VINGADORES | Ultimato : 32 pôsteres entregam quem sobreviveu !

VINGADORES | Ultimato : 32 pôsteres entregam quem sobreviveu !

E a Marvel acabou de lançar 32 pôsteres que entregam quem não morreu na Guerra Infinita. Uma idéia sutil que mostra sem mostrar. Estão lindos e aqui você pode baixar em alta qualidade.

Lembrando que falta menos de 1 mês pra estréia de Vingadores Ultimato !

Olhaê:

                        

Abraços do Quadrinheiro Véio !

A Poderosa Thor – Reinos Ameaçados

A Poderosa Thor !

jane thorOlá Quadrinheiro !

Você já está sabendo que o poderoso Thor Odinson se tornou indigno do martelo de urur, o trovejante Mjolnir. Correto ? Sei que sim. Senão, não apareceria aqui num blog de quadrinhos. Mas você já sabe como estão sendo as histórias da pessoa que o substituiu ? Vamos falar um pouco agora sobre a Poderosa Thor. Sim, Thor agora é uma mulher, e não é ninguém menos do que Jane Foster. Loucura ? Sim, mas é comics, é Marvel. Portanto, precisa ser assim.

capa thor jane doenteJane Foster assumiu o manto de Thor na atual revista do deus(a) nórdico(a) do trovão, é ela quem agora manuseia o Mjolnir e está chutando muitas bundas na Marvel. Mesmo Loki não está sendo páreo pra ela. Mas a realidade mesmo é que o maior inimigo dela não é nenhum vilão. É um câncer que está matando seu corpo mortal. Um câncer de mama que ela descobriu durante a saga “Thor, Carniceiro dos Deuses” e está sendo devastador. Como ela sabe que toda magia sem seu preço, mesmo sabendo que em Asgard ela poderia se curar, resolveu abrir mão da cura. Na boa ? Que coisa mais burra. 

Até onde eu entendi, na saga Pecado Original ( como tem saga nas HQs, né… tudo é saga ) Thor deixou de ser digno de seu martelo e este encontrou outra pessoa pra isso. Like vs thorComo a inscrição do martelo já dizia, aquele que empunhar este martelo, se for Digno, possuirá o poder de Thor. A gente passa a entender algo como: O poder não é do Thor, é do Martelo. De quem o possui ( tipo o anel dos lanternas verdes. O martelo tem uma inteligência própria pra algumas coisas, que ninguém sabe de onde vem, mas que todo mundo entende como verdade absoluta que nunca se engana ). Pra mim, sempre foi assim, afinal sou do tempo do Donald Blake, do Thor que só tinha poder com o Martelo e quando ficava 1 minuto longe dele, voltava a forma mortal. E o mesmo parece acontecer com a Jane Foster. Ela quando não se “transforma” em Thor, é uma frágil mulher que mal se aguenta e precisa fazer quimioterapia. 

Aliás, acho que aqui cabe até uma reflexão sobre isso. Gosto de ver o empoderamento feminino, uma mulher substituindo um personagem que sempre foi ícone da testosterona, da força bruta, do ápice humano na forma de um deus nórdico, loiro e etc… e justamente a pessoa digna a substituí-lo é uma mulher franzina e doente. E mais do que isso, uma mulher franzina e doente que já foi namorada do próprio herói anterior. Este mundo dá voltas, não ?

Como não poderia deixar de ser, todo mundo em Asgard não reconhece a terráquea como uma deles, mesmo com ela digna no martelo. E pra ajudar, Odin está meio pancada da cabeça, julgando a própria esposa por traição, com atitudes irascíveis. Irreconhecível, tem coisa aí por trás. Imagine que o próprio Thor ( agora apenas Odinson ) a enfrenta e ao perceber seu coração nobre, a permite usar o nome e seguir em frente como a nova Thor. Claro que ele não sabe que é Jane neste momento. E como se isso não bastasse, antes disso tudo, Jane já era a representante de Midgard no Congresso dos Mundos.

UFA ! Quanta coisa.

the-mighty-thor-1Quando fico pensando nisso, é impossível não ver a ligação e influencia do cinema nas Hqs e vice-versa. Como já visto no trailer de Thor Ragnarok ( quando escrevi esta resenha, o filme ainda não tinha sido lançado ), o martelo é destruído e o Deus do Trovão se vê sem sua poderosa arma. Nas HQs ele já está assim a mais de um ano, porém em terras verde-amarelas sempre chega bem depois do mercado americano. 

Mas… ela convence ?

Embora com visual franzino, e falando do mesmo jeito que o Thor falava ( aquele jeito todo nobre, heróico e shakespereano ), Jane convence quando luta. É muito obstinada e lembra bem o comportamento do Thor. Está enfrentando uma barra quando está na Terra, e uma barra maior ainda quando vive as aventuras como Thor. Jason Aaron assina os roteiros e vai indo bem. Não me convenceu muito nas histórias de Star Wars, mas pra quem acompanha o Thor nos últimos anos, já o conhece e já gosta do trabalho dele em mais de 3 sagas. O traço de Russel Dauterman é bom, competente e emocional. Cumpre a parcela de dor, angustia e ação nas cenas de movimento. Mighty_Thor_1_GatefoldE nos anos recentes a cor faz toda a diferença em toda HQ, e por isso merece ser citado, já que toda profundidade bem do trabalho dele, muito rico, cores vivas e bem escolhidas em cada quadro. Muito se engana quem pensa que cor é algo simples nas HQ’s. Não serve mais apenas pra chamar atenção e preencher espaços nas revistas. O colorista muitas vezes muda até a percepção de movimento de um desenho P&B. 

A Poderosa Thor chegou e me convenceu. E olha que pra mim, Thor, Homem de Ferro e cia sempre serão personagens secundários. Dito isso, considero uma vitória ter este momento das HQ’s sendo tão bem feita.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

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Cronologia do Universo Marvel – Filmes, Curtas e Séries

Oi, Quadrinheiros.
Este post é meio diferente, mas é só porque eu sempre achei meio confuso de explicar pras pessoas leigas sobre a real sequencia de fatos dos filmes, conciliando cinema, curtas e as séries.
Encontrei em um grupo do Facebook esta imagem que eu achei que a pessoa que fez foi genial.
Não fui eu que organizei, mas se você que estiver lendo souber quem fez me escreva e me conte quem foi para que eu dê os devidos créditos.
Basicamente é isso aqui, nesta sequencia, considerando o dia de hoje como referencia.
Interessante, né ?
Fica mais fácil de entender, inclusive porque ele(a) colocou até a sequencia das cenas pós-créditos.
Sensacional.
Abraços do Quadrinheiro Véio

GUERRA CIVIL

Poxa, nem sei como começar. Fiz este blog pra ser sincero e pode ser que meu relato do que eu achei desta edição da Coleção Salvat não seja o que a maioria vai concordar. Mas tenho um compromisso de ser verdadeiro aqui e como não tenho a intenção de afrontar e nem ofender ninguém, saiba que aqui é a minha opinião expressa, e eu respeito e acho muito normal um monte de gente discordar, ok ?
 
GUERRA CIVILExplicado isso, digo que não gostei mesmo de Guerra Civil. Foi tanto estardalhaço sobre esta HQ que eu comprei achando que estava trazendo Ouro pra casa, mas ao final era Pirita… hehehe…Percebe-se muito claramente que é uma ‘crise‘ feita pra vender e pra mudar as coisas no universo Marvel. Não foi uma história feita pra ser algo normal, mas foi algo tão surreal e forçado ( minha opinião, ok ? ) que eu não acreditava que estava lendo algo que pra muita gente foi considerada a melhor saga dos anos 2000. Na boa, li coisas muito menores e muito melhores do que esta ‘maxi-série‘. 
Sei da importância desta HQ, que ela se estendeu por mais de 100 revistas, que ela mudou tudo no dia a dia heroico do mundo dos super -caras Marvel, mas isso não quer dizer que é uma boa história, entende ? É fraca, sem foco, toda furada, sem personalidade… todos os personagens tirados do seu ‘eu‘ natural, mas não de forma a responder a uma situação natural externa. Foram mudados em sua essência de comportamento. A meu ver, foi algo tão forçado que não se reconhecia os personagens. E não dá pra dizer que é isso porque era um momento de crise. Nem ferrando… estes caras vivem passando por momentos de crise e isso não é motivo. A única lucidez que eu vi foi com o Justiceiro. Nem Demolidor, nem Capitão América, nem Homem-Aranha e nem ninguém mais chegou perto de algo digno de nota. Cara, desde quando o Aranha é tão inocente de cair na conversa do Tony e revelar sua identidade? Sério que alguém achou isso uma boa ideia? Só eu que vejo que é mais marketing do que uma boa história ? Até o Thor, em Renascer dos Deuses ( aqui ), percebe o quão ignóbil foi este ciborgue ridículo que o Reed criou com Tony e Hank.
GUERRA CIVIL
Cara, jura que um cara como o Reed deixaria passar uma trava de segurança ? O Reed ? Ah, fala sério… forçado, forçado, forçado !! Já passei por muitas reformulações e crises de universos Marvel e DC pra reestruturação do mesmo e mudar o caminhar pra criar novas histórias e ganhar mercado, mas esta Guerra Civil não chega aos pés… e olha que Flashpoint da DC é boa, mas criou um universo muito patético e sem cabimento que é os novos 52. Esta HQ justifica o motivo de eu ter abandonado as HQ´s logo após o fiasco da Guerra dos Clones do Aracnídeio. Achei que nada seria pior… neste caso eu amaria estar certo.
Agora, prometo, vou tentar achar as coisas boas que eu gostei nesta HQ. Primeiro e a melhor de todas: Tirou aquele uniforme ridículo do Peter… sério que o Homem-aranha usava armadura até chegar aí ? Meu, graças a Odin eu perdi isso. Uma outra coisa bacana foram as justificativas para os X-Men e o Dr. Estranho ficarem de fora da batalha. Se a situação dos mutunas já era de vigiados pelo governo, não tinha sentido mesmo brigar… e como a Emma bem justificou, eles sabiam no que aquilo iria dar, então, melhor ficar de fora mesmo. Curioso é ter o Vovô mutante na capa da edição ( Vô Verine!!! tu-rum-tisss ), sendo que ele mal participa do comecinho. E outra curiosidade… embora o Vigia seja proibido de interferir, não tem história que ele apareça que ele se segure… hehehe…. ele sempre dá uma forcinha… e nesta, não. Então, tem tanta coisa ali que é fora do lugar, que eu só posso dizer que esta edição não foi feita pra mim, foi pra outro tipo de público e eu posso entender e aceitar isso perfeitamente.
 
 
Poxa, tentei, mas não consegui falar bem nem quando me propus… hehehe… Vamos lá, outro ponto que eu gostei foi a ideia da prisão ter o nome de 42… embora tenha sido mostrado na HQ que este nome veio por ter sido o 42o projeto da lista que os 3 montaram, sabemos que 42 é um pouco mais do que isso, né ? Curioso eles mandarem esta indireta de que esta prisão era a resposta a grande questão da vida, do universo e o tudo mais. Tem muitas outras referencias, mas nada que valha a pena listar.
 
GUERRA CIVIL
O traço também não ajuda, mesmo sendo um cara que muita gente acha incrível, eu realmente sou um velho ranzinza e gosto mais de desenhos com mais movimento e menos pose. Steve McNiven não tem um traço que convence, parece inseguro… olhos sem vida, rostos que não são uniformes, parece amador ( minha opinião… ) e o Mark Millar visivelmente fez algo pensando mais na mudança do Universo Marvel do que na história em si. Não sei se me faço entender… Realmente me decepcionei bastante porque existe muito barulho sobre ela. Guerra Civil é uma ideia muito boa, que foi desperdiçada numa execução ruim, sabe assim ? Um final medíocre e ‘preguiçoso‘, porém coerente com a bomba que é o decorrer da saga. Esta saga deveria ter sido mais bem feita, porque as consequências que ela deixou são muito importantes. Acho que é isso que mata a gente de raiva. 
 
Bom, é isso. GUERRA CIVIL. Perdoe-me se em algum momento invado a sua opinião. Saiba
que não quero ser desrespeitoso com ninguém e o espaço é livre pra comentar a sua opinião a vontade. Aliás, eu até gosto disso. Aprendo com os comentários porque me mostram pontos de vista que eu não percebi e sou bem aberto a este tipo de opinião. 
 
Abraços do Quadrinheiro Véio !

Os Julgamentos de Loki

Oi Quadrinheiros.
Peguei na livraria neste final de semana um encadernado capa dura do famoso deus nordico da trapaça da Marvel, Loki, hoje tão conhecido por todos devido aos filmes do cinema, mas que até poucos anos atrás seria conhecido como “Lóqui quem ?” na boca da maioria das pessoas.
O mais bacana é que, assim como o Thor, Loki também precisou ser adaptado pela Marvel pra fazer parte dos quadrinhos e depois, mais adaptado ainda pra poder estar num filme de cinema. Penso que todo este sucesso dos filmes revela que o mundo está cada vez mais dependente de heróis e ilusões. Antigamente, filmes assim não faziam sucesso, porque o pensamento das pessoas de até uns 20 anos atrás, era de que suas vidas dependiam delas mesmas e não de heróis, e não de outros. Elas buscavam inspiração em heróis. Hoje, com esta mudança cultural no mundo e a forma como as pessoas estão sendo criadas em cima de ilusões e super proteção dos mais velhos, o inconsciente coletivo se volta pra heróis, pra pessoas que vão cuidar delas, de modo que elas mesmas não precisem cuidar de si mesmas. Heróis sempre existiram, desde a Torah, todas as mitologias e religiões tem seus heróis e deuses. Porém as pessoas se inspiravam neles, buscavam ser como eles, hoje, ao menos a meu ver e posso estar redondamente enganado, estas pessoas dependem deles. Não foram criadas pra serem heróis, mas para serem salvas. ( Aqui em nosso país, então, nem se fala, né? Prova disso é o governo fazer tudo que quer e o povo ainda deixar a vida nas mãos dos políticos, em troca de migalhas.) O que percebo é que com a globalização da comunicação, começa a existir uma equalização na informação e com isso, uma mudança cultural no mundo. Não acho bom e nem ruim, apenas acho que é uma mudança que, como todas que vivemos, precisamos estar prontos pra isso. Que nos iludimos desde sempre, pra minha pessoa, é fato.

Retornando a mini-série após este “momento reflexivo“, esta publicação da Panini Books, intitulada “Os Julgamentos de Loki” reúne a mini série “Loki” de 2010, onde vemos uma percepção dos deuses nórdicos, os aesires, de uma forma mais próxima a sua mitologia do que dos quadrinhos Marvel. Mesmo Thor, Odin, Sif, Balder e cia, todos os mundos, a árvore da vida, tem um direcionamento mais fiel a fonte original nórdica. Os elementos principais estão nesta mini e só por isso já merece atenção. Uma pesquisa muito bem feita por Roberto Aguirre-Sacasa, responsável pelo roteiro. Ele teve uma percepção sobre o Loki que, assim como no original, é mais “louco” do que mal. Loki era mal apenas nos quadrinhos, porque na época de sua criação, tudo deveria ser preto-no-branco. Vilão era mal, herói era bom e ponto final. O mundo via as coisas assim. O inimigo do Thor original é conhecido como o Trapaceiro, o Mentiroso, o que muda de forma, o Maldito, mas não tem essência má. Tem essência sombria, o que é diferente. O que vemos nesta série é um deus que sofre de inveja. É curioso como os antigos parabolavam ( existe isso ? ) o que não sabiam explicar. Entretanto a mitologia era toda reflexo deles mesmos.

Loki tinha inveja de seu irmão de criação, o “senhor perfeitinho“, aquele que toda pessoa imperfeita normal adora odiar. Thor não é deus do trovão só por comandar o clima, mas porque tem temperamento tempestivo, irado. Fora isso, é uma pessoa justa e boa. Loki é mais mental, mais planejador, porém sempre cresceu a sombra do irmão e isso forjou a fogo uma personalidade vingativa e cruel, com percepção distorcida dos atos próprios e dos atos dos outros. Este comportamento todo baseado nesta inveja. E este é o ponto central da publicação. Um filho adotado que passa a vida toda querendo brilhar aos olhos do pai. Pai este que enxerga o filho da mesma forma que o mais velho, mas na visão distorcida do Loki, não. Pro Loki, o pai sempre prefere o Thor. É possível entender a loucura do Loki, entender, não justificar, mas tem algo mais… e a magistral sequencia da HQ faz a gente até torcer pelo vilão em alguns momentos. E sentir pena dele no final. Mostra que o mundo que vemos é consequencia das escolhas que fazemos, não apenas nos atos, mas, antecendendo estes atos, as escolhas que fazemos no moldar de nossos pensamentos mais internos. Os pensamentos que achamos que são nossos, mas que as vezes andam sozinhos. Muito show, né ?

Os desenhos não são os que mais me agradam, mas confesso que o que mais valorizo em HQ´s são movimento e expressões. E o Sebastián Fiumara sabe fazer isso. A mudança de desenhista na edição 4 realmente não me agradou, é como perder a linha. É como ver o filme com um ator e no final o mesmo personagem ser outro. Não gostei. A coloração é muito bem feita, manchada, fria, e segue o calor de cada situação. É bem artística. Aliás, chego a dizer que o traço é bem mais de ilustrador do que de desenhista. Existe, pra mim, esta distinção.

Amigos, recomendo muito a leitura, principalmente aos leitores que procurem algo além do convencional e que gostem de mitologia. Muito da mitologia nórdica é citada corretamente neste encadernado e vale a pena ler com carinho e atenção. Os HQ´s sempre refletem a época em que são produzidos, e o nível de entendimento do mundo.
Sou um grande fã de mitologia. Desde Mitologia Grega, Romana, Britanica, Egipcia, Nordica, Inca, Americana e a Brasileira. São todas muito parecidas, apenas diferente nos detalhes, mas na essência, todas partilham da mesma estrutura. Isso é algo a se pensar, não ?
Abraços do Quadrinheiro Véio !!

Os Supremos – Segurança Nacional

Bom dia, Quadrinheiros !
Neste sabadão de manhã vou escrever um pouco sobre a publicação desta quinzena da coleção da Salvat, o volume 29: Os Supremos : Segurança Nacional. E o mais legal, desta vez a lombada encaixou direitinho no volume 28, que é o começo da estória. Legal, né ? ( Finalmente uma bola dentro nas lombadas, hein Salvat ).
Antes de mais nada preciso informá-los de que eu não sou patrocinado pela Salvat pra falar sobre as edições. Eu gosto de colocar por serem edições especiais bem bacana, bem feitas e importantes dentro do contexto das HQ´s. Dito isso, vamos em frente.
Falar de The Ultimates é bem problemático pra mim. Até mesmo porque este

universo paralelo da Marvel não foi feito pro pessoal da minha época, mas sim pra nova geração Z que está por aí. Considerando que sou do final da X, acompanhar até os Y nos dias de hoje as vezes é complicado. A minha sorte é que me adaptei bem a tecnologia atual.

Os Supremos: Segurança Nacional é a continuação de Os Supremos: Super-humano, que já comentei aqui no blog em janeiro. E minha opinião não mudou muito, então, se não leu, vale a pena dar uma olhada lá naquele post. Se já leu e quiser relembrar, é só clicar aqui.
Nesta continuação temos um grande desafio pro novo grupo, e desta vez uma ameaça intergalática. Aparentemente um grupo de alienígenas, conhecidos com os Chitauri ( a mesma raça que ataca a terra no filme dos Vingadores, mas o poder transmorfo não é citado no filme, bem como a inteligência ), quer dominar o mundo, porque consideram que o pensamento humano individual deve se extinguir e todo mundo tem que pensar igual já que o universo é um grande organismo e se cada um pensar por si mesmo, este organismo morre. Faz sentido, mas não da forma que eles querem, através da força. Depois é revelado que eles são os Skrulls, e que neste universo pra poderem mudar de forma eles tem que comer o humano original e tomar sua forma ( WHAT ?!?!?!?!! ). Gente, na boa… O QUE É ISSO ? Primeiro a Vespa é mutante e tem hábitos de insetos… agora isso ? Oh G’d… kill me !
Seguindo, temos uma estória que é o Capitão América e seus amigos. Herois descaracterizados, com mudanças muito esquisitas, visivelmente uma tentativa de pegar novos fãs pras revistas, porque os antigos não vão ter facilidade pra aceitar algumas mudanças. O visual do Thor é bem legal, mas poxa, o Mjolnir não tem machadinha atrás, pela mor de Odin !!! Ao menos a ideia de quem ninguém acredita mesmo que ele é um deus nórdico é divertida. Aliás, cabe aqui um parenteses… parece que se não encherem de piadinhas e diálogos engraçadinhos não se faz mais HQs nos dias de hoje, né ? Precisa mesmo de piadinhas o tempo todo ? Que coisa mais besta. Tá tudo muito homogenizado, tudo muito igual, muito “formula pronta”. A época dos criativos se foi mesmo, estamos na época das formulas, dos meios garantidos, do agradar a qualquer custo e dane-se a arte, né… E a armadura do Tony está ridícula, feia, parece uma água vida com corpo humanoide… e deram a ele uma genialidade aparentemente mutante e um

comportamento muito bunda-mole. Mas pra salvar tem o Capitão América muito fiel e positivo, bem encaixado, a Viuva Negra e o Gavião Arqueiro também estão legais, embora tirarem a aparência do Clint, ficou convincente. Visivelmente o universo Marvel do cinema é baseado nos Supremos, tirando as partes que foram bem mal pensadas.

Mas a história é boa, a história é mesmo muito boa. As caracterizações dos personagens mudaram e desagradaram, mas fizeram uma aventura bem legal. Gosto muito deste Hulk, é mais original do que os de ultimamente. Gosto da ideia de ele ser utilizado como arma secreta. Nesta série é possível entender quando o Tony responde ao Loki no filme “Nós temos o Hulk“. Ele faz um pusta estrago, mas como deveria ser, ele é incontrolável. Não tem esta de conversar não, ele é manipulado pelo Capitão, que como bom soldado, mata mesmo, pra valer. Acho que o Capitão e o Hulk salvam a revista. ( não me peçam pra chamar de Graphic Novel uma encadernação de revistas, ok ? ). É bem claro que parece ser uma aventura do tipo “Capitão América e amigos“.
Esta edição reúne as revistas The Ultimates  de 7 a 13 e mantem Mark Millar nos argumentos e Bryan Hitch nos desenhos. Aliás, ao menos os desenhos estão bem legais. Tem uma imagem do Thor que está muito endeusada,

muito legal. E as páginas duplas são ótimas também. O que me incomoda na arte do Hitch são os olhares. Não tem emoção nos olhares. Falta isso na minha opinião. Não é como Neal Adans, ou Byrne, que os olhos falam muito. Acho que deviam parar de pensar em poses heroicas e corpos esculturais e se preocupar mais com a parte humana. Minha opinião, ok ?

Bom, é isso. Desculpem se pareço muito ranzinza. Como disse, tem coisas legais, a estória é muito boa e vale a pena a leitura. Tem elementos que valem a pena, principalmente a estória como um todo.
Abraços do Quadrinheiro Véio.

Thor: Por Asgard

Thor Por Asgard
Thor: Por Asgard é tão belo que beira ao sublime. Já começo assim porque é uma obra que impressiona. Uma arte que é rara de se ver em HQ´s, com uma riqueza de detalhes e uma fotografia adoravelmente épica.
Ganhei de presente de aniversário de um bom amigo e confesso que quando eu olhei a capa não dei a importância que a publicação pedia. Porém tudo mudou e fiquei muito grato por ter ganhado.
Por AsgardA história começa com uma batalha em Jotunheim, contra os Gigantes do Gelo, os eternos grandes inimigos de Asgard. Thor neste momento é regente de Asgard, já que os reinos estão sendo acometidos por um inverno super rigoroso a 26 anos e existe uma profecia de que um inverno de 3 anos iria preceder o Ragnarok ( que é basicamente o apocalipse nórdico ) e Odin saiu pra uma peregrinação para descobrir como impedir que isso ocorra, deixando o filho cuidando de tudo. O que mais preocupa os Asgardianos nesta história é que uma profecia diz que o Ragnarok também viria após a morte de Balder, o bravo. E este foi assassinado por Loki ao fugir da prisão. Este foi o começo do inverno longo e o começo do fim dos deuses. Toda a história gira em torno desta base que descrevi aí. Acho muito inteligente, muitos diálogos, muitas reflexões. Uma história pra lá de adulta, sobre sacrifícios, sobre como é o peso da responsabilidade de um reino. E o mais bacana. Thor não pode usar seu martelo enquanto é o regente, tendo que usar armas comuns. É dito que ele só pode ser uma coisa ou outra… Regente do rei ou Guerreiro. Pra ajudar ainda mais, revolta nas ruas e uma disputa entre Lady Sif e Tyr, o deus da guerra, para ter suas ideias ouvidas por Thor, que em meio as discussões opta por se isolar em seus pensamentos. Vemos também um passeio pelos reinos, e é possível entender melhor a extensão da mitologia nórdica que a Marvel adotou.A participação das Valkirias e seus cavalos alados, como as guardiãs e guias dos guerreiros valorosos que tombam em combate e partem rumo a eternidade no Valhala, bem como o reino dos malditos regido por Hella. Fala-se sobre ciclos e isso é muito interessante se pensarmos que os ciclos estão presentes na vida de todo mundo. A única certeza, sempre, é a mudança. E é sobre isso que se trata esta HQ.

Heindall rumo ao Valhalla
Um fato que acho bacana e que até então eu nunca havia ouvido falar, é que a imortalidade dos Asgardianos vem de uma maçã dourada, que está tendo dificuldade de florescer em meio a tanto tempo de inverno, sendo necessária a busca de terras festeis aqui na Terra. Sempre achei que a imortalidade deles fosse um fator natural e não provindo de um fator externo a natureza asgardiana. Curioso, não é ?
Batalha na neveO trabalho de roteiro é de Robert Rodi, que até então é um nome que não me lembrava, mas que fez um excelente trabalho. A arte magistral é de Simone Bianchi e a pintura é de outra Simone: Simone Peruzzi. Como já disse, a arte fala por si. Cores o tempo todo frias, como uma pintura a aquarela a base de água… não sei explicar, veja estas fotos de algumas páginas e tenha sua conclusão. Fazia tempo que não lia algo bom do Thor, e esta me deixou bem contente. A um tempo que eu já acho que as histórias regulares são bem fracas e creio que temos a sorte de ter graphic novels pra resgatar os bons tempos de roteiros bem escritos.
Enfim, recomendo com louvor.
Abraços do Quadrinheiro Véio.
Poderoso Mjolnir

Thor – Renascer dos Deuses

– ” Não cabe aos deuses decidir se o Homem existe ou não… cabe aos homem decidir se os deuses existem ou não.”

Começo este post citando a frase que mais me chamou atenção nesta Graphic Novel. Uma das melhores que eu já li. E embora não tenha sido uma história escrita pra ser uma Graphic Novel e sim as 6 primeiras edições da revista do Thor após o Ragnarok.

Vamos situar um pouco a história, os acontecimentos até aqui. Para os deuses nórdicos, que é a base da história do Thor dos quadrinhos, o Ragnarok é o “fim do mundo”. É a grande batalha final, o armagedom dos deuses, quando todos morrem e Asgard tomba em destruição. ( Nossa, as vezes eu mesmo me impressiono… hehehe ).

Pois então. Após este evento, Thor acaba descobrindo que o Ragnarok não é o fim, mas uma mudança de ciclo de existência. Eles não morrem, eles são “rebootados”. E um dos grandes recriadores de quadrinhos é o J Michael Straczynski ( não vou nem tentar escrever este nome de novo, ok ? ). O tal JMS aí foi muito feliz neste retorno dos Asgardianos, que após o Ragnarok estavam adormecidos, esperando serem convocados e o primeiro deles a acordar é, convenientemente, o próprio deus do relâmpago e do trovão, que foi chamado pelo Dr. Donald Blake, trazendo o alter ego do Thor de volta as histórias de modo muito inteligente. É bem legal ver que a mudança dele, batendo a bengala no chão é usada várias vezes.


Gosto do tom da narrativa, é poético, é inteligente, é como deveria ser. Fico grato por poder ter lido isso. A forma que foram trazidos os asgardianos de novo, os 3 guerreiros, e até o Loki. Uma coisa curiosa é que o Loki voltou mulher. Não sei o que se deu depois disso, mas é bem interessante a forma como ele leva isso. E também uma das melhores passagens é a surra que o Thor dá no Tony Stark, mostrando pra ele quem é que realmente tem poder de verdade. Esta Graphic Novel se passa após os eventos da Guerra Civil, onde o Homem de Ferro traiu o Thor.
Acho que esta revitalização do deus do trovão foi incrível, e considero imperdível. Foi uma recriação mas que trouxe ele de certo modo mais próximo as suas origens nos quadrinhos, resgatando o Thor mais viking, mais durão, mais “deus nordico” mesmo. O traço do francês Olivier Coipel é muito lindo, a forma com que é retratada toda a narrativa é mesmo primorosa. Deu até pra sentir medo do Thor, e isso não tem preço.


Este foi o quarto lançamento da coleção da Salvat. Volume 52. Recomendadíssimo !

Espero que as próximas 6 revistas apareçam mais a frente nesta mesma coleção. Não gosto muito de ler em formato eletrônico ( sou véio, lembra ? ), mas por esta continuação eu passaria por cima disso caso não encontre impresso.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

Os Supremos : Super-Humano

Hoje escreverei sobre os Supremos.
SupremosPelo que eu entendi, os Supremos são os Vingadores num Universo paralelo da Marvel, que foi criado e lançado em  2002. Neste universo paralelo, conhecido como Universo Ultimate, vemos os heróis um pouco mudados, com comportamentos mais “humanos”, com o objetivo marqueteiro de atualizar os personagens da década de 60.

Supremos - Salvat

Estou colecionando as Graphic Novels da Salvat e acabei de ler esta edição.
Particularmente eu gostei muito da história que eu lí. Não sou especialista nestas histórias mais novas. Como Quadrinheiro Véio, ( leio desde 1983, quando tinha lá meus 7 anos… ) tenho um perfil meio conservador. Claro que eu sei que nunca a minha percepção mais ingênua e infantil será repetida nos dias de hoje, mas sei também que muito dos valores que os quadrinhos visavam passar se perderam nesta modernização dos tempos. As vezes penso que a tecnologia é que deveria evoluir e nós deveríamos manter alguns valores originais positivos. Mas, enfim, opiniões de um leitor antigo, que é o propósito deste blog.
O visual dos personagens foi alterado, não muito, mas foi. Alguns a gente até se acostuma, outros percebemos pouco… Como o Homem de Ferro, que está com uma armadura um tanto diferente. Só que o Homem de Ferro vive mudando de armadura. Praticamente todo novo desenhista inventa uma nova. As vezes acho que as pessoas não sabem a diferença entre antigo e clássico. E pra mim, a Clássica é a melhor. Porém como o lance dele é tecnologia a gente até entende este monte de atualizações. Surpresa é ele não mudar de armadura a cada página, né ? Enfim.
Capitão está bacana, não gosto daquela calça que faz parece calça de cintura alta, mas a gente acostuma. Já o Thor, eu até curti este lance dele mais Hippie, ecologista, etc… o que faz sentido mesmo já que é um deus com poderes de ordem climática, mas o martelo novo dele, com um lado machado ficou ridículo. Sério, na boa… como engolir isso ? Mais uma vez o lance do clássico x antigo. Não se muda um ícone. Mjolnir não precisava atualizar. Mas é a minha opinião, ok ? A vespa se tornar mutante também achei digno de um tiro no rosto. Péssimo… e o que é aquilo de dizer que ela tem hábitos de insecto  ? Que nojo !

Nick x Nick

Outra besteira homérica é a mudança absurda no visual do Coronel Nick Fury… Fala sério… a vida toda com ele branco, de suíças brancas ao lado da cabeça, e de repente ele vira o Samuel L. Jackson pirata. Cara, o visual é legal, mas poderia ser outro personagem. Porque mudar da água pro vinho ? Programa de cotas ? Nada mais preconceituoso do que ser obrigado a agradar a todos. A arte se perde quando é feita pra fora e não pra dentro. Quadrinhos perderam a arte quando os números começaram a ditar o rumo das histórias. Aliás, é culpa do Marketing 2.0. Em outro blog falarei sobre isso, sobre a perda de autenticidade humana. E o pior, as pessoas não querem mesmo ter pessoas autenticas no dia a dia delas, pessoas assim são imprevisíveis, mas impulsionam a humanidade. Imagina se pessoas como Steve Jobs, Michael Jackson e outros gênios fossem seguir tendencias de marketing pra criar ? Perderíamos muito… por isso que acho que o ápice humano acabou nos anos 90, como já previu Matrix.
SupremosMas, o roteiro é bom. O roteiro me impressionou um pouco e acho isso legal nos dias de hoje. Noto personagens mais humanos do que eram, e olha que o Stan Lee começou com isso de humanizar heróis quando lançou Namor, Homem Aranha e cia. Esta foi a grande sacada dele, aproximar os heróis de nós, meros mortais. Porém ao ler os Supremos cheguei a me desesperar com eles, a ficar com medo do Hulk, a perceber a fragilidade de uma pessoa como Bruce Banner ao ser exposto ao que ele foi. Ao ver a perda de controle do Pym quando atacou a vespa por ciúmes e quase a matou. Acho que a renovação trazendo personagens mais humanos, com vida pessoal interferindo na vida heróica foi uma sacada muito boa. Também acho muito divertida as referências ao cinema a até a editora rival. A passagem em que o Jarvis desmarca um encontro com o Alfred é impagável. E por este motivo, vale a leitura. Espero ter mais surpresas assim nesta coleção da Salvat.

DVDs Supremos

Este universo Ultimate também lançou mais personagens, como o Homem-aranha, Quarteto Fantástico, X-Men e etc… mas não adianta, não pegou. Também lançaram dois desenhos em DVD dos Supremos. Assisti os desenhos a uns anos, e até gostei. São bons roteiros, misturam um pouco de Ultimate com a série regular e o resultado é até legal. Mostra a origem nova desta equipe que foi B a vida inteira até o filme do Homem de Ferro lançar moda e os heróis mais B dos quadrinhos virarem mania pra uma população que, em uma parte, nem sabia da existência deles. Bom pros cofres da Marvel.
Abraços do ranzinza, oops, digo, Quadrinheiro Velho.