época, era cala-boca de criança, de tão baratinho.
 
Abraços do Quadrinheiro Véio.
 
 

  

 
Bonus:
O Superboy dos desenho animados dos anos 70/80.